Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Estes jogadores o torcedor não quer mais ver no Santos

O melhor presente de Natal para um santista
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Estes jogadores o torcedor não quer mais ver no Santos

fora 1 - vladimirfora 3 - bruno uvinifora 4 - vinicius simonfora 6 - Menafora 2 - edu dracenafora 5 - cicinhofora 8 - renatinhofora 7 - alan santosfora 9 - souzafora 10 - leandro damiãofora 11 - patito rodriguesfora rildofora 12 - thiago ribeiro

Enfim, aqui está o resultado da enquete que perguntou ao leitor deste blog quais jogadores devem ficar e quais devem sair do Santos. Foram computados cerca de 150 votos completos. O resultado será expresso em porcentagens e não em números absolutos.

Esses jogadores das fotos não foram os únicos rejeitados pelo torcedor, mas aqueles que tiveram mais de 70% de desaprovação. O zagueiro Neto, com 67%, e o meia Leandrinho, com 62%, foram outros renegados pelo torcedor. A seguir, a análise dos reprovados:

Vladimir – O Santista ainda tinha esperança nele enquanto estava no banco. Era considerado uma promessa, capaz até de ser titular caso tivesse oportunidades. Enfim ele as teve, mas não correspondeu. 78% querem que não esteja no Santos em 2015.

Bruno Uvini – Grande rejeição. Creio que a falha no gol do Cruzeiro que desclassificou o Santos na Copa do Brasil deva ter influenciado bastante. Nada menos do que 94% dos votantes não o querem mais vestindo a camisa do Santos.

David Braz – A opinião sobre ele está dividida. 52% querem que saia, 48% que fique. Os gols que marcou no Pacaembu provavelmente influenciaram positivamente, mas muitos continuam achando que não tem categoria para ser zagueiro do Alvinegro Praiano.

Edu Dracena – Sua idade, o alto salário e a falta de mobilidade foram motivos para que 72% dos leitores considerassem que a sua carreira no Santos acabou. Pedem que tenha uma despedida honrosa e, talvez, continue trabalhando em outras áreas do clube.

Neto – Por pouco não entrou na foto dos renegados. 67% dos votantes não o querem no Santos na próxima temporada. As maiores queixas estão relacionadas à falta de categoria e aos crônicos problemas físicos.

Vinicius Simon – Depois de ser considerado uma esperança da zaga, este Menino da Vila machucou-se muito, não foi bem nas poucas oportunidades que teve e por isso amargou uma rejeição de 86% dos votantes.

Cicinho – Alguns sugerem que vá para o meio de campo, mas o certo é que como lateral-direito poucos o querem no Santos em 2015. Sua rejeição foi de 80%. O futebol atrapalhado e a dificuldade para concluir uma jogada pesaram nesse julgamento.

Mena – Assim como Cicinho, o titular da Seleção do Chile não agradou aos santistas. Com dificuldades para marcar e apoiar, Mena foi reprovado por nada menos que 83% dos leitores. Muitos sugerem que ele seja negociado para reduzir as dívidas do clube.

Victor Ferraz – Sua votação foi equilibrada: 58% querem que saia, 42% que fique. O fato de seu passe não pertencer ao Santos influiu para que seu índice de rejeição fosse maior. O santista provou mais uma vez que é mais complacente com seus Meninos.

Alan Santos – Surpreendi-me com a rejeição a Alan Santos. 75% dos santistas não o querem na Vila em 2015. Alguns sugerem que seja emprestado para ganhar experiência e volte mais maduro, ligado e menos violento.

Renatinho – Outro que, segundo p santista, deve receber uma despedida honrosa e pendurar as chuteiras. Seu notável passado no Santos não impediu que Renato, ou Renatinho, fosse rejeitado por 83% dos votantes.

Souza – Este quase conseguiu a unanimidade negativa. 99% dos santistas não o querem mais no Santos em 2015. Foi mais um jogador vindo do Cruzeiro que não deu certo na Vila, onde não marcou, não apoiou e nem fez os gols de falta que costumava fazer em outros times.

Leandrinho – Não entrou na foto por pouco. Sua rejeição foi de 62%. Ainda há quem acredite que poderá vingar se tiver mais oportunidades, mas o número de santistas que acreditam nele está diminuindo. Foram apenas 38%.

