Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Perdas e ganhos, Neymar, Real Madrid… E outras notícias do sábado…

Lá se vão Jonathan, Alan Patrick, Alex Sandro e, provavelmente, Danilo. Ao mesmo tempo chegam Ibson, Henrique, Alan Kardec e Leandro Silva. O que o Santos ganha e perde com essas mudanças?

Bem, é evidente que perde na lateral-direita. Jonathan passa mais tempo na enfermaria do que no campo, mas, quando joga, é um lateral excelente. Creio que tenha sido o melhor que passou pelo Santos na última década, melhor mesmo do que Maurinho, o campeão brasileiro de 2002.

Pena, porém, que Jonathan tenha tantos e seguidos problemas físicos. Creio que Leandro Silva, o jovem que chega do Atlético de Sorocaba, será mais consistente. Confesso que nunca o vi jogar, mas me causou boa impressão na entrevista. Creio que será o titular, pois se marcar e apoiar mais ou menos já será melhor do que o eternamente problemático Pará.

A saída de Alex Sandro terá de ser reposta, pois Léo não consegue jogar partidas seguidas e precisa de um bom substituto. Mas não creio que o Santos perderá muito com a ausência de Alex, que deu a impressão de que poderia ganhar a posição de Léo – principalmente depois daquele gol de cobertura contra o Cruzeiro, no Brasileiro do ano passado –, mas nunca se firmou.

Errático na defesa e no ataque, sem muita personalidade, Alex Sandro não fará falta. O Menino da Vila Alan Patrick era um pouco melhor, mas só um pouco. Habilidade Alan tem e creio que ainda crescerá como jogador, mas sua morosidade e falta de ânimo em alguns jogos fizeram com que o torcedor perdesse o entusiasmo com ele.

Mesmo Danilo, autor de dois gols importantes na Libertadores, que atuou tanto na lateral, como no meio, não fará tanta falta. Sua disposição foi importante em alguns jogos, mas em outros se mostrou inseguro, principalmente quando lhe cabia fazer o chamado último passe.

Com as contratações de Ibson e Henrique o meio-campo estará mais bem servido e certamente ficará mais forte, desde que o clube consiga manter Adriano, Arouca, Paulo Henrique Ganso e Elano. A perda de Ganso, por exemplo, enfraqueceria bastante o setor.

Parece que Henrique já vem machucado e muitos santistas se arrepiaram com a notícia, pois logo se lembraram de Charles, o ex-cruzeirense que passou meses em tratamento e nunca mais ficou bom. Quanto a Ibson, joga bem, tem habilidade e algo me diz que poderá se encaixar bem no time.

Com relação a Alan Kardec, o único contratado para o ataque, confesso que nunca gostei de seu futebol. Considero-o atrapalhado, o tipo de “artilheiro” que mais perde gols do que faz. Porém, sou obrigado a admitir que ainda assim é melhor opção do que Keirrison, a pior contratação santista dos últimos anos.

Por enquanto, o que se pode dizer é que dessas perdas e ganhos o Santos voltou a ficar com um buraco na lateral-direita e um buraquinho na lateral-esquerda, melhorou no meio e está na mesma no ataque.

Com o Real Madrid em crise, Florentino Pérez colocará dinheiro do bolso

O engraçado desse encontro, em Paris, entre Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, e Luis Álvaro Ribeiro, presidente do Santos, é que em que pese toda a fama de bem estruturado do clube espanhol, Pérez está agindo como Marcelo Teixeira agia no Santos, ou seja, colocando dinheiro do próprio bolso para reforçar o elenco, já que a dívida do clube é enorme.

Acho engraçado porque o modelo pessoal de administração de Marcelo Teixeira foi e é muito criticado por Luis Álvaro Ribeiro e hoje o presidente do Santos negocia com um dirigente que usa os mesmos métodos de Teixeira. Seria irônico se o personalista Pérez contratasse Neymar, a esperança santista de fazer o Alvinegro Praiano voltar a ser um dos melhores do mundo.

Engenheiro, empresário e bilionário, Florentino Pérez, de 64 anos, cuja fortuna está avaliada em um bilhão e 800 milhões de dólares, assumiu a presidência do Real Madrid com a determinação de novamente dar ao clube ao menos um grande jogador por ano.

