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Tag: Allianz Parque

Tive um pesadelo com grama sintética e camarotes


Estádio com gramado removível, na Suécia, um cuidado que as novas arenas de São Paulo não tiveram.

TIVE UM PESADELO COM GRAMA SINTÉTICA E CAMAROTES

Por Tana Blaze, direto da Alemanha

Agora começaram a falar de GRAMA SINTÉTICA no Allianz Parque.

Mesmo que não seja implantada, a notícia mostra os problemas graves do gramado do Allianz Parque com o seu “multiuso”. Não se sabe se além do uso para shows, outros fatores afetam a grama natural, seja a cobertura não translúcida do estádio ou falta de arejamento no caldeirão fechado, visto que estádios tipo caldeirão com as arquibancadas ou gerais íngremes rente às linhas laterais do campo, agravam o déficit de exposição solar e arejamento.

No post “Os riscos proibitivos de um Estádio em Cubatão” de 20 de Dezembro de 2012 havíamos opinado que multiuso de verdade seria gramado rolando para fora do estádio, alternativa citada como oportunidade para o Santos obsoletar com uma única tacada os estádios do trio de ferro.

A botânica continuará implacável, pelo jeito um gramado de futebol mal aguenta mais de dois jogos por semana e muito menos quaisquer outras atividades como shows.

Não se previa a grama sintética como solução para multiuso, porque além de não corresponder ao padrão dominante do futebol, é de se esperar que grama sintética não aguente motocicleta acelerando, freando ou fazendo curva, cavalo de rodeio, rojão. Também não é sabido até que ponto a grama sintética comportaria o peso de pódios de shows e pisos para outros esportes, nos Estados Unidos deve haver melhor know how a respeito.

É pouco o multiuso de estádios na Europa, porque as receitas de bilheteria do futebol, de publicidade e dos naming rights são suficientes para amortizar e cobrir os custos correntes dos estádios recém-construídos, pelo menos os dos grandes clubes.

Enquanto que nos Estados Unidos o uso de grama sintética é mais frequente, na Europa, centro econômico e esportivo do futebol, é permitido em algumas divisões inferiores, mas proibido em várias primeiras divisões. A Federação Portuguesa acabou de exigir que o Boavista do Porto removesse a grama sintética do seu campo. Os clubes que usam grama sintética são de médios para baixo, como o AS Nancy na França ou clubes de países de alta latitude, como os escandinavos.

Na Champions League, com exceção do jogo final que deve ser efetuado sobre grama natural, a grama sintética é permitida devido à inclusão de times das zonas subárticas dos Países Escandinavos, da Islândia e da Rússia, onde não vicejam tantas gramas e os alces são obrigados a mastigar folhas.

Resta portanto o fato singular que o Palmeiras arrisca ser o único clube grande a jogar em grama sintética no futebol brasileiro e talvez até no mundo.

Todas estas considerações sobre grama sintética e o Palmeiras não teriam qualquer relevância para nós santistas, não pudesse o estadinho planejado pelo Modesto ser financiado através do que poderá ser o segundo contrato entre um clube grande de futebol e um investidor que visa amortizar seu investimento no estádio com shows. O que poderia por sua vez resultar em 30 anos de grama sintética para o Santos também, caso o gramado não suportar.

O caso do Palmeiras demonstra que o modelo de amortizar um estádio com multiuso parece pouco praticável em grama natural, mesmo que o modelo seja financeiramente inteiramente viável para o alviverde.

O estadinho do Modesto será para multiuso?

O Santos assinou memorando de intenções para construção de um estadinho com 25.000 lugares que vai ser divido com o Portuários. O estadinho suplantará a capacidade da Vila Belmiro em 9.000 assentos (de 16.068 a 25.000) e terá estacionamentos ao lado de camarotes. Estacionamentos no terreno dos Portuários já são cedidos para jogos na Vila Belmiro atualmente. O avanço do Santos em termos de espectadores é marginal.

A Portuguesa Santista, mais competente que o Santos, caiu fora do projeto para não dividir e conflitar com terceiros durante os próximos 30 anos. A Briosa e o Grêmio valorizam a soberania; e acho que se fossem o Santos pegariam o dinheiro da venda dos direitos do Gabigol para pagar a entrada na compra de um terreno ou de outra forma ficar sozinhos no projeto.

