O pequeno público na Vila Belmiro, o aparente desânimo de jogadores e da comissão técnica e os problemas administrativo-financeiros do Santos têm uma causa comum: a falta de metas em todas as áreas do clube. E sem meta, não há motivação para alcançá-la.

Tudo está ligado. O mesmo espírito de competição que atrai uma criança para o esporte, alimenta o sonho do atleta profissional. Vitórias, títulos – é isso que faz o esportista empenhar-se nos treinos e nos jogos. Sem um objetivo maior, lá no final, o ânimo para seguir lutando diminui.

Mesmo quando, com um time recheado de reservas, o Santos liderava o Campeonato Brasileiro e queriam saber do técnico Dorival Junior se a equipe estava na disputa do título, ele desconversava, dizia que não era bem assim e citava outros seis ou sete times que também poderiam ser campeões.

Mesmo conhecendo as dificuldades internas do clube e as limitações de cada um de seus jogadores, Dorival deveria ter demonstrado mais confiança, e dito algo como: “Temos muitas dificuldades com as mudanças constantes no elenco, mas mesmo assim lutaremos até o final pelo título brasileiro e também pelo título da Copa do Brasil. Esta é a sina do Santos: ser campeão de toda competição que participar”.

Talvez soasse como frase feita, mas seria um recado claro para os jogadores e deixaria evidente que ele, Dorival, não fugiria à sua responsabilidade de comandar um time grande para conquistas importantes. Esse “não é bem assim” tira a pressão dos jogadores e dele próprio, como se um time de futebol profissional fosse apenas um grupo de exibicionistas amadores que se reúne no fim de semana para eventos filantrópicos.

E o agravante é que há poucos dias o empresário de Dorival Junior teve a cara de pau de pedir aumento para o técnico. Ora, se não há objetivo alcançado; pior, se não há nem objetivo definido a ser alcançado, por que o Santos daria um aumento ao privilegiado Dorival Junior, que já recebe um salário acima do abiscoitado por 99,9999% dos brasileiros?

Na verdade, a falta de metas, típica de uma empresa e uma direção amadoras, permeia todas, ou quase todas, as áreas do Santos. Qual é, por exemplo, a meta para a média de espectadores a ser atingida nas partidas do time? A meta de tempo e de valor para se conseguir o patrocínio máster? A meta de tempo para a aquisição de novos sócios? A meta anual, semestral, trimestral, para a redução das dívidas? A meta de arrecadação com a venda do uniforme? A meta de redução do número de jogadores do elenco? A meta de redução da quantidade de funcionários do clube, que, ao invés de diminuir, só aumenta?

E se, em vez de definir e cobrar metas para cada área do clube e priorizar a redução de uma dívida que coloca o Santos em gravíssima situação financeira, o presidente não faz a sua obrigação e lança o balão de ensaio de uma pretensa arena milionária colada à Vila Belmiro, e ainda consegue o apoio de alguns, seduzidos por esse sonho maluco, então por que se preocupar com a chatice de ter objetivos e trabalhar duro para cumpri-los?

Enfim, o Santos é um clube sem metas. Isso explica também por que Gabriel foi para a Europa sem saber usar o pé direito; por que Victor Ferraz é indicado por Dorival Junior para a Seleção Brasileira mesmo sem saber marcar; por que jogadores jovens saem da base com habilidade com a bola, mas sem saber jogar sem ela; por que ninguém acerta um chute a gol de longa distância; por que não há comprometimento tático da equipe nos jogos fora de casa; por que nos jogos em que os atletas são um pouco mais exigidos, há sempre casos de distensão e cãibra; por que jogadores são contratados e não são usados pelo técnico; por que, enfim, diante de uma atuação firme dos conselheiros, cobrando competência, transparência e metas, sempre surge uma medida paliativa para deixar tudo como está e seguirmos, negligentemente, empurrando os problemas com a barriga, sem metas a cumprir, fazendo vistas grossas a tudo de errado que ocorre no nosso pobre e querido Santos Futebol Clube.

E você, o que acha disso?

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