Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Neste sábado eu e Celso Unzelte estaremos na Realejo, em Santos


Amanhã, às 15 horas, eu e o amigo Celso Unzelte – um corintiano tão legal que deveria ter nascido santista – estaremos na Livraria Realejo de Santos recebendo os leitores e fazendo dedicatórias do livro “100 anos, 100 jogos, 100 ídolos”, uma das obras oficiais do Centenário do Santos. Há muita informação boa e nova nesse livro. Quem comprou, adorou. Você é meu convidado.


Para tudo! Hoje tem Neymar e Ganso na Vila!


Algumas duplas ficam para a história. Aproveite para ver Neymar e Ganso enquanto estão juntos.

Amigos e amigas, vejam que maravilha é você acordar em um domingo e logo lembrar que hoje à tarde, às 18h30m (que horário maluco, mas ao menos dá para ir à praia antes), na Vila mais famosa do mundo, os dois melhores jogadores do Brasil, dois autênticos artistas da bola, estarão em campo. Sim, Neymar e Ganso são o John Lennon e o Paul MacCartney do nosso futebol, ou, se preferirem música sertaneja, os santistas Chitãozinho e Xororó. Os caras mandam demais!

Então, não quero nem saber quem é o adversário e nem qual é a competição. Sei que o Alvinegro Praiano estará em campo, na Vila mais famosa do mundo, e que Ganso e Neymar jogarão. Além de Arouca, Borges, Juan… Nem o fato de ver Maranhão escalado na lateral-direita tira o meu humor. Hoje sinto cheiro de grande jogo na Vila Belmiro. Depois de saborear o famoso sanduiche de pernil da padaria do Carlinhos, tomarei uma ducha e me encaminharei ao templo do futebol. Veja os times prováveis:

Santos: Rafael; Maranhão, Bruno Rodrigo, Durval, Juan; Adriano, Arouca, Ibson (Elano), Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges. Técnico: Muricy Ramalho

Bragantino: Rafael, Serginho, Jean Pablo e Luis Henrique; Victor Ferraz, Eder, Diego Paulista, Fernado Gabriel e Léo Jaime; Romarinho e Giancarlos. Técnico: Marcelo Veiga.

A arbitragem será de Philippe Lombard, auxiliado por Giulliano Neri Colisse e William Rogério dos Santos Turolla. Boa sorte pra eles e que não errem contra o Peixe.

Para quem não pode ir, que assista pelo Sportv. Às 16 horas, aquele canal de tevê que se associou a um time de futebol passará outro jogo que nem eu, nem nenhum santista consciente assistiremos.

Confrontos entre Santos e Bragantino

Por Wesley Miranda

Santos e Bragantino já se enfrentaram 33 vezes ao longo da história. E o Peixe leva suprema vantagem com 17 vitórias contra 7 vitórias do Leão e 9 empates. O Santos balançou as redes adversárias por 60 vezes e teve as redes balançadas por 37 vezes. Pelo Paulistão são 24 jogos, com 13 vitórias santistas contra 4 derrotas e 7 empates. O Santos marcou 42 gols e sofreu 25!

Vitórias, Empates, Derrotas do Santos

Brasileiro 2, 2, 3
Paulista 13, 7, 4
Amistoso 2, 0, 0

O artilheiro do confronto
Ele superou o rei na artilharia em 1966 e quebrou a sequência de 9 anos de artilharia de Pelé no Estadual! E foi em 66 que Toninho Guerreiro marcou 5 gols na vitória de 6 a 2 sobre o Bragantino e é o maior artilheiro de um jogo no confronto. Esse foi também o primeiro jogo em Paulistas das duas equipes e até hoje é a maior goleada do confronto!
E é com algumas imagens raras desse jogo que os presenteio. Dá-lhe Toninho Guerreiro!

São dois vice artilheiros. Um é Pelé. O Rei marcou 1 gol na primeira partida do confronto em 1958 e 3 gols na vitória de 3 a 2 em 1966, válida pelo 2º turno! O outro é Paulo Jamelli, que marcou 1 gol no empate em 1 a 1 no dia 19/04/1995 pelo Paulista e 3 gols também no empate, esse de 4 a 4 pelo Brasileiro!

O primeiro confronto
O primeiro jogo entre as equipes foi um amistoso em 19 de Janeiro de 1958 em Bragança Paulista. E o Santos bateu o time do interior por 4 a 1 com gols de Pepe, Tite, Pelé e Guerra!

