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Teoria da propaganda nazista aplicada ao futebol


O pequeno Joseph Goebbles era o mentor de Adolf Hitler. Ele usou sua teoria maquiaélica de propaganda para convencer o povo de que o Nazismo era o caminho para a grandeza definitiva da Alemanha.

Em um tempo de pouca compreensão e cultura, de fragilidade moral da mídia e de reações desproporcionais, orquestradas e grosseiras de boa parte dos leitores/torcedores de Internet, encontrei este texto realmente oportuno que aborda os princípios da propaganda nazista, criados pelo ministro de propaganda de Adolf Hitler, o maquiavélico Joseph Goebbels.

O artigo, totalmente neutro, visto que foi escrito com objetivos sociológicos e não para analisar o comportamento de comunidades de torcedores de futebol, é de autoria do doutor em Ciências Sociais pela PUC/SP Luís Mauro Sá Martino. Segundo Martino, “a teoria da propaganda de Goebbels pode ser resumida em um princípio: as massas são ignorantes, portanto a mensagem deve ser direta; a propaganda deve agradar, e para isso o seu modelo não é a política, mas o entretenimento”.

É interessante notar como muitos, ou quase todos esses fundamentos vêm sendo praticados, conscientemente ou não, por formadores de opinião e, principalmente, por grupos articulados de torcedores de muitas equipes de futebol. Bem, mas leia e tire suas próprias conclusões:

Fundamentos da propaganda nazista, por Joseph Goebbels:

1. SIMPLIFICAÇÃO OU DO INIMIGO ÚNICO. É importante adotar uma única ideia, um único símbolo. Transforme seu adversário em um único inimigo.

2. MÉTODO DO CONTÁGIO. Reúna todos seus adversários em uma só categoria, em uma soma individualizada. Todos seu inimigos devem ser só um (oposição).

3. TRANSPOSIÇÃO. Leve para os adversários seus próprios erros e defeitos, respondendo ataque com ataque. Se não poder negar as más notícias, invente outras que as distraiam.

4. EXAGERAR E DESFIGURAR. Aumente a proporção de uma história, por menor que ela seja contra você, em ameaça grave que seja ruim para os outros.

5. VULGARIZAÇÃO. Toda propaganda deve ser popular, adaptando seu nível ao menos instruídos dos indivíduos aos quais se dirija. Quanto maior a massa a convencer, menor o esforço mental a realizar. A capacidade receptiva das massas é limitada, sua compreensão escassa e tem grande facilidade para esquecer.

6. ORQUESTRAÇÃO. A propaganda deve limitar-se a um número pequeno de ideias e repeti-las incansavelmente, apresentando-as uma e outra vez, de diferentes perspectivas, mas sempre convergindo para o mesmo conceito, sem fissuras nem dúvidas (famoso bordão).

7. RENOVAÇÃO. Emita sempre, informações e argumentos novos a um ritmo tal que quando o adversário responda, o público já esteja interessado em outra coisa.

8. VEROSSIMILHANÇA. Construir argumentos a partir de fontes diversas, através de informações fragmentárias.

9. SILENCIAÇÃO. Encobrir as questões sobre as quais não tenha argumentos e dissimular as notícias que favorecem o adversário, contra-programando com a ajuda dos meios de comunicação afins. (se algo estiver ruim e isso não seja a seu favor, aposte na propaganda e mostre que as coisas estão melhores ou melhorando, ainda que não estejam).

10. TRANSFUSÃO. A propaganda sempre opera a partir de um substrato preexistente, seja uma mitologia nacional, ou um complexo de ódios e preconceitos tradicionais. Trate de difundir argumentos que possam arraigar-se em atitudes primitivas.

11. UNANIMIDADE. Convença as pessoas de que elas pensam “como todo mundo”, criando uma (falsa) impressão de unanimidade.

Com gols de Jubal, no primeiro tempo; Léo Cittadini e Stefano Iuri no segundo, o Santos venceu o Remo por 3 a 0 nesta sexta-feira, em sua estreia na Copa São Paulo de Futebol Júnior. A partida foi jogada em Jaguariúna, embaixo de chuva. Além de dominar a partida, o Santos ainda desperdiçou dois pênaltis, cobrados por Gustavo Henrique e Giva.

E você, acha que a teoria de Goebbles é usada no futebol brasileiro?


Filosofia nazista faz sucesso entre jornalistas

Goebbles, um mestre do jornalismo?

O caso de Neymar deixou claro que a filosofia do chefe da propaganda nazista, Joseph Goebbels, é seguida à risca por boa parte dos jornalistas esportivos brasileiros especializados em futebol.

Goebbels, que vendeu a imagem de Adolf Hitler como deus e ao mesmo tempo demonizou o povo judeu, ficou famoso pela frase:

“De tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade”.

É isso que muitos jornalistas, principalmente os dedicados a futebol e política, fazem o tempo todo. No caso de Neymar, insistiram que o garoto é malcriado e incorrigível. Em dois jogos o craque santista calou os críticos e mostrou que pode ter vivido um momento de instabilidade, natural pelas circunstâncias, mas continua sendo um craque, um cara do bem, e pode, sim, ter um comportamento exemplar, ao contrário de seus críticos.

Você teria outra frase para definir a atuação da imprensa no caso Neymar?


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