Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Author: Odir Cunha (page 1 of 494)

Diga quem fica e quem sai

Faltam cerca de 20 dias para a eleição que definirá o presidente do Santos para o triênio 2018/19/20 e é importante que a nova gestão saiba qual é a opinião dos torcedores sobre os jogadores que compõem o elenco do clube. Assim, como já fizemos em anos anteriores, perguntamos para você quais jogadores devem permanecer no Santos em 2018 e quais devem sair.

Para ajudar a memória, segue um link com os jogadores do elenco santista:

Clique aqui para checar os jogadores do Santos

Para facilitar a tabulação, sugiro que sejam feitas duas listas: uma com os que devem sair e outra com os que devem ficar. Após o nome do jogador, explique porque quer que ele saia ou fique. Assim:

Devem sair
1 – Fulano de tal. Por isso e por aquilo…
2 – Beltrano. Por isso e por aquilo…
3 – Sicrano. Por isso e por aquilo…

Devem ficar
1 – Fulano de tal. Por isso e por aquilo…
2 – Beltrano. Por isso e por aquilo…
3 – Sicrano. Por isso e por aquilo…

Pode parecer cruel, mas democracia é assim. Lembro que essa pesquisa ajudou muito o Santos em outras temporadas, já que o remanejamento do elenco levou em conta a opinião dos torcedores.

Bem, agora a caneta está com você. Daqui a alguns dias o blog fará uma matéria com as estatísticas e saberemos quais jogadores, na opinião dos frequentadores deste espaço, devem permanecer ou sair do Santos.


Apenas joguem futebol

Mudança de domicílio eleitoral
Diante da grave situação administrativo-financeira do nosso clube, é importante que o presidente Modesto Roma não seja reeleito para mais três anos. Por isso, você que é sócio do Santos e gostaria de votar em São Paulo no dia 9 de dezembro, deve enviar um e-mail para o endereço domicilioeleitoral@santosfc.com.br avisando que pretende votar em São Paulo. O e-mail deve conter o seu nome completo, número do CPF e número de sua carteirinha de sócio do Santos. No dia da eleição, compareça à sede da Federação Paulista de Futebol, na rua de mesmo nome, Barra Funda, com sua carteirinha do Santos e um documento de identidade com foto.


Um Bahia e Santos dos tempos em que os santistas jogavam com amor

Nesse conturbado final de ano, em que fatores que não conhecemos ao certo parecem perturbar os jogadores santistas, o que poderíamos dizer a eles antes do jogo de hoje, às 21 horas, contra o Bahia, na Fonte Nova? Eu pediria que apenas joguem futebol, algo que não fizeram na última partida e fizeram muito pouco contra o Vasco.

Para um time que lutava pelo título, o Santos caminha para um final de campeonato melancólico. Essa tendência pode ser quebrada ou confirmada hoje. Será preciso caráter para sair dessa situação. Até porque o Bahia, em sua casa, costuma dominar os adversários.

Dizem que a falta de ânimo dos santistas se deve a atrasos no pagamento de seus rendimentos. Se não for de salários, é de direitos de imagem, o que dá na mesma. Em uma administração transparente o sócio e o torcedor seriam informados, mas nesse Santos atual as verdades são encobertas por anúncios fantasiosos, ainda mais agora, às vésperas de uma eleição. Se nenhum jogador colocar a boca do mundo, o problema continuará debaixo do tapete.

Como bem disse David Braz, que deverá voltar ao time hoje, assim como Bruno Henrique, o “Santos precisa de algo mais”. Acho que entendi o que ele quis dizer. Apenas entrar em campo e trotar atrás da bola não garantirá uma vaga direta na Copa Libertadores do ano que vem. Será preciso, nos jogos que faltam, ganhar ao menos três: do Bahia, hoje; do Grêmio, na Vila Belmiro, e do Avaí, na última rodada, também na Vila (nem conto com o Flamengo, no Rio, pois lá me parece derrota certa). E isso exigirá um esforço extra.

Pelo andar da carruagem, o torcedor sabe que essa missão parece impossível. Se os jogadores não se motivarem, será mais fácil o Santos não marcar pontos em nenhum desses jogos. Mas, então, como animar um time que parece esperar impacientemente pelo final da temporada? Bem, eu apelaria para o sentimento atávico de todo jogador de futebol…

Quando crianças, e quando amadores, jogamos futebol por amor, por diversão. Jogamos apenas para viver momentos agradáveis e, se possível, conseguir algumas boas vitórias que depois compartilharemos nas conversas com os amigos. O cestinha Oscar Schmidt me dizia que era um homem realizado, pois adorava jogar basquete e ainda ganhava para isso. Pois esses jogadores do Santos podem simplesmente jogar futebol com o mês mo amor e dedicação que o faziam quando eram crianças, ou amadores.