Foi ele quem contratou Kaká, em 2009, por 65 milhões de euros. Mas Kaká, que sofre de um problema crônico nos quadris, não está correspondendo ao investimento. Pérez sabe que Neymar causaria um impacto maior no Real, mas não tem mais os 65 milhões de euros que deu por Kaká, por isso está oferecendo bem menos pelo craque santista e usando todas as formas de pressão para fechar o negócio.

A perspectiva para o futebol espanhol, para o Real Madrid e a Espanha não é nada animadora. Um dos países mais endividados da Europa, a Espanha pode mergulhar em uma crise econômica sem precedentes a qualquer momento. Se isso acontecer, contratos e pagamentos não serão cumpridos e muito jogador ficará sem receber salários em dia. Se receber…

A tentativa de Florentino Pérez de contratar Neymar – jogador que a imprensa mundial já dá como o único capaz de destronar Messi –, beira o desespero. Pérez sabe que o rival Barcelona alcançou um nível que dificilmente será igualado, a não ser que o Real se torne uma autêntica seleção do mundo e que tenha um ídolo capaz de rivalizar com Lionel Messi.

A estratégia de Pérez é negociar Kaká, talvez o devolvendo ao Milan pela metade do que pagou por ele, e com esse dinheiro contratar Neymar. Mas é pouco. Seria um crime abominável o Santos vender Neymar por 40 milhões de euros, dois terços do que o Real pagou pelo decadente Kaká.

Hoje tem garotada em campo

Hoje o Santos volta à sua casa e às 21 horas enfrenta o Atlético Mineiro na Vila famosa. Espero que os santistas de Santos estejam com saudades do time campeão da Libertadores e compareçam ao Urbano Caldeira para este importante compromisso. Mesmo no início da competição e apesar dos desfalques, a vitória é essencial.

Como, infelizmente, se esperava, o Alvinegro Praiano, que tem jogado sem seus titulares mais importantes, beira a zona de rebaixamento. Sua única vantagem são os dois jogos que tem a menos. Porém, se não vence-los, não adiantará nada. Hoje é dia de buscar os três pontos.

Mas não será fácil. O Atlético causou boa impressão na vitória sobre o América Mineiro e Muricy Ramalho talvez não posso escalar os melhores que sobraram. Léo está se tratando de um resfriado com sinusite; Edu Dracena e Borges também não estão cem por cento.

Mas, como crise é sinônimo de oportunidade, é hora de as individualidades sobressaírem. Eu continuo com o sonho de ver, um dia, Tiago Alves e Felipe Anderson arrebentarem. Um pela velocidade e outro pela categoria e visão de jogo. Algo me diz que esse Roger Gaúcho também desencantará, assim como o Richely. Sem contar o experiente Borges.

Sou um otimista, eu sei. Na verdade, todo santista é. Temos a esperança de que em um sábado pacato, em um jogo qualquer na Vila de tantas histórias, testemunhemos o surgimento de mais um craque, um ídolo, um jogador repentina e eternamente tomado pelos poderes dos deuses do futebol. Com este espírito é que verei o jogo de hoje.

O que você achou das trocas do Santos? Somando quem vai embora e quem chega, o time ganhou ou perdeu? E o que você espera do jogo de hoje?


Santos deveria ser declarado hors concours neste Brasileiro


Desfalques provocados pela final da Libertadores e pelas convocações para a Copa América e o Mundial Sub-20 tornam quase impossível que os santistas repitam esta festa ao final do Brasileiro.

Não me lembro mais qual leitor amigo deste blog deu a idéia, se foi o Mozart ou o Khayat, e nem sei se foi meio na gozação, mas que não seria inviável declarar o Santos hors concours neste Campeonato Brasileiro, não seria mesmo.

Punido pela competência, o Alvinegro Praiano, único time a prosseguir representando o País Copa Libertadores, já teve de utilizar reservas em quatro jogos do Brasileiro. Agora, perderá Neymar, Ganso e Elano para a Seleção que disputará a Copa América e Danilo, Alex Sandro, Alan Patrick e Felipe Anderson para a equipe que jogará o Mundial Sub-20.

Como a Copa América será realizada de 1º a 24 de julho e o Mundial Sub-20 de 29 de julho a 20 de agosto, só mesmo daqui a mais de dois meses o Santos poderá contar com todos os seus titulares e principais reservas. Como esperar que o time, que em quatro rodadas já está a sete pontos do líder, ainda consiga lutar pelo título?