Não se sabe se o estadinho vai ser projetado para multiuso ou não. Se não for para multiuso vai ser difícil amortizá-lo. Porque devido à baixa ocupação dos estádios e aos ingressos baratos resultantes do baixo poder aquisitivo, os estádios brasileiros, ao contrário dos europeus, são dificilmente amortizáveis apenas com as receitas dos jogos. Muito menos ainda no caso do Santos que pretende cometer o absurdo de amortizar um estádio longe da sua maior torcida, que está localizada no Planalto.

Não acredito que o Santos pretenda jogar 30 anos em grama sintética, embora o atual presidente pareça capaz de qualquer loucura para se imortalizar com um estadinho, cujo financiamento só poderá ser viabilizado com auxílio de shows.

Se o Santos desejar uma arena multiuso de verdade, só mesmo com o gramado rolando para fora do estádio e cobertura também retrátil contra a chuva, como a Veltins Arena do Schalke e o GelreDome do Vitesse Arnhem. Com os recursos destes dois estádios, as possibilidades de ocupação do estádio e de geração de receitas passariam a ser fantásticas. Apenas a título de exemplo, evidentemente exagerado na rotatividade, poderíamos declinar sete usos para os sete dias da semana: segunda feira-corrida de motocicleta, terça feira-luta MMA, quarta feira show da Ivete Sangalo, quinta feira partida de tênis, sexta feira culto religioso com milhares de fiéis, sábado rodeio, domingo goleada do Santos de 5×1 no arquirrival sobre grama natural em perfeito estado.

Mas um estádio multiuso com campo e cobertura retrátil sairia caro e dificilmente seria amortizável na Baixada Santista onde não há massa de poder aquisitivo suficiente para pagar o número necessário de ingressos caros para os shows. A massa de poder aquisitivo da Baixada é sensivelmente inferior a dos segmentos mais abonados do Planalto Paulistano, o maior centro populacional e econômico do hemisfério sul com quase 20 milhões de habitantes dispostos a pagar por entretenimento de qualquer tipo, sendo este o único local no qual se poderá construir um estádio multiuso digno deste nome.

Resumindo, o estadinho parece inviável em Santos porque:

1) Financiamento por capital próprio e empréstimo parece impossível porque o Santos, já excessivamente endividado, não dispõe de capital nem de crédito.

2) Se o estádio for destinado apenas ao futebol, será dificilmente amortizável com receitas de bilheteria, não se achará terceiros como investidores. Se custasse 300 milhões de reais (Modesto citou um custo de “100 milhões de dólares”), só os juros a 11% ao ano perfariam uma despesa de 33 milhões de reais anuais. Sem contar com os gastos de manutenção, eletricidade, água, gramado e um excedente necessário para a amortização.

3) Se for destinado a multiuso simples, sem campo retrátil e financiado por investidores, o gramado poderá não resistir havendo o risco do Santos ser obrigado a jogar 30 anos num gramado mal tratado ou em grama sintética.

4) Se for planejado para multiuso na base de um campo de grama retrátil e cobertura retrátil contra a chuva, o alto investimento necessário ultrapassará sensivelmente os “100 milhões de dólares” avisados pelo Modesto Roma e será dificilmente amortizável com receitas de futebol e shows na Baixada Santista. Estádio com campo e teto retrátil deve ser para 45.000 espectadores dispostos a pagar ingressos altos para ver a Traviata ou a Britney Spears, o que em termos de mercado seria factível apenas no planalto.

Um estadinho de camarotes?

Imagino que se o Borussia Dortmund. o Liverpool e outros clubes europeus fossem construir um estádio no Brasil, botariam gerais nas partes baixas do estádio rente ao gramado, porque aprenderam muito nos últimos anos. Apesar dos retornos financeiros fantásticos da Allianz Arena em Munique e da Arena Veltins do Schalke com ocupação dos estádios de praticamente 100%, o retorno esportivo teve uma mácula, que consiste no fato de não terem sido originalmente concebidos com gerais.

