Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Adilson Batista (page 1 of 6)

Neymar, Ganso, Lucas… O jogão do domingo é na Vila Belmiro!

Com Neymar, Ganso e Lucas, jogadores que deverão ser titulares na Copa de 2014; outros selecionáveis, como Elano, Arouca, Danilo, Casemiro e Rafael; e alguns veteranos de reconhecida categoria, casos de Léo, Rogério Ceni e Rivaldo, Santos e São Paulo fazem hoje, às 16 horas, na Vila Belmiro, o jogo de melhor qualidade deste domingo.

O empate não será bom para nenhum dos dois. Por isso, creio que um deles vencerá. A tendência é de que seja o Santos, que, mesmo na parte de baixo da tabela, tem melhores jogadores do que o São Paulo. Porém, esta garotada do tricolor tem jogado bem e o time está na briga pelo título. Se a decisão depender do técnico, creio que Muricy Ramalho levará vantagem sobre Adilson Batista. Mas é só um palpite…

A vitória, que seria a terceira consecutiva, elevará o Santos a 24 pontos e, como tem um jogo a menos, aumentará a esperança de uma recuperação milagrosa. É como um garoto responde para o amigo quando este pergunta se deve convidar uma garota pra sair: “O NÃO você já tem. O que vier é lucro”. Esta é a situação do Santos neste Brasileiro.

Santos não deve entrar no UFC

Há times de futebol patrocinando lutadores do UFC. Acho que o Santos não deve entrar nessa. Extremamente violento, esse “esporte” pode provocar contusões graves, sequelas e até mesmo a morte. É muito perigoso associar a imagem de um clube que reverencia o futebol-arte a uma modalidade popular, mas que envolve tremendos riscos em todos os sentidos.

Neste aspecto, o plano do marketing do Santos de fortalecer o futebol feminino, de base e o futsal tem muito mais a ver com o espírito do clube. Tirar sangue dos outros não é algo que santista deve comemorar.

Dossiê deverá ser lançado dia 17 de setembro no Museu do Futebol

O Dossiê pela Unificaçãodos títulos brasileiros a partir de 1959 já tem duas datas de lançamentos a serem confirmadas: dias 17 e 19 de setembro, no Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu. O primeiro dia é um sábado e o outro uma segunda-feira. Eu e José Carlos Peres estamos fechando os dois dias para atender a todos os interessados.

O que você espera de Santos e São Paulo? E o Santos patrocinador lutadores de UFC, seria legal ou arriscaria a imagem do clube? Gostou dos dias de lançamento do Dossiê?


Martelotte deve ouvir Léo, Elano e Neymar antes de armar o Santos

O interino Marcelo Martelotte teve duas grandes vitórias dirigindo o Santos no Campeonato Brasileiro: 3 a 0 sobre o campeão Fluminense, no Engenhão, e 4 a 1 sobre o vice Cruzeiro, em Barueri. Mas dele também foi o pecado de inventar Danilo, Pará e Alex Sandro no meio. Agora que voltará a dirigir o time, espero que ouça os jogadores antes de armar a equipe.

Não é desdouro nenhum para um técnico ouvir os jogadores. Aliás, pode ser uma vantagem. O grande Lula, que tinha o raro dom de montar o time com os melhores jogadores, deixava a Zito a incumbência de comandar a equipe dentro de campo.

Sim, Zito era como um técnico do time em campo, com autoridade para dar as ordens aos jogadores e fazer mudanças táticas, principalmente do meio-campo para a frente. Na defesa, a liderança era do capitão Mauro Ramos de Oliveira.

Ou seja, aquele Santos, que representava um trabalho de equipe perfeito, não dependia de nenhum professor. Usava o que cada um tinha de melhor, se valia da autoridade natural de alguns jogadores e do sentimento de união e da amizade que os unia para enfrentar qualquer adversário, em qualquer lugar, e inevitavelmente sair vitorioso.

Lula, mais do que um chefe, era um mentor, um coordenador. Zito mantinha o time motivado em campo, Mauro orientava a marcação e no ataque cada um sabia exatamente o que fazer, ou seja, gols e mais gols.