Eu diria que é humanamente impossível sair dessa fase de tantos desfalques e ainda brigar pela ponta do Brasileiro. Nenhum time conseguiu isso antes, por melhor e mais numeroso elenco que tivesse.

Alguns, como o Fluminense, em 2008, saíram de um quase título na Libertadores para um quase rebaixamento no Brasileiro. O técnico Renato Gaúcho deu tamanha prioridade para a competição sul-americana, que depois o time só se livrou da segunda divisão nas últimas rodadas do campeonato nacional.

Sugestões de vantagens ao hors concours

Considerando-se que um time brasileiro que disputa a final da Libertadores está contribuindo para o fortalecimento da imagem internacional do futebol brasileiro, com reflexos positivos para todo o mercado deste esporte no País; considerando que o time que fornece mais jogadores às seleções brasileiras principal e sub-20 também está dando uma cota maior de apoio a este futebol, por que puni-lo, se é possível premia-lo?

Como premiar a este verdadeiro herói nacional? Não sei ao certo e coloco a questão para ser discutida pelos amigos. Seria justo que uma equipe nessas circunstâncias ficasse, ao menos nesta temporada, livre do rebaixamento? Ou que tivesse um prazo maior e pudesse inscrever mais jogadores?

Não sei. Os adversários também não podem ser prejudicados com muitos adiamentos, claro. Mas não é justo que a equipe que mais contribui para o orgulho do futebol brasileiro no primeiro semestre, passe o segundo lutando para não cair para a Série B.

Competições nestas circunstâncias merecem o asterisco

Entre o segundo semestre de 1961 e o final de 1963 o Santos conquistou nove títulos oficiais consecutivos, em uma proeza jamais igualada – pela quantidade de jogos e qualidade dos adversários.

Nesses dois anos e meio foi duas vezes campeão paulista, brasileiro, bicampeão da Libertadores e bicampeão Mundial. De quebra, ganhou o Rio-São Paulo de 1963 (em 1962 ele não foi disputado).

Porém, quando teve de voltar ao Paulista de 1963, o elenco estava tão exausto que o técnico Lula deu férias para vários jogadores mesmo com a competição em andamento.

Hoje os jogos são mais numerosos e mais corridos, o esforço físico é maior, há mais choques e mais contusões. É preciso criar normas que protejam os times mis bem-sucedidos, os que vão mais longe nas competições, pois são justamente eles que se desgastam mais.

Neste ano os dados já estão lançados e é improvável que façam alguma coisa – ainda mais diante da reconhecida má vontade das entidades que dirigem o esporte e do interesse de parte da mídia de destacar outros times que vivem fases obscuras. Porém, para o futuro, seria importante analisar melhor esta questão.

Enquanto não se faz nada, sugiro que ao menos ao final deste Campeonato Brasileiro de 2011, a turma que adora asteriscos não esqueça de colocar algum para lembrar que o Santos jogou metade da competição com um time misto, devido ao fato de ser o único brasileiro nas finais da Copa Libertadores e de ceder três jogadores para a Copa América e quatro para o Mundial Sub-20.

O que você acha que deve ser feito para evitar que os times mais competentes sejam punidos? Gostou de alguma ideia sugerida neste post?


Globo bate recorde de audiência com jogo do Santos


União: santistas se cumprimentam antes do jogo. Sacrifício: Arouca faz o último tratamento antes de enfrentar o Peñarol (Fotos: Comunicação Santos FC)

O confronto com o Peñarol, ontem, deu ao Santos 33 pontos de audiência na Rede Globo, o maior ibope do ano em transmissões de partidas da Copa Libertadores, superando em dois pontos o jogo entre Tolima e Corinthians, pela fase inicial da competição.

Isso prova, mais uma vez, que as cotas de tevê foram muito mal distribuídas, pois a divisão deveria levar em conta o mérito esportivo. A importância do jogo é um fator determinante para atrair audiência. Claro que a projeção do time focalizado influi, mas o fiel da balança é a relevância da partida.

Instituir reservas de mercado para os times que, segundo certas pesquisas, são os que têm mais torcida, é um erro e um retrocesso.

