Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Alianz Parque

Jogo com Flamengo pode ser no Allianz Parque


Imagine esta arena com 95% de santistas, contra o Flamengo. Você não iria?

O presidente Modesto Roma admitiu que a possibilidade é pequena, mas que diante dos insistentes pedidos dos conselheiros, na reunião nessa quinta-feira, no Conselho Deliberativo, tentará convencer o empresário que detém os direitos do jogo do Santos contra o Flamengo a fazer a partida no Alianz Parque, em São Paulo, em vez de em Cuiabá, onde o adversário terá a maioria dos torcedores.

A sugestão partiu do conselheiro Marcelo Pagliuso enquanto eu falava levando ao presidente questões que são debatidas aqui pelas 30 mil pessoas que frequentam o blog e que representam a opinião de grande parcela dos santistas. Divulguei o resultado da enquete sobre onde o Santos deve mandar seus jogos, citei que o Bayern, com menos funcionários do que o Santos fatura 80 vezes mais, e comentei sobre a possibilidade de o Santos marcar o jogo com o Flamengo para o Pacaembu, onde não perderia a vantagem de jogar com o apoio de sua torcida.

O presidente respondeu que no Pacaembu seria difícil conseguir a arrecadação esperada pelo empresário Antonio Carlos, ao que o conselheiro Pagliuso sugeriu a utilização do Allianz Parque. Seria uma novidade para o santista, que certamente estaria disposto a pagar mais para ver o primeiro jogo do Santos na nova arena. O aparte foi seguido de outros e do apoio geral do Conselho. Um conselheiro ligou na mesma hora para um contato no Palmeiras e ficou sabendo que a despesa para se jogar lá seria de 750 mil reais, outro conselheiro conseguiu a aprovação inicial da direção palmeirense.

Foi lembrado que na quarta-feira, dia 3 de agosto, não há outro jogo em São Paulo, e o Santos poderá mandar a partida na Capital. O Flamengo provavelmente terá a estreia de Diego, ex-Santos, nessa partida. Talvez Leandro Damião também jogue. Enfim, haverá muitos atrativos para o torcedor que, certamente, não se importará de pagar um pouco mais para assistir a esse encontro histórico. O presidente respondeu que já estava tudo acertado com o empresário e que este já vinha adiando esse evento há muito tempo, atendendo a pedidos do técnico Dorival Junior, que agora seria difícil mudar o local da partida, mas que faria o possível para conseguir a mudança.

Segundo o presidente, o empresário disse que o jogo na Arena Pantanal, em Cuiabá, daria seis milhões de reais de arrecadação, o que não se conseguiria no Pacaembu. Porém, em se tratando da arena Allianz Parque, o apelo seria outro. Além do mais, provavelmente seria a partida da tevê aberta, o que daria ao Santos a possibilidade de vender patrocínio pontual para o jogo, que, pelo contrato com o empresário, já garantirá ao clube 60% da renda.

Areninha em Santos e número de funcionários

Como disse, antes de me pronunciar deixei claro que não falaria por mim, mas em nome dos cerca de 30 mil leitores deste blog, que representam a opinião de boa parte dos santistas. Citei a enquete ao lado que dá apenas 4% de preferência à construção de um estádio em Santos. Roma respondeu que as tratativas sobre o estádio estão apenas na fase inicial, que só agora assinou uma carta de intenções, sem valor legal, e que só a partir desse momento passará a discutir a questão com o Conselho Deliberativo.

O presidente adiantou ainda que nada será feito sem a aprovação do Conselho. Frisou, entretanto, que pelos entendimentos iniciais o Santos não terá de desembolsar um tostão. Aguardemos os próximos capítulos.

Com relação ao número excessivo de funcionários, maior do que o das gestões anteriores, Roma explicou que agora o clube está computando como funcionários também os jogadores das divisões de base e as atletas do futebol feminino, o que implicou um aumento de 190 pessoas, mas que não houve aumento no quadro de funcionários da área administrativa.

