Olha só o que fazem em escolas do interior do Ceará. Isso prova que dinheiro não resolve tudo. Bastam boas ideias e trabalho.

Minha relação com o dinheiro

Creio que para se conhecer verdadeiramente uma pessoa, é preciso saber como é sua relação com o dinheiro. Há muita gente que faz e fará todo o possível, legal e ético ou não, para conseguir mais e mais. Essas são pessoas perigosas, pois geralmente fingem, mentem e trapaceiam para atingir seus objetivos.

Particularmente, sou adepto da vida simples. Sei que é possível viver muito bem com pouco dinheiro e sigo esse estilo de vida há uns 20 anos. É claro que procuro ganhar o suficiente para pagar as contas, ter algum conforto, fazer uma boa viagem por ano, mas não sou dinheirista.

Não classifico as pessoas e nem tenho ou faço amigos pela conta bancária, não destino minha carreira para a busca de salários maiores. Não encaro como “proposta irrecusável” apenas aquela que me oferece muito mais dinheiro. Levo em conta outros fatores, quase todos de natureza cultural e existencial.

Se ganho mais do que preciso, guardo o excedente, pois ele se transformará em tempo para eu poder fazer o que realmente gosto e considero importante. Fama, status, isso é bobagem para mim e não corro atrás. Quero ser respeitado, sim, e gosto de ser admirado, mas somente pelas minhas qualidades e pelo meu trabalho. A mídia só é boa para nos permitir discutir e difundir boas ideias, não para a exposição fútil e fortuita. Prefiro conviver com poucas pessoas, mas nas quais confio e de quem gosto.

Escrevi livros nos quais deixo evidente essa minha preferência por uma vida sincera e simples. O primeiro deles, “Dinheiro, é possível ser feliz sem ele”, lançado pela Editora Elevação, em 2001, conta minhas agruras depois de um baque que sofri em 1998, com a quebra da minha editora e do meu casamento. O choque me ensinou que havia vida após a falência.

“Dinheiro, é possível ser feliz sem ele” é um livro que estava esgotado, mas consegui recuperar alguns exemplares novos e os estou oferecendo na livraria deste blog por um valor promocional. Apenas 19 reais mais as despesas de correio.

Clique aqui para adquirir Dinheiro, é possível ser feliz sem ele.

Escrevi, ainda, pela Editora Novo Conceito, o livro “Viva Simples”, com os fundamentos dessa filosofia de vida a cada dia mais adotada por pessoas conscientes de todo o mundo. Ele já falava de algumas tendências que estamos vivenciando agora, como a chamada “Small House”, que é a opção por viver em casas e apartamentos menores, mas muito bem localizados.

“Viva Simples” foi lançado em 2008, mesmo ano em que escrevi e lancei, pela Editora Mundo Editorial, o romance “O barqueiro de Paraty”, elogiado pela crítica e que já me valeu algumas palestras com grupos de leitura. Creio que seja o livro que tenha convencido mais pessoas a simplificarem suas vidas e atingirem a felicidade com paz de espírito.

Veja a apresentação de Viva Simples neste vídeo:

Leia O barqueiro de Paraty, uma história de virtude e amizade que pode mudar sua vida. Mas se vida simples e os ensinamentos do filósofo Epiteto não lhe interessam, compre para sua mulher, mãe, ou filha, pois estou certo de que elas gostarão.

Na livraria deste blog a versão em papel de O barqueiro de Paraty está esgotada. Mas é possível adquiri-lo em Ebook, na Amazon, por apenas R$ 10,21 (abaixei um pouco mais o preço). Essa história, um tanto autobiográfica, é um ótimo presente para quem quer aprender mais sobre a essência da vida simples e a filosofia de Epiteto. No link abaixo é possível ler o primeiro capítulo. Experimente…
Clique aqui para entrar na Amazon, ler uma parte do livro “O barqueiro de Paraty” e, se gostar, adquiri-lo por apenas R$ 15,64.
Achei importante falar dessa minha filosofia de vida e dos meus livros sobre o assunto porque você não conhece verdadeiramente alguém enquanto não conhece sua relação e suas intenções com o dinheiro.

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Veja e ouça o que, este sim, um legítimo representante do povo sofrido, fala sobre o triplex da família de Lula no Guarujá e sobre a pressão que ele sofreu da construtora OAS para mentir que Lula não era o dono do triplex.

Em entrevista de 20 de maio, Lula diz à TV do governo venezuelano que o Brasil está vivendo um golpe. O que ele não dirá quando receber ordem de prisão por corrupção sistemática e por tentar obstruir a justiça?

As mentiras dessa entrevista de Lula começam no cenário. O que faz em uma biblioteca alguém que confessou jamais ter lido um livro?

Empréstimos do Governo Federal a diversos países, como Cuba, Angola, Bolívia, Venezuela, com dinheiro do BNDS, teria de ser aprovado pelo Congresso, mas não foi. Ouça a professora da USP falando sobre isso:

ABAIXO-ASSINADO CONTRA A CONSTRUÇÃO DE MAIS UM ESTÁDIO PEQUENO EM SANTOS

A maioria dos santistas é contra a participação do Santos na construção de mais um estádio pequeno na cidade de Santos. Isso pode e deve ser bom para a cidade praiana, mas não interessa ao clube Santos comprometer-se em mandar todos os seus jogos lá. Se com a limitada Vila Belmiro quase não se joga na Capital, com um outro estádio, moderno, mas de tamanho similar ao da Vila, a imensa torcida santista na Grande São Paulo – caminho natural para o crescimento do clube – será definitivamente esquecida.

Em apoio à vontade de 90% dos santistas, o blog lança este abaixo-assinado contra a construção desse estádio em parceria com o Portuários e a Prefeitura de Santos. Se você também é contra essa obra inútil e onerosa, assine com o seu nome e nº de sua cédula de identidade. Se for sócio do Santos, coloque também o seu número de associado.

Por que não revezar os mandos de campo entre Vila Belmiro e Pacaembu enquanto o clube não tem condição financeira e nem patrocinador para construir um estádio do tamanho da sua grandeza? Estádio para 25 mil pessoas é para time pequeno.

Este abaixo-assinado será levado à presidência do Santos. Coloque seus dados na caixa de comentários – nome, RG e/ou número de sócio do Santos – que serão incorporados à lista.