Esses números também provam que não é verdade que o Corinthians dá mais audiência porque é o time de maior rejeição e muitos assistem aos seus jogos só para secá-lo. O Santos é o clube de menor rejeição entre os grandes do País e seu jogo teve mais telespectadores.

Outra pergunta que tem de ser feita: dá mais retorno ao patrocinador anunciar para um público que assiste ao jogo só para secar um rival, ou anunciar para um público que tem simpatia pelo time que está jogando?

A diferença entre cornetar e criticar…

Muitos leitores reclamaram de que fui muito duro na análise do empate de 0 a 0 entre Peñarol e Santos. Acham que o resultado foi bom; os jogadores, heróis, o título está na mão e devemos só elogiar e ver o lado positivo.

Talvez tenham razão. E muitos nem sabem que Arouca está jogando no sacrifício, com dores. Ontem ele chegou a fazer careta e bater o pé no chão depois de algumas jogadas.

Talvez, se eu fosse exclusivamente um torcedor, devesse agir como um eterno motivador. Mas também sou jornalista, crítico, e não consigo deixar de ver o que também está errado ou pode dar errado.

Sei que, no final, a história será generosa com os vencedores e cruel com os vencidos. É sempre assim. Poucos se lembram que Romário perdeu um gol feito, embaixo da trave, pouco antes do final da prorrogação com a Itália, pela Copa de 1994. Se o Brasil perdesse aquele título, ele seria execrado. Como o time foi campeão, na loteria dos pênaltis, ele virou herói e ainda teve a petulância de chamar a Seleção maravilhosa de 1982 de “geração perdedora”.

Reconheço que no momento o que importa é ser campeão, jogando feio ou bonito, com gol de placa ou de canela. Os santistas querem esse terceiro título da Libertadores de qualquer jeito. E ele virá. Pois garra o jogador do Santos também tem, além de ter muito mais futebol.

Alex Sandro e Adriano estão quase chegando lá. Mas…

Os reservas foram muito bem, ontem, com destaque para o zagueiro Bruno Rodrigo, que nas bolas altas foi até mais eficiente do que o titular Edu Dracena. Pará não se destacou, mas também não comprometeu. Quanto a Alex Sandro e Adriano, merecem uma análise mais cuidadosa.

Ambos tem melhorado a olhos vistos, mas podem crescer ainda mais. Não sei se já disseram a Adriano, mas passe também é coisa que se treina. É como bilhar. Nem é preciso parceiro ou adversário para exercitar o toque, experimentar os efeitos, medir a força.

Sabe quando eu acho que um jogador profissional vai dizer “posso ficar treinando passe, professor?” e ficar depois do treino batendo na bola centenas, milhares de vezes? Não conheço o Adriano, mas acho difícil que ele ou qualquer outro tenham a humildade de fazer isso.

É uma pena, pois os grandes jogadores demonstram essa dedicação ao treino de fundamentos. Entrevistei o Hernanes para a revista FourFourTwo brasileira e vi o lugar em que ele treinava chute todos os dias. Tinha até umas espécies de alvos. Não é à toa que Hernanes se destaca pelos chutes de fora da área.

Pelé, após o treino, permanecia no campo sozinho. Todos iam embora, até os cabeças de bagre, ou menos dotados, e ele, que já era o Rei do Futebol, continuava chutando a gol sem goleiro, usando como referência as próprias traves, controlando a bola, experimentando efeitos.

Digo isso porque ontem Adriano teve a chance de deixar Neymar na cara do gol, mas bateu errado na bola e ela quicou e correu, quando deveria quicar e ficar. Depois, pediu desculpas.

É importante que ele saiba passar porque os adversários marcam em cima Ganso e Elano e o deixam livre, por ser o menos habilidoso. Se ele se aprimorar no passe, poderá ser decisivo. E entrar no rol dos grandes jogadores, porque como marcador ele já está bem acima dos demais.

Quanto a Alex Sandro, que ontem fez um segundo tempo excelente e além de ajudar o ataque, salvou um gol certo, prensando o jogador uruguaio que já estava prestes a fuzilar, tenho menos conselhos.

O principal detalhe a ser corrigido em seu jogo é sua colocação diante do adversário que tem a bola. Assim como o lutador de judô luta para conseguir uma boa pegada no kimono do adversário, um defensor só pode jogar de costas para a meta que defende.

