Feitiço, ao centro, vê o pontapé inicial na inauguração de São Januário, em 21/04/1927. Santos venceu o Vasco por 5 a 3 e foi aclamado pela imprensa carioca como o melhor time do país.

O arrependimento de Netuno

No mesmo dia em que castigou a soberba e naufragou o “insubmergível” Titanic nos mares gelados do Norte, Netuno, para compensar, reuniu em um aprazível litoral do Atlântico Sul um grupo de jovens da sociedade santista para fundar um clube de futebol – este sim eterno e predestinado a se tornar o maior de todos os tempos. Era domingo, 14 de abril de 1912.
O espantoso é que daqueles 39 jovens que se reuniram no salão do Clube Concórdia, à Rua do Rosário, 10, dois seriam titulares absolutos da primeira Seleção Brasileira que conquistou a Copa Roca em 1914 e em 1919 obteve o primeiro grande título do futebol brasileiro, o Sul-americano de 1919. Eram eles o ponta-direita Adolfo Millon Jr. e o ponta-esquerda Arnaldo Silveira, capitão do Selecionado Nacional (outro santista no Sul-americano de 1919 foi o meia Haroldo Pires Domingues, o que fez do Santos o clube com mais jogadores naquela Seleção).
O primeiro jogo registrado do Santos foi realizado em 22 de junho de 1912, contra um combinado local, e o time venceu por 2 a 1, com gols de Anacleto Ferramenta e Geraule Moreira. Este Santos pioneiro jogou com Julien Fauvel, um goleiro francês; Simon e Ari; Bandeira, Ambrósio e Oscar; Bulle, Geraule Moreira, Esteves, Fontes e Anacleto Ferramenta.
Melhor time da cidade, o Santos disputou pela primeira vez o Campeonato Paulista em 1913, fazendo todos os jogos em São Paulo. Como o dinheiro não era suficiente para as passagens de trem e os lanches, a equipe fez apenas quatro partidas e se retirou do campeonato. Foi goleado por Germânia, Internacional e Americano, mas sua única vitória compensou os fracassos: em 22 de junho, no primeiro clássico paulista, venceu o Corinthians por 6 a 3, no Parque Antárctica.
O Santos voltou ao Campeonato Paulista em 1916 e dois anos depois esteve perto do título: na penúltima rodada venceu o todo-poderoso Paulistano na Vila Belmiro por 1 a 0, e no último jogo, quando precisava de uma vitória sobre a Associação Atlética das Palmeiras para obrigar a um jogo-desempate com o Paulistano, foi derrotado em casa por 1 a 0.

Década de 20

Seguindo uma sina que o acompanharia por toda a existência, o Santos esteve perto da falência na década de 1920, mas foi levado às alturas por um grupo de garotos descobertos nos campos de várzea da cidade pelo diretor José Caetano Munhoz. Com os irmãos Camarão e Siriri (Aníbal e José Torres), o ponta-direita Omar, os pontas-esquerdas Evangelista e Hugo, o jovem meia Araken Patuska e o experiente centroavante Feitiço, o time foi o primeiro do País a fazer 100 gols em uma competição, o Campeonato Paulista de 1927 (com uma média inimaginável de 6,25 gols por jogo).
Naquele ano, poucos adversários se livraram de sofrer goleadas estrondosas. Entre as vítimas, o Corinthians foi massacrado por 8 a 3 em pleno Parque São Jorge. O Vasco, que convidou o Santos para a inauguração de São Januário, então o maior estádio do Brasil, perdeu de 5 a 3 diante da presença do presidente da República Washington Luís. Convidados para mais três jogos no Rio, os santistas venceram Vasco, América e São Cristóvão de forma tão convincente que foram considerados pela imprensa da Capital Federal como o melhor time brasileiro de 1927.
Entre 1927 e 1931 o Santos foi quatro vezes vice-campeão paulista. O título sempre acabava escapando, muitas vezes por fatores extra-campo. O craque Araken Patuska (1905-1990), único jogador de um time paulista a participar da Copa do Mundo de 1930, explicou assim esse período: “Éramos um time muito treinado e unido. O Santos daquela época (1926 a 31) foi, talvez, o time mais harmônico do Brasil. Era uma linha tão boa, que quando se formava a Seleção Paulista, iam os cinco como titulares. Só não conseguimos chegar ao título porque os times da Capital armavam esquemas fora do campo”.