Peres e outras questões

Licenciado pelo Conselho, José Carlos Peres não esteve presente. Modesto Roma não quis responder sobre a contratação do segundo colocado na última eleição para presidente do clube, mas parece certo que Peres atuará mesmo nessa gestão, como responsável pelo marketing internacional. A notícia foi mal recebida por muitos conselheiros que apoiaram Peres na última eleição e não são simpáticos a Marcelo Teixeira.

Alguns conselheiros que integraram a chapa de José Carlos Peres por influência deste blog e minha, vieram conversar comigo sobre a situação. Disseram que não apoiarão mais o Peres agora que ele está ligado a Marcelo Teixeira. Nos próximos meses pretendem chegar a um nome de consenso para representar suas ideias. Para mim, a voz do povo é a voz de Deus. O amigo Peres fez uma escolha, que eu respeito, mas que o impede de continuar liderando um movimento de renovação no Santos.

Pensei, em um post próximo, abrir uma consulta permanente aos leitores deste blog em torno de santistas viáveis para presidir o clube. Particularmente, acho que João Dória, caso não seja eleito prefeito de São Paulo, seria um nome perfeito para presidir o Santos, por sua competência, capacidade de trabalho e enormes contatos em todas as áreas. Mas estou apenas pensando em voz alta. Vamos desarmar os espíritos e partir, com calma, para a definição de um nome para apoiar nas próximas eleições, desde que esteja imbuído de uma filosofia semelhante à nossa.

Antes da assembleia, pedida em regime extraordinário por 52 conselheiros, o presidente recebeu o conselheiro Márcio Quixadá e lhe prestou esclarecimentos sobre as dúvidas levantadas na assembleia anterior. Quixadá ficou satisfeito com boa parte das explicações, mas outras ainda estão em aberto. De qualquer forma, parece que se está abrindo um interessante canal de comunicação entre a presidência do clube e o Conselho Deliberativo. Oxalá continua assim.

No momento, creio que o importante é reforçar o interesse da comunidade santista de que o jogo contra o Flamengo, quarta-feira, dia 3 de agosto, às 21h45, seja realizado no Allianz Parque, em um evento especial para o torcedor do Santos, que assim poderá ser maioria nessa partida crucial para as pretensões do time neste Campeonato Brasileiro.

E você, o que achou disso tudo?


Pensamento positivo!

Vitor Bueno e Lucas Lima
Os alegres Vitor Bueno e Lucas Lima, esperanças de gols santistas no jogão de terça-feira, no Alianz Parque (Foto: Ivan Storti/ Santos FC).

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Pensamento Positivo!

Além de destacar a promoção imperdível do livro Time dos Sonhos neste mês de julho – e lembrar que os santistas que não adquirirem essa bíblia do santista agora, depois terão de pagar muito mais para tirá-lo de sites e lojas especiais – fiz este post para reforçar a importância do Pensamento Positivo para os jogadores, a comissão técnica e os próprios torcedores do Santos, já focados no jogão de terça-feira.

Sei que será uma daquelas partidas que mexem com a emoção de todos, estou consciente de que o adversário é muito bom e merece respeito, porém, sugiro que só pensemos em uma possibilidade: na vitória do Glorioso Alvinegro Praiano, terça-feira à noite, no Alianz Parque, antigo Parque Antártica.

No momento em que as pessoas ligadas a um time pensam na mesma coisa e confiam igual, cria-se uma corrente positiva que invade o campo de jogo e inflama os jogadores. Grandes times, times copeiros, crescem nos momentos decisivos, e é essa atitude que o Santos deve ter se quiser, como já está fazendo por merecer, brigar pelo título brasileiro até o final deste Campeonato Brasileiro.

De Vanderlei a Gabriel, o Santos tem um time forte e relativamente harmonioso. Não é perfeito, mas pode suprir suas imperfeições com treino e atenção redobradas. Hoje a equipe não depende apenas de um jogador. As boas jogadas, os gols, podem vir dos pés de Lucas Lima, Gabriel, Vitor Bueno, Copete, Yuri e mesmo do bravo Rodrigão. O meio de campo é bom e os laterais estão acima da média.

