Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Category: Cotidiano (page 1 of 426)

Não acredito na violência

Essa pichação nos muros da Vila Belmiro, além de puro vandalismo, é uma agressão, uma violência e não acredito que as dificuldades de um clube de futebol, ou de qualquer instituição, se resolvam assim. O torcedor tem todo o direito de vaiar, de criticar jogadores, técnico, dirigentes, mas vandalizar o patrimômio do clube e ameaçar pessoas, jamais. Fico até em dúvida se foi um santista que fez isso.

Não creio que nenhum jogador entre em campo para perder, ou para falhar. Entretanto, derrotas e falhas fazem parte do esporte. Nenhum atleta é obrigado a vencer. Sua obrigação é a de se preparar bem para o confronto e, nele, empenhar-se física, técnica, emocional e intelectualmente. Se a torcida exige vitória e aumenta a pressão, isso, muitas vezes, só consegue fazer com que o jogador queira ir embora do clube.

Saber como e quando exigir mais de um atleta é arte dos grandes técnicos, dos grandes líderes. Há jogadores que funcionam melhor com a compreensão e o carinho; outros, com o grito e a (quase) porrada. Há os que crescem quando provocados, como era o caso de Dorval, mas há os que somem de campo, como Pita, o garoto tímido do Casqueiro.

Se violência resolvesse, o nosso Brasil seria o melhor país do mundo. Acredito na conversa olho no olho, no líder assumindo sua liderança, em homens assumindo suas responsabilidades. Acredito em vitórias impossíveis porque acredito na força interior das pessoas, no caso, os jogadores do Santos. Não é preciso de nenhum poder celestial para dar a volta por cima. Só é preciso caráter e força de vontade.

Há 63 anos, a primeira partida internacional

Por Guilherme Gomez Guarche, Coordenador do Centro de Memória e Estatística do Santos Futebol Clube

No dia 21/03/1954 o Santos Futebol Clube fazia o seu batismo internacional jogando pela primeira vez fora do Brasil. Esse jogo pioneiro aconteceu na cidade de La Plata na Argentina e foi um empate pelo placar de 1 a 1 diante da equipe do Gymnasia Y Esgrima de La Plata no Estádio Eva Perón com Del Vecchio marcando o gol santista que formou em solo estrangeiro com: Barbosinha; Hélvio e Feijó (Ivan); Cássio, Formiga e Zito; Del Vecchio, Walter, Álvaro, Vasconcelos (Hugo) e Tite. O técnico era Giuseppe Ottina.

Nesse primeiro giro em terras sul-americanas, o time da Vila Belmiro jogou 08 partidas tendo vencido 03 empatado 03 e perdido 02 partidas marcando o Peixe 19 e sofrendo 14 gols. Os artilheiros nesses jogos foram: Del Vecchio (4), Vasconcelos (4), Tite (3), Hugo (3), Walter Marciano (3), Álvaro (1) e Picot que marcou contra a favor do Santos FC. O retorno da delegação à cidade de Santos foi a bordo do conhecido e luxuoso transatlântico Ana C.

Algumas partidas dessa excursão foram transmitidas pela Rádio Atlântica de Santos, a popular PRG-5 na voz do saudoso Ernane Franco. Segundo os historiadores, Odir Cunha e Marcelo Fernandes, eles contam que: Em princípio, o Santos jogaria na Colômbia, Venezuela, Peru e Equador, porém, segundo um telegrama enviado por D’ Agostini a Marcelo de Castro Leite, representante do Santos em São Paulo, a excursão teria de ser suspensa devido aos incidentes ocorridos em 4 de março na Cidade do México, na partida em que o Vasco da Gama vencera o Marte, campeão mexicano, por 1 a 0. Como o Santos ficou à mercê das negociações do empresário e, por isso, momentaneamente impedido de marcar amistosos que aliviariam seus encargos financeiros, o dirigente santista José Aflalo Junior, escolhido para chefe da delegação da prometida excursão sul-americana, perdeu a paciência com D’Agostini e declarou ao jornal Folha da Noite que se o Santos não excursionasse, exigiria indenização, “principalmente dos vinte mil cruzeiros que já gastamos com a retirada dos passaportes dos jogadores.”

Pouco depois, porém, o empresário acenou com a possibilidade de, entre meados de março e meados de abril, com boa folga antes do início do Torneio Rio-São Paulo, a se iniciar em maio, o Santos realizar alguns amistosos na Argentina.

