Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Aldo Rebelo concorda com Meritocracia e mudança na Lei Pelé

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Ministro do Esporte Aldo Rebelo diz que Ministério pode influir na divisão de cotas da tevê e na Lei Pelé, mas antes precisa que os clubes interessados o procurem.

Estive ontem na Fnac Pinheiros a fim de prestigiar o segundo lançamento do sensacional livro “Palmeiras, 100 anos de Academia”, da Editora Magma, e tive o prazer de conversar com o o Ministro do Esporte Aldo Rebelo. Perguntei a ele se o Ministério não pode influir na ultra desigual distribuição de cotas de tevê e também na alteração da Lei Pelé. Ele respondeu que sim, o Ministério pode fazer algo a respeito, mas a iniciativa tem de partir dos clubes.

Ou seja, o Ministério do Esporte não pode tomar a iniciativa de pressionar a tevê para uma distribuição de cotas que leve em conta o mérito esportivo (a colocação do time no campeonato nacional) como o corre na Alemanha e na Inglaterra, e também não pode agir para alterar a Lei Pelé, que prejudica os clubes formadores, se os próprios clubes interessados não se mexerem antes. Por isso é que o Santos precisa se coçar, e rápido.

Não só o Santos, aliás. Creio que o Palmeiras também deve ser um bom aliado nessa causa. Há muito tempo Palmeiras e Santos mantêm laços fraternos e hoje ambos estão marginalizados pelo status quo populista do futebol brasileiro. Se não se unirem e arregimentarem outros clubes para a causa da Meritocracia na divisão de cotas de tevê e na mudança da Lei Pelé, morrerão abraçadinhos.

Vejo Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Atlético, Grêmio, Bahia, Sport, Coritiba e Internacional, entre outros, como clubes que têm os mesmos interesses nessas questões primordiais para a manutenção da competitividade e do crescimento do futebol brasileiro. A Espanholização tem de ser freada a todo custo. Uma diretoria de clube, hoje, precisa ter esta ação política e diplomática.

Um livro, uma obra de arte

livro palmeiras

Como sabem, entre meus amores estão os livros e a história do futebol. Por isso, tiro meu chapéu a todos os autores e responsáveis por esta obra de arte que é o livro “Palmeiras, 100 anos de Academia”, escrito por Fábio Chiorino, Gino Bardelli, Leandro Beguoci, Marcelo Mendez e Mauro Beting, com projeto gráfico de Gustavo Piqueira e edição de Marco Piovan. Uma obra assim coloca a literatura futebolística brasileira no mais alto pedestal.

Caso Aranha fez alguns saírem do armário

aranha

A coragem do goleiro Aranha fez aflorar sentimentos, nem todos nobres. Pelos comentários que se vê e se ouve, dá para se perceber as tendências de cada um. Infelizmente, mesmo pessoas aparentemente bem educadas não conseguem disfarçar seu racismo latente. É claro que o Grêmio deveria ser punido e é claro que essa menina pediu mais desculpas ao Grêmio do que ao Aranha. No fundo, não acho que ela mudou uma gota do mar de preconceito que a afoga. Não dá para mudar a cabeça e o caráter das pessoas, mas dá para punir o racismo, que é um vírus muito perigoso.

E você, acha que o Santos é um clube atuante na política do futebol?


Que os jogadores e os times desequilibrem, não a TV!

A manifestação da torcida do Santos, protestando contra a Rede Globo na final da Copa São Paulo, merece reflexões mais aprofundadas do que o bate-boca grosseiro e sem sentido que às vezes presenciamos na Internet. É claro que os corintianos acham que a revolta dos santistas é “chororô” e que a TV tem de pagar mais ao clube que tem mais torcida. Só acham isso porque torcem para o time beneficiado. E é também evidente que santistas e torcedores de outras equipes não concordam com esse privilégio e esperam que a Globo, ou qualquer emissora que venha a deter os direitos de transmissão do futebol, divida as cotas de uma maneira mais justa, valorizando o mérito esportivo.

É oportuno lembrar que o Corinthians sempre se orgulhou de ser um time de raízes populares, que para conseguir um lugar ao sol teve de lutar contra o elitismo do início do século XX, que bajulava os clubes de origem elegante, como Paulistano, São Paulo Athletic, Associação Athlética das Palmeiras, Mackenzie, Germânia e menosprezava os que vinham do povo.

