Gylmar dos Santos Neves, o único goleiro quatro vezes campeão do mundo

Gylmar, o antídoto do gol

De Gylmar nunca poderá se dizer que ele era um goleiro milagreiro. Nunca poderá se colocar um “São” na frente do seu nome, como se fosse capaz de proezas sobrenaturais. Ele sempre foi humano, comum, capaz de tomar frangos como qualquer outro último defensor dos sagrados três paus. A diferença era que ele nunca voltava do fundo das redes segurando pesarosamente a bola, de cabeça baixa, como se todos os pecados do futebol pesassem sobre seus ombros. Gylmar inaugurou a era do goleiro altivo, que se mantinha tranqüilo e inspirava segurança mesmo após as falhas mais agudas:
“Se o Gylmar tomasse um frango, a gente ficava seguro de que ele iria fechar o gol, porque era sempre assim: depois de uma falha, ele crescia e não deixava passar mais nada”, lembra Lima.
“Bem, eu tinha que passar tranqüilidade para meus companheiros e se eu demonstrasse nervosismo depois de falhar em uma bola fácil – o tipo de falha mais por displicência -, todos também ficariam nervosos”, explica Gylmar.
Claro que apenas tranqüilidade não bastou para que ele chegasse onde chegou, tornando-se o goleiro mais vitorioso que o futebol já teve, com quatro títulos mundiais (dois pela Seleção, dois pelo Santos), entre tantos outros. Os críticos concordam que ele tinha reflexos rápidos, ótima colocação, e grande elasticidade. Nas peladas de rua dos anos 60, quando um garrotilho marcava um gol, invariavelmente gritava: “Gol de Pelé”, porque, na verdade, todos queriam, um dia, marcar um gol de Pelé. Mas quando a bola não entrava devido a uma boa defesa do goleiro, era a vez do outro gritar: “Agarra Gylmar”. Passei minha infância ouvindo esses dois gritos opostos do duelo eterno entre o atacante e o goleiro, o jogador que simbolizava todos os atacantes e aquele que incorporava todos os arqueiros do Brasil. Nos dois extremos, dois santistas.
Em pensar que a carreira de Gylmar dos Santos Neves, como a sina inconstante de todo goleiro, sempre esteve por um fio. Um acaso o livrou de defender indefinidamente o gol do humilde Jabaquara; uma circunstância evitou que acabasse para o futebol depois de apenas um ano de Corinthians e uma série de fatores coincidentes o levou ao grande Santos quando já se contentava com um emprego público. Mais do que a sorte, o talento e o orgulho foram seus trunfos nos momentos difíceis. Viveu nos tempos de ouro do nosso futebol, tempos de Pelé e Garrincha, de muitos gols, onde só um goleiro elástico, frio e de muita personalidade poderia garantir seu lugar na história.
História que começou em 1930, no bairro santista do Macuco, onde nasceu o garoto que estudaria em colégios de padres e gastaria seu tempo livre nas peladas de rua, procurando imitar as pontes de Oberdã Cattani, goleiro do Palmeiras:
“Eu via na Gazeta Esportiva e tentava fazer igual. Acho que já tinha uma tendência para jogar na posição, porque não sentia dificuldade. Gostava do gol. Era uma posição diferente, bonita”, lembra Gylmar.
Quando se formaram vários times no bairro e os domingos passaram a ser de futebol e festa, o jovem arqueiro logo se destacou. Fazia pontes como Oberdã, saía fácil do gol e tinha muita elasticidade. Aos 16 anos já impressionava com seus 1,80m. Tanto que o pai, José dos Santos Neves, que fazia questão de ver o filho nos estudos, foi obrigado a se render às evidências e conseguir um cartãozinho do presidente Athiê Jorge Cury para o garoto treinar no Santos.
“Mas não me deixaram treinar”, recorda o goleiro. Fiquei chateado, mas resolvi tentar em outro lugar. Acabei no Portuários, um time amador da Companhia Docas de Santos. Fiquei pouco tempo lá. Um dia meu irmão Alcides foi me ver e disse que eu tinha futuro e que ia me levar para um time onde eu pudesse crescer.”