A direção do Bayern ficou decepcionada com a torcida sentada e comportada rente ao gramado. Ficar sentado parece incitar ao comportamento moderado e coibir o entusiasmo. O Bayern então arrancou os assentos fixos das partes baixas de alguns setores, substituindo-os por assentos removíveis para permitir que jovens pudessem ficar de pé nos jogos da Bundesliga, o que de quebra aumentou a capacidade em alguns milhares de espectadores; cabem mais de pé. Clubes ingleses da Premier League sonham em tentar legalizar a gerais proibidas depois da Catástrofe de Hillsborough, injustamente, porque a catástrofe foi gerada por outros fatores e não pelas gerais, como todo mundo sabia e acaba de provar um recentíssimos laudo.

Estádio caldeirão só capitaliza plenamente a sua finalidade se existirem gerais onde jovens podem vibrar a preço barato. Neste ponto o Orlando Rollo na sua entrevista de campanha eleitoral ao Ademir Quintino tinha perfeitamente razão.

Mas o novo estadinho do Santos, continuará na contramão da história do futebol mundial, na tradição marcelista da Vila Belmiro, entre os líderes a nível mundial no quesito da porcentagem entre o número de assentos em camarotes, comparado com a capacidade máxima do estádio.

Grandes clubes focam a grande torcida, constroem estádio onde está o grosso dos simpatizantes e motivam os torcedores jovens. O Santos cartoleiro é diferente, foca a camarotagem, abandona a maior parte da torcida em São Paulo para construir a 800 metros um estádio quase igual ao antigo, com apenas 9.000 lugares a mais.

Não há dúvida que a Vila Belmiro tem seus anos contados, mas no contexto financeiro precário atual do clube, a sua substituição deveria ser prioridade de investimento apenas dois ou três. A julgar por alguns comentários, ganharia sobrevida se fossem feitas novas e amplas instalações sanitárias.

Não é possível que para se obter o irrisório benefício de 9.000 lugares a mais e estacionamento ao lado dos camarotes, apenas para satisfazer a vaidade de um presidente, que o clube hoje soberano na Vila Belmiro se sujeite a algemas durante 30 anos e incorra em riscos consideráveis, que são:

1)30 anos de risco de litígio com o investidores. Risco muito maior que o do Palmeiras, que devido a sua localização junto ao metrô, não consegue se salvar de tantos espectadores, o que minimiza o risco de litígios. Não será o caso do estadinho, cuja ocupação sempre será crítica, como a atual da Vila Belmiro.

2) caso for multiuso, 30 anos risco de litígios por causa da qualidade do gramado, ou por causa da grama sintética.

3) 30 anos de risco de litígios com o Portuários ou um sucessor deste, se os direitos que tem sobre o estadinho forem vendidos para outro clube, o que não pode ser impedido contratualmente. O Santos poderia apenas conseguir preferência para a compra dos direitos do Portuários.

4) 30 anos longe da sua gigante torcida no planalto por força de cláusulas contratuais com os investidores que obrigarão o Santos a jogar no estadinho. A torcida gigante de 2,5 milhões deverá minguar, caso o time não jogar pelo menos 25% das suas partidas no Planalto Paulistano.

5)30 anos de pouco ou nenhum retorno financeiro, o que impedirá o Santos investir em outros projetos e permitirá que clubes financeiramente mais flexíveis e melhor alavancados ultrapassem o Santos.

Sem contar que os incentivos do governo agora possíveis com a CND possibilitada pelo Profut, jorram mais intensamente quando se destinam a financiar CTs para a base. O Santos em vez de elevar a si e a sua cidade natal à uma referência mundial na formação de jovens craques, como um dos grandes centros mundiais do futebol, vendendo a cada dois anos direitos de um Zeca e de um Gabriel por 100 milhões de reais, opta satisfazer a vaidade de um presidente, preferindo construir camarotes para cartolas e amigos obscuros e ninguém no mundo estará interessado em saber quem são.Botarão placas em homenagem a outros clubes, para agradar aos cartolas destes e festejarão os dias dos seus patronos.

Além do mais na situação financeira crítica atual um investimento num CT para a base teria a vantagem de poder ser realizado em etapas, ao passo que um estádio tem que ser construído de forma completa numa bolada só.

Uma contratação do Peres para consolidar a provincialização?