Pepe x Luxemburgo em 1990
O então atual campeão paulista Bragantino jogou contra o Santos na Vila Belmiro em partida válida pela 7ª rodada do 2º Turno do Brasileirão. Mesmo com um time forte, que fazia inveja em muito time grande, e chegaria à final do campeonato – o Bragantino, comandado por Vanderlei Luxemburgo, tinha entre seus jogadores Marcelo Martelotte, Nei Pandolfo, Ivair, Pintado, Mauro Silva entre outros – sucumbiu diante do Santos do técnico Pepe. Vamos rever esses belos gols no grande canal Arquivo 1000. Detalhe para o golaço de Nei Bala, o 1º da vitória por 3 a 0!

Um jogaço em 1995
Antes da grande arrancada histórica que classificou o Santos para as semifinais de 1995, quando conseguiu 22 pontos em 24 disputados, Santos e Bragantino fizeram um jogo pra lá de emocionante na Vila Belmiro. O time do interior saiu na frente com Adalberto, mas Jamelli empatou e virou para o Peixe. Ainda no 1º tempo Kelly igualou o marcador novamente, 2 a 2. No 2º tempo, o Santos marcou mais dois gols, com o Messias G10vanni e de novo Paulinho Jamelli, 4 a 2. Valente, o Bragantino chegou ao empate com mais um gol de Adalberto e mais um de Kelly. Um jogaço para a história do confronto! A nota curiosa, é que o artilheiro da partida, o raçudo e goleador Paulinho Jamelli, ainda foi expulso!!

Fábio Costa garante
Quando falamos de Fábio Costa, lembramos da antológica final de 2002, quando o goleiro se transformou em um misto de Gylmar e Rodolfo Rodriguez, ou até na disputa de pênaltis contra o Nacional do Uruguai na Libertadores em 2003. Injustamente, o goleiro não é lembrado por outras grandes atuações, como as da campanha dos Campeonatos Paulistas de 2006 e 2007.
Na campanha do título de 2006, que quebrou o jejum de Paulistas que já durava 21 anos e alguns meses, o time de DNA ofensivo aprendeu a jogar na defensiva por necessidade. Aí brilhou todo o setor, em especial o goleiro, que ficou 691 minutos sem sofrer gols, um recorde entre goleiros do Santos.
Mas foi nas semifinais de 2007 que Fábio Costa evidenciou sua fama de herói de decisão, tanto no primeiro, e principalmente no segundo jogo. De baixo de muita chuva, com Cléber Santana perdendo pênalti, foi o polêmico arqueiro que decidiu e colocou o Santos na final!
A nota do jogo foi o deplorável gramado do Morumbi, que com a chuva tornou o jogo quase impraticável. O gramado ficou tão critico que durante a semana a diretoria santista comentou que supostamente os organizadores do Morumbi teriam desligado o sistema de drenagem por computador! A diretoria tricolor se defendeu falando que não existe sistema de drenagem por computador no Cicero Pompeu de Toledo, e sim um sistema de evaporação, original da construção nos anos 50.

De volta ao lar
Depois de quase 5 anos sem atuar na Vila Belmiro, Robinho que havia voltado contra o São Paulo e marcado um gol, reestreava na sua casa, a Vila mágica Belmiro! Para comemorar o feito, ele marcou dois gols na goleada por 6 a 3. O destaque fica para o 2º gol, um golaço! Com a vitória, o Peixe chegou ao 6º triunfo consecutivo e ampliou sua liderança em 4 pontos. Um dia mágico no templo sagrado do futebol mundial! 35 anos depois, o Santos aplicava 6 gols no Bragantino e por pouco não igualaria a maior goleada do confronto!

Apresentação do livro “100 jogos, 100 ídolos”, no Museu do Futebol


Eu e Celso Unzelte contando a história do Santos no Museu do Futebol

Ontem pela manhã, auditório do Museu do Futebol, no Pacaembu, eu e Celso Unzelte apresentamos o livro “100 jogos, 100 ídolos”, que fizemos para a Editora Gutenberg, em homenagem ao Centenário do Santos. Há muitas imagens e informações originais sobre os momentos mais marcantes da vida do Alvinegro Praiano. Quem foi, gostou e aposta que o livro será um sucesso. Entre os muitos amigos, lá estavam Raoni David e Edmar Junior, o campeão do quiz do Cruzeiro do Centenário. Novamente o Santos nos proporcionou momentos inesquecíveis de amizade, camaradagem e respeito pela história do futebol.