Responsabilidade dividida

Neste momento, em que o técnico contratado para organizar a temporada falhou e o time ficou na mão, jogar toda a responsabilidade nas costas de um interino é uma velha receita de fracasso. Fica cômodo para os jogadores jogarem a culpa por uma derrota na falta de comando. Por isso, eles precisam fazer parte desse comando.

Por serem jogadores acima da média, ídolos da torcida e bastante identificados com a história do Santos, Léo, Elano e Neymar deveriam ser ouvidos pelo técnico antes de armar a equipe. Talvez o grupo possa ser ampliado com a presença do capitão Edu Dracena e o volante Arouca.

Mesmo Paulo Henrique Ganso, que ainda não está jogando, deveria ser ouvido, pois tem uma visão de jogo diferenciada e, acredito, possa contribuir com boas sugestões para um plano que leve a equipe à vitória contra o Cerro Porteño.

Não sei como os jogadores reagiriam diante de tanta responsabilidade, mas, acredito, os verdadeiramente focados na vitória se sairiam bem. Que discutam à vontade, mas que, após chegarem às conclusões aceitas pela maioria, se comprometam a cumprir em campo o que foi determinado.

É claro que outros jogadores, cuja titularidade é incerta, não poderiam participar do encontro. Martelotte funcionaria apenas como mais um participante, além de mediador. Da reunião sairia o time titular, o sistema tático e as prováveis mudanças durante o jogo, com previsão até das substituições.

Um time e uma tática contra o Cerro

Se fôssemos consultados para escalar o Santos contra o Cerro, que time colocaríamos em campo? Analisemos…

O jogo é na Vila e o Santos, com um ponto ganho, é o terceiro de um grupo de quatro equipes, no qual apenas duas se classificarão. Assim, é preciso jogar pela vitória, certo?

No começo do ano o ataque formado por Zé Eduardo, Keirrison e Maikon Leite estava arrasador. E de uma hora para outra nunca mais foi repetido pelo Professor Pard…, quer dizer, o técnico Adilson Batista. Óbvio, então, que ele seja escalado para esta quarta-feira, com uma única alteração, que é a saída de Keirrison para a entrada de Neymar.

Na defesa, setor para o qual não houve contratações, não há muito o que mexer: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo. Se Jonathan, machucado de novo, não puder jogar, entra Pará – que não deveria ser titular do Santos, mas Danilo também não. Ou seja, tirando Jonatham, que também não é nenhuma Brastemp, o Santos não tem um jogador à altura da camisa que já foi de Lima e Carlos Alberto Torres. Paciência. É preciso usar o que se tem.

No meio, se Arouca puder jogar, a solução é simples: ele, Rodrigo Possebon e Elano formam um bom meio-campo. Possebon também não é exatamente o jogador que o santista quer, mas, das opções para o setor, é o menos problemático. Porém, sem Arouca, a coisa se complicará.

O limitado Adriano é o único volante de ofício no banco de reservas. Sem ele, o jeito é improvisar Danilo no setor, uma opção que o torcedor abomina e que foi um dos motivos da queda de Adilson Batista. Escalar Pará e Alex Sandro por ali não tem sentido, mas dá medo de lembrar que este mesmo Marcelo Martelotte foi o autor dessas invencionices.

Enfim, temos um problema: sem Arouca, o ideal é formar um meio-campo com Adriano, Possebon e Elano, ou tirar Adriano e colocar um jogador com mais habilidade, com capacidade de sair para o jogo?

Aí está o pulo do galo e uma “invenção” que o torcedor apoiaria, pois tem a ver com a vocação do Santos: sem Arouca, seria possível recuar Elano para formar uma parelha de volantes ao lado de Possebon, colocando Diogo para jogar mais recuado, como um meia.

Eu quase escrevi Diogo ou Alan Patrick, mas tenho de admitir que o garoto, pelo que mostrou contra o São Bernardo, não anda muito bem. Do contrário, seria a melhor alternativa para o meio, desde que, repito, Arouca não possa jogar.

Na Vila, o Cerro é a caça

Não se pode esquecer que, apesar de ter estreado na Copa Libertadores com ótima vitória sobre o Colo Colo, em Assunção, por 5 a 2, o Cerro será bem mais precavido na Vila Belmiro.