Abaixo-assinado contra o comprometimento do Santos com estádio para 25 mil pessoas em Santos

1. Adalberto Matiusso de Camargo, RG 11.112.282x.
2. Ademir Joaquim Teles, RG 20.715.269-X, Sócio 40.401.
3. Aderbal Pereira de Matos, RG 15181775, Sócio Rei 65841-00.
4. Adriano Macena Santos, RG 28.239.975-6.
5. Adriano Navarro da Silva, RG 49613430-9, Sócio 160688.
6. Adriano Riesemberg, RG 1.783.603-0, Sócio 04171.
7. Affonso Parisi Junior, RG 9.633.653-5 PR.
8. Ailton Luiz F. do Carmo, RG 33.328.042 8.
9. Alan da Silva Leite, RG 44.411.708-8, Sócio 58000.
10. Alaudio de Souza, RG 47138361.
11. Alberto Martins de Souza, RG 20.449.814.
12. Alberto, Sócio 60369.
13. Alex Rosendo, RG 30.108.483-X.
14. Alexandre Peixoto de Almeida, RG 26.750.818-9, Sócio 45065.
15. Alexandre Silva do Nascimento, RG: MG11339159.
16. Alexsandro Aparecido Silva, RG 27.519.726-8.
17. Aline Maria do Nascimento, RG 35.250.948-x.
18. Amilton dos Santos Ferreira, RG: 53.209.103-6.
19. Anderson Neves Rossi, RG 48.188.895-0.
20. André Barros Pirovic Zanin, RG 50.614.129-9.
21. André Luiz Marini, RG 5.138.969-7.
22. André Luiz Villaça Micheletto, RG 32.453.186-2, Sócio 46285-00.
23. André Oliveira, RG: 20574262-2, Sócio 068098.
24. Anselmo Narangeira Rovati, RG 42.639.865-8, Sócio 58100.
25. Antonio Cunha Neto, RG 3.131.336-8.
26. Antônio Luciano Ceron, RG 4.182.905.
27. Antonio Luis, RG 10710660-7.
28. Antonio Mauro de Sousa, RG 9177641-7.
29. Augusto Rodrigues Munhoz, RG 34.960.736-9.
30. Benval Ferreira da Silva, Sócio 38814.
31. Bruno Challis Carvalho, Sócio 45.147.
32. Bruno Eugênio Costa, RG 340259954.
33. Bruno Sebastian Roque, RG 43.709.664-6.
34. Caio Augusto da Cruz, RG 28189516-8, Sócio 55933.
35. Caio Fernando Boeira, RG 4.335.8352-6.
36. Carlos Alberto Ansaloni, RG 10.778.891-3.
37. Carlos Alberto, RG 19650826, Sócio 64972.
38. Carlos Eduardo Tonelotti Grecco, RG 29548453-6, Sócio 40211.
39. Carlos Henrique dos Santos Mendonça, RG 43.758.771-X.
40. Carlos José Muniz, RG 16.696.165-6.
41. Cássio Henrique Mazzer, RG 14330942, Sócio 0160830.
42. Cássio Roberto Lino, RG 27.856.831-2, Sócio Rei 74686.
43. Cesar Almeida, RG 16.902.957-8.
44. Cezar Le Petit, RG 14 474 392, Sócio 76166, RG 14 474 392.
45. Christian da Silva Soares Lima, RG 22.976.894-5, Sócio 131177.
46. Cipriano J M Fidalgo, Sócio 37299.
47. Claudio Bueno da Silva, RG 7.941.583-O, Sócio 45.145.
48. Claudio Correa, RG 7592164.
49. Claudio Favarin, RG 9.551.593, Sócio 14.756.
50. Claudio Roberto Brandalise, RG 1134028-8.
51. Cleber Rocha Coelho, RG 304615870, Sócio 148584.
52. Clodoaldo Pereira Azevedo, RG 23.306.648-2, Sócio 46.818.
53. Clovis Cimino, RG 4.449.447, Sócio 28.989.
54. Cristiano Dias Figueiroa, RG 24.554.233-4.
55. Daniel Galvão de Camargo, RG 32.805.853-1.
56. Daniel Lucas, RG: 6.209.494.
57. Daniel Roberto Carpentieri Censi, RG 361544479, Sócio 148508.
58. Daniel Santos Andrioli, Sócio 46327.
59. Daniel Vader, RG 34.569.405-3.
60. Danilo Caio Valente Simões, RG 24.281.795-6.
61. Davi Cláudio Maria, RG 22.489.128_5.
62. Denian Teixeira, RG 48.378.955-0.
63. Denilson G. Sousa, RG 27000.766-0.
64. Diego dos Reis Terlone de Oliveira, RG 14672999 MG.
65. Douglas M. Casarini, RG 25434189-5.
66. Douglas, Sócio 60268.
67. Edilson, Sócio 60174.
68. Edison R E Bertoncelo, RG 25493722-6, Sócio 61027.
69. Edmilson Almeida de Souza, RG 45.914.326-8.
70. Eduardo Batista de Souza, RG 27.873.484-4, Sócio 48.609.
71. Eduardo Faria Igesca, Sócio: 074013.
72. Eduardo Santana dos Santos, 48.726.869 – 6, Sócio 160952.
73. Eduardo Sebastiao Soares, RG 24365146-6.
74. Eduardo Simas, RG 6789714-9, Sócio 64375.
75. Eduardo Vital Barbosa da Luz, RG 1281530085.
76. Efigênio, RG 14 674 863-3.
77. Elcio Jorge de Oliveira, RG 5.472.957-9 SP.
78. Elias Olimpio, RG 22.173.638-4.
79. Ernesto Franze, RG 9.004.615, Sócio 6662.
80. Evando Luiz Nogueira de Souza, RG 18.775.815-3, Sócio 41543.
81. Everton Borges da Silva, RG 33.328.356-9
82. Fabiano Accorsi , RG.18.502.405-1, Sócio 37.784.
83. Fabiano R. Lima dos Santos, RG 26304378-2.
84. Fabio de Souza Lima, RG 29322996X, Sócio 74436.
85. Fabio Toledo Martins, RG. 32.795.731-1.
86. Fabrizio Elbel, RG 29530893-x.
87. Fagner Vinicius da Costa Borges, RG 41.605.665-9.
88. Felipe Luis Boschi Rubinger, RG M9.307.663, Sócio Rei 53508e.
89. Fernanda Soares Fernandes, RG 34.020.219-1.
90. Fernanda Verusca Leite Santana, RG – 0796515697.
91. Fernando Oliveira Paulino, RG 22.539-777-8, Sócio 38628.
92. Flavio Jose de Sousa, RG 278731284, Sócio 64445.
93. Francisco de Sales Silva, RG 27.135.583-9.
94. Gabriel Melo de Oliveira, RG: 13983317-08, Sócio 48471.
95. Gerson Mauro Becil Nogueira, RG 8.686.123.
96. Gian Martins Goncalves, RG 40044434-3.
97. Gildo Ferreira Alves, RG 20. 711. 932-6.
98. Gilmar Curitiba, Sócio 60355.
99. Glecimar de Carvalho Mól, RG 23.862.940-5, Sócio 47570.
100. Guilherme dos Santos Castilho Cunha, RG 35178020-8, Sócio 51653.
101. Guilherme Pinheiro Guedes, RG 2.746.675.
102. Guilherme Vaz de Oliveira Resstom, RG 13.162.252-8.
103. Gustavo Cecchetto de Camargo, RG 32.951.421-0.
104. Helcius José Campeão Vale, RG 44.582.233-8.
105. Helio de Faria Merheb Junior, RG 9858804.
106. Igor Dias Bonifácio, RG: 18.878.024.
107. Irair Leite de Moraes, RG 5.077.784-SSP-SP, Sócio 48733.
108. Jair Sergio de Moraes, RG 17007505-9.
109. Jandir Boeira, RG 28166408-0, Sócio 56774.
110. Jardel Soares Fernandes, RG 34020220-8, Sócio 159967.
111. João Borges Laurindo, RG 12.516.729-x.
112. João Eduardo da Silva de Faria, Sócio 167143.
113. João Gustavo Lechinieski, RG 27749997-5, Sócio 41713.
114. João Lucas Miqueleto Reis, RG 47287942-X.
115. João Paulo da Silva, RG 43.102.845-x.
116. João Sanchez, RG 12.857.790, Sócio 38640.
117. Johnni Xavier Padilha, RG 10 892 965 0.
118. Jorge Issamu Makibara, RG 8272649.
119. José Alexandre Perozini, Sócio 38.069.
120. José Antônio Fernandes, RG 8.348.757-8.
121. Jose Antonio, RG 5.046,048.