O time era o Jabaquara, pequeno mas tradicional, um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol, integrante da Primeira Divisão de Profissionais. No “Jabuca”, apelido do time que um dia se chamou Hespanha e usava uma inconfundível camisa amartela, Gylmar foi parar nas mãos do técnico Arnaldo de Oliveira, o Papa, um autêntico descobridor de talentos. Feijó, que jogou no Santos, foi uma das descobertas de papa, assim como outros craques que depois seguiram outras profissões, casos de Haroldo Cunha, que se tornaria promotor público; Fernandes, que chegou a jogar no São Bento de Sorocaba antes de se fixar como médico em Araras, além de Hugo, Tostão, Boquinha…
Papa gostou do que viu. Logo o goleiro magro e alto (que seria apelidado de Girafa) estaria entre os juvenis do time. Naquela época, acima do quadro juvenil vinha o time amador, depois o aspirante e só então o profissional. Em pouco tempo Gylmar já fazia sucesso no gol dos aspirantes, a ponto de ser cercado pelos fãs após as partidas. A chance de estrear no time de cima também não demorou:
“Fomos jogar em São Paulo, contra o São Paulo, e o Mauro, goleiro titular dos profissionais, estava machucado. O técnico Armando Renganeschi me avisou que eu iria estrear no time de cima. Perdemos de 5 a 1, mas fui considerado o melhor jogador em campo. Permaneci no time até o final do campeonato e fiz grandes partidas. O Jabaquara tinha uma defesa que tomava muitos gols, mas também me dava a chance de aparecer mais, porque estava sempre em contato com a bola.”
Àquela altura, Gylmar não pensava em ir para São Paulo. Tinha medo da cidade grande. Queria ficar por ali mesmo, jogando no Jabaquara, talvez no Santos. Na verdade, o Santos chegou a contratá-lo quando ainda jogava no Jabaquara, mas o precavido Gylmar pediu que o clube também lhe arrumasse um emprego, para não depender só do futebol (na época uma profissão por demais incerta e mal remunerada) e isso atrapalhou o negócio. De qualquer forma, a vida do rapaz seguia tranqüila, até que numa segunda-feira à tarde…
“Na segunda-feira eu costumava ir ao cinema e ficar por lá umas quatro horas, assistindo dois filmes seguidos. Estava na porta do cinema quando estacionou um carro com uns homens me procurando. Parecia até um seqüestro. Fiquei apavorado. ‘Vamos para a sede do clube que o Corinthians está aí para contratar o Ciciá e você também vai entrar no negócio’, disseram. Eu não queria, mas tive de ir. Cheguei na sede e lá estavam Manoel dos Santos, Frederico Estevan Júnior e outros diretores do Corinthians negociando para levar o Ciciá (um quarto-zagueiro que não era alto, mas muito ágil). Como o Jabaquara estava pedindo muito e não queria reduzir o preço, resolveu oferecer mais um jogador. O Manoel dos Santos disse: ‘Por que nós não levamos o goleiro? O Cabeção e o Bino estão sem contrato. Se nós levarmos um goleiro vamos obrigá-los a renovar imediatamente’. Nisso, o Ciciá me chamou de lado e falou: ‘Olha, Gylmar, se eu não for para o Corinthians ou para o Flamengo, não vou para lugar algum’. Então eu aceitei.”
“A manchete era o Ciciá, mas eu peguei uma parte do noticiário. Na partida de apresentação dos novos contratados, contra o Madureira, no Pacaembu, ganhamos de 6 a 2. No primeiro jogo do Campeonato Paulista de 1951, contra o SPR, hoje Nacional, entrou só o Ciciá. O Corinthians ganhou apertado (3 a 2) e acharam que o Ciciá não tinha ido bem. Ele foi tirado do time e não jogou mais. Eu entrei na partida seguinte e a partir daí passei a me revezar com o Cabeção – dois jogos ele, dois eu.”
Tudo seguia a mesma rotina até que veio a partida contra a Portuguesa. O Corinthians perdeu por 7 a 3 e se levantou a suspeita de que Gylmar teria amolecido. Sem poder provar sua inocência, foi afastado do time por seis meses.