O torcedor sabe quando o time se empenha, ou quando enrola, faz o tempo passar e finge que joga. E ele também identifica os jogadores que colocam a alma em campo, ou aqueles que apenas batem cartão. No Santos, ele confia na determinação de Vanderlei, Lucas Veríssimo, David Braz, Alison e Bruno Henrique, mas tem desconfiado de muitos, entre eles Victor Ferraz, Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira. Todos os citados jogarão, além do lateral Daniel Guedes e do jovem Arthur Gomes, que tem sido escalado insistentemente por Elano. Que todos, simplesmente, joguem futebol.

O Bahia, orientado pelo experiente Paulo César Carpegiani, deverá jogar com Jean, Eduardo, Tiago, Thiago Martins e Juninho Capixaba; Renê Júnior, Juninho, Zé Rafael e Allione; Edigar Junio e Mendoza. A arbitragem será de Sandro Meira Ricci (SC), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP). A partida será transmitida pelos canais Sportv e Premiere.

Um caso de abnegação

Sei que parece fácil pedir empenho para quem se sente desrespeitado, mas já passei por situação parecida e decidi, com meus companheiros da revista TêrisEsporte, usar o nosso mês de aviso prévio, no primeiro semestre de 1981, para fazer a última edição daquela publicação mensal que estava chegando ao fim (destino, infelizmente, de todas as revistas esportivas do Brasil).

Minha alegação foi a de que cada um daqueles exemplares seria importante para o nosso currículo de jovens profissionais da comunicação. Todos concordaram e assim foi feito. Hoje, talvez, nenhum leitor se lembre, apenas nós, que trabalhamos religiosamente no mês em que poderíamos ter ficado em casa, mas certamente nossa atitude fortaleceu nosso caráter e nos ajudou a seguir em frente em nossas carreiras.

E você, o que pensa disso?

adesivaço


O Eterno e o Transitório

Já estou em Santos para a sessão de autógrafos dos livros Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros e Time dos Sonhos, ao lado de José Carlos Peres, a partir das 19 horas, no bar Maria Chuteira, e, de repente, quase sem explicação, me ocorreu que o sentimento mais eterno que existe é o amor.

O verdadeiro amor rompe o tempo e permanece eternamente jovem e instigante, e também sábio e plácido. Sei que escrevo para pessoas que valorizam o amor, pois nada mais explicaria nosso interesse por um time de futebol.

E quais seriam as características atávicas do amor?

Bem, respeito opiniões contrárias, mas para mim ele não pode ser possessivo, excludente. É obrigatório que seja abrangente e universal, pois ele existe para unir, jamais separar; ele não segrega, congrega. Falo agora do amor porque percebi que esse que é o mais puro e poderoso dos sentimentos tem tudo a ver com o que queremos para o nosso Santos.

Não há santista daqui ou santista dali, Somos todos Santos e esse nome não poderia ter sido mais feliz para definir a nossa chapa. Não nos proclamamos gigantes ou fantásticos. Somos apenas Santos, mas somos totalmente Santos, sem divisões, sem privilégios, queremos que o mais humilde dos santistas, do lugar mais distante, se sinta tão dono do clube como nós.

AMOR é uma palavra tão bonita… Lembra a imensidão do mar, a união e a renovação dos seres e da esperança. Esqueçamos aquilo que representa o contrário do AMOR. Esqueçamos a palavra e o sentimento de segregação que representam o contrário de A-M-O-R, letra por letra, pensemos apenas no AMOR fraterno que queremos para o nosso Santos.

O ETERNO E O TRANSITÓRIO

Livros são eternos porque a história é eterna. Quem torce para qualquer outro time talvez nem precise ler livros de futebol, mas o santista de verdade tem essa obrigação porque o Santos continua sendo um dos maiores mais por tudo o que já fez do que pelo que está fazendo. Outra necessidade eterna é a ética. Nada que é feito sem ela tem valor. Mas sobre isso falarei mais abaixo. Primeiro, concentromo-nos na imortalidade da história…

Em poucas palavras, a história fica. Quando, lá na frente, perguntarem a você quais suas lembranças deste longínquo Campeonato Brasileiro de 2017, o que dirá? Que o Santos foi campeão, vice, que conseguiu uma vaga para a Libertadores… Sim, parece que o que nos resta é essa última possibilidade. Por isso o jogo de logo mais, em Chapecó, é tão importante.