Escrevi este comentário para a reunião do CD na quinta feira, dia 21 de julho de 2016. Imagino que a situação apareça nesta reunião com presença máxima de conselheiros e que o José Carlos Peres, caso contratado do clube (o que não foi negado nem pelo Odir) não apareça ou se abstenha da votação. O José Carlos Peres nunca se pronunciou publicamente sobre as temas que estavam queimando, como atualmente a questão do estadinho e a reforma do estatuto, a não ser em sua campanha eleitoral com o chavão de que é favor de um Conselho de Administração e contra o Comitê de Gestão.

Não fará falta na oposição e representa apenas um voto perdido. Mas o X da questão será saber até que ponto nas futuras reuniões do CD os seus mais próximos correligionários o seguirão, estando ausentes, se abstendo de votar ou mesmo passando a apoiar a direção do clube em pontos antes criticados.

Uma inversão da maioria no CD, pode ter sido um dos objetivos de uma contração do Peres pelo Santos FC. Com uma maioria no CD os Marcelistas poderiam se ver livres das demandas do CD de explicar os resultados financeiros e não aprovar contas mal feitas e não explicadas, e possibilitaria o numero de votos para aprovar a construção do estadinho e uma reforma de estatuto que convier, sendo um dos pontos críticos a obrigatoriedade votação à distância, para possibilitar que um maior número de santistas do interior vote nas próximas eleições e o maior controle das operações de risco pelo CD.

Na política, quando da noite para o dia um líder de oposição aceita um cargo de ministro do governo, resultam viradas deste tipo.

E você, o que acha dessa opinião do Tana Blaze?

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Santos está na briga

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Santos está na briga pelo título brasileiro

Pensei em fazer outro título para este post. Seria: “Santos não soube ganhar”. Não fiz para não parecer cornetagem. Acho que empatar com o líder do campeonato, que ganhava todas dentro de casa, no primeiro jogo em que o Allianz Parque recebeu mais de 40 mil pessoas (exatos 40.035), não é ruim, mas que nessa partida o Santos foi bem superior ao Palmeiras, não resta a menor dúvida.

No começo, parecia que a história se repetiria. Em um escanteio, aos seis minutos de jogo, a zaga do Santos dormiu e o estreante Mina saltou sozinho para fazer, de cabeça. Esses gols só acontecem contra o Santos, principalmente quando o time joga fora de casa. Depois, foi aquela ensebação, com o Santos tocando melhor a bola, mas muito lento, arrastado pelo veterano Renato.

Dorival Junior mantinha Copete e Yuri no banco – talvez para equilibrar os desfalques, já que o adversário não tinha Gabriel Jesus e Roger Guedes. Como é teimoso o Dorival, benza Deus.

Na segunda etapa, Gabriel empatou, em um chute de fora da área que bateu em um adversário e enganou Fernando Prass. O Palmeiras sentiu o gol e passou a ter mais medo de perder do que vontade de ganhar, até porque já tinha perdido também Mina e Moisés, machucados, substituídos pelos ex-santistas Edu Dracena e Arouca. O Santos, porém, não demonstrou a atitude e a confiança necessárias para vencer.

De qualquer forma, o Alvinegro Praiano continuou com mais posse de bola, criou algumas oportunidades e manteve a iniciativa, principalmente depois que Dorival obedeceu ao bom senso e substituiu Vitor Bueno por Copete. Depois, o professor colocou Yuri no lugar de Gabriel e Joel no de Rodrigão.

Apesar de tudo, a vitória ainda ficou nos pés de Thiago Maia, que teve uma bola à sua mercê na marca do pênalti, com tempo para matar e bater a gol, mas quis pegar de primeira e jogou por cima do travessão. Thiago tem garra, mas precisa aprimorar a técnica, ou não irá longe na carreira.

O pontinho do empate fez o Santos voltar ao G4, na quarta posição, com 23 pontos. O Palmeiras se isolou na ponta, seis pontos à frente. Dá pra tirar, até porque no segundo turno o mando de jogo será do Santos, mas é preciso ter mais vontade e menos medo.