“Passei um período muito difícil. Não podia nem entrar no clube. Eu não tinha como provar, porque as coisas foram feitas fora, sem que eu soubesse. Só sei que no dia do jogo havia muitas promessas de prêmios para mim. Pensei que estivesse abafando, mas não era nada disso. A intenção deles era outra.”
No ano seguinte o Corinthians estava para embarcar para uma excursão e não tinha goleiro, já que Cabeção fora convocado para a Seleção Paulista e Gylmar continuava marginalizado no clube. Depois de tentar conseguir, sem sucesso, um jogador emprestado, o diretor Manoel dos Santos propôs o nome de Gylmar, aceito com resistência. Após uma viagem exaustiva de três dias, o time estreou na Turquia e perdeu. Depois, foram 11 vitórias consecutivas, com Gylmar fechando o gol:
“Foi o dedo de Deus que me deu aquela oportunidade. Joguei muito bem. Na partida contra a Seleção da Dinamarca cheguei a defender três pênaltis. Voltei novamente como herói. Joguei todo o Campeonato Paulista de 1952, quando o Corinthians foi campeão.”
Em 1953 Gylmar teve uma luxação completa no ombro que o obrigou a ficar oito meses sem jogar. Quando voltou, Cabeção era o titular. Nesse ínterim, o técnico Rato foi substituído por Oswaldo Brandão, o mesmo que dirigia a Portuguesa naqueles fatídicos 7 a 3. Coincidentemente, Brandão estrearia no Corinthians em uma partida contra a Portuguesa:
“O titular era o Cabeção, mas o Brandão chegou pra mim e disse: ‘Girafa, vou te por amanhã’. Por que, perguntei, se o titular era o Cabeção. ‘Por causa daqueles 7 a 3. Quero que você apague aquela imagem’, ele disse. Perdemos o jogo por 1 a 0, mas fui o melhor em campo. Permaneci como titular, o que criou um problema com o Cabeção, que ficou magoado e acabou saindo do clube.”
Gylmar foi muito importante na conquista do título paulista do IV Centenário, em 1954. O time fazia 1 a 0 e ele segurava o resultado. Vivia uma fase excepcional, que quatro anos depois o levou à Copa do Mundo da Suécia e o fez sentir a maior alegria de sua carreira:
“A emoção de ganhar uma Copa é indescritível. Você fica meio bobo. Com exceção do Castilho, Didi e Nilton Santos, ninguém ali havia estado em Copas do Mundo.”
O goleiro novamente voltou como herói, mas aos poucos foi reduzido à única estrela de um Corinthians que perdera Cláudio, Luisinho e Baltazar e não estava contratando jogadores à altura dos que saíam. A fase negativa não tardou. Gylmar passou a ser apontado como o culpado pelas derrotas. Mesmo quando se queixou de dores no braço, não lhe deram ouvidos. O médico do clube disse que ele estava fazendo corpo mole para sair do Corinthians. Num treino, ao se atirar nos pés de um atacante, o goleiro sentiu uma dor aguda no cotovelo, que inchou imediatamente. Tirou a cotoveleira e, enquanto se dirigia para o vestiário, mostrou o braço para os diretores que assistiam o treino.
Vieram conversar comigo, mas eu disse que não queria nada, que tinha um seguro particular e no dia seguinte iria procurar um hospital para me operar. Fui para casa louco de dor. Tratei com água quente, sal e vinagre para desinchar e três dias depois estava operando no Hospital Santa Catarina, com o doutor João de Vicenzo. Minha mulher, que tem curso de enfermagem, assistiu a cirurgia. Imaginou-se que seria simples, por se tratar de uma bursite, ou algo assim, mas a operação demorou duas horas e meia. Eu tinha um tendão partido no braço e não sabia. Isso é o que causava a dor. Se demorasse mais um pouco para operar, o tendão estaria tão retraído que seria impossível emendar novamente.”
No dia seguinte, ainda sonolento pela anestesia, Gylmar recebeu o repórter Milton Reina, da Gazeta Esportiva, e admitiu que sua situação no Corinthians ficara difícil. A entrevista gerou a manchete: “Gylmar diz que não joga mais no Corinthians”. Em resposta, o presidente do clube, Vadi Helu, retrucou dizendo que agora era o Corinthians que não queria mais Gylmar e estipulou o passe do goleiro em 10 milhões de cruzeiros.
