As decisões entre Santos e Grêmio têm sido marcadas por jogos históricos. Aquele 4 a 3 no Olímpico vai ficar na memória dos gremistas e será, quem sabe, inesquecível para os santistas também. Inesquecível sim, se a classificação vier com uma vitória na Vila.
Talvez a sorte esteja do lado do Peixe desta vez. Sorte que faltou naquela vitória em junho de 2007, 3 a 1 e um massacre no final, com direito a uma furada espetacular no voleio, na marca do pênalti, do garoto Moraes aos 43.

Relembrando – Seis de junho de 2007. Semifinal da Libertadores. O Santos jogou no Olímpico  e perdeu por 2 a 0. O primeiro de pênalti cometido pelo atabalhoado Ávalos e o segundo numa falha grotesca do zagueiro Adailton, que não dominou a bola e deixou o Carlos Eduardo livre na cara do Fabio Costa, fechando o placar.  Sem marcar gol fora o Santos precisava, na Vila, de uma vitória igual para decidir em cobranças da marca do pênalti ou por um saldo maior. Mas logo no início do jogo Diego Souza fez um golaço impossível e complicou. Mesmo marcando três o Peixe não avançou.
E as comparações com aquela decisão e a de hoje são muitas: o Santos tinha o grande Zé Roberto e a ex-promessa Renatinho. O Grêmio tinha um elenco tão bom quanto o de agora, com os selecionáveis Lucas, Carlos Eduardo e Diego Souza em sua melhor fase. Tinha um meio de campo técnico, um ataque forte e uma defesa bem disposta; o Santos, como hoje, tinha um maestro, um ataque jovem e leve e uma defesa lenta e “experiente”.

Analisando o retrospecto histórico, por essas e outras é que talvez seja possível prever mais um jogo pra lá de eletrizante hoje e, se a história se repetir, o final será o mesmo: uma vitória simples do Santos. Só falta combinar com o Grêmio…

Por Marcos Magno