122. José aparecido Braga, RG 503.058.169-34.
123. José Aparecido da Silva, RG 15.617.411, Sócio 38.784.
124. José Carlos Roncato Junior, RG 29.543.341-3.
125. José Clévinson Vieira Adão, RG 11.708.243-0.
126. Jose Eduardo Battilani, RG 9.109.973-0.
127. José Flavio Ferreira Junior, RG 26.268.133-x.
128. Jose Luis de Meira, RG-3900985-4 PR.
129. José Maria Rodrigues, RG 25.015.608-8.
130. José Tenório de Aquino, RG 7.149.062-0.
131. Kenji Okamoto, RG 8.658.113.
132. Kleber dos Santos Correia, RG 24.408.982-6, Sócio 144155.
133. Kleber Martins, RG 302382641, Sócio 148326.
134. Laercio Possamai, Sócio 43550.
135. Leandro Cosmo de Sousa, RG 43.904.953-2, Sócio 69574.
136. Leonardo Cecchetto de Camargo, RG 32.832.489-9.
137. Leonardo Fernandes Emiliano Silva, RG 36433341.
138. Luan Santos, RG 48.207.118-7.
139. Lucas Nascimento, RG 49.396.574-9, Sócio 59517.
140. Lucas Pires de Freitas, RG 455918351, Sócio 58658.
141. Luciano Emiliano Pereira, RG 24.358.158-0.
142. Luciano Rodrigues Gargel , RG 43.796.229-5, Sócio 45063.
143. Luismar Ferreira Arantes, RG 1.077.502.
144. Luiz Antonio Nunes Conceição, Sócio 30888.
145. Luiz Louzada de Castro, Sócio 42852.
146. Luiz Sergio Pimenta, RG 3.164.917.
147. Luiz Tomaz do Nascimento Filho, RG MG-2.531.265.
148. Marcello Centeno, RG 08521802-25 BA , Sócio 39183.
149. Marcello Pereira Delgado, RG 34450872-9, Sócio 74197.
150. Marcelo Carvalho da Silva, RG 20962185.
151. Marcelo José Bernardes Pereira, RG 21729568.
152. Marcelo Lucio Fernandes, Sócio 47726-00.
153. Marcelo Tecelão, RG 9.189.470-0, Sócio 42076.
154. Marcio Alves, RG 28.173.189-5.
155. Marcio Rodrigues Ferreira, RG 29100964-5.
156. Marco Aurélio de Góes Monteiro, RG 14.344.613-7.
157. Marcos Antonio Rosetti, RG 5.9334459-9.
158. Marcos C Andrade, RG 16.263.769-X, Sócio 45.968.
159. Marcos de Oliveira Campos, RG 25079804-9.
160. Marcos Queiroz, RG 16.750.884-2.
161. Marcus Eduardo Siqueira, RG 10935258 MG.
162. Maria Do Carmo Soares Fernandes, RG 9.192.328-1.
163. Maria Eliana Cecchetto de Oliveira, RG 11.751.872.
164. Mariana Seno, Sócia 157524.
165. Matheus B M Fidalgo, Sócio 37301.
166. Matheus Silva Castro, RG, 29.456.399-4, Sócio 053789.
167. Matheus Soares, RG 34.289.740-8.
168. Matheus Varela, RG 42.395.771-5.
169. Mauricio Silva, RG 8.053.457.
170. Mauro M.N.Ferri, RG 16152044.
171. Michel Silva Santos, RG 40.486.674-8.
172. Milena B M Fidalgo, Sócia 68487.
173. Moisés Vieira dos Santos, RG 189316640, Sócio 148941.
174. Monica Tenorio de Aquino, RG 32.931.392-7.
175. Murilo B M Fidalgo, Sócio 37300.
176. Nelson Alexandre Renner Soares, RG 24.898.845-1.
177. Nicholas Payton O´Neal, RG 37154944-9.
178. Odair José Valentin, RG: 24.796.112-7.
179. Odair Pinto de Oliveira, RG 17.014.092-1.
180. Odir Cunha, RG 5.769.731, Sócio 41.487.
181. Onofre Barros Carvalho, Sócio 45.136.
182. Otacílio José Tenório de Aquino, RG 7.149.062-0.
183. Otavio Crozoletti Costa, RG 49.008.265-8.
184. Paulo B, Sócio 155565.
185. Paulo Gonçalves Silva, RG 19.865.448.
186. Paulo Henrique Peres Alexandrino, RG 43.095.966-7, Sócio 074379.
187. Paulo Querido Moraes, RG 13.233.600-5, Sócio 151561.
188. Paulo Roberto Perez Salvino, RG 3.086.909SC.
189. Paulo S Cabral, RG 13034869, Sócio 42904.
190. Pedro Carlos Pereira Neto, RG 12.993.332.
191. Pedro Henrique Nery da Silva, 43.994.389-9, Sócio 61842.
192. Pedro Okner, RG 17. 709. 669.
193. Plínio Tibério Pinho Ramos, RG 12.310.350.
194. Rafael Soares Barcelos, RG 40.307.329-7.
195. Raphael de Paula Vazes, RG 1399461 MS.
196. Raphael Goes Batista, RG 20.510.160, Sócio 44819011.
197. Reginaldo Evaristo, RG 5.937.347, Sócio 6012.
198. Reinaldo Guedes do Nascimento, RG 48.109.397-7.
199. Renato Martins Bernardes, RG 19.939.418, Sócio 138433.
200. Renato Soares da Silva, RG 10.131.490-1.
201. Renato Vilela Ferreira, RG 32.273.927-5, Sócio 69575.
202. Ricardo Sudo, RG 15674492, Sócio 56837.
203. Ricardo Teixeira, RG 23.634.904-1.
204. Rildo Demarqui Pereira, RG 27.120.837-5.
205. Roberto Deguchi , RG 6582420.
206. Roberto Dias Álvares, RG 4.139.568-0.
207. Roberto Gallo, Sócio 161399.
208. Roberto Lizuka, RG 13.270.377-4, Sócio Contribuinte.
209. Rodrigo Jose Silva, RG 43.128.101-4.
210. Rodrigo Souza de Araújo Pinto, RG 24.492.857-5, Sócio 57218.
211. Roger Bassetto, RG 15.165.517, Sócio 158858.
212. Rogério dos Santos Nascimento, RG 29690076X.
213. Rogério Eduardo B Sciamana, RG 23017108-4.
214. Rômulo Narciso Nunes Machado, RG 332533840.
215. Ronny William de Carvalho, RG 29.902.036-8.
216. Santiago Viana Laranjeira, RG 43.268.555-8.
217. Sérgio Alves Nicolau, RG 39.627.755-X, Sócio 166176.
218. Sergio Elias Cardoso, RG 6.578.080-2.
219. Sergio Tomasoni, RG 12.722.657-6, Sócio 44.033.
220. Sidney dos Santos Luzio Junior, Sócio nº 56245.
221. Sidney Humberto Cavalcante Dourado, RG 18.269.067.
222. Silvanir, Sócio 158412.
223. Silvio Correia de Campos, RG 19.544.892, Sócio 160513.
224. Tales Maciel Dos Santos, RG 1565709209.
225. Thiago Gonçalves Cardeal, RG 45.335.212-X.
226. Thiago Lopes Rodrigues, RG: 43.682.852-2
227. Thiago Melo Santos, RG 30.531.749-0.
228. Thiago Otto Kruszieslki Bredow, RG 7.542.516-3.
229. Tiago Guedes, RG 41.350.096-2, Sócio.
230. Toshimitsu Saito, RG 42.676.282.4
231. Vagner Correa, Sócio 38486.
232. Valeska das Graças de Jesus, RG 30.304.802-5.
233. Vicente de Paulo Guimarães Priante, RG 39.920.021.6.
234. Vinícius da Silva Conde, RG 47.087.375-9.
235. Vinícius de Biasi, RG 35.472.581-6.
236. Vinícius de Souza Costeira Leite, RG 37.397.587-9, Sócio-Rei 56957.
237. Vitor Almeida, RG 42.860.633-7.
238. Vitor Antonio dos Santos, RG 10.795.631-7, Sócio Contribuinte.
239. Wagner José de Almeida Garcia, RG 852.959 MT, Sócio.
240. Waldomiro Jayme Filho, RG 6.785.486.
241. Walter de Arruda Camargo, Sócio 44920.
242. Washington de Souza Luz, RG 30.803.918-X.
243. Willian Andrade, RG 10.926.436-9.
244. Willian Marcus Oliveira, RG 10362639.
245. Willyan Beleze de Souza, RG 7.510.410-3.