“Era uma fortuna. A transferência mais alta daquela época tinha sido a de Mauro, do São Paulo para o Santos, que custou cinco milhões de cruzeiros. Um goleiro por dez milhões era para não vender. Talvez a idéia fosse que eu terminasse a carreira ali. Mas, como eu já tinha meu emprego como chefe de seção da Secretaria da Fazenda, não estava desamparado. E eu trabalhava mesmo, todas as tardes.”
Nesse meio tempo surgiu o interesse do Santos, mas este não dispunha de todo o valor. Foi preciso fazer um empréstimo da Federação Paulista de Futebol e ainda receber uma doação do empresário José Ermírio de Moraes. Gylmar não ganhou nenhuma porcentagem, tampouco luvas de seu novo clube. Melhor negócio para ele seria ter aceitado uma proposta do Peñarol, de Montevidéu, mas o goleiro não quis:
“O Peñarol ofereceu uns 12 milhões para o Corinthians, mais uma fortuna na minha mão, mas resolvi não ir. Não queria dar mais nenhum tostão para o Corinthians. Eles me judiaram demais.”
O contrato com o Santos foi assinado em dezembro de 1961. Logo em seguida o time iniciou uma excursão à América Central. Quanto voltou, Gylmar já era o titular. Em 1962, no melhor ano de sua carreira, foi campeão paulista, brasileiro, da Taça Libertadores e do Mundial Interclubes. Convocado novamente para a Seleção Brasileira, tornou-se bicampeão mundial no Chile.
Nessa Copa de 62, contra a Espanha, realizou a defesa mais importante de sua vida. O Brasil perdia por 1 a 0 e seria desclassificado com este resultado. Em um ataque pela esquerda, Gento driblou Djalma Santos – jogando a bola por dentro e saindo correndo pela pista de atletismo – e cruzou. Puskas vinha entrando, enquanto Gylmar e o zagueiro Mauro saíram para cortar o cruzamento. O goleiro conseguiu socar a bola, mas ele, Mauro e Puskas trombaram e caíram. A bola sobrou para Peiró, que vinha na corrida e bateu de primeira, num chute a um metro do chão. Gylmar só teve tempo de erguer o braço e espalmar para escanteio. Em seguida, no contra-ataque, o Brasil empatou o jogo (e acabou vencendo por 2 a 1, com gols de Amarildo em centros de Garrincha). Os espanhóis creditaram sua eliminação na Copa àquela defesa do goleiro brasileiro.
No Santos, Gylmar finalmente pode viver um tempo de tranqüilidade e profundo respeito. O time era como uma família e nunca foi maltratado por dirigentes. Ao contrário: era o clube que melhor remunerava seus jogadores. Em uma excursão à Europa, Gylmar se recorda de que as delegações de Santos, Botafogo (de Garrincha, Didi, Nilton Santos…) e Corinthians se encontraram no mesmo hotel. Em conversas informais com os jogadores dos outros times, ficou sabendo que o “bicho” (prêmios em dinheiro) que os santistas ganhavam por partida era o dobro dos botafoguenses e cinco vezes maior do que o dos corinthianos.
Gylmar admite que o Santos seria até hoje um dos melhores do mundo caso seus diretores tivessem tido maior visão e soubessem administrar o clube de maneira mais eficiente, mas, pessoalmente, não tem queixas:
“Se o Santos tinha condição de pagar ou não, eu não sei, só sei que pagou todo mundo e nunca atrasou. Todos queriam ver o Santos jogar. Onde jogavam, enchia. Começou a chover dinheiro. O Santos era uma equipe vencedora, com grandes valores, que ficou no auge por 13 anos. O ambiente era ótimo. Nunca tivemos uma discussão entre os jogadores.”