Curiosidade

Essa partida internacional foi a partida de nº 20 do Alvinegro da Vila Belmiro que em toda a sua centenária história já disputou contra times estrangeiros 722 partidas tendo vencido 452 empatado 130 e perdido 140 partidas marcando 1813 e sofrendo 972 gols, já computando a última vitória diante do The Strongest na Vila Belmiro por 2 a 0.

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Do céu ao inferno em 3 min


Santos sofre outra virada na Vila vazia

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Do céu ao inferno em 3 minutos

Até os 39 minutos do segundo tempo o Santos vencia o Palmeiras por 1 a 0, mantinha o longo tabu de não perder para o rival na Vila, assumia a liderança de seu grupo e caminhava para mais uma fase final de Campeonato Paulista, competição da qual participou das últimas oito finais. Porém, em três minutos tudo mudou. Em duas avançadas pela direita o adversário achou dois gols e ganhou o jogo. O que essa derrota significa?

Além da frustração enorme que ela provoca no torcedor santista, não dá para ignorar algumas constatações óbvias, quais sejam:

Um time não pode perder tantos gols como o Santos perde. Concretizasse metade das chances criadas e a vitória estaria garantida, mesmo sofrendo os dois gols no final. Falhas como a de Vitor Bueno, que furou embaixo das traves, e mesmo do experiente Ricardo Oliveira, não são suficientes para que sejam substituídos?

Um sistema defensivo não pode ser tão vulnerável sempre que pressionado. Bastaram três minutos de alguma pressão do adversário para a defesa do Santos sofrer dois gols infantis. As duas jogadas do Palmeiras foram feitas pelo lado esquerdo da defesa alvinegra, que este ano, assim como a lateral direita, está sendo um convite ao contra-ataque adversário.

Mais uma vez ficou provado que a Vila Belmiro não faz milagres, nem no campo, nem nas arquibancadas. Apenas 8.742 pessoas pagaram para ver um dos clássicos mais valorizados do momento, no qual o Santos sofreu a sua terceira derrota no Urbano Caldeira neste Estadual, duas delas de virada. Enfim, perdeu-se em todos os sentidos. Este Paulista está punindo o Santos por deixar de jogar no Pacaembu, onde está invicto há 17 jogos e atrai públicos bem maiores. A renda também foi modesta, de apenas R$ 355.840,00.

Sei que uma derrota como esta faz o torcedor pedir a cabeça de meio mundo. Sou torcedor também, mas minha profissão me ensinou a ser um pouco mais comedido. Nem tudo está errado em um time que dominou o jogo e mereceu até uma vantagem maior até os 39 minutos do segundo tempo. Então, a solução é extirpar o que é ruim e deixar o que é bom. Mas o que é um e o que é outro?

Imagino que em um primeiro momento, só para se falar de jogadores, eu firmaria Bruno Henrique e Vladimir Hernández como titulares. Veria também substitutos para Zeca e Victor Ferraz, ou os impediria de avançar tanto, principalmente depois que o resultado já estivesse favorável. Quanto a Vladimir, sacar um goleiro por uma falha é um tanto cruel, até porque ele fez outras grandes defesas durante o jogo, mas se não está inspirando confiança no time, aí não tem jeito.

Imagino que Dorival Junior será execrado depois dessa derrota e há motivos para isso, mas acho que a postura da equipe depois do gol se deveu também à acomodação de alguns jogadores. Que o técnico não tem pulso, que demonstra séria dificuldade de fazer as substituições nos momentos certos, todos nós sabemos, mas a responsabilidade por esse fracasso deve ser dividida entre ele e seus pupilos. Faltou um líder, ou líderes em campo.

Se há aspectos positivos neste revés, um deles é que o Paulista não acabou e ainda é possível obter a classificação. Outra boa notícia é o desempenho de Bruno Henrique, que ganhou a posição de Copete – da mesma forma que Vladimir Hernández deve ganhar o lugar do instável Vitor Bueno. A falha do goleiro Vladimir confirmou o que muitos acham dele: que defende bolas difíceis e coloca outras, fáceis, para dentro do seu gol. Vanderlei precisa ter um reserva mais regular.

Por fim, a vitória fará boa parte da mídia esquecer que o Palmeiras foi dominado pelo Santos e acarretará muitos elogios ao técnico Eduardo Baptista. Isso chega a ser bom, pois o alviverde não é nada disso e ganhou em uma bamba incrível. É pouco provável que tenha a mesma sorte da próxima vez.

