Não, não é Neymar, Paulo Henrique Ganso, André, Madson, Marquinhos, Zé Eduardo, Arouca ou Wesley… O santista consagrado do dia é o promotor Francisco Cembranelli, que nesta madrugada conseguiu, finalmente, condenar Alexandre Nardoni e sua mulher Anna Jatobá pelo assassinato da pequena Isabela, de apenas cinco anos, filha de Alexandre.

Havia advogado que defendia a inocência dos réus sob a alegação de falta de provas. Ora, se o pai e a madrasta estiveram o tempo todo ao lado da criança e ela foi assassinada, quem teria cometido o crime? Um ET?

Este risco, de que assassinos frios e mentirosos saiam impunes – algo comum em nosso país – é que faz o povo comemorar uma condenação como se fosse vitória em jogo final de campeonato e transformar o promotor público em herói. Apesar dos graves problemas sociais que envolvem boa parte da população, felizmente ainda não é comum matar-se crianças em momentos de descontrole.

Que o ser humano é passível de atos escabrosos, todos sabemos. Mas o que mais chocou, no caso, foi o não arrependimento dos assassinos, a tentativa de se livrar da justiça, as mentiras, o jogo jurídico para burlar a decência e a ética.

Coincidentemente, Cembranelli é santista roxo. Sei disso porque José Carlos Peres o conhece e já tinha me falado sobre ele há dois anos, quando o crime da pequena Isabella aconteceu. Como todo santista, Cembranelli é um apreciador do talento, da beleza e da verdade. Além de prezar, como poucos, a justiça, está acostumado a ser provocado e desafiado pelos idiotas da subjetividade.  E, invariavelmente, consegue colocá-los em seu devido lugar.