O Santos foi o melhor time de todos os tempos? Gylmar responde a essa pergunta comparando a equipe com o Real Madri, o melhor time do mundo antes da fase áurea do Santos:
“Há uma celeuma sobre quem foi o melhor time de todos os tempos. Uns dizem que foi o Real Madri, outros o Santos. Acho que cada um teve a sua época. Que eu me lembre, os dois só se enfrentaram uma vez, em 1959, na Europa, quando o Santos estava começando a ser o grande time que foi, e o Real ganhou (5 a 3). Quando o Santos começou sua evolução e o Real iniciou sua fase regressiva, ele nunca mais quis jogar com o Santos, sempre evitou. Chegou ao cúmulo de abrir mão de jogar a final de um torneio na Argentina para não nos enfrentar. Foi um quadrangular, em 1965, com Santos, Real, Boca Juniors e River Plate. Ficaram Santos e Real para decidir o título, mas eles não quiseram jogar, preferiram deixar o título para nós do que correr o risco de perder pra gente. Queriam manter aquela imagem de ter sido o único time a vencer o Santos” (o Santos venceu o Boca Juniors por 4 a 1, no dia 8 de agosto, e o River Plate por 2 a 1, quatro dias depois. A decisão seria contra o Real Madri, que se recusou a jogar).
Gylmar jogou no Santos até dezembro de 1969. Ao sair, aceitou o convite para ser relações públicas de uma concessionária Chevrolet. Depois montou a sua, na Vila Prudente, em São Paulo. Em 1983 foi convencido a tornar-se supervisor da Seleção Brasileira, cujo técnico era Carlos Alberto Parreira. Ficou decepcionado com o que viu. O marketing comandava tudo. “Talvez eu fosse o errado, pois trazia a mentalidade do tempo em que eu era jogador, em que não se exigia dinheiro para ganhar jogo.”
Na verdade, nem tudo Gylmar fez conforme seu tempo. Numa época em que a maioria dos jogadores de futebol adorava cair na noite, ele sempre foi um jogador de ir pra cama mais cedo, mesmo sofrendo de insônia. Quando saía, chegava ao extremo de – coisa de cinema – pedir leite em boate. Paradoxalmente, era o melhor companheiro de quarto do boêmio Dorval, que por mais tarde que chegasse, ainda encontrava o goleiro acordado, tentando ler para atrair o sono.
Das aflições vividas entre as traves, ficou a artrite traumática nas pontas dos dedos. Do futebol, Gylmar prefere recordar e rever os amigos, como Zito, Orlando Peçanha, Vavá…

Gylmar dos Santos Neves
Goleiro
Data e local de nascimento: 22 de agosto de 1930, bairro do Macuco, Santos.
Altura: 1,81m.
Peso: 69 quilos.
Chuteira: 41.
Formação escolar: Cursou até o quarto ano colegial, com especialização em contabilidade.
Clubes que defendeu: Jabaquara, Corinthians e Santos.
Primeiro time em que jogou: Portuários (Companhia Docas de Santos).
Filiação: João dos Santos Neves (era chefe dos porteiros do antigo Cassino Atlântica, em Santos) e Maria da Conceição dos Santos Neves. Gylmar é o filho único do segundo casamento de João dos Santos, que teve quatro filhos do primeiro casamento: Geraldo, Alcides, Lourdes e Mercedes.
Vezes em que vestiu a camisa da Seleção Brasileira: 103.
Família: Casado com Rachel Izar Neves (em 17/09/1960). Pai de Rogério Izar Neves, médico cirurgião de plástica corretiva, e Marcelo Izar Neves, economista.
Títulos mais importantes: Campeão paulista em 1951, 52 e 54 pelo Corinthians e em 1962, 64, 65, 67 e 68 pelo Santos; do Torneio Rio-São Paulo em 1953 e 54 pelo Corinthians e em 1963, 64 e 66 pelo Santos; da Taça Brasil em 1962, 63, 64 e 65 pelo Santos; da Libertadores da América em 1962 e 63 pelo Santos; do Mundial Interclubes em 1962 e 63 pelo Santos; do Campeonato Brasileiro inter seleções em 1954, 55 e 57 pelo Estado de São Paulo; das Copas do Mundo de 1958 e 1963 pela Seleção Brasileira.
Bens: Apartamento onde vive, em São Paulo; terreno, chácara, imóveis alugados, automóveis, deu um apartamento para cada filho, montou um consultório para um deles.