Década de 30

Cansados de ver seu time prejudicado pela arbitragem a favor dos times da Capital, um grupo de 30 estivadores do Porto de Santos levou galões de gasolina ao jogo contra o Corinthians, que poderia decidir o título paulista de 1935. Se o time fosse roubado, ateariam fogo no Parque São Jorge. Mas a partida daquela tarde de domingo, 17 de novembro, transcorreu sem maiores incidentes.
Merecidamente o Santos venceu por 2 a 0, com gols de Raul no primeiro tempo e Araken no segundo. O time do primeiro título paulista formou com Ciro, Neves e Agostinho; Marteletti, Ferreira e Jango; Saci, Mário Pereira, Raul, Araken e Junqueirinha. Participaram ainda da campanha vitoriosa os jogadores Delso, Meira, Figueira, Biruta, Sandro, Logu, Badu, Moran, Paulinho e Zé Taveira. O técnico foi o ex-jogador Bilu.
Àquela altura a Vila Belmiro já tinha sua fama de “Alçapão”, pois o Santos raramente era batido em casa. Ninguém escapava, mesmo poderosas equipes internacionais, como o Bela Vista, do Uruguai, base da seleção campeã do mundo em 1930. O Santos permanecia invicto em jogos internacionais, com sete vitórias e um empate.
O resultado mais acachapante ocorreu contra a Seleção da França, que voltava da Copa do Mundo do Uruguai e resolveu aproveitar a parada no Porto de Santos para uma partidinha contra o time local. Depois de perder por 6 a 1, os desconfiados franceses foram convidados à sede do clube para comprovar que a equipe que tinham acabado de enfrentar não era a Seleção Brasileira disfarçada.

Década de 40

Nos anos 40 o Santos não conquistou nenhum título estadual, mas a partir da segunda metade da década, quando a presidência foi assumida pelo ex-goleiro e ídolo Athiè Jorge Cury, passou a dar mostras de grande categoria. Foi vice-campeão em 1948 e 50 e revelou craques como o ponta-direita Cláudio Cristóvão Pinho, titular da Seleção Brasileira no Sul-americano de Montevidéu, e o meia Antonio Fernandes, o Antoninho, um dos maiores ídolos da história do clube.
Sua maior façanha nesse período foi a excursão ao Norte/Nordeste do País de 29 de novembro de 1946 a 2 de fevereiro de 1947. Até ali nenhum time brasileiro tinha feito excursão tão longa àquela região sem perder. Pois o Santos fez 15 jogos e voltou invicto, com 12 vitórias e três empates. Times tradicionais foram batidos inapelavelmente, tais como: Santa Cruz (4 a 0), ABC (6 a 0), Ceará (5 a 2), Fortaleza (4 a 1 e 4 a 0), Sampaio Correa (5 a 1) e Paissandu(4 a 1).
O time que jogou a última partida da excursão, e bateu o Remo por 3 a 2, foi formado por Osny, Artigas e Expedito; Nenê, Dacunto e Ayala; Zeferino, Leonaldo (depois Maracaí), Caxambu, Adolfrises (depois Canhoto) e Rui. Atuaram ainda nessa viagem os jogadores Zezinho, Castanheira, Dinho, Antoninho e Alfredo. Os artilheiros da excursão foram Caxambu, com 19 gols, e Adolfrise, 18.