Jorge Eduardo – Também ficou a 6% de entrar na foto dos maiores reprovados. Com 64% de desaprovação, não foi considerado, pela maioria, um atacante digno de jogar no Santos. As maiores críticas dizem respeito à falta de experiência.

Leandro Damião – Sua rejeição não foi maior porque muitos santistas acham que se ele sair agora, desvalorizado, o clube terá grande prejuízo. Para estes, melhor seria jogar ao menos o Campeonato Paulista. 74% votaram por sua saída.

Patito Rodriguez – O simpático argentino voltou a ter chances e voltou a não convencer o torcedor, que o considera errático. Apenas 9% gostariam que ficasse, enquanto 91% preferem que Patito esteja bem longe da Vila em 2015.

Rildo – O esforçado jogador que veio da Ponte Preta definitivamente não caiu no gosto do torcedor do Santos. 94% querem que não vista mais a camisa do Alvinegro Praiano. Para estes, o que mostrou de velocidade, Rildo mostrou de falta de categoria.

Thiago Ribeiro – Os muitos gols perdidos, o salário alto, o tempo gasto com contusões e problemas psicológicos explicam a rejeição de 82% deste atacante que, para boa parte dos santistas, nunca teve uma real identificação com o clube.

Os aprovados

No próximo post divulgarei os jogadores aprovados pela pesquisa, ou seja, aqueles que o torcedor do Santos que participou da enquete quer que continuem no time em 2015.

E você, o que achou da lista dos reprovados?


Hoje, contra o Sport, Enderson deve adotar o four-four-two

Ganhar do Sport em Recife sempre foi difícil. Mas no Brasileiro de 2009 aconteceu. Lembra?

Eu adoro ataque, sou adepto do jogo ofensivo, mas para que ele seja praticado, por paradoxal que possa parecer, antes é preciso tomar algumas precauções defensivas. E o Santos com Thiago Ribeiro, Leandro Damião e Gabriel estava deixando o meio de campo muito exposto. Hoje, às 21 horas, na Arena Pernambuco, diante do jogo de seis pontos contra o Sport, algo me diz que Enderson Moreira escalará o time com Alan Santos no lugar de Gabriel, fechando mais o meio.

Com boas atuações e dois gols, Alan Santos estava se firmando entre os titulares quando se machucou e perdeu o lugar para Alison. Hoje, deverá ter a oportunidade de voltar a formar no meio-campo, desta vez ao lado de Arouca, Souza e Lucas Lima.

Do trio atacante, quem deve sair é Gabriel. Realmente, ele tem sido o menos eficiente dos atacantes do Santos, menos ainda do que Thiago Ribeiro, que ao menos participa mais do jogo. Leandro Damião teve uma atuação alentadora sábado, no Pacaembu, e não pode sair do time agora. A verdade é que Gabriel não tem evoluído como jogador. Faltam-lhe muitos fundamentos. Está mais preocupado em ensaiar maneiras de comemorar seus raros gols do que jogar para o time.

De qualquer forma, Gabriel talvez possa entrar no decorrer do jogo, no lugar de Leandro Damião ou Thiago Ribeiro. O certo é que, repito, seria temerário jogar com um meio-campo esvaziado diante do Sport, um time que se apresenta muito bem diante de sua torcida.

Segundo o jornal Diário de Pernambuco, o Sport “é, ao lado do Grêmio, o segundo melhor mandante da Série A com 74% de aproveitamento – atrás apenas do Cruzeiro, com 92,5%. Na Ilha do Retiro, o Sport fez oito partidas, venceu cinco, empatou duas e perdeu apenas uma.”

O jogo vale seis pontos porque o Santos está dois pontos atrás do Sport e, obviamente, o ultrapassará com uma vitória. Mas a vitória santista, se vier, será suada, e dependerá de aproveitar os espaços criados pelo desespero do adversário, que tem como meta ficar no grupo de classificados para a Copa Libertadores e tem amargado maus resultados nas últimas rodadas.

O time mais provável do Santos para o jogo desta noite é Aranha, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Zé Carlos; Arouca, Souza e Lucas Lima; Alan Santos (ou Gabriel), Leandro Damião e Thiago Ribeiro.

O Sport, do técnico Eduardo Baptista, deverá iniciar a partida com Magrão, Patric, Durval, Ferron e Renê; Rithely, Wendel, Ibson, Érico Júnior e Felipe Azevedo; Neto e Baiano (Danilo). Felipe Azevedo estea há um século sem amrcar gols, espero que não saia do jejum justo contra o Santos.