Suas lembranças históricas na Vila famosa não são das melhores: hoje, 28 de fevereiro, faz 49 anos que o time paraguaio sofreu a maior goleada da competição, ao ser esmagado justamente pelo Alvinegro Praiano, no mesmo Urbano Caldeira onde jogará quarta, por 9 a 1.

É o tipo de jogo em que os paraguaios jogarão recuados, à procura das oportunidades de contra-ataque. Claro que merecem cuidados, principalmente o garoto Iturbe, que brilhou na vitória sobre o Colo Colo.

Não sei se é o caso de se colocar um jogador fazendo marcação individual sobre Iturbe, mas isso tem de ser levado em conta. A mania que o Santos tem de não se preocupar com os melhores jogadores adversários quase sempre acaba mal.

Para esta função específica, sei que Adriano se sai melhor do que a maioria. Lembro-me de um jogo contra o Palmeiras em que ele conseguiu anular Valdívia. Ele não jogou – o que, convenhamos, não fez muita falta ao Santos –, mas também não deixou o craque do outro time jogar. É uma alternativa que deve ser analisada com carinho por Martelotte e os jogadores do Santos, pois Iturbe surge como um grande talento do futebol paraguaio e é daqueles que podem desequilibrar uma partida.

Reveja a goleada do Cerro Porteño sobre o Colo Colo e repare na agilidade e na precisão do arremate de Iturbe. Será que ele merece marcação especial?

Você gosta da idéia de o técnico ouvir uma junta de jogadores para montar o time contra o Cerro? Se Arouca não puder jogar, como você armaria o meio-campo do Santos?


Sai Adilson Batista, volta a esperança ao torcedor do Santos

Em uma decisão corajosa e sábia, a diretoria do Santos demitiu o técnico Adilson Batista. Corajosa porque a temporada já começou e o responsável por planejá-la foi justamente o técnico demitido. Sábia, porém, porque Adilson nada planejou e conseguiu piorar até o que já estava dando certo.

Com ele no comando, e isso qualquer santista percebia, não havia chances de o time vencer a Libertadores. Agora, ao menos ressurge a esperança. Que o time jogue com amor, que os melhores sejam escalados, que a Vila Belmiro volte a ser o alçapão de sempre e os torcedores sejam ouvidos, pois eles jogam com o time e já ajudaram a equipe a realizar verdadeiros milagres.

Não se pode, agora, ficar lamentando a equivocada contratação de Adilson Batista. Ele tinha levado o Cruzeiro a uma final de Libertadores e parecia ser um bom nome para voltar a fazer isso no Santos.

Porém, parece que o sucesso, ou seria o fracasso?, lhe subiu à cabeça, pois tudo indicava que estava disposto a transformar o Santos em um eterno laboratório, como um cientista maluco, fazendo jus ao apelido que ganhou em Minas, de “professor Pardal”.

Não tenho a menor ideia de quem o Santos contratará para seu lugar. Pode ser qualquer um, desde que não invente, desde que siga o DNA do Santos e escale o melhor para cada posição.

Em dúvida, que a diretoria faça uma enquete no seu site oficial e convoque o time do torcedor. Garanto que ele se sairá muito melhor do que este que vem entrando em campo com a camisa do Santos.

Esta estratégia de se contratar técnicos que cobram salários altíssimos e quase sempre fazem um trabalho meia boca, precisa acabar. Os clubes brasileiros não suportam esse hábito perdulário. Veja que, como sempre, o técnico vai embora, mas deixa os jogadores que ele sugeriu – entre eles o meio-campo Charles, que já veio machucado e continua em tratamento, recebendo salário sem fazer uma única partida pelo Alvinegro Praiano.

Bem, agora é hora de união. Com ou sem técnico, que o Santos seja representado pelo que tem de melhor, e que, jogando junto cada minuto dos jogos da Libertadores, estejam os torcedores, a direção do clube e todos que amam o maior alvinegro da Terra.

Leia sobre a demissão de Adilson Batista no globoesporte.com

O que você achou da demissão de Adilson batista?