A ausência do excelente Gabriel Jesus e do promissor Roger Guedes tiram um pouco da força do adversário, mas que, mesmo assim, continuará forte e exigirá cuidados quanto estiver com a bola. Cuca também é um bom técnico, mas Dorival não é ruim e pode ser bem melhor, se quiser.

Enfim, um jogaço, importantíssimo para o campeonato e realizado em um estádio que, com outro nome, já assistiu a 12 vitórias santistas. Abaixo publico a lista dos triunfos do Santos e exibo imagens de quatro deles. s Perceba a tranquilidade e a confiança dos santistas nessas oportunidades:

As 12 vitórias santistas no Parque Antártica
18/11/1928 – Santos 3 x 2 Palmeiras – Campeonato Paulista
13/12/1931 – Santos 2 x 1 Palmeiras – Campeonato Paulista
24/08/1958 – Santos 1 x 0 Palmeiras – Campeonato Paulista
21/08/1960 – Santos 3 x 1 Palmeiras – Campeonato Paulista
29/10/1967 – Santos 4 x 1 Palmeiras – Campeonato Paulista
19/05/1968 – Santos 3 x 1 Palmeiras – Campeonato Paulista
18/06/1969 – Santos 3 x 0 Palmeiras – Campeonato Paulista
11/03/1970 – Santos 1 x 0 Palmeiras – Taça Cidade de São Paulo
11/11/1993 – Santos 1 x 0 Palmeiras – Campeonato Brasileiro
28/01/1997 – Santos 3 x 1 Palmeiras – Torneio Rio-São Paulo
30/04/2006 – Santos 2 x 1 Palmeiras – Campeonato Brasileiro
18/04/2009 – Santos 2 x 1 Palmeiras – Campeonato Paulista



Um santistinha atrevido.E sincero

Um dia desses um pequeno santista do bairro, o Gabriel, cujo pai lê este blog, me fez uma pergunta cabeluda sobre mim e meus livros do Santos. Como muitos devem pensar como ele, eu a reproduzo, e respondo.

Ele disse que se eu gosto tanto que as pessoas leiam os livros do Santos que eu escrevo, por que não distribuo esses livros de graça?

Eu respondi ao Gabriel que bem que gostaria de fazer isso, mas sou um mero jornalista de meia tigela, com dificuldades para pagar as contas. E livros são caros para imprimir, armazenar, distribuir, além de requerer o apoio de outros profissionais, como editor de arte, revisor. De qualquer forma, uma parte dos livros eu doo e pretendo oferecer um exemplar a cada jogador do Santos, titulares e reservas, além dos integrantes da comissão técnica do time. Estou esperando a aprovação do clube para presenteá-los.

Não satisfeito, o Gabriel quis saber, por que, então, eu não dava um exemplar do livro Pedrinho escolheu um time para ele. Respondi que não tinha mais, que o livro estava esgotado. Mas depois fui procurar nos meus e-mails antigos e descobri uma cópia eletrônica do livro. Está só em preto e branco, mas acho que já dá para divertir a garotada. Enviei ao Gabriel e posso enviar, de brinde, a quem comprar o livro Time dos Sonhos. É só pedir depois da compra.

Agora, falando não só ao Gabriel, mas a todos os santistas, crianças e adultos que me leem, eu digo que um time não se acaba se perder seu estádio, ou todo o seu patrimônio, nem mesmo se for rebaixado ou nunca mais ganhar títulos. Ele se acaba quando perde seus torcedores, e isso só ocorre quando sua história começa a ser esquecida. No dia em que os santistas, principalmente os mais jovens, não souberem mais quem foi Araken, Feitiço, Pepe, Coutinho, Dorval, Edu, Giovanni, Diego, não souberem mais contar as grandes vitórias e as viagens inesquecíveis do Glorioso Alvinegro Praiano, aí sim o clube poderá fechar suas portas. Então, como não sou empresário, capitalista ou gênio do marketing, faço o pouco que está ao meu alcance, que é pesquisar, escrever livros e tentar fazer com que as pessoas os leiam.

E você, está pensando positivo?


Santos foi melhor


Este vídeo não mostra todas as chances do Santos. Repare o comentarista tentando armar a cama para o Ricardo Oliveira ser expulso e preste atenção no último lance e me diga se foi falta ou não. Em caso positivo, foi PEnALTI!

