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Pontas

Pepe, o maior ponta artilheiro

A falta era quase no meio de campo, mas a torcida do Racing de Paris, impressionada com a potência do chute do jogador brasileiro, passou a exigir “Pepê! Pepê!”. Pelé estava em campo, mas os franceses queriam aquele que depois batizariam “Le Canon”. O atacante santista, que nunca havia cobrado uma falta de tamanha distância, enfiou novamente o pé esquerdo na bola com vontade e acabou, para espanto e delírio gerais, marcando o seu segundo gol na vitória de 5 a 4 sobre o Racing. Era o dia 13 de junho de 1961. Dois dias depois o Santos seria bicampeão do Torneio de Paris ao golear o Benfica por 6 a 3, com mais dois balaços de Pepe.

A fama de José Macia, o Pepe, não se restringiu à França. Na Argentina chamavam-no “Patadura”, em Portugal “Dama Patuda” e no Brasil foi aclamado como “O Canhão da Vila”. Seu chute poderosíssimo, associado a uma rara habilidade de bater na corrida, acertando sempre em cheio na bola, salvou o Santos de situações difíceis e garantiu boa parte dos troféus que hoje brilham na galeria do clube – o mais importante deles, sem dúvida, o Bi Mundial Interclubes de 1963, quando seus dois gols de falta concretizaram a história virada contra o Milan, no Maracanã.

Na verdade, Pepe foi um jogador muito mais importante do que se pode imaginar. Nenhum ponta do futebol mundial – nem mesmo os geniais brasileiros Garrincha, Julinho Botelho, Canhoteiro e Jairzinho – fizeram tantos gols como ele. Foram 405 nos 750 jogos com a camisa do Santos, mais 20 em 41 partidas pela Seleção Brasileira e outros 16 em 16 jogos pela Seleção Paulista.

E o atacante santista ainda tem mais duas primazias difíceis de serem igualadas: iniciou e terminou sua carreira no mesmo time, o Santos. De 1951, ainda no infantil, a maio de 1969. E nunca foi expulso de campo, nem mesmo por reclamar das muitas faltas que sofreu, disciplina incomum que lhe valeu o Troféu Belford Duarte em 1967.

Poucos jogadores se identificaram mais com o Santos do que este filho de espanhóis que desde pequeno sonhava vestir a camisa do clube. O garoto nunca escondeu a devoção pelo alvinegro de sua cidade natal. Tamanha vontade contribuiu para que fosse aprovado logo no primeiro treino, ainda entre os infantis, na tarde de 4 de maio de 1951. Naquele mesmo ano o ponta-esquerda – que então ostentava um topete jogado para o lado direito da testa – passou para os juvenis, que se sagraram campeões de Santos.

Mas o técnico Antoninho, grande craque do Santos nos anos 40, não via em Pepe condições para ser o titular. Mas o tempo foi se passando e o rapaz continuava na reserva. Isso até que em um treino ele acertou um chute tão forte, de fora da área, que o goleiro não só não teve tempo de se desviar da bola, como caiu desmaiado depois que ela que se chocou violentamente contra a sua testa. É, o moço chutava como gente grande.

A estréia de Pepe no time principal, ainda como amador, aconteceu no dia 23 de maio de 1954, quando o Santos perdeu para o Fluminense por 2 a 1, pelo Torneio Rio-São Paulo. A equipe já havia perdido na estréia para o América (2 a 1) e perderia os dois jogos seguintes (4 a 3 para o Palmeiras e 2 a 1 para o São Paulo), o que resultou na queda do técnico italiano Giuseppe Ottina. A próxima partida seria contra o Botafogo, dia 5 de junho, no Maracanã, e o diretor de futebol Augusto Saraiva resolveu entregar o cargo para Luís Alonso Peres, o Lula, 31 anos, treinador que conhecia muito bem os juvenis do Santos, a quem tinha levado a dezenas de títulos. Ousado, Lula escalou um time jovem, venceu o Botafogo de Garrincha e do técnico Gentil Cardoso por 3 a 2 e no mesmo torneio promoveu Del Vecchio e Pepe a titulares.

O primeiro gol de Pepe no time de cima só veio no dia 13 de março de 1955, na Rua Javari, quando o Santos perdeu um amistoso para o Juventus por 4 a 2. Seu primeiro contrato profissional, assinado dia 25 de setembro de 1955, estipulava um salário de 10 mil cruzeiros por mês, na mesma faixa de Manga, Barbosinha, Hugo, Ivã, Urubatão, Cássio e Álvaro. Os mais bem remunerados, com 13 mil cruzeiros mensais, eram Zito, Formiga, Tite, Vasconcelos, Walter e Hélvio. À época a equipe-base era formada por Manga (ou Barbosinha), Hélvio e Ivã; Zito, Formiga e Urubatão; Carlinhos, Walter, Del Vecchio, Vasconcelos e Tite. Com a entrada de Pepe, o versátil Tite foi para a ponta-direita, no lugar de Carlinhos.