A arbitragem será de Grazianni Maciel Rocha, auxiliado por Dibert Pedrosa Moises e Wendel de Paiva Gouveia, todos do Rio de Janeiro. A torcida do Santos deverá ocupar o Anel Superior, Nível 3 Norte, com entradas a 50 reais a inteira e 25 a meia.

E você, fecharia o meio, ou iria com três atacantes?


Que chocolate! Meninos da Vila colocam o Corinthians na roda!

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Dorval merece um belo presente de aniversário. Conto com você!

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, quase uma rima poética
Dorval, o primeiro homem do ataque dos sonhos.

Dia 26 de fevereiro o grande Dorval fará 79 anos. Quem se sente grato a ele pelas alegrias que proporcionou e ainda nos proporciona a cada vez que revemos as façanhas daquele Santos, que deposite o que puder na sua conta bancária:

Dorval Rodrigues
Banco: Bradesco
Agência: 0093-0
Conta: 0091840-7
CPF: 130371068-40

Estou combinando com o amigo Wesley Miranda de criarmos o Dia do Dorval em 26 de fevereiro e comemorarmos seu aniversário em São Paulo, com convite livre a todos que quiserem prestigiar a festa. Vamos ver se tudo corre bem e ele se recupera de um problema de saúde que o tem atormentado. Seria um encontro inesquecível.

Que chocolate! Meninos do Santos botam o Corinthians na roda

gustavo henrique e guerrero
Gustavo Henrique domina diante de Guerrero e Neto sorri. Esta imagem dá uma ideia de como foi o jogo (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC)
geuvanio tormentogabriel gol de cabeca
Os rápidos Geuvânio, disputando bola com Ralf, e Gabriel, marcando o segundo gol do Santos, de cabeça, foram tormentos constantes para a defesa adversária (Fotos: Ricardo Saibun e Ivan Storti).
alan santos domina o meioarouca marca
Alan Santos, dominando no peito, e Arouca, abrindo o marcador, mandaram no meio de campo e ainda tiveram fôlego para apoiar o ataque (Fotos: Ricardo Saibun).
oswaldo oliveira comemorathiago marca
Oswaldo de Oliveira comemora sua primeira grande vitória no Santos e Thiago Ribeiro já limpou a jogada e se prepara para fazer o quinto gol (Fotos: Ricardo Saibun e Ivan Storti).
thiago e bruno
Thiago marcou dois gols; Bruno Peres, que entrou no lugar de Mena, mais um. O Santos foi uma alegria só na noite quente de quarta-feira. Quem foi à Vila Belmiro não vai se esquecer (Foto: Ivan Storti).

Fundo musical para ler esta notícia:

Sempre digo que vence o time que quer mais vencer. E os Meninos do Santos não só queriam vencer, como queriam golear. Iam para o ataque com uma volúpia de dar medo, e por isso fizeram cinco, como poderiam fazer mais em um elenco que há pouco mais de um ano foi campeão do mundo.

Percebeu-se claramente o dedo do técnico Oswaldo de Oliveira na atitude do Alvinegro Praiano, pois em outros tempos o Santos faria um gol e passaria a tocar de lado. Desta vez, mesmo diante de um adversário que sempre merecerá respeito, atirou-se ao ataque em toda oportunidade e, como tinha jogadores mais jovens, rápidos e com melhor condicionamento físico, chegou com facilidade à meta adversária.

Arouca foi o destaque do primeiro tempo. Ele e Alan Santos ganharam o meio de campo para o Santos; Gustavo Henrique e Neto permitiram poucas oportunidades a Guerrero e Romarinho; Cicinho apagou Danilo; Cícero achou espaço para armar as jogadas e os atacantes Geuvânio, Gabriel e Thiago Ribeiro deram o chamado suadouro na defesa corintiana.

Bastante disputada e com um nível técnico que há muito não se via no futebol paulista, a primeira etapa terminou com a vantagem de 2 a 1 para o Santos, que chegou a estar vencendo por 2 a 0, gols de Arouca e Gabriel. O gol do adversário veio de um belo chute de Guilherme.

O comentarista Neto disse que no primeiro gol o chute de Arouca passou por santistas que estavam impedidos. Concordo. Acho que o Santos deveria devolver esse gol ao Corinthians, desde que aquele do Ricardinho em 2001, em idênticas condições, também seja anulado.