E sobre o jogo de hoje, será que Ganso e Neymar darão um show?


Urubatão, um forte

Eu era um repórter do Jornal da Tarde que ainda estudava jornalismo. Saía de casa bem cedo, de ônibus, e só voltava de madrugada. Naquele dia o tempo virou em São Paulo, à tarde bateu um vento gelado, e quando fui cobrir o treino da Portuguesa, no Canindé, minha camisa de mangas curtas deixava à mostra os braços arrepiados. Ao me ver meio encolhido de frio, o técnico da Portuguesa me ofereceu a blusa de seu agasalho.

Recusei uma, duas, três vezes, mas não teve jeito. Tive de voltar para a redação com a blusa oferecida pelo técnico Urubatão, um sujeito boa praça com quem passei muitas tardes conversando sobre o início daquele Santos demolidor dos anos 50.

Bem falante, Urubatão nasceu no Rio de Janeiro em 31 de março de 1931 e iniciou sua carreira no Bonsucesso. Chegou ao Santos em 1954, pouco antes de completar 23 anos, e jogou no Alvinegro Praiano até 1961, vivendo toda a fase de formação do melhor time de todos os tempos.

Fez 322 jogos e marcou 24 gols pelo Santos. Líder nato, Urubatão disputou posição com os craques Zito e Formiga e muitas vezes foi o escolhido. Fez só um jogo pela Seleção Brasileira, em 7 de julho de 1957, partida em que o Brasil perdeu da Argentina por 2 a 1 e entrou para a história como a estréia de Pelé com na Seleção.

Pelé? Para Urubatão ainda era o “Gasolina”, que ia comprar cigarro para os veteranos em troca de alguns trocados.

Como técnico, um de seus feitos memoráveis foi levar o América de São José do Rio Preto às finais do Campeonato Paulista de 1975. Pena que seu time venceu o Santos, em São Paulo, derrota que acabou impedindo o time de Cláudio Adão e Carlos Alberto Torres de decidir o título com o São Paulo.

Mesmo quando comandava times menores, Urubatão pregava a disposição para a vitória. Isso deu muito certo no América de São José do Rio Preto, que passou um bom tempo ganhando de todos os grandes que jogavam em seu campo. Para embasar sua filosofia, Urubatão criou uma frase que se tornou célebre: “A história não fala dos covardes”.

Com jogadores de personalidade tão forte e tão decididos, como Urubatão, Zito, Pelé, Coutinho, Mauro, não é de se admirar que o Santos tenha sido um time tão forte também no aspecto psicológico, que acreditava na vitória mesmo nas piores circunstâncias e diante das torcidas adversárias.

Adeus ao xerife

No momento em que escrevo estas linhas, às 16h30m desta sexta-feira, está sendo realizado o velório de Urubatão Calvo Nunes na Beneficência Portuguesa, em Santos. Recebi nesta manhã a notícia de que ele morreu nesta madrugada, vítima de um câncer no cérebro. O enterro será no Cemitério do Saboó.

Estou aqui, em São Paulo, fechado no escritório, lendo e escrevendo. Não poderei ir a Santos. Nem posso dizer que sou amigo de Urubatão. Fui apenas um repórter a quem ele confiou algumas histórias e para quem, em uma tarde fria de 1977, no Canindé, tirou a blusa que usava para aquecer.

Mais do que o corpo, é claro que gestos assim aquecem o coração e nos tornam eternamente devedores. Esta pequena homenagem é só o posso oferecer ao valente Urubatão, que deixa a mulher Maria de Lourdes Fernandes Nunes, com quem é casado desde o mesmo 1954 em que veio para o Santos, os filhos Fátima Lúcia, Maria Lúcia e Janderson, e os netos Bruna, Camila e Leonardo.

Em pé: Zito, Ramiro, Manga, Urubatão, Getúlio, Dalmo e o massagista Macedo. Agachados: Dorval, Jair Rosa Pinto, Pagão, Pelé e Pepe.

Estou fazendo um livro, com o amigo e jornalista Celso Unzelte, que fará jus à história de Urubatão. Em “100 jogos, 100 ídolos”, o grande meio-campo santista terá o seu perfil incluído entre os 100 maiores craques do Santos em todos os tempos.


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