No ano passado o Santos foi o único time que ainda adiou a festa do eneacampeão Palmeiras. Agora é aquele que novamente pode retardar os fogos do alvinegro da capital. Para isso, porém, precisará vencer hoje, a partir das 20 horas, na Arena Condá, o que, sabemos, não é fácil. A Chapecoense ressurgiu dos céus para se tornar um adversário perigoso dentro ou fora de sua casa e hoje lutará muito pelos três pontos que significarão sua permanência na Série A.

O time de Santa Catarina tem o oportunista centroavante Wellington Paulista e o rápido lateral-direito Apodi, que já jogaram no Santos e por isso nos colocam em alerta com relação à “maldição do ex”. Que sejam bem marcados.

Sem David Braz e Bruno Henrique, o Santos deverá ser escalado por Elano com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e Caju; Alison e Renato; Lucas Lima, Copete e Arthur Gomes; Ricardo Oliveira. No papel, pode ganhar os três pontos, mas o santista sabe que no quesito espírito de luta, que acaba decidindo um jogo desses, os adversários têm mostrado mais. Vamos ver até que ponto esses nossos jogadores estão comprometidos com a sagrada história do Santos…

Em uma eleição, a ética é sagrada

Em uma eleição, como a que teremos para a presidência do Santos, dia 9 de dezembro, as promessas e as mentiras passarão, mas ficarão a verdade e as obras efetivamente construídas. Enfim, a ética pairará sobre as aflições e ambições do momento. Pessoas sairão dela mais fortes e respeitadas, outras perderão a alma em busca de recompensas imediatas e transitoriamente materiais. Faço esse preâmbulo antes de tocar em um assunto bem relevante…

Recebi esses dias o e-mail de um eleitor preocupado com a lisura das eleições santistas. Ele escreveu:

Sobre o que aconteceu na eleição do Vasco, temo que possa acontecer o mesmo na eleição do SFC.
https://oglobo.globo.com/esportes/torcedor-revela-convite-de-funcionario-do-vasco-virar-socio-sem-pagar-so-para-votar-22058193

Senão vejamos. Consegui me cadastrar no sociorei em (setembro passado), com o número de matrícula 999.999 (não colocarei seu nome e nem seu número de matrícula para protegê-lo, mas ele se prontificou a depor em juízo caso seja necessário), estando apto a votar na eleição de 09.12.2017. Ao conferir a listagem de sócios, divulgada no portal do SFC, notei que o último dessa lista apto a votar nessa eleição tem o numero de matrícula 175.558 (Flavio H. Cuoghi). Tal como ocorreu na eleição do Vasco, como não suspeitar desse movimento atípico de associação, pois foram quase 3.100 novos sócios em pouco mais de 2 meses? No caso do Vasco, a oposição tomou algumas medidas para poder rastrear as possíveis irregularidades.
Grato

Bem, eu já tinha recebido denúncias dando conta de que no final do ano passado muitas pessoas, todas ou quase todas da Baixada Santista, foram agraciadas com carteirinhas quitadas de sócio do Santos. Não poderia divulgar isso sem provas ou evidências. Agora, diante desse e-mail tão preocupante, resolvi pesquisar alguns nomes dessas 3.100 pessoas que se tornaram sócias no final de 2016, a ponto de poderem votar agora.

Bem, todos os novos sócios que eu pesquisei realmente moram ou trabalham em cidades da Baixada Santista. Muitos, pelo que vi, não têm qualquer ligação com o Santos ou mesmo com o futebol. É estranho que tanta gente da mesma região, em tão pouco tempo, tenha se associado ao Santos? Sim, pois se essa média fosse normal o clube conquistaria 30.000 associados por ano e não os estaria perdendo em progressão geométrica, como ocorreu em todos os outros meses desta gestão. E por que quase todos são da Baixada Santista, que normalmente contribui com um número bem menor de associados do que a Capital? Bem, são coisas para se pensar…

Sei que muitos moradores de Santos já ouviram essa história e até dizem saber quem estaria por trás dessa suposta distribuição de carteirinhas. Mas aqui cabe uma pergunta: isso é ilegal? Que eu saiba, não. Se muitas pessoas quisessem votar em um candidato a presidente do Santos, mas não tivessem dinheiro para se associar, poderiam recorrer a alguém que lhes pagasse as carteirinhas? Sim.