O herói de 1955

Pepe estreou no Campeonato Paulista de 1955 na segunda partida do Santos, dia 7 de agosto, contra a Ponte Preta, na Vila Belmiro. O time – que já havia empatado na estréia, contra o Noroeste, em Bauru, em 0 a 0 -, chegou a estar perdendo por 3 a 2 e ainda teve o volante Sarno expulso., mas acabou virando para 6 a 3, com um dos gols do jovem ponta-esquerda. A mesma determinação se viu nos jogos posteriores, com a equipe ganhando, de virada, do Taubaté (2 a 1); empatando com o Corinthians no Pacaembu (2 a 2); vencendo os clássicos contra São Paulo, Palmeiras e Portuguesa, todos por 3 a 1, e terminando o primeiro turno na liderança.

Apesar de sofrer uma goleada histórica diante da Portuguesa (8 a 0) e ser derrotado pelo São Paulo na Vila Belmiro (3 a 1), o time chegou às três últimas rodadas com uma grande vantagem: bastava vencer uma das três partidas para ser o campeão. Mas aí, lembra Pepe, a ansiedade por um título que não vinha há 20 anos atrapalhou os jogadores:

“O Santos só tinha sido campeão uma vez, em 1935, e a expectativa de ser campeão paulista de novo era muito grande. Bastava que vencêssemos o São Bento de São Caetano, mas em um jogo muito tumultuado perdemos por 2 a 0. Depois, jogamos pelo empate com o Corinthians, na Vila Belmiro, saíamos vencendo por 2 a 0 e perdemos por 3 a 2. Ficou restando a partida contra o Taubaté, na Vila Belmiro. Tínhamos de vencer. O empate provocaria uma melhor de três com o Corinthians no Pacaembu”.

Mas o Taubaté não se entregaria facilmente. A animá-lo havia um prêmio extra oferecido pelo Corinthians. Assim, a partida disputada dia 15 de janeiro de 1956 foi nervosa, truncada. Álvaro abriu o marcador para o Santos mas, já no segundo tempo, Berto empatou. A Vila Belmiro viveu, então, um de seus momentos mais dramáticos. O Santos insistia, em vão, até que aos 38 minutos Álvaro passou para Pepe, que desvencilhou-se de Manduco e Zé Américo e mandou a bomba, fora do alcance do goleiro Floriano. Foi o gol da vitória. E o garoto que há dois anos ainda jogava no amador era carregado em triunfo pela torcida.

“Um momento inesquecível… O título comprovou que o Santos era um grande time, montado pelo Lula com muitos jogadores de baixo, como eu, Pagão, Del Vecchio… Depois veio o Pelé, o Coutinho… Tinha ainda Zito, Urubatão, Manga, Hélvio… Foi o destino”.

Gols para a história

Pepe gosta de dizer que “com o Pelé ficou mais fácil, pois era como se o time já entrasse em campo vencendo por 1 a 0”, mas a verdade é que mesmo com o “Rei do Futebol” em campo, às vezes era o seu chute forte que decidia as partidas, algumas delas memoráveis, como os eletrizantes 7 a 6 sobre o Palmeiras, no dia 6 de março de 1958, pelo Torneio Rio-São Paulo.

Depois de um início equilibrado, em que o Palmeiras chegou a estar vencendo por 1 a 0 e 2 a 1, o Santos terminou o primeiro tempo ganhando por 5 a 2. No vestiário Zito incitava o time a “ganhar de dez”, mas na segunda etapa o adversário é que voltou com fome de gols, virando espetacularmente para 6 a 5 aos 35 minutos. As emoções, porém, não pararam por aí. Em seis minutos Pepe – que já havia feito um gol no primeiro tempo – marcou mais duas vezes e o Santos venceu por 7 a 6.

Cinco anos depois, no dia 14 de novembro de 1963, novamente os gols do grande ponta tiraram o Santos de uma situação crítica. Jogava-se a segunda partida da decisão do Mundial Interclubes e o time voltava para o segundo tempo, embaixo de chuva, perdendo por 2 a 0. Um empate e o título seria comemorado pelos italianos diante das 140 mil pessoas que lotavam o Maracanã. Pelé, Zito e Calvet não estavam em campo e Pepe parece ter resolvido decidir o jogo por eles, pois dos seus pés saíram as patadas que, em cobranças de falta, marcaram o primeiro e o último gols da história vitória por 4 a 2.