Década de 50

Nos anos 50 o Santos começou a ser o melhor time do mundo. Quando Pelé estreou no Campeonato Paulista, em 1957, o time já era bicampeão estadual (1955/56) e base da Seleção do São Paulo. O Rei teve como companheiros craques como Zito, Pagão, Formiga, Hélvio, Jair da Rosa Pinto, Urubatão, Tite, Pepe. Por isso, se é verdade que o Santos teve sorte de ter Pelé, também é verdade que Pelé teve sorte de começar sua carreira justamente no Santos.
O terceiro título estadual santista nos anos 50, o do ano mágico de 1958 – em que o Brasil se tornou campeão mundial, na Suécia, com os santistas Zito, Pelé e Pepe –, foi conquistado de maneira espetacular. A equipe marcou 143 gols em 38 jogos, média de 3,76 por jogo. Como sofreu 40 gols, teve um saldo positivo de 101 gols! Pelé atingiu um recorde jamais igualado em qualquer competição estadual do País: fez nada menos do que 58 gols. Equipes tradicionais foram massacradas em 1958, com destaque para os 10 a 0 sobre o Nacional, de São Paulo. Além dos títulos estaduais, o Santos conquistou o Rio-São Paulo de 1959, batendo o Vasco na final por 3 a 0, com dois gols do garoto Coutinho, de 16 anos. Mesmo Coutinho que no Paulista de 1959 fez cinco gols contra a Ponte Preta, jogo em que o Santos, mesmo sem Pelé, venceu por 12 a 1.

Década de 60

Matéria do Clarin que cita o livro “Donos da Terra” como fonte para a afirmação de que o Santos de Pelé foi um dos maiores times da história.

Nenhum outro time teve um predomínio tão acentuado no futebol brasileiro como o Santos nos anos 60: ganhou oito títulos paulistas, seis brasileiros (cinco Taças Brasil e um Torneio Roberto Gomes Pedrosa), duas Taças Libertadores, dois Mundiais Interclubes, três Rio-São Paulo, uma Recopa Sul-americana, uma Recopa Mundial e inúmeros torneios internacionais.
Uma enquete da Revista El Gráfico que ouviu dezenas de especialistas da América do Sul e da Europa elegeu como o melhor time de todos os tempos o Santos bicampeão mundial em 1962/63, cujo time-base era formado por Gylmar, Lima, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Luis Alonso Peres, o Lula.
Requisitado no mundo todo, o Santos foi o primeiro Globe Trotters do futebol e jogou em dezenas de países. Chegou a interromper uma guerra na África para que os dois lados pudessem ver o time de Pelé jogar. Como a Taça Libertadores era deficitária e também pela pressão da CBD, que não queria ver o time arriscar seus craques nos estádios inseguros da América do Sul, o Santos deixou de participar das edições da Libertadores de 1966, 1967 e 1969.
Ao lado do Botafogo, foi a base da Seleção Brasileira campeã mundial no Chile (1962) e no México (1970). Em duas oportunidades – contra Alemanha e Inglaterra – a Seleção jogou com oito titulares santistas. Nos seis jogos das Eliminatórias para a Copa de 70 “As feras do Saldanha” jogaram com seis titulares do Santos: Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Joel Camargo, Rildo, Pelé e Edu. A influência dos santistas era tão grande que a defesa da Seleção jogou com a mesma numeração que se usava no Santos: lateral-direito com a camisa 4, beque-central com a 2, quarto-zagueiro com a 6 e lateral-esquerdo com a 3.
Enfim, é como definiu o ponta-esquerda Antonio Simões, do Benfica e da Seleção de Portugal: “Comparo o Santos de 62 com a Seleção do Brasil de 70. São as duas melhores equipes de futebol que vi até hoje. A Seleção de 70 é a confirmação de um modelo de jogo que o Santos já demonstrava há muito tempo”.