O Barqueiro de Paraty, primeiro lançamento da Editora Verbo Livre

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Gostaria de compartilhar com os amigos e amigas do Blog do Odir Cunha a criação da Editora Verbo Livre, a mesma que está relançando o livro Time dos Sonhos, por meio da campanha de crowdfunding da Kickante, e também já disponibilizou, pela Amazon, o ebook de O Barqueiro de Paraty, um romance que fala de amor e amizade e pode, sim, mudar a forma de como você vê a vida.

O livro conta a história de um executivo paulistano que vê sua vida familiar e profissional fracassar e aceita o convite de um amigo do colégio para passar uns dias em Paraty e “reaprender a viver”. Muitos se identificarão com Pedro, Mauro, Clara, e sua busca pela essência da vida.

Tomo a liberdade de sugerir aos amigos a leitura de O Barqueiro de Paraty, pois, entre outros motivos, a maioria dos que o lêem, gostam muito. O livro trata de um drama muito comum e sugere valores fundamentais para se alcançar uma vida equilibrada e feliz.

Clique aqui para ver, na Amazon, o ebook de O Barqueiro de Paraty

Segundo as pesquisas do Skoob, 70% do público que comenta sobre O Barqueiro é feminino e 82% das avaliações atribuem à obra de três a cinco estrelas. Lançado em papel em 2008, pela Editora Mundo Editorial, o livro está sendo relançado agora, em forma de ebook, pela Amazon. Logo mais sua versão em Inglês também estará disponível.

Assista e divulgue o book movie do livro O Barqueiro de Paraty
https://youtu.be/CyZ99P8USZ0

Comentários e análises de O Barqueiro de Paraty no site Skoob

Comentários de leitores de O Barqueiro de Paraty no site da Livraria Cultura

Entrevista de Odir Cunha sobre o livro O Barqueiro de Paraty ao jornalista Heródoto Barbeiro

Missão
A Verbo Livre está aberta para lançar autores nacionais e estrangeiros com obras preferencialmente instigantes. O site da editora, em preparação, receberá currículos de autores e sinopses de suas obras para avaliações preliminares. Nossa missão é revelar autores e oferecer livros de qualidade a preços acessíveis, contribuindo para a difusão do conhecimento e a reflexão.

Aprenda com Odir Cunha a escrever como um jornalista do Jornal da Tarde

Criativo, ousado, rebelde, o Jornal da Tarde, que circulou de janeiro de 1966 a outubro de 2012, revolucionou o jornalismo brasileiro ao tratar a realidade com a técnica da ficção, no que se chamou de “novo jornalismo”. Sua inventividade arejou o jornalismo diário.

Hoje escritor com 22 livros publicados, além de curador do Museu Pelé, Odir Cunha aprendeu quase tudo o que sabe da profissão na redação do JT, onde foi repórter, copy desk, colunista e editor.