Como um goleiro que escolhe um canto no pênalti, Alex Sandro tem o hábito de escolher o lado que o atacante sairá e por isso acaba tomando dribles bobos, como um, ontem, quase sobre a linha lateral. Se corrigir esse defeito, certamente será um ótimo substituto de Léo quando o veterano se aposentar.

E você, o que achou do ibope da Globo, de Adriano e Alex Sandro?


0 a 0, do jeito que Muricy queria

Com quatro desfalques e no campo do adversário, o Santos até que conseguiu um bom resultado ao empatar sem gols com o Penãrol. Agora a decisão ficou para a próxima quarta-feira, no Pacaembu, e a verdade é que, apesar do discurso politicamente correto de Muricy Ramalho e dos jogadores, o Alvinegro Praiano passa a ser o favorito para conquistar sua terceira Copa Libertadores.

Sem Jonathan, Léo e Paulo Henrique Ganso, o Santos perde muito do seu toque de bola. Elano está se cansando fácil, Arouca parece não estar totalmente recuperado das últimas contusões, Adriano marca bem, mas não acerta um passe um pouco menos curto, e Danilo faz tudo mais ou menos.

Se acertasse algumas jogadas na entrada da área, o Santos voltaria com uma vitória de Montevidéu, mas não dá para pedir mais. Neymar era o único atacante que poderia fazer o gol. Zé Eduardo foi nulo até perder um gol e cabecear uma bola pra fora. Alex Sandro chegou bem á linha de fundo mas, invariavelmente, errou o cruzamento.

Alan Patrick não entrou bem. Molengão, perdeu todas as divididas. Bruno Aguiar, que substituiu Zé Eduardo, desta vez entrou mais firme e ajudou a segurar o empate nos últimos minutos.

Primeiro tempo limitado, como o segundo

A impressão deixada no primeiro tempo é que o Peñarol só faria um gol em uma falha santista, ou em um lance de grande fortuna de seus jogadores. O Santos poderia ter jogado bem melhor, mas não foi de todo ruim.

Pará me surpreendeu positivamente, Alex Sandro foi o mesmo bipolar de sempre (bom no ataque, ruim na defesa), o meio mais marcou do que apoiou, Neymar levou umas pancadas e tomou um cartão amarelo por simulação depois de levar um muro no estômago.

Zé Eduardo, como sempre, mais atrapalhou do que ajudou. Bruno Rodrigo substituiu muito bem a Edu Dracena. Durval também esteve bem. Rafael foi ótimo. Ainda bem que ainda não inventaram de convocá-lo para a Seleção. Quando for, não sai mais.

Tirando o nervoso de uma final da Libertadores, acho que o Peñarol, tecnicamente, é um Oeste de Itápolis da vida, com todo respeito ao Oeste de Itápolis. Claro que se você colocar o Oeste em uma final de Libertadores, com a chance de ganhar uma boa grana e ainda lhe oferecer um estádio cheio de torcedores, ele vai jogar muito. É isso.

Esperei o segundo tempo torcendo para que o Peñarol saísse um pouco mais e desse oportunidades para o contra-ataque santista. Com um pouco de sorte o Santos sairia do Centenário com um gol. E as chances até que surgiram, mas, para ser justo, o Peñarol acabou tendo oportunidades melhores e também não marcou.

No Pacaembu, acho que o Santos tem de abafar logo de cara e terminar o primeiro tempo com uma vantagem de dois ou três gols. Fora de casa o Peñarol já perdeu nesta Libertadores de 5 a 0 e 3 a 0. E os adversários não tinham Ganso ou Neymar. Repito: tirando o nervosismo e a tensão da final, este adversário é para o Santos, se jogar sério e de forma objetiva, ganhar com uma boa diferença de gols.

E você, ficou satisfeito com o Santos e com o resultado?


Muricy está certo. Santos precisa de reforços para o Brasileiro

O técnico Muricy Ramalho, que entende de Campeonato Brasileiro como poucos, já percebeu que, do jeito que a coisa vai, o Santos não será campeão nacional. Obrigado a jogar com reservas, em quatro rodadas o time já está a sete pontos do líder, o São Paulo, e a situação tende a piorar.