Com mais de 60% de posse de bola, mais oportunidades de gol, mais troca de passes e, para variar, prejudicado pela arbitragem em alguns lances importantes, o Santos pôde sair do Alianz Parque de cabeça erguida. Não ganhou o jogo, que ficou no 0 a 0, mas também não perdeu e esteve bem próximo de conseguir sua primeira vitória da arena palmeirense.

A resposta de Lucas Lima à repórter do canal Première explica porque a partida não foi tão boa de se assistir:

–A equipe deles joga muita bola aérea e acaba sendo um jogo chato.

Não que o Santos tenha feito uma partida primorosa, longe disso. Mas foi a equipe que pôs a bola no chão e tentou jogar futebol. No primeiro tempo o Alvinegro Praiano teve 62% de posse de bola, contra 38% do adversário. Não sei qual foi a porcentagem da segunda etapa, mas deve ter sido a mesma, ou maior a favor do Santos. Em alguns momentos parecia que o Palmeiras era o visitante, pois se encolheu à espera do contra-ataque ou de uma bola parada.

Se já tinha dominado a maior parte do jogo no primeiro tempo, no segundo o Santos foi ainda mais incisivo e criou boas oportunidades, as três melhores nos pés de Gabriel: aos 14 minutos ele recebeu de Ricardo Oliveira, penetrou livre e, na saída de Fernando Prass, tentou o ângulo direito alto, jogando a bola por cima. Depois, ainda tocou em uma bola que entraria, rasteitinha, no canto direito, não fosse uma boa defesa de Prass, que jogou para escanteio. E aos 46 minutos, no gol que definiria a vitória santista, recebeu de Joel, esticou-se para bater, mas o goleiro palmeirense fez outra grande defesa.

A defesa santista foi mais segura e pouco permitiu aos adversários. Gustavo Henrique ganhou quase todas as bolas altas. Mo segundo tempo Dorival Junior tirou Serginho, Thiago Maia e Ricardo Oliveira, substituindo-os, respectivamente, por Patito, Léo Cittadini e Joel. Desta vez acho que as substituições melhoraram o time. Dos três, Joel foi o melhor.

A arbitragem, e o Première, pareciam estar de marcação contra Ricardo Oliveira. No intervalo da partida, mesmo sem ter recebido cartão amarelo, o atacante mereceu uma “edição” com as imagens de suas faltas na primeira etapa. Parecia até que o canal estava torcendo para o jogador ser expulso. Zagueiros palmeirenses que fizeram faltas muito mais acintosas foram ignorados.

Quanto à arbitragem, foi regular, apesar de caseira. Em apenas 30 segundos, no início do segundo tempo, o bandeirinha Bruno Salgado Rizo se equivocou ao marcar dois impedimentos contra o Santos: de Ricardo Oliveira e de Gabriel, sendo que no segundo a chance de gol era claríssima.

O árbitro Raphael Claus também não viu falta flagrante de Arouca sobre Cittadini, perto na bandeirinha de escanteio, e aos 25 minutos do segundo deixou passar um lance estranho na área palmeirense, no qual Gabriel sofreu um carrinho por trás, de Zé Roberto, quando se preparava para chutar. Pênalti? Não tenho certeza, mas o comentarista – visivelmente sofrendo com a atuação do seu alviverde – ao menos poderia ter analisado melhor o lance.

O público, de 23.181 pessoas, viu um Santos melhor, com mais posse de bola e mais ofensivo. O time teve uma boa postura, mesmo no campo do adversário. A vitória não veio, mas a equipe de Dorival Junior fez por merecê-la.