Com três anos de redação já havia recebido dois prêmios Esso: em 1978, como integrante da equipe que cobriu a Copa do Mundo de 1978, na Argentina, e em 1979, ao lado do companheiro Castilho de Andrade, pela cobertura dos Jogos Pan-americanos de Porto Rico.

Agora, ele quer ensinar o que aprendeu na redação do JT para quem pretende se tornar um jornalista melhor, ou apenas aprimorar o seu texto.

Neste próximo mês de junho, em oito aulas, Odir Cunha, sócio efetivo número 449 da Aceesp, estará ministrando, na sede da entidade, o curso O jornalismo criativo do Jornal da Tarde, com ênfase na redação de esportes.

Com uma hora e meia de duração cada uma, as aulas serão realizadas das 19 às 20h30 na sede da Aceesp – Avenida Paulista, 807, São Paulo, SP, telefone (11) 3288-0735.

Aulas – dias – junho de 2015

2 (terça-feira), 9 (terça), 11 (quinta), 16 (terça), 18 (quinta), 23 (terça), 25 (quinta) e 30 (terça).

O curso O jornalismo criativo do Jornal da Tarde, com ênfase na redação de esportes lembrará, principalmente, como funcionava a equipe que inovou o jornalismo esportivo brasileiro. Como eram feitas as pautas, as coberturas, o texto, as fotos e a edição. As técnicas do texto criativo, marca registrada do JT, serão explicadas e exercitadas. Todos se sentirão parte da talentosa redação do Jornal da Tarde.

Em vez de laptops, tablets ou similares, pede-se que os alunos levem apenas caderno de anotações, lápis ou caneta. A aula já é uma reportagem que deve ser registrada.

O investimento neste curso de 12 horas é de 300 reais. Sócios da Aceesp em dia com as anuidades podem se inscrever gratuitamente. Estudantes de Comunicação têm 50% de desconto. No final, todos que tiverem 70% ou mais de comparecimento receberão um diploma de participação.

Inscreva-se. O número de vagas é limitado.

Inscrições e Informações: Aceesp – Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo, Avenida Paulista, 807, São Paulo, SP, telefone (11) 3288-0735.

Para não dizer que não falei das manifestações de 15 de março

cartaz

Fui à Paulista, com a Suzana. Havia muitos grupos de oposição ao governo Dilma/PT, até minorias radicais que pregavam a volta das forças armadas. Mas, no geral, as pessoas ansiavam apenas se sentir em um país mais seguro, justo, honesto e próspero, o que é um direito legítimo de todos.

Uma senhora segurava um cartaz que exprimia o meu sentimento. Nele se lia: “Direita? Esquerda? Eu quero é ir pra frente”.

Realmente, essas discussões ideológicas, de sociólogos de botequim, irritam profundamente. Se nem a classe média brasileira, com um cursinho superior no currículo, sabe o que é, o povão não tem a mínima idéia do que seja ideologia. Mas em uma coisa todos concordam: a mentira, a demagogia e a corrupção são ruins, em qualquer governo.

Eu? Pelas definições clássicas eu seria de centro-esquerda, um sujeito que “aceita a alocação de recursos no mercado de uma economia mista, com um setor público significativo e um setor privado próspero”. É claro que apoio a igualdade social, com alimentação, saúde, moradia e, principalmente, educação para todos os brasileiros.

A educação deve incluir transmitir às pessoas conhecimento suficiente para que se tornem responsáveis por seus atos, possam planejar minimamente sua vida familiar e financeira. Tratar os brasileiros mais pobres como gado, de quem se quer apenas o voto, e depois usá-los em uma guerra “ideológica” contra as “classes mais favorecidas” é uma manobra desonesta e belicosa.

Acho esse termo “elite branca” um dos mais sórdidos e odiosos que poderiam ser semeados por formadores de opinião interessados em apreciar o caos das ruas das janelas de seus apartamentos em bairros de elite, enquanto bebericam um legítimo scotch.

Assim como a aeromoça pede para que, em caso de descompressão, o adulto respire o oxigênio da máscara para depois colocá-la na criança ao seu lado, não se pode matar o empreendedor de fome e querer que o trabalhador prospere. O salário de um depende do sucesso de outro.

Depois, à noite, pelas declarações dos ministros, quase sufocadas pelo panelaço nacional, deu para perceber que o governo vai continuar fingindo que não houve nada, que essas manifestações foram apenas chiliques de eleitores contrários.

A Polícia Militar contou um milhão de pessoas na Avenida Paulista, depois de esquadrinhar a região por helicóptero. A Folha de São Paulo afirma que foram 210 mil. Mas não foi só isso mesmo. Até porque o tempo todo houve um revezamento de público.

Quando eu e a Suzana chegamos, por volta das 16 horas, havia uma multidão se dirigindo para lá e outra multidão indo embora. Isso continuou até as 18 horas. Contar só o público presente em um determinado momento não é correto e não fecha a conta.

Enfim, assistimos a uma manifestação legítima de milhões de brasileiros, por todo o País, que não pagaram e nem receberam nada para sair de suas casas vestindo verde-e-amarelo, ou bater panelas, em um domingo que deveria ser de paz e descanso. Pessoas que, na verdade, estão de saco cheio de serem roubadas em seus sonhos, seu trabalho e seu futuro.

E você, o que achou das manifestações de 15 de março?

Este texto abaixo me foi enviado pelo amigo Hermes Fonseca. Parece um tanto simplista, mas esconde uma grande verdade.

Somente para reflexão

Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Essa classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza, ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.”

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas’. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria, ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um “A”.

Após calculada a média da primeira prova todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como resultado, a segunda média das provas foi “D”. Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”. As notas não voltaram a patamares mais altos mas, as desavenças entre os alunos, a busca por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina… Para sua total surpresa.

O professor explicou: “O experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande”. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto o exemplo de Cuba, Coréia do Norte, Venezuela. E o Brasil e a Argentina, que estão chegando lá..”

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;

2. Para cada um recebendo sem ter que trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;

3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;

4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;

5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

Cada um terá seu pensamente a respeito, este é apenas para refletir.

Domingo, votarei contra o continuísmo

Assim como não fiquei em cima do muro nas eleições para presidente do Santos, nas quais apoio, com convicção, o candidato José Carlos Peres, também não deixarei de dizer em quem votarei nas eleições para presidente do Brasil e explicarei os porquês do meu voto.

Em primeiro lugar, tenho muito medo do continuísmo. Um partido que fique muito tempo no poder infiltra suas raízes por todas as instituições e acaba construindo uma ditadura sem armas. Veja abaixo a entrevista do ótimo jurista Yves Gandra Martins sobre isso.