Agora, algumas dúvidas ficariam no ar: Foram essas pessoas que as pediram, ou receberam as carteirinhas sem ao menos serem consultadas? De onde veio o dinheiro para pagar por essas associações? De um investidor, de um empresário, do…? A verba recorrente dessas milhares de associações está sendo computada no último balanço do clube? Se a anuidade do Santos é de 260 reais, 3.000 sócios representam 780 mil reais!

É bom que isso fique esclarecido porque a dúvida gera a desconfiança. Mesmo que seja legal, obviamente não é ético agir assim para se ganhar uma eleição, e a ética é uma obrigação em todas as relações humanas, principalmente naquelas que mexem com as vontades e os destinos de tantas pessoas, que é a eleição para o comando de um clube de futebol. Quem trapaceia no pleito, trapaceará muito mais quando tiver o poder nas mãos. Por isso, o próprio clube, para que não fique nenhuma dúvida no ar, deveria explicar o porquê desses milhares de sócios que desembarcaram no Alvinegro Praiano no finalzinho de 2016, em cima do prazo para garantir o direito de voto na eleição de 9 de dezembro de 2017.

Enfim, o essencial é a democracia, o respeito à vontade do eleitor, a obediência ao livre desenvolvimento dos fatos. Aqui neste blog todos sabem de minha preferência por José Carlos Peres e pela chapa Somos todos Santos, que me dará a oportunidade de atuar mais diretamente no clube durante três anos, trabalhando para realizar muitos dos planos e sonhos que desfilamos aqui, mas já li comentários neste blog falando de outras preferências, contrárias à minha indicação. Ótimo. Percebo que aqui há partidários de todos os candidatos. Tudo bem, desde que discutamos ideias. Se a escolha é consciente e leva em conta o que é melhor para o Santos, nada a objetar. Que vença quem realmente tiver mais capacidade de mudar o Santos, com competência, transparência e profissionismo. Mas sem esquecer a obrigatória ÉTICA, por favor.

E você, o que acha disso?

Mudança de domicílio eleitoral
Você que é sócio do Santos e quer votar em São Paulo no dia 9 de dezembro, deve enviar um e-mail para o endereço domicilioeleitoral@santostd.com.br avisando que pretende votar em São Paulo. O e-mail deve conter o seu nome completo, número do CPF e número de sua carteirinha de sócio do Santos. No dia da eleição, compareça à sede da Federação Paulista de Futebol, na rua de mesmo nome, Barra Funda, com sua carteirinha do Santos e um documento de identidade com foto.


O buraco é mais em cima

Sem tirar as responsabilidades dos jogadores e do técnico Elano, pois elas sempre existem em uma derrota, e muito menos tirar o mérito do adversário ou dos 7.841 torcedores que foram à Vila Belmiro, pois fizeram a sua parte, a verdade é que os problemas do Santos – que culminaram com a melancólica derrota, de virada, para o Vasco – começaram com o desplanejamento do futebol santista a partir de 2016.

Em uma de suas primeiras aparições no Conselho Deliberativo do Santos, o presidente Modesto Roma disse que em contato com o presidente do Benfica ficou sabendo que todo grande clube europeu vende jogadores ao final da temporada para equilibrar o caixa. Então, decidiu que faria o mesmo no Santos.

Ocorre que os grandes europeus já têm estádios enormes e modernos, assim como toda sua estrutura, um trabalho de comunicação e marketing profissional, mais de 100 mil sócios, um faturamento até dez vezes maior do que o Santos e são assistidos pelo mundo inteiro em suas competições nacionais e, principalmente, na Champions League. Não há, hoje, termo de comparação entre eles e o nosso Santos, infelizmente. E se quisesse imitar alguma coisa deles, o Santos teria mil alternativas antes de vender seus melhores jogadores.

Para se ter uma ideia de como o Alvinegro Praiano está se enfraquecendo a cada temporada, é só pegar o time que jogou a final da Copa do Brasil, em dezembro de 2015: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz (Werley), Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (depois Paulo Ricardo), Renato e Lucas Lima; Gabriel (Geuvânio), Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel.

Veja que havia, na zaga, um Gustavo Henrique em plena forma; Thiago Maia no meio de campo e no ataque Dorival Junior podia substituir Gabigol por Geuvânio, além de contar com Marquinhos Gabriel, que então jogava bem. Sem contar que Zeca e Lucas Lima estavam em boa fase e Renato e Ricardo Oliveira eram dois anos mais jovens e mais interessados. Não dá para comparar com o time que ontem jogou e perdeu para o Vasco.