Um ano depois, também em campo molhado, Santos e Portuguesa decidiam o título paulista de 1964, na Vila Belmiro. A Portuguesa precisava vencer, pois tinha um ponto a menos. O primeiro tempo terminou sem gols, mas aos 9 minutos da segunda etapa Pepe recebeu de Coutinho e acertou um chute rasteiro para fazer 1 a 0. Aos 23 minutos foi a vez de Toninho marcar aquele que parecia ser o gol do título. Porém, aos 33 minutos o zagueiro Ditão diminuiu, de cabeça, e dois minutos depois Ismael fez um gol contra, empatando a partida.
Mais um gol e a torcida da Portuguesa – que antes da partida jogou seus românticos chapéus de palha no gramado – sairia da Vila Belmiro comemorando o título. Previa-se um final de arrepiar. Mas pouco depois do gol de empate Edílson, zagueiro da Portuguesa, cometeu uma falta perto da área e aí não teve jeito: Pepe acertou outra das suas pancadas e o bom goleiro Orlando nada pôde fazer. 3 a 2. Outra festa na Vila, outra vez o ponta nos braços da torcida.

O trauma das Copas

Mesmo sendo, na maior parte do tempo, o titular da ponta-esquerda da Seleção Brasileira, Pepe não teve a felicidade de disputar um jogo sequer em uma Copa do Mundo. Foi convocado para as Copas de 1958 e 62, mas, machucado, teve de assistir Zagalo jogar nos eu lugar. Algo que não engole até hoje. “Fico p… da vida quando ouço alguém dizer que o Pepe não tinha espírito de Seleção. Eu era o titular e só não joguei porque estava machucado. O Zagalo não tinha velocidade, nem chute, nem drible”.

Alguns argumentam que, mesmo que estivesse em plena forma, Pepe seria preterido a favor do esquema tático, o 4-3-3, já que Zagalo voltava para ajudar o meio-de-campo, compondo o setor com Zito e Didi, enquanto Pepe, mais ofensivo, não seria tão eficiente na marcação. Bem, o certo é que mesmo sem disputar nenhum jogo em Copas do Mundo, Pepe fez quatro partidas a mais na Seleção do que Zagalo (41 contra 37, com 34 oficiais para cada um) e marcou mais do que o triplo dos gols (20 contra 6). Nem mesmo o genial Garrincha, com seus 60 jogos pela Seleção (51 oficiais) conseguiu, pela direita, igualar a marca de Pepe. Mane fez 15 gols pelo Brasil, cinco a menos do que o ponta do Santos.

“Foram as contusões, muito sérias, que me tiraram das Copas”, enfatiza Pepe. “Em 1958 torci o tornozelo direito há uma semana da Copa. Viajei para a Suécia de chinelos. Em 1962 eu era o número 11. Mas machuquei a panturrilha em uma amistoso contra o País de Gales no Maracanã. Fiz tanto tratamento com calor que fiquei com queimaduras de terceiro grau”.

O jogo contra País de Gales – o penúltimo antes da estréia na Copa do Chile – foi realizado dia 12 de maio de 1962 e vencido pelo Brasil por 3 a 1. Pepe estava rodeado de santistas. Além dele jogaram Gylmar, Mauro, Mengálvio, Coutinho e Pelé. Todos foram para a Copa, na qual o Santos teve quatro titulares: Gylmar, Mauro, Zito e Pelé. Machucados, Coutinho e Pepe não tiveram a oportunidade de engrossar o esquadrão santista.

Naquele tempo as substituições eram proibidas e Pepe nem ao menos pôde sentar-se no banco de reservas. Assistiu as Copas da Suécia e do Chile nas arquibancadas e sua melhor recordação é a volta olímpica no estádio Rasunda, em Estocolmo.

De qualquer forma, Pepe é um nome marcante na história da Seleção Brasileira, na qual estreou no dia 8 de julho de 1956, no empate de 0 a 0 com a Argentina, em Buenos Aires, quando entrou no lugar de Ferreira. Na sua terceira partida pela Seleção, dia 8 de agosto, já marcou dois gols na goleada de 4 a 1 sobre a Tchecoslováquia, em um amistoso no Pacaembu.

No dia 13 de abril de 1963, ao lado dos outros quatro companheiros da linha do Santos, Pepe marcou os dois gols do Brasil na derrota por 3 a 2 para a Argentina, pela Copa Rocca, no Pacaembu. Nesta partida o Santos teve sete jogadores em campo e Zito, titular absoluto, foi poupado. Na revanche contra os argentinos, três dias depois, no Maracanã, o Santos teve sete jogadores novamente (voltou Zito, saiu Coutinho) e venceu por 4 a 1, com três gols de Pelé.