Em segundo lugar, respeito todo o trabalho do Judiciário nas investigações do Mensalão e acredito piamente que os réus foram condenados com justiça. Assim, o ex-presidente Lula e a atual presidente, Dilma Rousseff, pelo envolvimento íntimo que tinham com os artífices do crime contra a democracia, nem deveriam continuar na vida pública deste País.

Em terceiro lugar, sou contra o populismo, para mim a demagogia política levada ao extremo, e acho que o assistencialismo se justifica apenas em uma situação emergencial, mas logo deve ser substituído por um plano que ofereça reais condições de crescimento às pessoas, primeiro com educação, depois com emprego.

Quando se sabe que para muitas pessoas o dinheiro do bolsa-família tornou-se tão importante que não conseguiriam mais viver sem ele, é fácil constatar que essas pessoas, na verdade, tiveram seus votos comprados por um dinheiro que não é de um partido, mas de todo o País.

Soube de um país na Escandinávia em que os presos têm de devolver o que o estado gastou com eles enquanto estiveram encarcerados. No Brasil eles recebem salários, geralmente sem trabalhar. É claro que as prisões brasileiras precisam ser remodeladas. Seres humanos, mesmo criminosos, não são bichos. Porém, oferecer comida e salário a prisioneiros sem nada em troca e sem reais perspectivas de recuperação, é demais.

Outro dia também fiquei sabendo que a correção do rendimento do aposentado será 40% menor do que a correção do bolsa-família. O que esta decisão sinaliza para o cidadão brasileiro? Que os 30, 35, 40 anos de trabalho valem menos do que a bolsa para pessoas que não precisam trabalhar.

Mas elas têm filhos e precisam de ajuda para não passar fome. Como já disse, concordo, por um tempo. As crianças que já nasceram precisam de apoio. Não têm culpa da ignorância dos pais. Mas será que é pedir muito pedir um programa de orientação familiar para as pessoas de baixa renda? Por quanto tempo mais o crescimento vegetativo do Brasil dependerá do que Deus quiser, ou será estimulado pelo decantado bolsa-família?

Bem, lá se vão 12 anos de Partido dos Trabalhadores. Daria para ter feito muito mais tanto na educação de base, como pela criação de empregos e cursos profissionalizantes. O nível do ensino público nunca foi tão baixo em nosso País, a ponto de nesta semana sabermos do caso de um rapaz que estava na sétimo séria e ainda não tinha sido alfabetizado.

Para mascarar as estatísticas, os alunos são aprovados sem conhecimento e sem a frequência mínima nas aulas. Isso é um crime à educação, mas beneficia os índices de jovens aprovados e matriculados, e por isso nada deve mudar se o partido do governo continuar no governo.

Também sou contra, mas muito contra mesmo, a dar o peixe e não ensinar a pescar. Fui educado e eduquei meus filhos assim. Sempre achei que o único jeito de o pobre ascender na vida era estudar – desenvolver seu conhecimento e suas aptidões- e trabalhar, se preciso duro e a vida inteira.

Meu pai, como funcionário modesto da Light and Power, foi morar na Cidade Dutra, a uma hora de ônibus do Vale do Anhangabaú, em 1956. Não havia água encanada, asfalto e a luz faltava a toda hora. Andávamos meia hora a pé para ir à escola. As melhorias demoraram. Seu Moacyr, meu pai, morreu quando eu, o mais velho, tinha 16 anos. Mas aguentamos o tranco. Hoje, eu e meus dois irmãos ao menos fizemos um curso superior cada um, temos um teto e filhos que estudam e trabalham, como também fazemos até hoje.

Não me chamem de burguês, por favor! Sou apenas um trabalhador que tenta conseguir as suas coisinhas sem tirar nada, nem invadir nada de ninguém.

De direita? Não, em absoluto. Sou de esquerda. Participei de passeatas contra Ditadura Militar, compus músicas de protesto, levei minhas borrachadas… Quero a justiça social. Quero todos os brasileiros comendo, se vestindo, morando e pensando. Sim, pensando. Recuso-me a admitir que é normal imaginar o nosso povo como um rebanho seduzido por torrões de açúcar. As pessoas não querem só comida, e nem celular do último tipo.

As pessoas precisam se livrar não só da miséria física, mas da miséria moral e intelectual. O brasileiro precisa começar a ser gente, a ser tratado como gente e tratar os outros da mesma forma. Houve uma regressão moram em nosso País com a impunidade que vem de cima. Se eles não se cansam de roubar, por que o povo precisa ser honesto?

Se o Aécio ganhar, haverá muitas mudanças? Não sei. Quem sabe? Talvez a corrupção e a impunidade continuem. Não creio que seja democrático ter de escolher um presidente entre essas duas opções que nos apresentam. Não me vejo representado por nenhum dos dois. Porém, estamos na situação de escolher o menor pior. E o menos pior é impedir o continuísmo que não tem nada de revolução social, que é apenas um esquema bem arquitetado de usar a ingenuidade do povo para se agarrar eternamente ao poder.

Conteúdo geral, não necessariamente relacionado ao futebol

O respeito ao cidadão começa pela calçada

calcada sao paulocalcada - santiago do chile
Uma calçada da zona Sul de São Paulo e uma do bairro de Providencia, em Santiago do Chile.

Acabo de votar. Notei que há poucos ônibus circulando, como se hoje fosse um domingo normal em São Paulo. Será que era tão difícil prever que milhões de pessoas sairiam às ruas? Bem, mas não é desse desrespeito que quero falar, e sim das assassinas calçadas de São Paulo. Como o governo quer que as pessoas deixem o carro em casa e andem mais de coletivos, ou a pé, se as calçadas são armadilhas perigosas que podem nos levar ao hospital?

Há muito estou para escrever sobre isso e a motivação final veio depois de minha recente viagem a Santiago do Chile, onde me hospedei no bairro da Providência. Infelizmente, para nós, paulistanos, não há termo de comparação entre as calçadas planas e bem acabadas que vimos e sobre a qual caminhamos por lá, das trilas estreitas e esburacadas que encontramos na velha e sofrida Sampa (veja as fotos e compare).

E inadmissível que em São Paulo a construção da calçada fique por conta do proprietário do imóvel ao qual ela está ligada. Essa excrescência é que gerou calçadas dos mais diferentes materiais, construídas das maneiras mais descuidadas e perigosas.

Um político anunciou que as calçadas provocam 300 acidentes por dia em São Paulo. Não duvido. Se eu, que ainda tenho boa saúde e bom equilíbrio, já quase me esborrachei algumas vezes, fico aqui imaginando o que não ocorre com pessoas com dificuldade de locomoção… Devem viver um autêntico inferno a cada vez que saem de casa.