No próximo jogo, também decisivo, contra a Ponte Preta, que também tem 23 pontos, os santistas poderiam lotar o Pacaembu, pois será no sábado, dia em que não haverá concorrência de outra partida na Capital. Mas a gestão de Modesto Roma já marcou o evento para a Vila Belmiro, na qual um público de 10 mil pessoas já estará de bom tamanho.

Palmeiras 1 x 1 Santos
Allianz Parque, 20h30.
Palmeiras: Fernando Prass; Jean, Mina (Edu Dracena), Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales, Tchê Tchê e Moisés (Arouca); Erik, Dudu e Lucas Barrios (Leandro Pereira). Técnico: Cuca.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno (Copete) e Lucas Lima; Gabriel (Yuri) e Rodrigão (Joel). Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Mina, aos 6 minutos do primeiro tempo, e Gabriel aos 10 do segundo.
Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO), auxiliado por Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa, ambos de São Paulo.
Cartões amarelos: Moisés e Erik do Palmeiras, e Gabriel e Lucas Lima do Santos.


E você, o que acha disso?


No jogão do ano, ganhará quem tiver mais coração e cabeça


O futebol é cíclico.

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Aos que adquirem os livros, pedimos que, se possível, enviem comentários sobre o atendimento, a agilidade no recebimento e a qualidade das obras. Obrigado.

No jogão do ano, ganhará quem tiver mais coração e cabeça

Pela venda antecipada de ingressos, o jogão desta terça-feira, no Allianz Parque, pode bater o recorde de público da bela e moderna arena palmeirense. Até agora, dos três jogos que superaram a marca de 39 mil pessoas no estádio, dois foram contra o Santos, e a maior arrecadação em uma partida entre clubes também foi a que decidiu a Copa do Brasil de 2015, que alcançou R$ 5. 336 .631,25. Algo me diz que o público poderá ultrapassar 40 mil pessoas.

Além de representar uma briga direta pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro, o duelo reunirá o clube que mais tem investido em busca do título e aquele que tem mais jogadores nas Seleções Brasileiras principal e olímpica. Gabriel Jesus fará falta ao Palmeiras, mas Gabriel, o Gabigol, é presença confirmada. Os atrativos do clássico são muitos e fazem o brasileiro reviver o clima dos jogos históricos, dos bons tempos do nosso futebol.

Com tudo isso, a Rede Globo tem preferido transmitir o Chapecoense. É como dizia minha avó: alguns gostam dos olhos, outros da remela. Enfim, é por isso que o futebol brasileiro vai de mal a pior. Parece brincadeira, mas o grande jogo deste Campeonato Brasileiro será realizado em uma terça-feira e sem tevê direta. Acho que a Globo, que detém os direitos da competição, deveria se explicar aos seus telespectadores e anunciantes. Mas, enquanto o Brasil não for totalmente passado a limpo, muita coisa permanecerá sem explicação.

Quanto ao jogo, deverá ser muito equilibrado. Comparei jogador por jogador e fiquei no empate. A força da torcida também conta. Então, teoricamente, seria 51% para o Palmeiras, 49% para o Santos. Porém, sabemos que a atitude, a disciplina e a ousadia – como mostrou Portugal diante da França – podem inverter radicalmente esses números.

Veja se concorda com a comparação que eu fiz:

Vanderlei x Fernando Prass – Ambos são bons goleiros e têm jogado bem. O palmeirense está numa fase um pouco melhor.
Victor Ferraz x Jean – O santista tem um pouco mais de recursos.
Luiz Felipe x Yerry Mina (ou Edu Dracena) – Não há vantagem clara para nenhum lado. Empate.
Gustavo Henrique x Vitor Hugo – Empate.
Zeca x Zé Roberto – Os dois são bons jogadores, o palmeirense é mais experiente, mas o santista é mais jovem e ousado – Empate.
Renato x Matheus Sales – Renato tem mais experiência, mas menos vitalidade – Empate.
Thiago Maia x Arouca (ou Moisés) – Empate.
Lucas Lima x Dudu – Os dois melhores jogadores de cada time. Dudu é mais ofensivo, Lucas Lima coordena melhor – Empate.
Vitor Bueno (ou Copete) x Cleiton Xavier – Se for o Vitor Bueno, empate, se for o Copete, melhor para o santista.
Gabriel x Erick – Vantagem para o santista.
Rodrigão x Barrios – O palmeirense tem um pouco mais de experiência.
Dorival Junior x Cuca – Dorival está há mais tempo no Santos do que Cuca no Palmeiras, mas Cuca é mais atrevido, principalmente quando joga em casa, enquanto Dorival tem sido mais conservador – Empate.

