Em 1962, depois de se tornar campeão mundial ao golear o Benfica, em Lisboa, por 5 a 2, o Santos venceu o Racing, de Paris, também por 5 a 2, empatou com o Hamburgo, em Hamburgo, por 3 a 3 e venceu o Sheffield Wednesday, em Sheffield, por 4 a 2. O jogo em Hamburgo, dia 20 de outubro, foi assistido por um público de 72 mil pessoas. No time alemão destacava-se o ídolo Uwe Seeler. Veja esses filmes raríssimos sobre o grande jogo:

Entenda os porquês da Unificação dos Títulos Brasileiros:

Um momento importante na luta pela Unificação dos títulos brasileiros:

O histórico evento da Unificação dos Títulos Brasileiros

O dia em que expulsaram o árbitro e trouxeram Pelé de volta ao campo:

Jornalistas que não ficam em cima do muro e declaram para que time torcem:

O”amistoso” mais importante do futebol
Hoje desvalorizam os jogos que não são oficiais. Ora, durante mais de meio século alguns dos jogos mais importantes do futebol, verdadeiros duelos entre grandes times e seleções, não valiam por campeonato algum, mas mesmo assim podiam entrar para a história. Como este Inglaterra 3 x 6 Hungria, em 1953, na primeira vez em que o English Team perdeu em Wembley para uma seleção estrangeira. A derrota provou que a Hungria, primeira seleção do mundo a adotar o 4-2-4, era a melhor equipe do mundo. Se tiver tempo, reveja o jogo completo:

Esta versão mostra oito dos nove gols do jogo:

Pelé & Cia em Buenos Aires em 1962
Um filme raro dos jogadores do Santos em 1962, ano do cinquentenário, sendo entrevistados por um programa da TV Argentina, em Buenos Aires. Pelé com 22 anos, Coutinho com 20, todos alegres e descontraídos. Veja:

Time de Chico Buarque desce a serra para jogar com os veteranos do Santos:

Alemanha Ocidental 1, SeleSantos 2

Veja que coisa linda este vídeo, em duas partes, gravado na Alemanha. Ele mostra uma partida amistosa entre as seleções da Alemanha Ocidental e do Brasil jogada em 5 de maio de 1963 no estádio Vollkspark (Volksparkstadion), em Hamburgo. O Brasil era o bicampeão do mundo em 1958-62 e isso explica a multidão que foi ver o jogo.

O detalhe muito interessante para nós, santistas, é que nesta partida a Seleção Brasileita jogou com oito titulares do Santos: O goleiro Gylmar; o lateral-direito Lima; a dupla de meio-campo Zito e Mengálvio, e o lendário ataque formado por Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. E só não foram nove titulares santistas porque o zagueiro-central Mauro Ramos de Oliveira, capitão da Seleção na Copa de 1962, estava machucado.

Os três “intrusos” foram os zagueiros Eduardo e Roberto Dias e o lateral-esquerdo Rildo, que depois seria contratado pelo Santos.

Perceba a relevância do momento histórico do futebol: o Brasil tinha conquistado o título de bicampeão mundial menos de um ano antes, fazia um clássico do futebol contra a Alemaha Ocidental, na casa do adversário, e tinha oito titulares do Santos, que poderiam ser nove não fosse a contusão de Mauro.

Este jogo, que o Brasil ganhou de virada,com dois de Coutinho e Pelé, dá bem a dimensão da importância do Santos para a Seleção Brasileira e para o conceito de futebol arte que passou a ser associado ao esporte praticado no Brasil.

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Veja os gols de Brasil 2 x 1 Inglaterra (então campeã do mundo), em 12 de junho de 1969, no Maracanã – na despedida do goleiro Gylmar. Outro jogo em que a Seleção Brasileira atuou com oito titulares do Santos

Santos 3, Corinthians 2, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista de 1948.

Este é o filme mais antigo já conhecido de um jogo do Santos. Nele dá para se ter uma idéia de como era a Vila Belmiro e o público que assistia a este clássico que é o mais antigo de São Paulo e representa a maior rivalidade alvinegra do futebol (como o filme não tem som, ele está recheado com depoimentos de Pelé, reportagens e narrações).

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Ambulantes do Morumbi na final do Brasileiro de 2002

Adoro este documentário “Dogão Calabresa“, que copio aqui em duas partes. Poucas vezes o torcedor foi mostrado de forma tão autêntica. A câmera é uma intrusa que vasculha a alma sofrida do torcedor corintiano que sofre, enquanto o santista comemora o título e o fim da fila.

DOGÃO CALABRESA (2003)

DIREÇÃO E EDIÇÃO: Pedro Asbeg
FOTOGRAFIA: Andrea Cassola, Felipe Nepomuceno, Jorge Manrique e Pedro Asbeg
STILL: João Paulo

SINOPSE: Morumbi, dezembro de 2002, final do Campeonato Brasileiro de Futebol. Enquanto Corinthians e Santos se enfrentam em campo, do lado de fora do estádio, algumas pessoas experimentam um jogo diferente.