Década de 70

Campeão estadual em 1973, ainda com Pelé, e em 1978, impulsionado pelos surpreendentes Meninos da Vila Pita, Juary, João Paulo e Nilton Batata, o Santos dos anos 70 deixou de ser apreciado pelo refinamento de seu futebol e se tornou um símbolo de paixão e arrebatamento. Sua torcida, que durante muito tempo não pode rivalizar com as dos times da capital, cresceu assombrosamente e passou a dividir o gigantesco Morumbi com a decantada torcida corintiana, além de superar com larga margem são-paulinos e palmeirenses.
Quando parecia que o destino do clube estaria irremediavelmente comprometido pelas dívidas milionárias feitas para a compra do luxuoso Parque Balneário, o Santos voltou a ser apenas onze camisas que lutavam e arrastavam multidões. De um dos piores momentos de sua história, que resultou na perda do Parque Balneário e tudo que foi investido nele, ressurgiu um Santos carismático, adorado, que tinha sua maior riqueza em sua imensa legião de torcedores.

Década de 80

O período começou com o Santos tornando-se vice-campeão paulista de 1980, e, curiosamente, o carrasco dos santistas nesta final – o artilheiro são-paulino Serginho – é quem acabaria se tornando o maior ídolo santista da década.
Apaixonado pelo time de Vila Belmiro desde pequeno, o irascível Sérgio Bernardino só se sentiu em casa quando foi contratado pelo presidente Milton Teixeira para o time que disputaria o Brasileiro de 1993. Oportunista, de chute forte e grande vigor físico, Serginho foi o terror das defesas naquele Campeonato Brasileiro e se tornou o artilheiro da competição, com 22 gols. O time ficou com o vice-campeonato, ao vencer em São Paulo, perder no Rio e ser superado no saldo de gols pelo Flamengo.
Ms a alegria que não veio no Brasileiro não demorou muito. No ano seguinte o time sagrou-se campeão paulista em uma competição de pontos corridos, acabando com o sonho corintiano de chegar ao tricampeonato. No jogo decisivo, para êxtase dos santistas, o time ganhou do Corinthians por 1 a 0, gol de Serginho no segundo tempo. O atacante santista mais uma vez foi o artilheiro da competição, desta vez empatado com Chiquinho, do Botafogo, com 16 gols.

Década de 90

Nos anos 90 o Santos só conquistou dois títulos: o do Rio-São Paulo em 1997 e o da Conmebol, em 1998. O primeiro empatando com o Flamengo de Romário, Sávio e Edmundo no Maracanã lotado (2 a 2) e o segundo arrancando também um empate na incandescente Rosário Central (0 a 0), depois de vencer o time argentino na Vila Belmiro por 1 a 0.
Na verdade, o time comandado pelo genial Giovanni fez o suficiente para vencer o Botafogo na final do Brasileiro de 1995, mas o no mínimo errático e incompreensível árbitro Márcio Rezende de Freitas não permitiu que o time conquistasse seu sétimo título brasileiro. No único gol do time carioca, Túlio estava folgadamente impedido, mas nada foi marcado. No gol de Camanducaia, que daria ao Santos a vantagem decisiva de 2 a 1, marcou-se um impedimento inexistente. Bem, o consolo é que todo mundo sabe que o segundo gol santista foi legal, o que torna o time moralmente campeão do País naquele ano.
Mesmo sem novas conquistas, o período mostrou que o time ao menos conseguia se manter entre os melhores. De dez campeonatos brasileiros disputados, o Santos só não ficou entre os oito mais bem classificados três vezes e em 1993 (quinto) e 1998 (terceiro) chegou bem perto da final.