Em janeiro de 2016 o atacante Geuvânio, que jogava o seu melhor futebol no Santos, teve seu passe vendido por 12 milhões de euros, ou 52 milhões de reais, para o Tianjin Quanjian, da China, em negócio muito mal explicado. Para o seu lugar veio Marquinhos Gabriel, por empréstimo. Quando este começou a jogar bem também foi embora e o Santos contratou o colombiano Copete.

Sete meses depois, em agosto de 2016, foi a vez de Gabigol bater asas. Foi para a Internazionale de Milão por 25 milhões de euros, ou 91 milhões de reais. Para os lugares de Geuvânio, Marquinhos Gabriel e Gabigol, o Santos trouxe Kayke, Rodrigão, Vladimir Hernandez e Bruno Henrique. Destes, só o último virou titular.

Na zaga, com as contusões de Gustavo Henrique e Luiz Felipe, a diretoria ouviu o conselho de um taxista e contratou o argentino Fabian Noguera, com quem assinou contrato de cinco anos!, e o brasileiro Cleber, que estava no Hamburgo e mesmo não recuperado de uma contusão no joelho veio por 7,3 milhões de reais, mais salários de 250 mil por mês e um contrato de quatro anos. Detalhe: todo esse investimento por apenas 60% do passe de Clever. Hoje Noguera é um eterno reserva e Cleber está emprestado ao Coritiba, com a condição de que o Santos pague 100 mil reais por mês para completar o seu salário.

Em julho de 2017 foi a vez do garoto Thiago Maia ir embora, contratado pelo Lille, da França, por 14 milhões de euros, ou 51 milhões de reais. Com ele seguiu o lateral-esquerdo Caju, que deveria ser emprestado por 4 milhões de euros, ou 14,5 milhões de reais, mas foi devolvido ao Santos por não passar nos exames médicos.

Além da ausência de Thiago Maia, o time ficou um bom tempo sem Alison, machucado, o que enfraqueceu o seu meio de campo. Assim, para o setor, a direção santista resolveu contratar o argentino Emiliano Vecchio e depois o veterano Leandro Donizete, que mesmo aos 34 anos assinou contrato por três temporadas. Ambos são reservas até hoje.

Agora, a bola da vez – não para vir, mas para partir – é o lateral-esquerdo Zeca, titular da Seleção Brasileira na histórica conquista da medalha de ouro olímpica, em 2016. Mesmo em atrito com a torcida, Zeca tem um bom currículo, é jovem, atua em uma posição carente no futebol e a diretoria já arregalou os olhos com a possibilidade de negociar seu passe, a ponto de dispensá-lo para conseguir o passaporte italiano e iniciar os contatos com um clube estrangeiro.

Se fizermos um gráfico, veremos que a qualidade técnica do elenco do Santos vem caindo de ano a ano. Isso se reflete no rendimento em campo e na própria estratégia, já que o time deixou de ser ofensivo para valorizar a defesa. Agora os raros gols dependem de lances esporádicos, ou de um lançamento fortuito de Lucas Lima para Ricardo Oliveira. Como ambos devem abandonar o clube em 2018, a dúvida é se essa diretoria será capaz de contratar substitutos à altura, ou continuará debilitando a equipe com negociações vultosas e mal explicadas.

Usar a venda de seus melhores jogadores para pagar contas é típico de uma gestão acomodada e incompetente, que não consegue equilibrar as finanças simplesmente gastando menos do que arrecada e, ao mesmo tempo, aumentando sua receita com a bilheteria dos jogos, novos associados, maiores verbas de patrocínio máster, de patrocínio de material e com outras ações de merchandising. Tudo isso, enfim, demanda TRABALHO, palavra que deve causar calafrios em muitos que caíram de paraquedas no Santos.

Clique aqui abaixo para conhecer as propostas da chapa Somos todos Santos

Somos Todos Santos

Mudança de domicílio eleitoral
Você que é sócio do Santos e quer votar em São Paulo no dia 9 de dezembro, deve enviar um e-mail para o endereço domicilioeleitoral@santosfc.com.br avisando que pretende votar em São Paulo. O e-mail deve conter o seu nome completo, número do CPF e número de sua carteirinha de sócio do Santos. No dia da eleição, compareça à sede da Federação Paulista de Futebol, na rua de mesmo nome, Barra Funda, com sua carteirinha do Santos e um documento de identidade com foto.

