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Neymar com a Nike Hypervenom

Minha primeira chuteira era preta, como todas naquele início dos anos 1960. Rígida como um tamanco holandês, com uma biqueira de metal e travas altas demais para o campo do Acadêmico de Cidade Dutra, que não tinha uma folhinha sequer de grama. Ela pesava nos pés e fazia o ato até então lúdico e alegre de jogar bola se transformar em uma tarefa dolorosa e constrangedora.

Meu pai deve ter ido comprá-la em Santo Amaro, pois na Cidade Dutra não havia loja de esportes. Sem ela eu não poderia jogar no time do América do Rio, para o qual fui sorteado e, franzino e com apenas nove anos, deslocado para a ponta-esquerda.

Fiz apenas uma partida pelo América, na qual toquei apenas uma vez na bola. Lembro que em determinada jogada estava livre diante do goleiro, mas meu companheiro preferiu tentar driblar todos do que me dar o passe. Sem remorso encostei aquela chuteira e se cheguei a usá-la uma vez mais na vida, foi muito.

Hoje a vida dos garotos que começam no futebol é bem mais fácil. Vejo esta Nike Hypervenom, a chuteira do Neymar, e fico embasbacado. Leve, pesa apenas 200 gramas; anatômica, ajusta-se no pé como uma sapatilha; macia, não dá calos, como a minha velha chuteira preta. Ah, e além de tudo é bonita. Bem bonita. Chama a atenção, veja:

Nike Hypervenom

Não sou invejoso, mas penso nesses garotos que agora recebem de seus pais a primeira chuteira e imagino seus rostos radiantes e a alegria renovada de jogar futebol ao ganharem de presente uma Nike Hypervenom. Sortudos! Que sejam felizes!

Bem, mas posso fazer algo com relação a isso. Posso comprar uma Nike Hypervenom para o meu sobrinho Rodrigo, santista e roqueiro que merece começar no futebol com o pé direito (e o esquerdo também).

E não precisarei ir a um outro bairro para comprá-la. Na verdade, nem precisarei sair de casa. É só entrar no site da Paquetá Esportes uma loja virtual que tem muito mais do que chuteiras bonitas.

Quem sabe onde eu chegaria se tivesse uma chuteira dessas:

Bem, abri meu coração e contei a triste história de minha primeira chuteira. E a sua, como é que foi?