Sei que aumentaram as multas para quem faz a calçada fora das regulamentações da Prefeitura e não tampa os buracos logo que aparecem. Mas isso é apenas um paliativo. A obrigação de preservar a segurança do cidadão ao andar pelas vias públicas é, como o nome diz, dos poderes públicos. Por que, então, a Prefeitura não assume a incumbência de fazer as calçadas da cidade, obedecendo a um padrão que leve em conta o bem-estar e, repito, a segurança desse cidadão só lembrado em época de eleições?

Não sabem como fazer? Ora, então tenham a humildade de contatar quem é mais competente. Consultem, por exemplo, os engenheiros da subprefeitura de Providencia, em Santiago do Chile. Estou certo que, com calçadas como aquelas maravilhas, as pessoas andariam mais a pé e, consequentemente, haveria menos gasto de combustível, menos poluição e bem menos despesas com hospitais, farmácias e advogados.

Você não acha que construir calçadas é obrigação do governo?

Vamos falar de educação?

Guardo comigo, desde os 14 anos de idade, um livro que traz artigos interessantes, que certamente influenciaram na minha formação. Um deles tem o título “A inteligência acompanha o caráter” e fala de um teste feito em uma escola dos Estados Unidos, em que os professores deram uma prova e apenas avisaram que era proibido colar, mas, propositalmente, saíram das salas e deixaram a decisão de colar ou não a cargo dos próprios alunos.

Pois nessas provas os alunos que geralmente tiravam notas mais altas, tiraram as mais baixas, enquanto aqueles que tinham as médias menores, ficaram entre os primeiros. A que conclusão os testes chegaram? A de que os melhores alunos também eram os mais éticos e por isso realmente não colaram, enquanto os últimos não titubearam em trapacear.

Será assim também na sociedade? Os mais educados seguem as regras, enquanto os menos éticos tentam burlá-las? Ao menos em nosso país, creio que é assim que funciona.

Ao contrário da matéria no meu livro de adolescente, prefiro não usar a palavra “inteligência” para definir a qualidade dos melhores alunos da classe, pois ela pode ter muitos significados. Certamente no Brasil é confundida com “esperteza”, e nesse caso, ao invés de contribuir para um desenvolvimento harmônico da sociedade, apenas alimenta a crença de que o ideal é “levar vantagem em tudo”.

O conhecimento pode não transformar alguém em mais inteligente, mas certamente lhe dá mais referências, e assim aumenta suas possibilidades de escolha. Se o mundo de uma criança é limitado a um lar onde se pratica o preconceito, a maledicência e a competitividade, certamente ela incorporará esses valores à sua vida.

Não se pode dizer que o jovem que senta em um lugar para idosos no ônibus, e finge estar dormindo, é menos inteligente do que os demais. Ele apenas age seguindo a informação que tem recebido. Se o seu valor é sentir-se mais confortável, é descansar mais do que os outros, e se existe a possibilidade de sentar naquele banco e fingir que está dormindo, é o que ele fará. Até porque, as outras pessoas, mais educadas, não irão “acordá-lo”. Falta-lhe empatia para se colocar no lugar das pessoas idosas, obesas ou grávidas que estão em pé? Sim. Mas até a empatia é questão de educação, de conhecimento.

Vagas e carrões

Há alguns anos um amigo cinegrafista, o João, casou-se com uma norueguesa e foi morar em Oslo. Entre suas descobertas mais interessantes está o comportamento do povo daquele país. Contou-me ele que um dia foi com a mulher ao trabalho dela. Chegaram bem cedo e ela estacionou bem longe da entrada principal da empresa. Como bom brasileiro, educado nas nossas espertezas, o João protestou:

–  Mas se tem tanta vaga perto da entrada principal, por que estacionar tão longe?

Ao que sua mulher, provavelmente decepcionada com a visão egoísta do marido sul-americano, explicou:

–  Quem chega primeiro estaciona mais longe para que os que chegam atrasados não percam muito tempo.

Quuuééémmm…

Ali perto, na Dinamarca, em uma reunião de líderes mundiais sobre poluição, o desfile de carrões impressionava. Representantes dos países mais pobres do mundo, da África e América Latina, chegavam com suas máquinas reluzentes e saíam delas como se fossem deuses. Nisso, chega o ministro da Dinamarca, o anfitrião do evento… de bicicleta!

Quuuééémmm…

Só de conhecer o comportamento dos povos de países com alto índice de desenvolvimento humano, como Noruega e Dinamarca, já se poderia esperar a mudança na atitude de algumas pessoas que nunca tiveram contato com essa informação. Portanto, o conhecimento gera, sim, educação, e pode, aos poucos, depurar uma sociedade de seus valores artificiais, preconceitos, tabus e antipatias.

Conhecimento vem do professor

Creio que a busca do conhecimento, que gera empatia e resulta em uma educação mais refinada, não deveria estar restrita apenas ao professor. Mas, no Brasil, não há como fugir disso. O que esperar dos pais, se eles também não sentem a necessidade de incutir nos filhos essa busca?

O que esperar dos meios de comunicação, se estão mais preocupados em gerar ibope e transformá-lo em dinheiro? E o que esperar da Internet, que é uma fonte de consulta livre, maravilhosa, mas tem sido usada, prioritariamente, para divulgar frivolidades pessoais?

Que se dê, então, ao professor brasileiro, condições de viver dignamente de seu ofício. E, ao mesmo tempo, que se exija um pouco mais desse professor. Na verdade, o ideal seria voltar à situação de 50 anos atrás, em que um professor da rede pública era bem remunerado e tinha entusiasmo para continuar se aperfeiçoando.

Nos anos da década de 1960, as melhores escolas eram públicas. Geralmente, só alunos repetentes ou problemáticos faziam primário, ginásio ou colégio em escola particular. Nesse período tive a sorte de estudar no Colégio Padre Francisco João de Azevedo, na Cidade Dutra, com professores como Celso Antunes e Amil, que muitos anos mais tarde, em outra realidade, reencontrei dando aulas para meus filhos no Colégio Pueri Domus.

Tínhamos orgulho de ter aulas de Geografia com Celso Antunes e estudar nos livros escritos pelo próprio mestre. Quanto ao exigente e amigo professor Amil, era o que mais nos incentivava a descobrir os mistérios da fascinante língua portuguesa. A ele eu devo parte da confiança inicial que me fez enveredar pelo jornalismo.

