O título deste artigo poderia ser o óbvio “Parabéns Pelé!”, mas resolvi falar algo que pode ser novo em se tratando do Rei do Futebol. É que muitos se referem a ele como se já nascesse pronto, dotado para fazer o que quisesse nos campos do mundo. Não foi bem assim.

Claro que a aptidão física de Pelé para o esporte era admirável. Sua velocidade e impulsão, notáveis. Segundo estudos de Júlio Mazzei, era o mais rápido jogador brasileiro e mesmo com apenas 1,74m, saltava mais alto do que zagueiros com 20 centímetros a mais de altura.

Porém, aptidão física não é tudo e Pelé precisou aprimorar alguns fundamentos para um dia reinar no futebol. É aí que entra na história o seu pai, João Ramos do Nascimento, o Dondinho, meia-armador clássico, e o técnico de Pelé no infantil do Bauru Athletic Club, o craque Valdemar de Brito, atacante que defendeu o Brasil na Copa de 1934.

Ambos se preocuparam em aprimorar os fundamentos de Pelé. Dondinho insistiu para que filho treinasse o chute e o controle com o pé esquerdo. Valdemar de Brito concordou. Como atacante, ele sabia que o garoto teria mais opções se pudesse sair para os dois lados e arrematar com os dois pés.

Mesmo a contragosto, Pelé passava horas chutando bola na parede e isso acabou lhe dando tal precisão e potência nos chutes de esquerda, que para muitos ele se transformou em ambidestro. Será? Confira:

Olhos bem abertos

Dondinho e Valdemar de Brito ensinaram a Pelé que se deve cabecear de olhos abertos, pois é preciso saber onde os zagueiros e o goleiro adversários estão. O menino logo aprendeu que isso evitava o perigoso choque com a cabeça do adversário, além de permitir controlar a direção da bola, ao invés de apenas jogá-la para o gol.

A técnica de “cumprimentar” a bola, aliada ao seu incrível equilíbrio, permitiram a Pelé cabecear com força e para o chão, mesmo quanto tinha o corpo inclinado para trás, como no primeiro gol do Brasil na final da Copa de 1970, no México.

Esvaziar os pulmões

Outra jogada típica de Pelé, responsável por inúmeros de seus gols, era a matada no peito. Com ela, ele já preparava o chute, ou se colocava em uma boa posição para driblar o adversário. Muitos jogadores não dão tanto valor a este fundamento, mas ele é essencial.

Dondinho ensinou que se deve encher o pulmão de ar antes da bola bater nele e esvaziá-lo em seguida, para que ela não escape. Graças a esta técnica, Pelé criou jogadas geniais. Veja algumas delas.

Este é um presente simples do Blog do Odir aos seus leitores neste dia especial para o futebol, para o Santos e o Brasil. Afinal de contas, Pelé é o brasileiro que mais fez pela divulgação positiva de nossa pátria.

Estes vídeos foram produzidos pelo Vítor, paulistano, 26 anos, pós-graduado em Marketing, santista roxo como eu, o maior responsável por eu ter um blog e uma conta no twitter.

Você sabia que Pelé tinha se dedicado tanto para ser o que foi? Acha que hoje os jogadores não estão treinando fundamento como devem?