Anos 2000

O jovem presidente Marcelo Teixeira, filho do ex-presidente Milton Teixeira, tentou transformar o Santos do século XXI em um time de galácticos tropicais. Não economizou para montar um esquadrão com uma equipe inteirinha de selecionáveis, entre eles Rincón, Marcelinho Carioca, Edmundo, Márcio Santos, Carlos Germano, Valdo, Galván. Só que em campo a equipe não funcionou e se desmanchou depois de perder os títulos paulistas de 2000, em uma final com o São Paulo, e de 2001, ao ser eliminada nas semifinais por um gol em cima da hora de Ricardinho, do Corinthians.
Quando, em meados de 2002, o Santos teve de ficar parado cerca de três meses, pois não se classificou para nenhuma competição, as más línguas novamente se ergueram para dizer que o time tinha acabado. As performances nos Brasileiros de 2000 (18º lugar) e 2001 (15º) confirmavam a má fase. Porém, sempre que está no fundo do poço, o Santos encontra a saída na sua fábrica de craques.
Sem dinheiro para contratar, o clube confiou ao técnico Émerson Leão a incumbência de, com um time de garotos, evitar o rebaixamento. Mas Leão, que tinha sido demitido da Seleção Brasileira, e seu bando de desconhecidos conseguiram muito mais. Após se classificar para a fase final na bacia das almas, o Santos ganhou duas vezes do São Paulo e eliminou um time que tinha Kaká, Luis Fabiano, Rogério Ceni, Ricardinho, Jean, Reinaldo e Gustavo Nery, entre outros. Depois, humilhou o Grêmio na Vila Belmiro (3 a 0) e por fim bateu duas vezes o Corinthians no Morumbi dividido pelas duas torcidas. Na final, apoteótica, Robinho deu as lendárias oito pedaladas em Rogério, depois passou para Elano marcar o segundo, e para Léo fazer o terceiro, na vitória por 3 a 2 que garantiu o sétimo título brasileiro do Alvinegro Praiano.
O time continuou sendo o melhor do País em 2003, mas ficou em segundo no Brasileiro e na Libertadores. O oitavo título brasileiro só veio em 2004, em uma campanha inesquecível. Prejudicado assustadoramente pelas arbitragens – a ponto de ter uma dezena de gols legítimos anulados – e pelo STJD, que puniu reiteradamente o clube com a perda de mandos de campo, ao mesmo tempo em que fazia vistas grossas às mesmas irregularidades cometidas por outros clubes, o Santos ainda sofreu com o seqüestro da mãe de Robinho, tragédia que afastou o melhor jogador do time de muitas partidas. Mesmo assim, o time seguiu firme, arrastando multidões para seus jogos pelo Interior Paulista, até vencer o Vasco por 2 a 1 e conquistar seu oitavo título brasileiro na tórrida São José do Rio Preto, hoje rebatizada pelos santistas de São José do Rio Preto e Branco.
Em 2005 o Santos chegou a liderar o Brasileiro, mas o presidente do STJD –Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, Luiz Zveiter, decidiu mandar repetir os jogos arbitrados por Edílson Pereira de Carvalho, integrante de um esquema de manipulação de resultados, e isso bagunçou totalmente o campeonato, que ficou conhecido como o “Zveitão”.
Em 2006 o Santos foi o quarto colocado no Brasileiro, o suficiente para se classificar para a Taça Libertadores, e venceu o Campeonato Paulista, título que não conquistava desde 1984. A campanha do Paulista foi empolgante, pois o time mandou alguns jogos na Capital e atraiu mais público do que o rival Corinthians.
Em 2007, com o bicampeonato paulista, o vice no Brasileiro e a semifinal na Libertadores, o Santos teve o desempenho mais equilibrado dos times brasileiros na temporada. Com a saída de jogadores importantes, como Maldonado e Zé Roberto, além do técnico Vanderlei Luxemburgo, houve uma queda na temporada seguinte, mas ao menos em 2008 o time conseguiu manter a escrita de nunca ser rebaixado, algo raro entre os grandes clubes do País.
O ano de 2009 foi de mudanças, de revelações . O vice-campeonato do Paulistão mostrou o talento de jovens promissores como Neymar, Paulo Henrique e Madson. Era um prenúncio do primeiro semestre maravilhoso de 2010, em que o Santos conquistou os dois títulos que disputou – Campeonato paulista e Copa do Brasil – jogando um futebol bonito e ofensivo como não se via há muito tempo.
Com as confirmações de Neymar e Ganso, o crescimento surpreendente de Wesley, que voltou do empréstimo ao Atlético Paranaense, da ótima fase de Arouca, trocado com o São Paulo por Rodrigo Souto, e a bombástica contratação de Robinho, que reencontrou na Vila a alegria de seu futebol, o Santos goleou meio mundo e chegou a ser comparado com o Barcelona.