Brincadeiras à parte, o Santos voltou jogando sério e determinado no segundo tempo. Logo no começo, Thiago Ribeiro tratou de fazer o terceiro gol, após contra-ataque fulminante. Pouco depois, em arrancada espetacular de Geuvânio, Bruno Peres fez o quarto. Para completar, Thiago Ribeiro driblou seu marcador e bateu entre o goleiro e a trave para fazer o quinto.

Nem mesmo as contusões de Alan Santos e Mena arrefeceram o ânimo do time. Destas, a que mais preocupa é de Alan, que estava jogando muito. Quanto a Mena, creio que ele já vinha com algum problema nos últimos jogos, pois não conseguia jogar bem.

No final, para alívio do time de Mano Menezes, o árbitro Paulo César de Oliveira não deu nem um segundo de acréscimo. Pelas substituições, deveria dar ao menos mais três minutos.

De qualquer forma, o jogo entrou para a história, pois desde 6 de dezembro de 1964, há 49 anos – quando goleou o Corinthians por 7 a 4, pelo Paulista –, o Santos não marcava mais de quatro gols no rival.

É claro que há muito campeonato pela frente, mas uma vitória como esta tem um valor imenso, pois ocorreu contra um forte adversário e foi produzida por uma equipe destemida, que jogou como o torcedor do Santos gosta, e ainda contou com a participação de seis jogadores vindos da base: Gustavo Henrique, Alan Santos, Geuvânio, Gabriel, Leandrinho e Stéfano Yuri.

Isso evidencia que a capacidade de revelar jogadores é o grande, e talvez o único, antídoto do Santos contra os males provocados pela péssima administração da qual o clube tem sido vítima nos últimos anos.

As investigações para desvendar a venda do passe de Neymar para o Barcelona devem prosseguir, assim como as elucidações sobre essa caríssima e inexplicável contratação de Leandro Damião. Mas ao menos o torcedor volta a ter esperanças de que, no campo, verá um time rápido, impetuoso, brigador, que, sem dúvida, o representará.

Reveja os gols do chocol…, digo, da goleada do Santos:
http://youtu.be/lt8gSjXuFIc

Para não dizerem que esqueci dos corintianos que frequentam o blog, lá vai um presentinho. Imprimam, peguem a caixinha de lápis de cor e divirtam-se:
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Como é bom saber que ao menos no campo há esperanças, não?


Claudinei esqueceu de avisar o Vasco para “acalmar o jogo”

Santos joga a primeira da final da Copa do Brasil Sub-20 contra o Criciúma

Logo mais, às 19 horas, o Santos do técnico Pepinho faz a primeira partida da decisão da Copa do Brasil Sub-20, na Vila Belmiro. O jogo terá portões abertos e também será transmitido pela ESPN e Sportv. O Alvinegro Praiano está definido com Gabriel Gasparotto, Zé Carlos, Nailson, Walace e Wanderson; Misael, Leandrinho, Pedro Castro e Léo Cittadini; Diego Cardoso e Stéfano Yuri. Se puder, apoie os meninos ao vivo.

O primeiro tempo do Santos contra o Vasco deve ter feito muitos santistas imaginarem que esse time poderia estar em uma posição melhor no Brasileiro. Sólida na defesa, a equipe tocou a bola com velocidade e precisão, criou ótimas e fartas oportunidades de gol e terminou com a vantagem de 2 a 1 (Bruno Peres, aos 23 minutos, ao cortar para o meio e bater de esquerda, no ângulo, e Gustavo Henrique, aos 27, cabeceando uma falta cruzada por Montillo).

No início do segundo tempo o Santos ainda teve grande oportunidade com Geuvânio, que aos 3m44s driblou um jogador e se viu livre na ponta-esquerda, mas preferiu o chute ao invés de passar para outros três santistas mais bem colocados. Mas aos poucos o Santos foi perdendo sua capacidade ofensiva, restrita ao solitário Willian José.

O Vasco dominava, dominava, mas o Santos ao menos tentava sair com velocidade nos contra-ataques. Nesse momento veio a ordem do banco para o Alvinegro Praiano tocar a bola e acalmar o jogo. Pedir é fácil. Teria de combinar com o Vasco. Precisando desesperadamente da vitória, com mais de 56 mil pessoas no Maracanã, era 100% previsível que os vascaínos correriam até o final. A oportunidade do Santos de vencer era caprichar em uns contra-ataques, mas preferiu torcer para o tempo passar.