Neymar, Paulo Henrique Ganso e Elano passarão um mês disputando a Copa América; Zé Eduardo, Maikon Leite, Keirrison e Alan Patrick estão de saída para outros clubes; Danilo e Alex Sandro (e talvez Felipe Anderson e Tiago Alves) devem ser convocados para o Mundial Sub-20. Ou seja, o time pode perder de nove a 11 jogadores no mesmo período.

Como quase todos os desfalques serão de jogadores de ataque, o diretor Pedro Nunes Conceição me disse que é para este neste setor que o Santos procura reforços. Recentemente, Richely, Roger e Borges foram contratados. Porém, apenas Borges veio para ser titular absoluto. Os outros dois são as chamadas apostas, que têm menos de 50% de chances de dar certo.

Como contratar sem dinheiro

Que o time precisa de reforços, não há dúvida, mas não se pode esquecer que a situação financeira do clube não é um mar de rosas. Muitas dívidas foram simplesmente roladas e, se a receita aumentou com a nova gestão, as despesas cresceram mais ainda. E a prioridade, ao menos nessa janela de transferências, é tentar criar condições de se manter os astros Neymar e Paulo Henrique Ganso.

Alguns leitores dão sugestões de como o clube poderia agir nesse momento para enxugar suas despesas e ao mesmo tempo conseguir alguma verba para contratações. Em primeiro lugar, dizem, o Santos poderia emprestar, vender, ou simplesmente dispensar boa parte de seus jogadores. E, com o dinheiro economizado, trazer poucos e bons.

Por mais que tenhamos ficado satisfeitos com o empate com o Cruzeiro, a verdade é que a maioria dos jogadores que vestiram a camisa do Santos, ontem, não merecem, ao menos no momento, serem sequer reservas do Alvinegro Praiano.

O futebol é dinâmico. Não dá para esperar eternamente que um jogador desencante. O torcedor já percebeu que muitos dos que atuaram ontem – como Rodrigo Posebon e Charles, por exemplo – são moitas de onde não sairão coelhos. É bobagem insistir. É desperdício continuar pagando salários para jogadores que nada acrescentam.

Não digo que sejam totalmente desqualificados. Talvez fossem titulares e importantes em agremiações de pretensões mais limitadas, como as da Série B e mesmo algumas da Série A do Brasileiro. Então, que sejam vendidos, trocados ou dados a estas equipes. Mas que não onerem mais o caixa do Santos.

Por que abrir mão do Campeonato Brasileiro?

O santista está empolgado com a possibilidade de conquista da Copa Libertadores. A chance, realmente, é no mínimo de 50%, apesar da força e da personalidade do adversário. Porém, não se pode esquecer que haverá, ainda, um semestre inteiro pela frente até o final do ano, período em que estará sendo disputado o campeonato mais importante do País.

Em 2003 o Santos também era considerado o melhor time do Brasil, pois tinha sido campeão brasileiro de 2002 e, um ano depois, seus jovens jogadores estavam mais amadurecidos. Porém, nenhum título foi conquistado naquela temporada: a Libertadores e o Brasileiro bateram na trave e, no Paulista, a equipe sequer chegou à final.

Neste 2011 o Santos tem grande possibilidade de repetir o ano perfeito e histórico de 1962, mas para isso é preciso planejamento, ousadia, agilidade e firmeza. Muricy deve ter percebido as indecisões da diretoria e por isso reclamou, ontem, com toda a razão.

No ano passado, depois de um primeiro semestre brilhante, o clube abriu mão do segundo, ao deixar o time sob o comando do técnico interino Marcelo Martelotte durante o Campeonato Brasileiro, e não contratar um substituto à altura de Paulo Henrique Ganso, que se machucou seriamente. A torcida teme que isso se repita este ano.

Mesmo sem muitos recursos, estou certo de que dá para garantir um time competitivo em julho, apesar dos desfalques já previstos devido à Copa América e ao Mundial Sub-20. Para isso, porém, é preciso que a diretoria deixe a decisão da Libertadores para os jogadores e a comissão técnica e trabalhe rápida e intensamente para impedir que o Santos passe outro segundo semestre a ver navios.

E você, o que sugere para que o Santos reforce o time, mesmo sem muito dinheiro em caixa? Porpor a troca de jogadores seria uma boa?


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