Os corintianos, ao menos de um passado recente, sempre se orgulharam dessas decantadas origens humildes, da luta contra as desigualdades dos primórdios do futebol, época em que o clube era mantido à margem do poderio político e econômico. Hoje, porém, bafejado por ajudas suspeitas do poder público e da rede de tevê mais poderosa do País, essas desigualdades são bem-vindas?

Agora que faz parte da elite econômica e política do futebol brasileiro, o novo ideal do ex-clube pobre é perpetuar esses privilégios? Está aí uma questão de consciência com a qual os corintianos terão de lidar. Um time do povo pode ser o mais rico e o mais auxiliado por políticos, empresários e pela TV?

O ibope justifica todos os meios?

O argumento dos que se beneficiam dessa política monetarista é de que a TV quer dinheiro e tem de transmitir os jogos do time de maior torcida mesmo. Os outros que se lasquem. Bem, esta visão simplista dá margem a alguns questionamentos bastante sérios, tais como:

Se o que interessa para a TV é apenas dar audiência, será que, digamos, sexo explícito no horário nobre não seria uma boa? Ou transmissões ao vivo das execuções de prisioneiros das várias guerras e conflitos pelo mundo?

Creio que todos concordam que a busca pela audiência deve obedecer a alguns princípios éticos e morais. No caso do esporte, mais propriamente do futebol, será que a qualidade da equipe, sua capacidade de dar espetáculo e lutar por títulos, não deveria ser mais valorizada do que simplesmente o fato de contar com uma torcida maior?

Será que mesmo os aficionados de clubes muito populares não gostam de assistir a jogos de outras equipes quando estas praticam um futebol mais vistoso e eficiente do que o do seu próprio time? Não posso falar pelos outros, claro, mas cansei de ver partidas de equipes para as quais eu não torcia, apenas pela expectativa de ser premiado com um grande jogo.

A TV tem o direito de decidir quem será grande ou pequeno?

Se o maior dinheiro que os clubes arrecadam vem da TV, então ela pode determinar quais agremiações terão mais capacidade de contratar bons jogadores e, conseqüentemente, montar melhores times. Com times mais fortes, terão mais visibilidade, venderão maiores patrocínios, atrairão grandes públicos e ganharão mais títulos. Ou seja: do dinheiro da TV se inicia um círculo vicioso que vai determinar o desequilíbrio de forças no outrora competitivo futebol brasileiro.

Hoje a Globo paga a Corinthians e Flamengo o dobro do que destina aos clubes do segundo escalão, entre eles o Santos. Além disso, vê-se obrigada a transmitir muito mais jogos desses dois times escolhidos, reduzindo a possibilidade de as outras equipes aparecerem na tevê aberta. Por fim, usa sua programação para mostrar exaustivamente notícias relativas a estes dois clubes, pois sabe que isso contribui para que suas torcidas cresçam, ou não diminuam, o que reforçará sua política discriminatória.

Isso explica porque o jogo do time reserva do Corinthians será o transmitido pela TV Globo no domingo, enquanto o do Santos, tricampeão paulista, com o time completo de Neymar, Montillo & Cia, irá para outro horário. Esse favorecimento explícito já deu um péssimo resultado na semana passada, quando a partida entre Paulista e reservas do Corinthians só conseguiu 11 pontos no ibope, o pior do ano para o futebol. Por mais que seja fanático por um time, o torcedor sente o cheiro de pelada no ar…

Essa política protecionista a Corinthians e Flamengo acabará, a média prazo, com a competitividade do futebol brasileiro. Teremos, então, a chamada Espanholização, que vem a ser o predomínio de apenas duas equipes sobre todas as outras, como ocorre na Espanha, em que os títulos se alternam apenas entre Barcelona e Real Madrid.

Método inglês é o mais justo

O que o Movimento contra a Espanholização do Futebol Brasileiro pretende é que se valorize o mérito esportivo e a real visibilidade de uma equipe e não apenas o montante de torcedores que ela possui. Por isso recomendamos que o Brasil adote o mesmo sistema de divisão de cotas de tevê que é utilizado na Inglaterra, país que tem o mais competitivo e rentável campeonato nacional do planeta, com várias equipes de grande poder econômico lutando pelo título.

O sistema consiste em dividir igualmente 50% de toda a cota da tevê entre os clubes participantes do campeonato; 25% segundo a classificação de cada um e 25% de acordo com a audiência média que conseguirem durante a competição (medida por institutos neutros, não ligados à emissora detentora dos direitos).