Aos 26 minutos, Montillo penetrava livre com a bola e só havia um vascaíno na defesa. O argentino tinha Geuvânio, livre, à sua direita, e Willian José, impedido, à esquerda. Montillo preferiu W José e outra chance clara de gol foi desperdiçada. Aos 27 minutos o árbitro Wilton Pereira Sampaio (GO), deu um cartão amarelo inexplicável para W José. Aos 30 minutos Claudinei Oliveira tirou Willian José, o único atacante do Santos, e colocou quem? quem? Alan Santos, mais um volante. O Vasco avançava inteirinho e o Santos deixou de ter jogadores de velocidade na frente para aproveitar o contra-ataque.
Aos 32 minutos André recebeu diante de Edu Dracena e girou para empatar.

Às vezes dá certo colocar o time inteiro na defesa e conseguir segurar o resultado, mas se o seu time tem condições de fazer mais gols, o que explica abdicar dessa possibilidade e se recolher, preguiçosamente, à defesa? E por que o Santos estaria mais cansado se teve a semana inteira para descansar e treinar e se foi o Vasco que correu mais o tempo todo? Outra questão: se os santistas estavam cansados, por que Claudinei só substituiu Willian José, se ainda podia fazer mais duas substituições, aliás como nosso conhecido Adilson Batista fez?

Enfim, como dissemos antes, este jogo contra o Vasco diria muito sobre muitos jogadores e sobre o técnico Claudinei Oliveira. E a impressão que ficou é que o Santos é um quando joga sem medo e é outro bem diferente quando tenta segurar um resultado ou jogar pelo empate. Era jogo para fazer muitos gols e sair do Maracanã com uma vitória consagradora. Ao tirar o único atacante e colocar mais um volante, Claudinei assinou seu atestado de retranqueiro, o que nunca combinou com o Santos.

Ficha técnica com notas só para os santistas

Santos: Aranha (8), Bruno Peres (7), Edu Dracena (6), Gustavo Henrique (7) e Mena (5,5); Alison (5,5), Arouca (6), Cícero (5,5) e Montillo (6,5); Geuvânio (5,5) e William José (5,5), depois Alan Santos (sem nota). Técnico: Claudinei Oliveira (6).

Vasco: Alessandro, Fagner, Jomar, Cris e Yotun; Abuda, Pedro Ken, Juninho Pernambucano (Jhon Cley e, depois, Bernardo) e Marlone; Edmilson e Reginaldo (André). Técnico: Adilson Batista

Gols: Bruno Peres, aos 23 minutos, Gustavo Henrique, aos 26 minutos, e Edmilson, aos 28 minutos do primeiro tempo; André, aos 32 minutos do segundo.

Árbitragem: Wilton Pereira Sampaio (GO), auxiliado por Marrubson Melo Freitas (DF) e Rafael da Silva Alves (RS). Cartões amarelos: André e Yotún (Vasco), William José e Geuvânio (Santos). Wilton deixou passar alguns lances e viu faltas que não existiram, mas no todo não influiu no resultado.

Público: 56.756 presentes, com renda de R$ 767.190,00 (público recorde deste Campeonato Brasileiro e em jogos entre clubes no novo Maracanã).

Conclusão

Como disse Montillo ao final da partida, faltam cinco jogos ao Santos e esses jogadores e esse técnico têm obrigação de jogar pela vitória em todos esses compromissos. Se vai dar para se classificar para alguma coisa, ou não, é outra conversa. Um profissional têm de dar o máximo, sempre, e jamais se contentar com menos. Que guardem o primeiro tempo contra o Vasco como modelo e não pensem mais em segurar o jogo no campo do adversário, com apenas a vantagem mínima e diante de 56 mil pessoas gritando contra.

No Maracanã lotado, um jogo para testar a fibra do Santos

bruno peres - ricardo saibun
Bruno Peres vai pro jogo (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC)

Um jogador de futebol não se faz só pela técnica. É preciso ter alma, caráter, coragem. Ódio da derrota. E serão necessárias justamente essas qualidades para os santistas saírem com um bom resultado desse Maracanã em pé de guerra que reunirá o clássico de tanta história neste domingo, a partir das 19h30, com transmissão do Sportv.

