A verdadeira história do Santos está nos livros

Estou aqui imaginando se a diretoria do Santos, naqueles meados dos anos 60, decidisse cobrar royalties do jornalista Adriano Neiva, o lendário De Vaney, que estava lançando o Álbum de Ouro do Santos. Como De Vaney mal conseguiu levantar o dinheiro para imprimir a obra, diante da necessidade de pagar uma porcentagem sobre o lucro para o clube, ou teria desistido da publicação, ou a teria editado mesmo sem receber nada, ou quase nada, pelo seu trabalho.

Sem o Álbum de Ouro, a história do Santos jamais seria conhecida em toda a sua profundidade e grandeza. De Vaney era um romântico, às vezes carregava nas tintas, mas escreveu a história do ponto de vista do santista, mostrando as pressões e as injustiças sofridas pelo Alvinegro Praiano, fatos que passaram em branco pela grande imprensa.

Se hoje conhecemos a história do Santos desde o seu início, sabemos que havia três santistas na Seleção Brasileira campeã sul-americana de 1919, o ataque dos 100 gols de 1927, o time que goleou o Vasco na inauguração de São Januário, a excursão ao Norte/Nordeste nos anos 40 e de como surgiu o grande Santos que reinou de 1955 a 1969, devemos isso ao grande jornalista e pesquisador De Vaney. Quanto vale o seu trabalho? Não tem preço.

Se o santista dependesse apenas das matérias na grande imprensa, ele teria uma visão distorcida e apequenada de seu clube. Eu mesmo, nas pesquisas sobre a história do Santos, deparei-me com fatos contados de forma errada e depreciativa pelos jornalistas esportivos. Um dos mais relevantes está ligado ao primeiro título estadual do Santos, o de 1935.

Durante 42 anos o título paulista de 1935 foi o mais importante da história do Alvinegro Praiano, porém, era diminuído pela imprensa paulistana, que o creditava ao desinteresse do Corinthians na partida decisiva. A versão corrente era a de que o Corinthians não tinha mais chance de ser campeão e, caso vencesse Santos, daria o título para o rival Palestra Itália. Por isso, meio que entregou o jogo.

A verdade foi bem diferente. Aquele era o último jogo do Santos, mas o penúltimo do alvinegro paulistano, que ainda enfrentaria o Palestra Itália. Portanto, se vencesse o Santos e também o alviverde, o Corinthians seria campeão. A vitória santista por 2 a 0, em pleno Parque São Jorge, foi heroica e justa. Pesquisei nos jornais da época e entrevistei Mário Pereira, o último remanescente daquele título, para confirmar a epopeia – que permaneceria mal contada para sempre não fossem os livros.

Por isso, estou relançando o livro Time dos Sonhos, que conta a história do Santos desde a sua fundação até o título brasileiro de 2002. Com 528 páginas, capa dura, o livro custará mais de 100 reais nas livrarias, mas sai por apenas 70 reais nessa fase de pré-venda, e ainda dá ao comprador o presente especial de ter o seu nome no último capítulo do livro.

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Roma pressionado e o gol de Ghiggia que ninguém viu

A reunião do Conselho Deliberativo desta quinta-feira certamente não foi tão tranqüila como queria o presidente Modesto Roma e seus pares. A intenção do presidente santista era confirmar a exoneração de dois membros do Comitê Gestor e aprovar quatro nomes para o mesmo Comitê. Porém, pelo estatuto do clube, a saída dos integrantes do CG precisa ser aprovada pelo Conselho Deliberativo, o que não ocorreu. Diante disso, os conselheiros da oposição, comandados pelos integrantes da chapa Santos Vivo, agiram decididamente para impedir as autoritárias mudanças no CG, que terão de ser discutidas em nova assembléia.

O presidente Modesto Roma, que não estava presente no início da assembleia, acabou chegando no transcorrer da mesma e teve de responder a algumas questões já levantadas neste blog.

Leia matéria de Régis Quirino no jornal A Tribuna

O gol de Ghiggia que ninguém viu

Morreu ontem, aos 88 anos, vítima de ataque cardíaco, o uruguaio Alcides Ghiggia, o ponta-direita autor do gol que tirou o título do Brasil na final da Copa de 1950, no Maracanã. ERsse gol de Ghiggia não só decidiu a Copa, dando a vitória aos uruguaios por 2 a 1, como jogou em desgraça o goleiro brasileiro Barbosa, que nunca mais teria paz em toda a sua vida. Críticos disseram que Barbosa falhou ao deixar a bola passar entre ele e a trave.

O que poucos sabem é que Ghiggia era especialista nesse tipo de chute – de bico, rasteiro, quase sem ângulo, entre o goleiro e a trave – e naquela mesma Copa de 1950, no domingo anterior à final, tinha feito um gol igualzinho diante da Espanha, no Pacaembu. Este gol de Ghiggia que ninguém viu está no Museu Pelé. Mas eu pesquisei e trago este vídeo abaixo que mostra o gol de Ghiggia contra a Espanha (repare na marca de 35 segundos do vídeo):

Como a Editora Códex decidiu publicar Time dos Sonhos

Todo aquele que já tentou encontrar uma editora para publicar o seu livro, sabe como essa busca é inglória. No caso de “Time dos Sonhos” foram anos de procura, até que a Editora Códex, do jornalista Alberto Quartim de Moraes, decidiu publicá-lo. Mas havia uma condição. Saiba qual foi ela assistindo ao vídeo abaixo, produzido por João Lucca Piovan:

Com suas três edições esgotadas, “Time dos Sonhos”, também chamado de “A Bíblia do Santista”, será relançado agora. Você pode adquiri-lo pelo preço promocional de pré-venda participando da campanha de financiamento coletivo da Kickante. Para isso, é só clicar aqui, informar-se e garantir o seu exemplar. A vantagem de participar de uma campanha dessas é que, além de garantir o livro por um preço promocional, você terá o seu nome impresso no último capítulo da obra.

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E então, o que você acha disso tudo?