Como ganhariam mais os times que tivessem um rendimento melhor, o sistema obrigaria a uma busca maior pela excelência, pela administração eficiente, o que aprimoraria o nível do futebol em todos os sentidos. Hoje um time brasileiro já entra na competição sabendo o quanto vai ganhar da TV, independentemente de ser o primeiro ou o último colocado. Isso gera a acomodação e favorece a negligência e a corrupção administrativa.

Recente protesto da torcida do Sport contra a Rede Globo:
http://youtu.be/fIo2yDi80AA

Protesto da torcida do Palmeiras contra a Rede Globo:

Fale com o Ministro do Esporte Aldo Rebelo


Ministro Aldo Rebelo, a bola é sua. Que tal marcar um gol histórico contra a Espanholização?

Conheço Aldo Rebelo desde o final da década de 1990, quando fazíamos parte de um movimento em defesa da Língua Portuguesa. A impressão que tenho dele é das melhores. Não sei, sinceramente, o que ele pode fazer com relação à divisão de cotas de tevê, mas estou certo de que, amante do futebol como é, analisará o assunto com atenção.

Por mais que uma emissora de TV seja uma empresa privada, ela deve obedecer a princípios éticos e culturais que envolvem a divulgação democrática, sem privilégios, das entidades esportivas.

Se uma divisão de cotas mais justa entre os clubes brasileiros trará mais competitividade e valorizará o mérito esportivo, não vejo como um homem público que trabalha para defender esses ideais, se oporia a ela. Pelo que conheço do caráter de Aldo Rebelo, ele será favorável a esta causa.

Assim, tomo a liberdade, amigo leitor e leitora, de pedir-lhe que envie sua solicitação elegante e respeitosa ao Ministro do Esporte Aldo Rebelo para que ele analise com calma nossa proposta – que já é empregada com sucesso na Inglaterra – e interfira no que sua área de influência permitir, para que sistema semelhante seja implantado no Brasil. E que isso seja feito com transparência, pois estranhamente os clubes foram obrigados a assinar acordos sigilosos com a Globo, o que contraria o espírito da livre concorrência.

E-mail para falar com o Ministro Aldo Rebelo: http://www.esporte.gov.br/faleConosco/faleConosco.jsp

MINISTÉRIO DO ESPORTE
Esplanada dos Ministérios, Bloco A
Brasília – DF, 70054-906
Telefone: (61) 3217-1800 / Fax: (61) 3217-1707

E aí, vamos apelar ao Ministro para tentar evitar a Espanholização?


Alguém duvida que a Globo quer prejudicar o Santos?

Vamos reclamar antes, porque depois a Inês será morta. Lembra de 2005, em que o Santos foi profundamente prejudicado no Campeonato Brasileiro e na Copa LIbertadores? Lembra da indignação e do bico do Giovanni? Pois é. O Santos e os santistas têm de se prevenir antes, pois está mais do que evidente que neste ano de 2012 querem repetir a sacanagem. Ou o Giovanni, um sujeito inteligente, que conhece muito bem os meandros do futebol, se descontrolou de graça?

Depois de elaborar, com a Conmebol, a tabela da Copa Libertadores de modo a favorecer as transmissões do seu time-sócio, agora a Globo quer evitar que o seu protegido e o Santos se encontrem na competição. A jogada para prejudicar o Santos e tentar tirá-lo do caminho do alvinegro da capital é a antecipação do jogo do Santos contra o Bolivar.

Enfrentar o Bolívar, em La Paz, já é um martírio. Não só pela qualidade do adversário, que é o melhor de seu país, mas, principalmente, pela altitude da capital boliviana, que faz os adversários perderem o fôlego e pode gerar resultados catastróficos para os visitantes.

Pela tabela da Libertadores, o Santos só precisaria jogar em La Paz na primeira semana se maio, o que lhe daria dez dias de descanso, tempo suficiente para recuperar os jogadores e, principalmente, preparar-se para o ar rarefeito da Bolívia.

Com a antecipação da partida, o Santos terá de viajar para La Paz logo após o seu jogo de domingo contra o bom Mogi Mirim. Isso o obrigará a um desgaste não previsto, ao mesmo tempo em que dará uma vantagem ao time-sócio da Globo, que se manterá descansado.

Santos não podia ter aceitado a mudança da tabela

Antes mesmo que a diretoria de manifestasse, o técnico Muricy Ramalho resolver botar a boca no trombone, no que fez muito bem. Disse o técnico santista: “Vou fazer um pedido para a televisão para não ter esse jogo semana que vem. Seria bom todos os times, não só o Santos, ter um tempinho para se preparar para a próxima fase. Peço para a televisão colaborar uma, perde uma. Já ganha todas, né? A gente precisa da televisão, tem aquele negócio de pagar e tal, mas dá um tempo, meu.”