Pílulas do Domingo
O tema ESPORTE INTERATIVO x rede globo tem gerado polêmica na Internet. Participem, santistas! Essa discussão é importante para acabar com o monopólio que tem afundado o futebol brasileiro. Outra pílula para este domingo: Algo me diz que tentarão operar a brava Ferroviária, em Araraquara. Não verei o jogo, obviamente, mas depois procurarei saber o que ocorreu (pois eu vi e me deparei com mais um pênalti mandrake para o time do Lula. Procure no Youtube e constate uma bola na mãe vergonhosa que virou pênalti. Está ficando muito na cara…).Última: Pelos comentários sobre o clássico de sábado se percebe para que time o jornalista torce. Os palmeirenses, ou os anti-santistas, para não dizer que o Santos foi melhor, escreveram que a partida foi péssima. Só os santistas, como Milton Neves, viram o jogo real.

E você, o que achou do Santos no Clássico dos Clássicos?


Supere-se Santos!

Amigo e amiga, acompanhar o futebol, e o nosso Santos, por tantos anos, nos dá um sexto sentido, você sabe. Quando sinto que o jogo não é para o nosso Glorioso Alvinegro Praiano, desencano. Por isso, quando o amigo Mauro Beting conversou comigo para um programa da Jovem Pan e me perguntou sobre o clássico deste sábado, às 17 horas, fui franco: como torcedor, quero sempre que o Santos ganhe, e de goleada, mas como jornalista sou obrigado a dizer que, pela lógica das lógicas, se houver um vencedor, será o Palmeiras.

Aliás, o Mauro me perguntou o que acho desse epíteto de “Clássico da Saudade” para Santos e Palmeiras. Bem, não disse no ar, mas digo agora: Acho uma merda, não tem nada a ver. Já sugeri, e o historiador do Palmeiras Fernando Galuppo aprovou, assim como os seus pares. Este jogão tem de ser chamado de Clássico dos Clássicos, pois reúne dois times que se caracterizaram pela categoria, pela classe de jogar futebol, enfim, dois times clássicos!

Agora, voltando ao jogo deste sábado, ponha-se no meu lugar: no ano passado os times se enfrentaram várias vezes e aquele que jogou em casa ganhou, e por um gol de diferença. O que quer dizer isso? Que os times têm forças equivalentes, mas os fatores campo e torcida acabam decidindo para o anfitrião.

Bem, essa é a realidade até hoje, e situações sempre podem mudar. Na verdade, você que é mais perspicaz já percebeu que estou dando tal enfoque a este post para mexer com o brio dos santistas. Já me disseram que lá nos seus quartos, no Hotel Recanto dos Alvinegros, eles lêem o nosso blog. Então, gostaria de dizer alguma coisa para os rapazes:

Poucos esperam que vocês vençam o Palmeiras no Alianz Parque, o que nunca fizeram, aliás. Pois essa descrença é que gera o desafio, e grandes homens são movidos por desafios. O jogo não vale nada? Vale, sim. Vale esse desafio de vencer pela primeira vez no Alianz Parque. Esqueçam todas essas bobagens e provocações dos últimos confrontos com o Palmeiras, as máscaras, a disputa de pênaltis… Apenas joguem cem por cento futebol. Acreditem e a recompensa virá.

Bem, a recompensa só pode vir se você acreditar que pode alcançar os seus objetivos, mas a verdade é que o adversário também acredita. Então, como fica? Uma coisa é certa: a tática de se escorar nas cordas, se defendendo, até ter a oportunidade do contra-ataque, é coisa de gênios semideuses como Muhammad Ali contra George Foreman. Prefiro a coragem e a determinação da alemã Angelique Kerber, que foi pra cima da Serena Williams, a popular Serenão, e tirou-lhe o título do Australian Open.

Como o jogo não vale nada mesmo, e os dois times deverão se classificar para as fases seguintes do Campeonato Paulista, eu reuniria meus companheiros e perguntaria apenas o seguinte: “Vamos jogar? Vamos deixar de frescura e jogar o que a gente sabe?!”

Procura-se um substituto para Marquinhos Gabriel

Ele parecia um jogador comum melhorado, mas a verdade é que a versatilidade de Marquinhos Gabriel está fazendo falta. Paulinho é muito atacante, tem de jogar enfiado; Serginho é muito meia, tem de vir de trás, e Patito é um pouco de tudo e um pouco de nada. O prezado Dorival Junior precisa experimentar mais gente nesse time.