E você, o que acha disso?

EMPREGO PARA TODOS

chapa cabide gigante pintada

Meus amigos e minhas amigas, a imagem acima me foi enviada por um amigo que mora em Santos e a recebeu esses dias. “Veja Odir”, diz ele, “o gesto generoso da chapa Santos Gigante, do candidato à reeleição Modesto Roma, pois quer acabar com o desemprego, ao menos entre os seus seguidores”. No começo não entendi muito bem, já que não sou dos santistas mais inteligentes, mas depois notei o inusitado e generoso item que pergunta ao pretendente a uma vaga no Conselho Deliberativo do Santos: “Você pleiteia ocupar cargo remunerado no clube? ( ) Não ( ) Sim. Se sim qual?“

Que maravilha. Como todos gostaríamos de ser tão astutos a ponto de desvendar a mágica desta dadivosa chapa. O país ainda está em crise e o número de desempregados beira os 13 milhões, a Prefeitura de Santos sofre com seus cofres às moscas, a dívida do nosso querido Alvinegro Praiano aumenta a cada trimestre e já ultrapassa meio bilhão de reais, a falta de pagamento de obrigações e impostos pode fazer o Santos perder o CT Rei Pelé e o CT da base, não há dinheiro para contratações e muito menos para obras patrimoniais, mas esse brilhante presidente oferece cargos no clube como quem serve omelete de bacon.

O curioso é que o Santos já tem o dobro de funcionários do Bayern de Munique, apesar de não alcançar nem sombra da eficiência do clube alemão. Como conselheiro, testemunhei o Conselho Fiscal alertar reiteradamente a direção do clube para que reduzisse as despesas, mas elas só aumentaram nesses três anos, principalmente com a contratação desmedida de funcionários. Falei sobre isso com o meu amigo santista e ele contou o que ouviu de um velho funcionário do clube:

“Trabalho no Santos há muito tempo e há anos não tenho um aumento. Mas todo dia esbarro com gente no corredor que nunca vi antes e que já ganha mais do que eu”.

Não se sabe ao certo a quantidade desses novos funcionários vindos pela agência de empreg…, ou melhor, pela administração Santos Gigante, mas os relatórios apresentados pelo Conselho Fiscal indicam que são mais de 300. Como a chapa terá de reunir 240 nomes para o Conselho Deliberativo, e como a maioria pedirá um empreguinho na sagrada instituição alvinegra, fico aqui imaginando como o presidente Modesto Roma fará para acochambrar todo mundo no Santos e ainda arrumar dinheiro para pagar as dívidas do clube. Quem sou eu, porém, para duvidar da capacidade de líder tão brilhante e altruísta.

Vejo, evidentemente, um lado bastante criativo nessa iniciativa de oferecer emprego aos que apoiam a chapa Santos Gigante. Isso evita a burocracia e diminui a perda de tempo nas negociações. É o tipo da coisa: “Você me ajuda a continuar no poder e eu uso o dinheiro do clube para lhe dar um emprego”. É cômodo para os dois lados. Confesso, porém, que na Somos todos Santos jamais cogitamos e jamais faríamos algo assim. Acreditamos em algo que parece fora de moda no momento, que se chama ÉTICA.

Sei que esse meu papo parece careta. Para muitos, a pergunta inserida na ficha de inscrição da chapa Santos Gigante abre mil oportunidades. Esse meu amigo de Santos disse que pretende dizer que quer trabalhar no clube no cargo do superintendente Dagoberto dos Santos. Outros podem preferir o lugar do técnico Elano, ou do centroavante Kayke, ou do milionário reserva Leandro Donizete… Enfim, vai que sobra uma vaga e, de repente, você está empregado com um salário acima do mercado. Todos os sonhos são possíveis em uma administração inchad…, ou melhor, gigante.

Em uma coisa eu e meu amigo concordamos: esse milagre, infelizmente, tem prazo de validade e ele é bem curto. A previsão de despesas e receitas indica que 2018 será um ano muito difícil para o Santos. O aconselhável seria tomar medidas urgentes para o equilíbrio financeiro do clube, e se a chapa Santos Gigante ganhar a eleição e continuar contratando funcionários a torto e a direito, essa estará longe de ser uma decisão sensata. Porém, repito, quem sou eu para duvidar de gênios da economia e da política?

E você, o que acha disso?

