Hora dos reservas mostrarem o que sabem (Foto: Ivan Storti/ Santos FC).

Mesmo com um time reserva orientado por Lucas Silvestre, filho de Dorival Junior, o Santos – desde que jogue com vontade – tem tudo para vencer bem o seu xará do Amapá, na quinta-feira, às 21h30, em Macapá, e passar para a próxima fase da Copa do Brasil. Mas antes de falar do nosso Santos, falarei do Santos do Amapá, que também não deixa de ser nosso.

Tenho uma alegre gratidão por todos que amam o Santos e por isso não consigo sentir nenhuma hostilidade pelo Santos da pujante cidade de Macapá, com seus 370 mil habitantes. Ao contrário. Ele é uma prova viva da força da história, do carisma e da marca Santos.

Fundado em 11 de maio de 1973, 12 dias depois de o nosso Santos enfiar 3 a 0 no alvinegro da capital, no Morumbi (dois de Pelé e um de Brecha), o Santos de Macapá nasceu do amor pelo Alvinegro Praiano cultivado pelo funcionário público Otaviano Nogueira e o professor da rede estadual Delson Furtado, que convidaram amigos e fundaram, no bairro do Trem, um time que pudesse ser uma fábrica de campeões, como o consagrado Santos de Pelé, Pepe e Coutinho.

Após muitos anos como amador, o Santos do Amapá tornou-se profissional em 1998. Seu primeiro título estadual, heróico, veio em 2000, justamente na virada do milênio, quando o clube não tinha patrocinador e nem campo para treinamento. Hoje a equipe é tricampeã do estado, sendo que em 2013 e 2014 chegou ao título invicta.

Amparado pelo empresário Brasil Luciano Marba, seu presidente de honra, hoje o Santos do Amapá se orgulha de ter a melhor infra-estrutura esportiva dos clubes do Estado, com ginásio coberto, piscina, restaurante, quadras de basquete, vôlei, futsal, além de campos de futebol e beach soccer, enfim, um clube de verdade.

Havia também um Santos no Acre, outro no Amazonas e mais um na Paraíba, mas foram desativados. O maior Santos da região Norte do País é este de Amapá. Espero que a nossa delegação santista leve flâmulas e outros mimos aos nossos coirmãos alvinegros.

Confesso que não faço ideia de como joga o Santos amapaense, mas descobri que o time que há um mês perdeu por 4 a 2 para o Nacional, em Manaus, pela Copa Verde, jogou com Rafael, Maicon, Anderson, Diney, Batata; Pretão (Bruno), Lessandro, Willian (Renato) e Raí; Renatinho (Fazendinha) e Acosta. O técnico era Romeu Figueira e esse Acosta é aquele atacante uruguaio que jogou pelo alvinegro da capital e pelo Náutico. A figura já está com 39 anos.

Vila Belmiro, 100 anos de Paixão!

O documentário sobre o Centenário da Vila Belmiro, produzido por Beatriz Plácido, Giovana Pinheiro, Nicolaos Garófalo e Victor Onofre merece o nosso apoio. Visite a página no Facebook.

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Por que não Fernando Medeiros, Ronaldo Mendes e Maxi Rolóm?

O time do Glorioso Alvinegro Praiano que treinou na segunda e deverá treinar todos os dias para se entrosar para o jogo de quinta-feira, foi escalado por Lucas Silvestre com Vladimir, Alison, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e Caju; Leandrinho, Léo Cittadini, Elano e Rafael Longuine; Paulinho e Joel.

Não sei se é este o time que jogará, mas acho que o filho do Dorival deveria experimentar outras formações. Muitos torcedores pedem Fernando Medeiros, Ronaldo Mendes e Maxi Rolóm, por exemplo. E se o povo pede – como pediu Vitor Bueno – é bom ouvir o pedido. Leandrinho e Léo Cittadini ainda precisam convencer, e Elano tem de controlar os nervos.

De qualquer forma, acredito em uma vitória por dois gols de diferença. O xará do Amapá jamais passou da primeira fase da Copa do Brasil e em seis jogos só conseguiu marcar um gol – na derrota por 3 a 1 para a Portuguesa, no ano passado. Por mais que o nosso Santos costume dar moleza quando joga fora de casa, não acredito que será surpreendido pelo valente e simpático xará do Norte.

E você, o que espera do Santos contra o Santos?