Santos 1 x 2 Palmeiras
Vila Belmiro
Público: 8.742 pagantes. Renda: R$ 355.840,00
Santos: Vladimir, Victor Ferraz (Matheus Ribeiro), Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Rodrigão) e Lucas Lima; Vitor Bueno (Hernandez), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Palmeiras: Fernando Prass, Jean, Edu Dracena, Yerry Mina e Zé Roberto (Willian); Felipe Melo; Keno (Roger Guedes), Tchê Tchê, Guerra (Egídio) e Dudu; Borja. Técnico: Eduardo Baptista.
Gols: Ricardo Oliveria aos 29, Jean aos 39 e Willians aos 42 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza, auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo, todos de São Paulo. (SP)
Cartões amarelos: Felipe Melo e Jean.

E você, o que acha disso?

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O Clássico dos Clássicos


Em 2015, um massacre que resultou em um magro 2 a 1.

Santos e Palmeiras fazem o clássico mais importante do futebol brasileiro dos últimos anos. Não só estão jogando melhor e têm os melhores jogadores, como disputaram o último título brasileiro, a final de Copa do Brasil de 2015 e dois jogos decisivos nos dois mais recentes Campeonatos Paulistas. Como ambos têm a tradição de buscar o futebol bem jogado e já foram chamados de “academias” pelo estilo bonito e elegante de jogar, esse confronto deve ser chamado de “O clássico dos clássicos” e nunca de “o clássico da saudade”, expressão que não quer dizer nada e não corresponde à verdade, pois o clássico mais antigo de São Paulo é Santos e Corinthians, jogado pela primeira vez em 22 de junho de 1913, no antigo campo do Parque Antártica e vencido pelo Santos por 6 a 3, com dois gols de Adolfo Millon e dois de Arnaldo Silveira.

A primeira partida entre Santos e Palmeiras, na época chamado de Palestra Itália, ocorreu em 7 de outubro de 1915, no campo do Velódromo, em São Paulo, e o Alvinegro Praiano goleou por 7 a 0, com três gols do centroavante Ary Patusca. Doze anos depois, em 1927, decidiriam o título paulista na Vila Belmiro, e mesmo jogando pelo empate para conquistar seu primeiro título estadual, o Santos perderia por 3 a 2, em uma atuação facciosa do árbitro Anthero Molinaro, ligado às hostes palestrinas.

Em 1950 o Santos ficou a apenas um ponto do Palmeiras, campeão paulista, e esse pontinho deu ao rival a oportunidade de disputar a Copa Rio, em 1951, que os palmeirenses consideram seu primeiro título mundial. A partir de 1959 até 1969, período que considero a fase de ouro do futebol brasileiro, o Santos dominou o futebol nacional e, em São Paulo, só não obteve 11 títulos consecutivos porque o Palmeiras conseguiu furar a sequência em 1959, 1966 e 1969. É por isso que, com orgulho, os palmeirenses dizem que seu time foi o único que conseguiu rivalizar com o Santos de Pelé.

Nas competições que revelaram os primeiros campeões brasileiros, o maior duelo também reuniu santistas e palmeirenses. O Santos obteve seis títulos e o Palmeiras quatro. Defendi com orgulho e prazer a legitimidade dessas conquistas no “Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959” e me lembro bem que um dos inócuos argumentos usados contra a unificação era a de que esses times outrora campeões não eram mais tão importantes para o futebol nacional e se apegavam ao passado para conseguir alguma evidência.

Pois na mesma época o Fluminense foi campeão brasileiro, o Cruzeiro também e, no ano passado, o Palmeiras. Quanto ao Santos, foi além ao conquistar sua terceira Copa Libertadores em 2011; o Bahia voltou à Série A e o Botafogo vive sua melhor fase desde há muitos anos. Seis grandes clubes brasileiros, sem dúvida alguma.

Mesmo sem Pelé, 9 a 6 para o Santos

Com relação às disputas do Campeonato Paulista, desde 1974, quando Pelé parou, o Palmeiras conseguiu seis títulos: 1974, 1976, 1993, 1994, 1996 e 2008. No mesmo período o Santos ergueu nove vezes a taça: em 1978, 1984, 2006, 2007, 2010, 2011, 2012, 2015 e 2016. Seis conquistas em 11 anos é um feito extraordinário e representa uma das hegemonias mais marcantes nesse que é o campeonato regional de melhor nível técnico e mais importante do País. No momento, os dois times estão empatados com 22 títulos paulistas cada um.