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Mirem-se no Vasco


Na Copa do Brasil do ano passado foi assim…

O Vasco é o adversário que o Santos precisa vencer logo mais, às 21h45, na Vila Belmiro, para continuar sonhando com o título brasileiro, mas também é o clube que em sua eleição presidencial, concluída ontem, nos deu uma lição do que não fazer para dividir as oposições e deixar o poder novamente nas mãos de um cartola do futebol adepto de velhos e discutíveis métodos de dirigir um clube, como é o senhor Eurico Miranda.

Das três chapas que concorriam à eleição vascaína, uma era a do atual presidente, o eterno Eurico Miranda, e outras duas de opositores: Julio Brant e Fernando Horta. Apenas pouco antes de começar a apuração Horta resolveu desistir e passou a pedir a seus seguidores que votassem em Brant, mas já era tarde. Eurico acabou sendo reeleito com 2.111 votos, contra 1.975 de Brant. O detalhe é que o desistente Fernando Horta teve 421 votos, que somados aos de Julio Brant teriam dado uma vitória folgada a este oposicionista.

Tememos que o mesmo possa ocorrer no Santos. Se Andrés Rueda e Nabil Khaznadar não se unirem a José Carlos Peres em uma chapa única de oposição, a reeleição de Modesto Roma se tornará bastante provável na eleição de 9 de dezembro. Como as filosofias de Peres, Rueda e Nabil são bem parecidas, o mais sensato é que estejam juntos, tornando a eleição santista um embate de ideias e procedimentos opostos e dando aos eleitores duas opções de voto claramente distintas.

Jogo é perigoso, mas Santos é favorito

Quanto ao jogo de hoje, vejo o Vasco com um elenco inferior ao do Atlético Mineiro, que o Santos derrotou sábado, porém com um espírito competitivo maior. Quem sabe aliviado pelo fim da eleição no clube, o time se solte e se empenhe em busca de uma vaga na Copa Libertadores. Respeito o atacante Nenê, que sempre joga bem contra o Santos. Apesar disso, porém, não dá para não considerar o Alvinegro Praiano como o favorito do confronto.

O técnico Elano, até agora com três jogos e três vitórias, deverá escalar o time com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Caju (ou Jean Mota); Alison, Renato e Lucas Lima; Arthur Gomes, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. Essa equipe tem um bom sistema defensivo, melhorou muito no meio de campo com o crescimento de Alison e a volta de Renato, e também possui um ataque respeitável, em que a experiência de Ricardo Oliveira combina bem com a impetuosidade do garoto Arthur Gomes e a onipresença de Bruno Henrique, que vive a sua melhor fase no Santos.

O Vasco, do técnico Zé Ricardo, deve iniciar a partida com Gabriel Félix, Gilberto, Breno, Paulão e Henrique; Jean, Wellington, Pikachu, Mateus e Nenê; Andrés Ríos. A arbitragem será de Rafael Traci, auxiliado por Pedro Martinelli Christino e Rafael Trombeta, todos do Paraná. O jogo será transmitido pela TV Globo para quase todos os Estados.
Caminhada para o título

Faltam seis rodadas para acabar o campeonato e alguém pode dizer, com razão, que é muito difícil o Santos ganhar seis jogos consecutivos, três deles fora de casa. Eu concordo. Porém, a matemática tem as suas mágicas. Analisados um a um, todos os embates santistas até o fim da competição são ganháveis, a começar pela partida de hoje.

Os adversários de melhor técnica serão o Grêmio, na Vila, e o Flamengo, no Rio, porém estes estarão mais interessados em outras competições e provavelmente joguem com times mistos. Considero Chapecoense e Bahia, que receberão o Santos em suas casas, adversários difíceis também, mas é inegável que o Alvinegro Praiano tem mais possibilidades que ambos.

Quanto ao líder da competição, terá apenas um jogo em que é franco favorito: o Avaí, no Itaquerão. No mais, sairá para enfrentar Atlético Paranaense, Flamengo e Sport, e receberá os tradicionais Fluminense e Atlético Mineiro. Como vem cumprindo uma campanha muito fraca no segundo turno, não me surpreenderia se o alvinegro paulistano perdesse pontos em todos essas cinco partidas.

Mudança de domicílio eleitoral
Você que é sócio do Santos e quer votar em São Paulo no dia 9 de dezembro, deve enviar um e-mail para o endereço domicilioeleitoral@santostd.com.br avisando que pretende votar em São Paulo. O e-mail deve conter o seu nome completo, número do CPF e número de sua carteirinha de sócio do Santos. No dia da eleição, compareça à sede da Federação Paulista de Futebol, na rua de mesmo nome, Barra Funda, com sua carteirinha do Santos e um documento de identidade com foto.