O Vasco precisa ardentemente da vitória e promete jogar o que sabe e o que não sabe, dentro e fora de campo, para garantir os três pontos. E o Santos, assistirá a tudo passivamente? Com 44 pontos, o Alvinegro Praiano, se perder, ficará a apenas cinco pontos do desesperado alvinegro carioca. Essa situação deixa uma questão no ar…

Como se portará o time de Claudinei Oliveira diante de um adversário que é um pouco inferior tecnicamente, mas atuará sustentado pelo grito de mais de 60 mil pessoas? Será que o medo de perder tirará dos santistas a vontade de vencer?

Temo que esta pergunta possa ter uma resposta positiva, pois no seu último treino para essa partida o Santos jogou com três volantes – Alison, Arouca e Alan Santos – e apenas Willian José no ataque. Claudinei também testou uma fórmula menos defensiva, com Geuvânio no lugar de Alan Santos.

Cicinho, machucado no tornozelo, cederá seu lugar a Bruno Peres, e Thiago Ribeiro ainda se recupera de uma contusão na coxa. O Santos deverá jogar com Aranha, Bruno Peres, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison, Arouca e Alan Santos; Cícero e Montillo; Willian José.

Já disse antes que considero o Maracanã um campo neutro. O Vasco não irá se transformar em um grande time só porque sua torcida encherá o estádio. Trata-se de uma equipe limitada, que já perdeu algumas partidas em casa. Porém, se o Santos jogar pelo empate, provavelmente perderá, pois cederá o domínio a um adversário que, ao ter a bola nos pés, será insuflado por sua torcida e pressionará a defesa santista.

Em outras palavras, caso não precise se preocupar com seu setor defensivo, o Vasco terá a tranqüilidade necessária para buscar a vitória. Se também for incomodado pelo ataque do Santos, o Vasco tenderá a mostrar suas fraquezas. Enfim, esse positivamente não é jogo para os santistas permitirem o chamado domínio territorial ao adversário. Ter a posse da bola será fundamental.

Veja o Santos chegando ao Rio, pela SantosTV:

Grandes recordações aos santistas

O clássico Santos e Vasco traz memoráveis recordações a quem aprecia a história do futebol. Este foi o jogo que inaugurou São Januário, em 1927, com vitória do Santos por 5 a 3; este também foi o jogo do milésimo gol de Pelé, em 1969, com nova vitória do Santos, por 2 a 1.

Esta também foi a partida que decidiu três títulos brasileiros do Santos: 1 a 0 em 1965, pela Taça Brasil, nesse mesmo Maracanã; 2 a 1 em 1968, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa/ Taça de Prata, e 2 a 1 na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2004, em São José do Rio Preto.

O Santos também conquistou ainda o seu primeiro Torneio Rio-São Paulo batendo o Vasco, no Pacaembu, por 3 a 0, em 1959. E foi contra o Vasco que Geilson marcou o gol 11.000 do Alvinegro Praiano. Há, ainda aquela história de Pelé contra Brito e Fontana…

Maracanã. Torneio Rio-São Paulo. O Santos perdia por 2 a 0 e o jogo caminhava para o fim. Os zagueiros vascaínos Brito e Fontana conversavam entre si em voz alta, só para provocar Pelé. “Você viu algum rei por aí, Fontana”. “Não vi, não, Brito. E você?”. “Nem de longe…”.

Faltando cinco minutos, o Santos faz um gol. Pelé! O Vasco dá a saída e, pouco depois, outro gol. Pelé. O Rei vai ao fundo do gol, pega a bola e, no caminho para o meio-campo, passa por Fontana e com as duas mãos entrega a bola para o zagueiro. “Tó, leva pra sua mãe. Fala que foi o Rei que mandou”.

Espero que o jogo deste domingo traga novas histórias sobre o grande clássico. A própria circunstância de um Maracanã lotado já torna essa partida memorável. Que os santistas façam jus ao momento.

E pra você, como o Santos pode vencer o Vasco em um Maracanã em pé de guerra?