O bom técnico ouve a torcida

Dizem que depois do jogo Adilson Batista disse que não escala jogador porque a torcida quer. Se ele fosse o Mourinho, e ganhasse um título importante por ano, e fosse considerado o melhor técnico do mundo, eu ainda acharia a frase prepotente. Mas, vindo de um treinador que em dez anos de carreira só ganhou um campeonato potiguar,com o América de Natal; um catarinense, com o Figueirense e dois mineiros, com o Cruzeiro, a opinião soa de uma arrogância atroz.

Grandes técnicos tiveram a humildade e ao mesmo tempo a sabedoria de ouvir o clamor das massas. Foi pela pressão da opinião pública que Vicente Feola lançou Pelé e Garrincha no terceiro jogo da Copa de 1958; que Zagallo finalmente deu um jeito de encaixar cinco camisas 10 na imortal Seleção de 70 (Jairzinho, Gérson, Tostão, Pelé e Rivelino, todos camisas 10 em seus clubes de origem) e Telê Santana formou um meio-campo com Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico.

Parece que quando coloca um jogador no time que a torcida gosta, Adilson trabalha contra ele, para que não dê certo e ele possa dizer: “Viu como eu estava certo?”. A implicação com Felipe Anderson mostra isso. Ontem o garoto estava muito bem no primeiro tempo. Não errou mais do que ninguém e criou boas coisas, não precisava ter saído para a entrada de Alan Patrick.

Não sei o que faz um técnico de futebol, que aparentemente é um bom sujeito, um cara tranqüilo, agir com tanto autoritarismo. Talvez o salário e a alta multa rescisória dêem aos técnicos esse topete para fazer o que bem entendem e desafiar a torcida, os dirigentes e os próprios jogadores.

A contratação de Adilson Batista, depois que ele tirou o Corinthians do caminho do título brasileiro, para mim foi incompreensível. Um dos maiores erros dessa diretoria. Em Santos há pessoas, como o veterano ídolo Pepe, ou mesmo Serginho Chulapa, que montariam um Santos melhor e mais de acordo com a filosofia do futebol santista.

Mas Adilson ainda tem tempo de corrigir as muitas falhas que vem tendo. É só fazer um exame de consciência e admitir que seu método de trabalho, que sua visão do futebol, não são tudo isso que ele acha que é. Se fosse, certamente não teria um currículo profissional tão insatisfatório.

Que não caia na armadilha de achar que só porque está ganhando muito dinheiro para ser técnico e está treinando um grande time brasileiro, depois de treinar outros dois, já se tornou um gênio do futebol. Cada time tem seu espírito, seu DNA, e Adilson, ao contrário de Dorival Junior, ainda não captou a essência do Santos.

O elenco pode ter suas limitações, e as tem, mas o grande técnico é aquele que consegue fazer jogar bem e com harmonia, mesmo elencos limitados, e o técnico ruim é o que só consegue trabalhar com um time de craques – o que, convenhamos, até minha vovozinha consegue.

O único que sofre nessa situação toda é o torcedor. Ele só dá, nada tira do clube. Seu vínculo é permanente. Não pede demissão, não é demitido, não tem salário nem multa rescisória. E continua torcendo e apoiando o time, mesmo quando não é ouvido por técnicos que se julgam os donos de uma verdade que, se existe, vive somente no coração desse torcedor.


Pressionado, Adilson Batista escalará um Santos forte

O Santos não deverá descansar tantos titulares como o técnico Adilson Batista pretendia. A coisa não está muito boa para os lados do professor, que pode até ser demitido se o time perder para o São Bernardo no jogo deste tarde, às 18h30m, na Vila Belmiro.

Pode parecer prematuro falar em demissão do técnico no início da temporada, mas a verdade é que Adilson ainda não deu padrão de jogo ao time, nem mesmo definiu quem são os titulares e reservas, já que a cada jogo vem com uma formação diferente.

Esta semana o técnico teve de prestar contas à diretoria. Ou faz o time jogar como se deve, ou poderá mesmo ser demitido. O Santos não quer repetir os rivais de São Paulo, que neste 2011 estão fora da competição mais importante do continente. Uma derrota para o Cerro Porteño, no meio da semana, e o sonho terceira estrela ficará mais distante.

E você, acha que Adilson Batista correrá algum risco de perder o emprego caso o Santos não vença o São Bernardo?


Older posts

© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