Lembro-me que Celso Antunes tinha uma casa na avenida Santo Amaro – que víamos quando passávamos de ônibus para a cidade –, uma chácara para os lados de Parelheiros, em que chegou a oferecer alguns churrascos para os alunos e, em uma época em que quase ninguém tinha carro, um fusquinha verde-claro. Levava, enfim, uma vida confortável, digna, hoje inacessível para alguém que viva apenas como professor.

Calcula-se que os rendimentos de um professor naquela época equivaliam ao que em 2014 seria entre sete e oito mil reais por mês. Hoje, o piso para professores em São Paulo é de R$ 1.894,12. E o absurdo não para aí. O paulista é o maior piso da categoria, e nem todos os Estados cumprem a legislação. Em Minas Gerais, por exemplo, terra de tantos poetas e escritores de renome, o piso para um professor que trabalhe 24 horas semanais é de irrisórios 369 reais por mês…

A quem interessa o (des)conhecimento

As más línguas dizem que o governo não investe verdadeiramente na educação do povo brasileiro porque não interessa à classe política dominante que as pessoas sejam mais esclarecidas, pois se rebelariam mais, não se conformariam com os abusos a que este povo é submetido.

Dizem ainda que se o ex-presidente Lula realmente valorizasse a educação, teria dado o seu próprio exemplo, voltando à escola para adquirir o conhecimento e a educação formal que não teve, geralmente imprescindíveis para se governar um país.

Não creio, porém, que haja um plano para ignorantizar o brasileiro. No mínimo o país conta com 30 milhões de pessoas razoavelmente esclarecidas, o suficiente para promover uma revolução educacional, se quisessem. E os objetivos do ex-presidente são outros. Se mesmo sem conhecer adequadamente a sua língua, a geografia ou a história dos países, ele é chamado para palestras em universidades, por que deveria acreditar que o conhecimento é essencial? Só acreditaria nisso se fosse criado em meio a esses valores, o que não ocorreu.

E a verdade é que hoje, infelizmente, há valores que superaram a necessidade da educação. O consumo desenfreado é estimulado até pelo governo, que usa o crescimento do PIB como o índice maior do desenvolvimento do País. O mesmo governo comemorou o aumento da venda de automóveis, com 60 meses para pagar, mas certamente não se importou com o fato de que haveria grande inadimplência e que o trânsito em algumas cidades, como São Paulo, se tornaria impraticável.

Vive-se o presente com rapidez, e os efeitos da educação, que só serão sentidos no futuro, são lentos para quem quer resultados imediatos. A mídia precisa vender espaço publicitário, os fabricantes precisam vender seus produtos, os políticos anseiam pelo voto instantâneo e ao pobre cidadão, resumido a mero consumidor, só resta comprar e comprar para que o sistema continue em movimento.

A tevê mostra astros e estrelas de corpos e rostos bonitos, vestidos com roupas de grife, cabelos diferentes e tatuagens vistosas, mas que… não lêem, não gostam de ler, jamais são vistos com um livro na mão.

Por tudo isso, não devemos nos espantar quando, no seu primeiro emprego de office-boy, um garoto reserva todo o salário para comprar um tênis de marca e jamais, eu disse jamais, pensa em entrar em um sebo e investir dez reais em um livro que abrirá um pouquinho mais a sua cabeça e o tornará menos escravizado ao script que traçaram para ele.

Não há uma conversa com meu sogro, Ruy Caldeira, em que ele não ressalte a importância vital da educação para o Brasil. Ele é um português de Sinfães que evitou a ditadura de Salazar e veio para cá, onde se casou com dona Emília Gonzaga e educou seus filhos em escolas públicas nos tempos em que elas eram as melhores do País. É claro que sempre concordo com ele.

E para você, o que pode ser feito pela educação no Brasil?

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Comprar votos

Quando estive em Porto Rico, cobrindo os Jogos Pan-americanos de 1979, descobri que as famílias de baixa renda – maioria no pequeno país – ganhavam uma ajuda mensal de 100 dólares do governo norte-americano. Porto Rico era, então, um Estado Associado dos Estados Unidos.

Meses depois dos Jogos, houve um plebiscito lá para se saber se o povo porto-riquenho queria manter a situação de Estado dos Estados Unidos, ou preferia a independência. E a opção de ser uma nação livre foi derrotada – para mim uma prova de que a sobrevivência, a garantia de uma pequena verba mensal, é mais importante para o cidadão comum do que o patriotismo.

Estamos vivendo algo parecido no Brasil com essa bolsa-família. Não posso ser contra a ajuda à camada miserável dos brasileiros. O Governo realmente não pode deixar as pessoas passando fome. No entanto, há aspectos importantes a serem ponderados com relação a esta ajuda:

1 – Ela não pode ser permanente, ou as pessoas acabarão se acomodando. Pesquisas comprovam que nos Estados Unidos a ajuda em dinheiro aos pobres e aos desempregados só aumentou o número de pobres e desempregados.

2 – Ela não pode se resumir a distribuir dinheiro, ou apenas a dar o peixe, pois as pessoas precisam aprender a pescar, o que quer dizer ter escola e trabalho para sair da situação difícil por suas próprias pernas.

3 – Ela não pode representar uma ajuda cada vez maior à medida em que os casais têm mais filhos, pois isso será visto pela população carente e ignorante como um incentivo para se aumentar a prole.

4 – Finalmente, as pessoas que recebem a tal bolsa não deveriam votar, pois seu voto já está comprometido, comprado com o dinheiro público que pertence a todos e não a um só partido.

Na minha infância, lembro-me bem que distribuir jogos de camisa a times de várzea era uma prática comum, porém altamente recriminada, de candidatos a vereadores e mesmo a deputados estaduais de São Paulo.

Centros sociais e esportivos dos bairros, os times de várzea influenciavam a comunidade e por isso eram tão badalados. Hoje, com esse salário bolsa-família, é como se, de uma penada só, milhares de jogos de camisa fossem distribuídos a comunidades de todo o Brasil, comprando a consciência de pessoas simples, sem perspectivas, que só conseguem pensar no que terão para comer na próxima refeição. É claro que os votos desses milhões de beneficiados já está comprometido.

Quem votará contra a comida que vem de graça para alimentar seus filhos? Porém, quem disse que a função de um governo é apenas distribuir comida? Sem educação e sem trabalho o povo continuará vivendo de esmolas. Para se ter dignidade, esse provo precisar educar seus filhos, trabalhar, e assim construir um caminho independente – ao contrário dos porto-riquenhos que preferiam continuar ligados aos Estados Unidos em troca de 100 dólares mensais.

Você não acha que quem recebe o bolsa-família já está com o voto comprometido?