Santos desde pequenininho

Pepe gosta de lembrar que nasceu em 1935 (25 de fevereiro), mesmo ano em que o Santos conquistou seu primeiro título paulista. Na verdade, sua vida e a do único clube que defendeu como jogador estão intimamente ligadas. Viveu o início e o apogeu do melhor time de todos os tempos, assim como a fase áurea da Seleção Brasileira, e por isso, ao lado de Zito, é o jogador que mais títulos conquistou no futebol: 51, sem contar os 72 obtidos como amador.

Quando pendurou as chuteiras e passou a técnico, não demorou muito para deixar seu nome na história Santos, conquistando o título paulista de 1973, o último de Pelé. Apaixonado também pela cidade em que nasceu, Pepe sempre morou em Santos. Tem dois casais de filhos: Alexandre, o mais velho, que chegou a ser ponta-esquerda do Santos e trabalhou como técnico no Internacional de Limeira; Maria Clotilde, que foi modelo internacional e hoje tem uma agência de modelos com a irmã mais nova Gislene e o caçula Rafael.

Bom de papo e colecionador de histórias, Pepe há anos vem preparando um livro com os casos mais engraçados do mundo do futebol. Alguns deles se referem ao árbitro Olten Ayres de Abreu, que sempre que encontrava o ponta vinha com a mesma ameaça: “Minha maior glória vai ser te expulsar na Vila Belmiro” – o que nem Olten, nem qualquer árbitro conseguiu, pois José Macia resumiu em seu comportamento as virtudes da técnica e da disciplina que sempre fizeram parte da cultura do Santos.

Sem esconder a convicção de que fez o máximo pelo time que amou, Pepe também tem a certeza de que jogou em uma equipe inigualável.“Não haverá mais um time como aquele. Hoje aquele Santos não conseguiria manter seus jogadores, que seriam levados pelos clubes da Europa. Na época o Santos não pagava um décimo do que se paga hoje, mas mesmo assim era clube que melhor pagava no Brasil e isso fez com que se mantivesse no topo por tanto tempo”.

José Macia

Ponta-esquerda
Data e local de nascimento: 25/02/1935, em Santos/SP
Altura: 1,75m
Peso: 71 quilos.
Clubes que defendeu: Santos (único time de sua carreira, de 1955 a 69).
Jogos pela Seleção Brasileira: 41 (34 oficiais e 7 não oficiais)
Gols marcados na carreira: 405, em 750 partidas pelo Santos (segundo maior artilheiro do clube, atrás apenas de Pelé), 20 pela Seleção Brasileira e 16 pela Seleção Paulista.
Família: Casado, mora em Santos e tem quatro filhos: Alexandre, o mais velho, que chegou a ser ponta-esquerda do Santos e trabalhou como técnico no Internacional de Limeira; Maria Clotilde, que foi modelo internacional, Gislene e Rafael.
Títulos mais importantes: Bicampeão mundial pela Seleção Brasileira em 1958/62, bicampeão mundial Interclubes e da Taça Libertadores da América em 1962/63, pentacampeão brasileiro em 1961/62/63/64/65, campeão paulista em 1955/56/58/60/61/62/64/65/67/68/69, campeão do Torneio Rio-São Paulo em 1959/63/64/66. Em 1967 recebeu o Troféu Belfort Duarte por nunca ter sido expulso em toda a carreira.
Ocupação: Depois de parar de jogar, iniciou vitoriosa carreira de técnico, levando o Santos ao título paulista de 1973. Em 1986 teve um ano de ouro: primeiro foi campeão paulista com a modesta equipe do Internacional de Limeira, na primeira vez que um time do Interior conquistou o título estadual, e em seguida transferiu-se para o São Paulo, no lugar de Cilinho, clube pelo qual tornou-se campeão brasileiro naquela temporada.

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3 Comentários.

  1. Grande Pepe ! Maior artilheiro da história do Peixe (já que Pelé não conta). Bela homenagem ao canhão da Vila, Odir !

    Obrigado Tiago! Titio Pepe merece.

  2. Todos os grandes jogadores tratavam com amor a bola.
    Mas o Pepe não,dava-lhe uma sapatada que furava a mão do goleiro…..pobres goleiros..rssss……

  3. leonardo peixe cabeça

    Sugiro, caro Odir,que se enquadre a história dos monstros sagrados da Vila Belmiro e que seja afixado nas paredes da concentração do time para que os jogadores conheçam esses “moços” e, por que, na Vila, para que todos os visitantes possam se maravilhar com estas histórias lindas (aliás, o Santos não tinha que ter uma sala de troféus – isso é pra time que ganha poucos troféus – aí coloca numa sala – o peixe tinha que ter um museu do Santos, com painéis grandes, com a biografia de cada craque, estátuas dos jogadores – poderia contratar aqueles caras do Madame Tosseaut etc). O Santos é gigante e precisa de coisas gigantes assim. abraços

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