A alegação da Globo é de que pretende ter três semanas seguidas com transmissões de clubes paulistas. Assim, a partida do Santos será transmitida no próximo meio de semana e o seu time-sócio ficará com a transmissão das duas semanas seguintes. Ora, por que o jogo do alvinegro da capital não pode ser o antecipado? Como diria minha boa avó: “Mamar na vaca eles não querem, né?” Será que imaginam que os santistas são trouxas?

O Santos é o atual campeão da Libertadores, o que possui os jogadores mais conceituados do Brasil no momento – entre eles o super ídolo Neymar – e não precisa passar perrengue para ter alguma visibilidade. Como já ficou de fora, incompreensívelmente, das transmissões da Globo em muitos jogos importantes, não vi nenhum motivo para aceitar a antecipação de seu jogo em La Paz. Essa era a hora da diplomacia santista entrar em campo e impedir essa clara sacanagem contra o Alvinegro Praiano.

Uma prova de que a tabela foi mudada pela Globo é que o programa Globo Esporte informou a antecipação da rodada antes mesmo do anúncio oficial da Conmebol, a entidade que, independentemente, livre de pressões, deveria organizar a Copa Libertadores. Mas está claro que ao menos nesta edição de 2012 a Globo tem mandado e a Conmebol obedecido. E o interesse da rede brasileira de tevê é privilegiar o seu time-sócio, com quem mantém um contrato sigiloso. E nebuloso.

Excesso de poder gera esse favorecimento imoral. Alô ministro Aldo Rebelo!

O novo ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, é uma pessoa digna. Não sei o que ele pode efetivamente fazer para impedir esse franco favorecimento da Rede Globo a um time de futebol – que, coincidentemente, ganhou um estádio do Governo, recebe doações da Odebrecht, colocou o técnico e o diretor de Seleções na CBF e é favorecido pelo partido do influente torcedor Lula.

Os torcedores só podem deixar de assistir aos jogos do alvinegro da capital na Rede Globo. É a reação eficaz contra a relação promíscua entre a Globo e um time de futebol. Não acredito que a explicação para esses privilégios esteja apenas na tentativa de ter mais ibope. Acho que uma investigação rigorosa deveria ser feita para apurar os verdadeiros motivos que fazem com que a emissora use de todos os recursos para ajudar um time a ser campeão, burlando a ética e as regras do jogo limpo.

Empresas de tevê são concessões do governo e têm obrigações morais e culturais. O caminho proposto pela Globo para o futebol brasileiro é o da espanholização, do privilégio a um ou dois times, no máximo. Isso acabará com a competitividade, um dos maiores trunfos do nosso futebol. Espero que Aldo Rebelo faça algo a respeito. O Ministério do Esporte não pode ficar de braços cruzados diante de uma situação tão odiosa e prejudicial ao esporte brasileiro.

Tome uma atitude. Não adianta discutir esse assunto apenas neste blog. Espalhe-o pela mídia social e, principalmente, escreva à Rede Globo e ao Ministério do Esporte:

http://falecomaredeglobo.globo.com/

Ministério dos Esportes. Dirija seus comentários ao ministro Aldo Rebelo. O Ministério fica na Esplanada dos Ministérios, Bloco A, Brasília, DF, CEP 70054-906. Telefone (61) 3217-1800 e Fax (61) 3217-1707. E-mails:
ouvidoria@esporte.gov.br
http://portal.esporte.gov.br/faleConosco/faleConosco.jsp

Hoje foi lançado o selo dos Correios em homenagem ao Centenário do Santos

Hoje, ao meio-dia, foi lançado no salão de mármore da Vila Belmiro o selo dos Correios em homenagem ao Centenário do Santos. Estavam presentes o presidente dos Correios e o presidente do Santos, além de alguns convidados, entre eles Frederico Guerra, um ex-conselheiro do Santos, hoje autoridade da filatelia paulista, que batalhou muito para que o selo fosse produzido.

Você que enviou um e-mail aos Correios pedindo a impressão deste selo, acaba de ser recompensado. Obrigado por seu apoio. Alguém deveria ter avisado o presidente Luis Álvaro de tudo o que foi feito e de todos que se empenharam para que os Correios decidissem imprimir o selo. Nosso presidente às vezes acha que as coisas caem do céu no seu colo. Não é bem assim.

E você, o que tem a dizer e pode fazer a respeito?


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