E você, o que acha disso?

EMPREGO PARA TODOS

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Meus amigos e minhas amigas, a imagem acima me foi enviada por um amigo que mora em Santos e a recebeu esses dias. “Veja Odir”, diz ele, “o gesto generoso da chapa Santos Gigante, do candidato à reeleição Modesto Roma, pois quer acabar com o desemprego, ao menos entre os seus seguidores”. No começo não entendi muito bem, já que não sou dos santistas mais inteligentes, mas depois notei o inusitado e generoso item que pergunta ao pretendente a uma vaga no Conselho Deliberativo do Santos: “Você pleiteia ocupar cargo remunerado no clube? ( ) Não ( ) Sim. Se sim qual?“

Que maravilha. Como todos gostaríamos de ser tão astutos a ponto de desvendar a mágica desta dadivosa chapa. O país ainda está em crise e o número de desempregados beira os 13 milhões, a Prefeitura de Santos sofre com seus cofres às moscas, a dívida do nosso querido Alvinegro Praiano aumenta a cada trimestre e já ultrapassa meio bilhão de reais, a falta de pagamento de obrigações e impostos pode fazer o Santos perder o CT Rei Pelé e o CT da base, não há dinheiro para contratações e muito menos para obras patrimoniais, mas esse brilhante presidente oferece cargos no clube como quem serve omelete de bacon.

O curioso é que o Santos já tem o dobro de funcionários do Bayern de Munique, apesar de não alcançar nem sombra da eficiência do clube alemão. Como conselheiro, testemunhei o Conselho Fiscal alertar reiteradamente a direção do clube para que reduzisse as despesas, mas elas só aumentaram nesses três anos, principalmente com a contratação desmedida de funcionários. Falei sobre isso com o meu amigo santista e ele contou o que ouviu de um velho funcionário do clube:

“Trabalho no Santos há muito tempo e há anos não tenho um aumento. Mas todo dia esbarro com gente no corredor que nunca vi antes e que já ganha mais do que eu”.

Não se sabe ao certo a quantidade desses novos funcionários vindos pela agência de empreg…, ou melhor, pela administração Santos Gigante, mas os relatórios apresentados pelo Conselho Fiscal indicam que são mais de 300. Como a chapa terá de reunir 240 nomes para o Conselho Deliberativo, e como a maioria pedirá um empreguinho na sagrada instituição alvinegra, fico aqui imaginando como o presidente Modesto Roma fará para acochambrar todo mundo no Santos e ainda arrumar dinheiro para pagar as dívidas do clube. Quem sou eu, porém, para duvidar da capacidade de líder tão brilhante e altruísta.

Vejo, evidentemente, um lado bastante criativo nessa iniciativa de oferecer emprego aos que apoiam a chapa Santos Gigante. Isso evita a burocracia e diminui a perda de tempo nas negociações. É o tipo da coisa: “Você me ajuda a continuar no poder e eu uso o dinheiro do clube para lhe dar um emprego”. É cômodo para os dois lados. Confesso, porém, que na Somos todos Santos jamais cogitamos e jamais faríamos algo assim. Acreditamos em algo que parece fora de moda no momento, que se chama ÉTICA.

Sei que esse meu papo parece careta. Para muitos, a pergunta inserida na ficha de inscrição da chapa Santos Gigante abre mil oportunidades. Esse meu amigo de Santos disse que pretende dizer que quer trabalhar no clube no cargo do superintendente Dagoberto dos Santos. Outros podem preferir o lugar do técnico Elano, ou do centroavante Kayke, ou do milionário reserva Leandro Donizete… Enfim, vai que sobra uma vaga e, de repente, você está empregado com um salário acima do mercado. Todos os sonhos são possíveis em uma administração inchad…, ou melhor, gigante.

Em uma coisa eu e meu amigo concordamos: esse milagre, infelizmente, tem prazo de validade e ele é bem curto. A previsão de despesas e receitas indica que 2018 será um ano muito difícil para o Santos. O aconselhável seria tomar medidas urgentes para o equilíbrio financeiro do clube, e se a chapa Santos Gigante ganhar a eleição e continuar contratando funcionários a torto e a direito, essa estará longe de ser uma decisão sensata. Porém, repito, quem sou eu para duvidar de gênios da economia e da política?

E você, o que acha disso?


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