A arbitragem será de Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO), auxiliado por Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (Fifa-SP) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP). Que não seja caseiro.

E você, o que espera do jogão desta terça-feira?


Só atos políticos impedem a Espanholização


Essa garotada do Sub-13 é infernal. Joga muito e põe o adversário na roda!


Meninada do Sub-11 jogou melhor e merecia o título, mas nessa idade títulos não importam, o que vale é saber jogar futebol, e isso eles sabem.

Os campeões de 1935 nos braços do povo

Por Guilherme Gomez Guarche

O amigo Guilherme Gomez Guarche é o responsável pelo Departamento de Memória e Estatística do Santos e autor de vários livros que abordam a história do clube. Por um erro imperdoável meu, deixei de publicar, ontem, um texto que o Guarche já havia me enviado há dias sobre a chegada da delegação santista à cidade, depois de conquistar o título paulista de 1935.

O emocionante texto está no livro publicado por Guarche em 2002: “O Melhor do Século nas Américas”, e foi extraído do jornal A Tribuna, edição de 18 de novembro de 1935.A matéria aborda a chegada da delegação santista, que chegou à noite na estação do Valongo, em frente onde está situado o Museu Pelé. Segue o texto:

“O feito brilhante do Santos, no campeonato da Liga Paulista, este anno encheu de justo contentamento a população esportiva da cidade. Nunca se constataram no terreno do esporte tantas e tão vivas demonstrações de enthusiasmo. Logo que os radios annunciaram a victoria final, as ruas começaram a movimentar-se, como se qualquer coisa de anormal e estranho houvesse acontecido.

Em pouco tempo, a praça Ruy Barbosa, em frente ao “Café Paulista”, estava repleta de pessoas, e à medida que se aproximava a hora da chegada da delegação, o publico ia aumentando. Tomaram-se preparativos para que a recepção fosse condigna. Duas bandas de musica esperavam os campeões.

Estenderam-se cartazes na rua do Commercio, por onde deveriam passar os jogadores. De tudo se cuidou com carinho. Todos se interessavam pelo brilhantismo da chegada do alvi-negro. Não havia clubismo. Elementos de todos os gremios se faziam representar na estação da inglesa. Era uma victoria do Santos e da cidade de Santos.

Innenarravel o que se passou quando o comboio que conduzia o Santos deu entrada na “gare”. Os jogadores campeões foram como que arrancados dos carros e trazidos para a rua. aos hombros dos aficionados. Flôres cobriam os defensores do Santos. A satisfação era indisfarçavel. Abraços e mais abraços. Vivas e hurras. Contentamento geral.

As bandas de musica executaram as primeiras marchas e ahi o enthusiasmo attingiu o auge. Espectaculo indescriptivel. E a multidão começou a caminhar vagarosamente, em demanda da cidade, engrossando cada vez mais, vivando sempre os campeões.

Na praça Ruy Barbosa subiram ao ar muitos foguetes. Os jogadores conduzidos nos hombros dos torcedores, e assim vieram até a redação desta folha. Ahi fizeram uma parada e foram saudados.

Os milhares de manifestantes dispersaram-se sómente depois que os jogadores deram entrada na séde do clube, onde se repetiram, com a mesma intensidade, as grandes manisfestações de enthusiasmo.

Em todo esse enthusiasmo pela victoria do Santos não se póde esquecer a figura dedicada de Virgílio Pinto de Oliveira (Bilu), a quem coube, nesta temporada, o difficil encargo de tudo prover technicamente na turma do Santos.

Foi elle quem, com acertadas medidas, óra modificando, óra incluindo novos elementos, incentivando-os e animando-os, conduziu o time do Santos à victoria final.

Dentre os elementos por elle “descobertos” destacam-se Mario Pereira, que, ainda militante no quadro juvenil, no anno passado, se tornou em curto espaço de tempo campeão paulista. Os progressos do “mignon” futebolista foram rapidos e hoje póde ser considerado um dos titulares da equipe.