Tabu na Vila

Como bem lembrou o companheiro Paulo Vinicius Coelho, o Palmeiras não vence na Vila Belmiro desde 2011, período em que sofreu nove derrotas e só conseguiu dois empates.

Minha previsão

Considero as equipes que jogarão o clássico neste domingo, a partir das 18h30m, na Vila Belmiro, as duas mais bem ajustadas do futebol brasileiro no momento, apesar de seus técnicos estarem na berlinda: tanto Dorival Junior como Eduardo Baptista estão sendo contestados por boa parte dos torcedores de seus times e uma derrota, ainda mais acachapante, poderá colocá-los no olho da rua. Creio que Baptista, por ser menos experiente na profissão e estar há menos tempo no clube, corre risco maior.

Em campo, prevejo uma partida mais tensa do que deveria ser – pela situação delicada dos técnicos e pelo recente acirramento da rivalidade entre as equipes –, mas mesmo assim vislumbro jogadas de alta técnica, pois as duas equipes têm jogadores capazes disso, tais como os santistas Renato, Victor Bueno, Lucas Lima e Ricardo Oliveira, e os palmeirenses Zé Roberto, Tchê Tchê, Dudu e Borja.

Quanto ao resultado, creio que a lógica deva apontar vitória do Santos ou empate. Mesmo considerando que os jogadores se equivalem, a verdade é que o Santos está mais entrosado e, acredito, chegará mais vezes ao gol de Fernando Prass.

O Santos deve iniciar a partida com Bruno Henrique e Vitor Bueno, mas creio que no segundo tempo Copete e Vladimir Hernández substituirão a esses dois. Nas zagas, destaco Lucas Veríssimo, que se saiu muito bem contra o Strongest no meio da semana. Do lado palmeirense, lembro que o veterano Edu Dracena, jogando na sobra, continua titular ao lado de Mina. A briga no meio será dura e o Palmeiras deverá colocar cinco jogadores por ali. Só Renato, Thiago Maia e Vitor Bueno não darão conta do setor, por isso mesmo Lucas Lima deverá recuar e os laterais Zeca e Victor Ferraz deverão fortalecer o setor.

Porém, desde que o Palmeiras recue, o Santos poderá assumir a posição de que mais gosta, que é avançar suas linhas e trocar bolas na intermediária do adversário até que surjam as oportunidades de gol. Acredito que essa será a configuração mais comum na partida.

Times prováveis

Santos: Vladimir, Victor Ferraz, David Braz, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato e Thiago Maia; Vítor Bueno, Lucas Lima e Bruno Henrique; Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior. Palmeiras: Fernando Prass, Jean, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo; Michel Bastos, Guerra, Tchê Tchê e Dudu; Borja. Técnico: Eduardo Baptista.

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Quem será o mais forte?


2 a 0. Desta vez venceu e convenceu

O futebol boliviano de clubes está evoluindo e é bom o Santos entrar atento e determinado contra o Strongest, às 21h45, na Vila Belmiro, ou poderá ser surpreendido. Invicto em cinco jogos nesta Copa Libertadores, dois deles fora de casa, o Strongest ainda se recorda de que no ano passado derrotou o São Paulo no Pacaembu, e acha que poderá realizar a mesma façanha contra o Santos nesta quinta-feira.

O técnico Cesar Farías, venezuelano, está feliz com o rendimento de sua equipe e com o retorno do goleiro Daniel Vaca, que ainda sente dores no lado esquerda nas costas, mas deve voltar ao time.

Contrariando a tendência defensivista das equipes bolivianas quando atuam fora de casa, Farías promete um time mais ofensivo, com três atacantes: Pablo Escobar, Matías Afonso e o meia Alejando Chumacero. O técnico também promete ter mais posse de bola, pressionar o Santos e espera sair da Vila com um “resultado histórico”.

Dorival Junior tem demonstrado que apesar de pouco conhecer os novos contratados do clube, não pretende mudar a sua equipe preferida e não se influenciou pela goleada sobre o São Bernardo. Dos que atuaram domingo, os últimos que talvez entrem no jogo de hoje são Bruno Henrique e Vladimir Hernández. O time deve ser o mesmo que vinha jogando, com a substituição do zagueiro Cleber, com dores no joelho, por Lucas Veríssimo.

O Santos deve jogar com Vladimir, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno, Copete (ou Bruno Henrique) e Ricardo Oliveira. O boliviano The Strongest provavelmente entrará em campo com Daniel Vaca, Diego Bejarano, Maldonado, Marteli e Marvin Bejarano; Chumacero, Castro, Wayar e Jara; Escobar e Alonso.