As qualidades dos jogadores do Santos

Sub-20 joga às 18h30 na Vila pela semifinal da Copa do Brasil

Depois de vencer na Bahia por 1 a 0, gol do artilheiro Diego Cardoso, o Sub-20 do Santos enfrenta novamente o Bahia nesta terça-feira, às 18h30, na Vila Belmiro, e precisa ao menos de um empate para passar à semifinal da Copa do Brasil. O Alvinegro Praiano também está nas quartas-de-final do Campeonato Paulista da categoria. Vale a pena dar uma força para a garotada. Nem é preciso dizer que eles são o futuro do Santos.

Depois de 57.268.000 de apostas, em 64% das cidades brasileiras, a Timemania apresenta a seguinte parcial em 2013

Time UF Nº de apostas Percentual
1º FLAMENGO RJ 5.715.246 5,32%
2º CORINTHIANS SP 5.099.073 4,75%
3º SÃO PAULO SP 3.969.376 3,70%
4º SANTOS SP 3.655.399 3,40%
5º GRÊMIO RS 3.433.555 3,20%
6º PALMEIRAS SP 3.376.504 3,14%
7º VASCO DA GAMA RJ 3.013.471 2,81%
8º INTERNACIONAL RS 2.988.495 2,78%
9º BOTAFOGO RJ 2.914.276 2,71%
10º ATLÉTICO MG 2.676.913 2,49%
11º FLUMINENSE RJ 2.635.018 2,45%
12º CRUZEIRO MG 2.495.477 2,32%
13º BAHIA BA 2.145.370 2,00%
14º FORTALEZA CE 1.989.202 1,85%
15º GOIÁS GO 1.744.827 1,62%
16º VITÓRIA BA 1.554.981 1,45%
17º ABC RN 1.488.406 1,39%
18º CEARÁ CE 1.408.278 1,31%
19º SANTA CRUZ PE 1.356.543 1,26%
20º CORITIBA PR 1.353.692 1,26%

Concordo que o nível técnico do futebol brasileiro deixa a desejar, que faltam fundamentos básicos, inteligência e fibra a jogadores que ganham salários com três dígitos, mas, apesar dessas carências todas, temos de admitir que ninguém chega a jogador profissional, ainda mais titular de um grande time do futebol brasileiro, como o Santos, se não tiver alguma qualidade.

Em épocas de crise o torcedor só vê defeitos no time – mas mesmo assim ele quer que esse time cheio de jogadores defeituosos consiga vitórias espetaculares… Pois eu proponho um outro exercício agora, que vai contra a nossa tendência crítica natural. Proponho tentarmos enxergar as qualidades dos jogadores do Santos. E do técnico. Vamos lá?

Aranha – Calmo, elástico e corajoso. Sai do gol e repõe a bola melhor do que Rafael. Alguns bons resultados do Santos neste Brasileiro se devem a ele.

Cicinho – É ágil, leve, tem habilidade e apoia bem.

Edu Dracena – Um dos zagueiros mais experientes e mais vitoriosos em atividade no futebol brasileiro. Técnico e raçudo, dificilmente perde uma dividida.

Gustavo Henrique – Alto, forte, aguenta o tranco e sabe sair jogando. Ótimo nas bolas altas. Bom senso de cobertura.

Mena – Bom marcador, apoia razoavelmente bem.

Arouca – Já foi considerado um dos melhores volantes do País. Em forma é um grande marcador e muito rápido para puxar o contra-ataque.

Alison – Uma das boas revelações do Campeonato Brasileiro deste ano. Ótimo marcador, muito raçudo e determinado.

Alan Santos – Volante técnico, calmo, que também está apoiando bem.

Cícero – Grande habilidade, canhoto que está se revelando um dos melhores arrematadores deste Brasileiro.

Montillo – Técnico, habilidoso, insinuante, um dos grandes meias em atividade no Brasil.

Thiago Ribeiro – Atacante que se movimenta bem, é sempre uma boa opção de passe e não tem medo de arriscar chutes a gol.

Éwerton Costa – Brigador, protege bem a bola, ajuda na marcação e até tem feito gols.

Claudinei Oliveira – Inventa pouco, geralmente escala os melhores e faz o time correr e se dedicar mais do que conseguia Muricy Ramalho. Também tem tido um aproveitamento melhor do que seu antecessor. E por 80 pilas por mês!

Bem, meu caro e minha cara, esta é a parte cheia do copo. Fique à vontade para concordar, ou para falar da metade vazia, que desta vez eu ignorei.

E você, vê qualidades nos jogadores e no técnico do Santos?


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