São campeões paulistas de 1935 os seguintes jogadores: Cyro, Neves, Meira, Agostinho, Ferreira, A. Figueira, Marteletti, Jango, Sacy, Mario Pereira, Biruta, Delso, Raul, Araken, Sandro, Logu e Junqueirinha.

Raul também é campeão secundario da cidade”.

SÓ ATOS POLÍTICOS IMPEDEM A ESPANHOLIZAÇÃO

Não há argumentos de mercado para justificar a Espanholização que a Rede Globo quer implantar no futebol brasileiro. Como todos já sabem, a diferença dos números do Ibope não justificam a enorme discrepância nas cotas que a Globo oferece a seus dois clubes escolhidos e aos demais grandes do futebol brasileiro. A Espanholização tem sido movida por interesses políticos e só poderá ser freada por atos políticos dos clubes e dos torcedores prejudicados.

Não procure nos méritos técnicos os motivos que fizeram de um clube rebaixado em 2007 um dos mais ricos do País em apenas oito anos. Também não procure só na boa administração as causas da ainda tênue recuperação financeira do Flamengo. Há um claro interesse político por trás desses fenômenos – perfeitamente compatíveis com a filosofia do populismo e do assistencialismo que vive o País.

Todo especialista em marketing esportivo sabe que os modelos mais bem sucedidos de campeonatos nacionais de futebol são os de Alemanha e Inglaterra, nos quais o dinheiro da tevê é dividido irmanamente entre os participantes. Todos sabem ainda que o equilíbrio entre os rivais é o segredo das grandes competições do esporte norte-americano. Em nenhum país em que o esporte é tratado de forma profissional e responsável estimula-se o desequilíbrio de forças, pois qualquer hegemonia acaba se tornando improdutiva para o espetáculo.

No Brasil, percebe-se claramente o uso de dois pesos e duas medidas. A mesma Globo que mandou esconder o nome do estádio do Palmeiras, o Allianz Parque, agora se oferece para ser parceira no estádio do alvinegro de Itaquera. Essa parcialidade, de um canal de tevê que detém os direitos de transmissão do futebol nacional e deveria tomar uma atitude neutra na cobertura dos eventos, é decepcionante, revoltante e sem precedentes na história do jornalismo brasileiro.

Portanto, não adianta recorrer à história, aos índices de audiência, aos títulos e às verdadeiras dimensões de cada torcida. O poder do futebol, capitaneado pela Globo, que há muito deixou de ser uma empresa jornalística neutra para se tornar uma sócia manipuladora do futebol nacional, já definiu suas próximas cartadas. Nada do que se disser, nenhum fato ou argumento, mesmo incontestáveis, demoverá essa organização de seguir no seu plano de criar profundos contrastes no antes competitivo futebol nacional.


Placas do Allianz Parque cobertas por ordem da Globo.

Se os clubes espanhóis pudessem voltar no tempo…

Imagine se os clubes espanhóis, que hoje vivem das migalhas de Real Madrid e Barcelona, pudessem voltar ao tempo em que se intensificou o processo que os marginalizou das disputas dos títulos mais importantes. Certamente teriam feito algo mais radical, como criar uma liga e ameaçar excluir os dois privilegiados, caso não concordassem com uma divisão mais justa do dinheiro da tevê.

Seria um gesto extremo, polêmico, talvez prejudicial a todos durante algum tempo, mas que depois se revelaria fundamental para salvar o futebol espanhol e devolver a clubes como Sevilha, Atlético de Madrid, Athletic Bilbao, Valencia, La Coruña e outros o direito de continuar sonhando com vitórias e títulos hoje inacessíveis.

Sabemos que hoje a Espanholização restringe de tal maneira as alternativas do futebol espanhol, que até os dois clubes beneficiados estão preocupados com a fraqueza de seus concorrentes e a consequente falta de competitividade interna. Para que o futebol brasileiro não mergulhe rapidamente nessa mesma armadilha, alguma coisa tem de ser feita. Já!


Deportivo La Coruña campeão há 15 anos: uma foto que deve ser guardada com carinho, pois dificilmente se repetirá.

O que os clubes devem fazer para brecar a Espanholização?


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