Acho que se o Vitor Bueno voltar para marcar, e o fizer com eficiência, será o ideal, mas se o Elano se preparar bem fisicamente e correr um pouco mais, também pode deixar uma última boa impressão nos santistas. E acho que o Ronaldo Mendes também deve ser mais testado. Não consigo é acreditar muito no Léo Cittadini, que tem jeito de craque, mas ainda mal consegue proteger a bola. Parece um menino no meio de adultos.

Bem, que os céus iluminem o Dorival e que o Santos entre em campo querendo alguma coisa além de se defender e esperar o tempo passar. Sempre que faz isso, perde.

Por outro lado, temos o Palmeiras. Li a análise do Paulo Vinicius Coelho sobre a partida e não pude deixar de rir sozinho. Ele cita uma série de problemas do Palmeiras, diz que o Santos não tem problema algum, mas palpita que o seu Palmeiras vencerá (?). Veja como o coração fala mais alto, mesmo em um anglo-ítalo-brasileiro como o PVC.

Enfim, quase 20 mil ingressos já foram vendidos antecipadamente, todos para os palmeirenses. A arbitragem será de Raphael Claus, auxiliado por Émerson Augusto de Carvalho e Bruno Salgado Rizo. Nos clássicos entre Santos e Palmeiras eles não costumam influir.

E se, depois disso tudo posto, você me perguntar o que acho da partida, eu direi que o empate estará bom, pois não acredito na vitória do Santos, apesar de torcer por ela. Tem faltado 20% a mais de garra a esse time e tem faltado bom senso à diretoria de futebol, que traz um tal de Maxi Rolón da Argentina sem consultar o Dorival Junior.

Veja como são as coisas: se vencesse o Palmeiras nos pênaltis, o Santos teria sido campeão da Copa do Brasil e estaria na Copa Libertadores. Perdeu, e hoje vive uma posição secundária com relação ao seu rival. A única maneira de começar a mudar isso é ganhar o jogo de hoje. Mas terá fibra e fé para tal? Oremos…

SuperShopping Osasco recebe ídolo do Santos para noite de autógrafos

Zagueiro David Braz encontrará os torcedores ao lado do quiosque da Santos Store na próxima segunda-feira

Com ou sem vitória sobre o Palmeiras neste final de semana, os clientes santistas do SuperShopping Osasco terão motivos para comemoração. Além de terem recebido, no último dia 10, a primeira Santos Store da região, ainda terão uma noite de autógrafos com o jogador David Braz. O evento será na próxima segunda-feira, dia 22, às 19h30, no recém-inaugurado quiosque da marca oficial do clube, na Praça de Eventos do SuperShopping Osasco.

Zagueiro do Santos desde 2012, David Braz foi fundamental para o título no Campeonato Paulista do ano passado. Ele já passou pelo Flamengo e pelo Palmeiras e mantém-se titular do técnico Dorival Júnior, apesar de estar lesionado desde dezembro passado.

Além do jogador, os torcedores encontrarão o jornalista e historiador Odir Cunha, podendo obter autógrafos ou conversar sobre o livro Time dos Sonhos – História Completa do Santos F.C..

Administrada pela Meltex Franchising, a Santos Store inaugurou no SuperShopping Osasco a primeira loja da região. Há outras três lojas da marca, sendo duas no litoral e uma nos Jardins, em São Paulo. Agora, no quiosque do SuperShopping Osasco, o torcedor santista encontrará desde artigos esportivos até joias e utilidades domésticas do seu time.

Noite de Autógrafos da Santos Store
Data: segunda-feira, 22 de fevereiro
Horário: das 19h30 às 22h
Local: Praça de Eventos do SuperShopping Osasco
Endereço: Av. dos Autonomistas, 1.828 – esquina com a Av. Maria Campos. Osasco/SP

SuperShopping Osasco
O SuperShopping Osasco é o empreendimento mais completo da região. Em um espaço de 60 mil m2, conta com um mix de lojas e serviços diversificados e de qualidade, com marcas renomadas e várias opções de lazer e gastronomia. Inaugurado em 2005, recebe mais de 600 mil consumidores por mês.

E você, o que acha do Clássico dos Clássicos deste sábado?


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