A força do adversário

Estamos acostumados a esperar goleadas sempre que o Santos recebe um time boliviano, mas as circunstâncias exigem cuidado. O Santos perdeu a chance de lutar pelo título do Campeonato Brasileiro devido a alguns resultados ruins na Vila Belmiro e está fora da fase de classificação do Paulista também por derrotas inesperadas para São Paulo e Ferroviária, ambas na Vila. Por outro lado, o adversário de hoje vive fase de grande confiança.

Fundado em 8 de abril de 1908, o The Strongest sempre se valeu da altitude de La Paz – assustadores 3.660 metros – para conseguir seus melhores resultados internacionais. Entretanto, a equipe se saía muito mal nos jogos nos campos adversários e isso a impedia de ir longe na Libertadores. Este ano, porém, venceu o Wanderes no Uruguai e empatou com a Unión Espanhola ,no Chile, mantendo-se invicta até agora na competição.

Assim como o Santos, o The Strongest tem um estádio próprio pequeno, o Rafael Mendonza Calderón, com capacidade para apenas 14 mil pessoas. Porém, ao contrário do Alvinegro Praiano, o clube boliviano prefere mandar seus jogos no estádio Hernando Siles, em La Paz, com capacidade para 42 mil pessoas.

Minha previsão

Baseado em tudo que já vi de confrontos de times brasileiros e bolivianos, e de times bolivianos na Vila Belmiro, é difícil não ter a sensação de que o Santos conseguirá uma goleada hoje. Se a equipe estiver motivada, com grande mobilidade e fome de gols, deve criar muitas oportunidades e chegar a meia hora de jogo com uma boa vantagem de dois ou três gols. Um ataque com Vitor Bueno, Ricardo Oliveira e Copete, apoiados por Lucas Lima pelo meio e os laterais Victor Ferraz e Zeca deixa qualquer defesa tonta. Porém, será preciso ver a reação do The Strongest.

Caso consiga reter a bola e organizar alguns ataques nessa primeira meia hora, talvez a equipe boliviana consiga pegar o sistema defensivo do Santos desprevenido, o que não seria nenhuma grande surpresa para nós, e conseguir um gol, o que já mudaria o panorama tático e psicológico da partida. Com dificuldades no jogo e ainda pressionado por sua torcida, cada vez mais impaciente com Dorival Junior e alguns titulares, o fato de jogar na Vila pode se voltar contra o time, desequilibrando-o.

Então, é um confronto que tem tudo para ser bem vencido pelo Santos, desde que adote a atitude correta desde o início e mantenha a calma caso as coisas não deem certo no começo. O adversário não é tão frágil como o de outras jornadas, mas também poderá se descontrolar caso sofra, digamos, dois gols até os 30 minutos de jogo. Para isso, o Santos terá de arrematar mais a gol, obviamente, e não desperdiçar tantas oportunidades como ocorreu em jogos vitais jogados na Vila.

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Coragem Professor!

Depois das atuações de Bruno Henrique e de Vladimir Hernández na vitória de 4 a 1 sobre o São Bernardo, fora de casa, o que o santista espera é que o ténico Dorival Junior tenha coragem de iniciar a próxima partida com os dois como titulares, provavelmente nos lugares de Vitor Bueno e Copete.

Bruno Henrique fez três gols e Hernández deu duas assistências, em uma vitória que mantém o Santos com chances de se classificar para a próxima fase do Campeonato Paulista.

Dorival Junior disse que poupou os titulares (para não dizer que poupou ele respondeu algo incompreensível, mas na realidade poupou mesmo) porque estes chegaram ao Brasil na sexta-feira à noite, sem dormir bem de quinta para a sexta. Bem, duas boas noites de sono – de sexta para sábado e de sábado para domingo – não são suficintres para descansar um atleta que só ia jogar domingo à noitinha em uma cidade próxima a Santos?

Mas por um lado foi ótimo colocar todos os novos contratados em campo. Deu para ver quem pode ser mais aproveitado no time principal. O que você achou de cada um? Quais deles podem ser titulares? Creio que, no momento, no mínimo Bruno Henrique e Vladimir Hernánfez poderiam entrar nos lugares de Copete e Vitor Bueno, concorda? E também seriam boas opções para os lugares de Ricardo Oliveira e Lucas Lima naqueles dias em que ambos estiverem no mundo da lua.

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