Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: alvinegro da capital

Reveja o grande jogo de 2005

Mais uma pesquisa furada de torcidas. Agora, da Fox

Encontrei mais uma pesquisa furada de torcidas de futebol. Agora, da Fox. Por ela, a soma das torcidas dos dez times brasileiros mais populares já alcança 120,8 milhões de pessoas . E ainda ficaram faltando Fluminense, Botafogo, Bahia, Vitória, Santa Cruz, Náutico, Sport, Remo, Paysandu, Goiás, Avaí, Ponte Preta, Botafogo/RP, Figueirense, Guarani, América/MG, Portuguesa, Vila Nova, Atlético Paranaense, Coritiba, Juventude, Criciúma e outras dezenas de times. Pelo andar da carruagem, a soma de todas as massas torcedoras brasileiras, segundo essa pesquisa da Fox, alcançaria, no mínimo, de 170 a 180 milhões de pessoas.

Ocorre que as pesquisas mais otimistas já mostraram que 25% dos brasileiros não torcem para time algum (algumas pesquisas chegaram a 40% de neutros). Levando-se em conta que crianças até seis anos dificilmente já escolheram um time para torcer, e que elas representam cerca de 20 milhões de brasileiros, e levando-se ainda em conta que o último censo mostrou que o Brasil tem 204 milhões de habitantes, teremos uma população potencialmente torcedora de 184 milhões de pessoas.

Se desse total de 184 milhões extraímos os 25% que não têm preferência por time algum, ou 46 milhões de pessoas, chegamos a 138 milhões. Portanto, a conta não fecha, a pesquisa é furada. Para fechar, a conta tem de dar, no máximo, um total de 138 milhóes de torcedores. Ou seja, tem gente turbinando a quantidade de torcedores do futebol para atrair mais patrocinadores, só pode ser. Por outro lado, como acreditar que um time nacional e vitorioso, como o Santos, de grande apelo popular, tenha menos torcedores que os clubes regionais de Minas Gerais e Rio Grande do Sul?

Clique aqui para ver a pesquisa da Fox.

Clique aqui para saber que 25% dos brasileiros não torcem para time algum.

Clique aqui para constatar as faixas etárias dos brasileiros.

Reveja o grande jogo de 2005

No Campeonato Brasileiro de 2005 houve um jogo histórico, pois reuniu, pela primeira vez, dois ídolos de gerações distintas do Santos: Giovanni e Robinho. Jogada em 30 de julho de 2005, na Vila Belmiro, a partida teve ainda, como adversário, o alvinegro da capital, que nas últimas 10 partidas havia perdido nove para o Glorioso Alvinegro Praiano.

Nesse encontro, Giovanni deu um show e o Santos venceu por 4 a 2, fora o baile. Depois, entretanto, o STJD anularia o resultado e marcaria nova partida, iniciando a série de decisões esdrúxulas que mudariam a sorte do campeonato. O jogo, porém, foi realizado com os times, árbitros, torcedores, imprensa, e é evidente que não pode ser apagado da história do futebol.

Assim, em um oferecimento especial, reveja o grande jogo do Campeonato Brasileiro de 2005:

Agora ouça Giovanni sobre a decisão espúria do STJD de invalidar a vitória do Santos sobre o alvinegro da capital:

Nomes a serem impressos na reedição de Time dos Sonhos

Segue abaixo a lista dos colaboradores que terão o nome impresso no livro Time dos Sonhos, A Bíblia do Santista, de acordo com a campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) organizada pela Kickante. Confira se seu nome está na relação. Qualquer dúvida, envie um comentário pelo blog. O livro está na edição final antes de ir para a gráfica.

Conheça quem deixou o nome na história do Santos

Ademir Freitas Dias
Ademir Joaquim Teles
Adriano Riesemberg
Affonso Parisi Junior
Alexandre Soldado
Alfredo Cabral
Altevir Riesemberg Filho
Alvaro Borio
Amilton Loureiro de Carvalho
Ana Clara Gaspar Agostinho
Anderson Guedes
André Luiz Marini
André Oliveira
André Vitor Beraldo
Angelo Antonio Agostinho
Antonio Afonso da Silva
Antonio Carlos Rodrigues
Antonio Carlos Vitor
Antonio de Padua Rodrigues Queiroz
Antonio De Souza Barroso
Antonio José Chinez Neto
Antônio Luciano Ceron
Aristides Makrakis
Arthur Dávila Alvarenga
Augusto Rodrigues Munhoz
Aurelio Schappo
Benedito Leal
Carlo Eugênio Nogueira
Carlos Augusto
Carlos Eduardo Gomes Bezerra
Carlos Eduardo Gonçalves da Cunha
Carlos Eduardo Kobuta
Carlos Francisco Pereira Cardoso
Carlos Soares Cavalcante
Cássio Henrique Mazzer
Celso Luiz Colombini
Cesário Alcantara Rocha
Claudio Brandalise
Claudio Bueno da Silva
Claudio Haruo Okuyama
Daniel Griggio
Daniel Roberto Carpentieri Censi
Danilo Henrique Carvalho
Davi Cesar Mendes Leal
Davi Cláudio Maria
Ed Carlos da Costa Alves
Edgard Franco
Edilson Aparecido Oliveira
Edmilson Almeida de Souza
Edneide Aleixo Farias
Edson Goto
Eduardo Andrade
Eduardo Santana dos Santos
Eduardo Simas
Eduardo Vital Barbosa da Luz
Elienos Pereira do Lago
Eliezer Narciso
Eribaldo Fernandes
Eugênio Nogueira
Eugenio Singer
Fábio Alexandre Barreto da Silva
Fábio Gaia
Fabio Luis Habib Mendes Baptista
Fábio Silvestri
Fabio Souza Lima
Fabricio Ribeiro dos Santos Godoi
Fagner Vinicius Costa Borges
Felipe Gonçalves Simões
Felipe Luis Boschi Rubinger
Fernando Antonio Pinho Ramos
Fernando de Faro Dória
Francisco Passos da Silva Jr
Gabriel Santana
Gilberto Calixto
Gilberto Nunes de Oliveira (GIL2000) Oliveira
Gilberto Sordi
Gilmar Angelo Rufino
Gilson Batista
Glecimar Mól
Graco Fernandes de Ázara Lira
Guilherme Chaud Tizziotti
Guilherme dos Santos Castilho Cunha
Guilherme Guedes
Guilherme Van Holthe Tanaka
Guilherme Vaz de Oliveira Resstom
Hélcio Nogueira Santos
Helton Celso Wanderley
Helton Moraes
Henrique Gabriel Gomes
Hudson Rosemberg Poceschi e Campos
Ítalo Jesus Menezes
Jandir Boeira
João Eduardo da Silva de Faria
João Estevão Fernandes
João Gustavo Lechinieski
João Maria Lechinieski
Joaquim Batista Jr.
Jorge Issamu Makibara
Jorge Santos
José Antonio Fuscaldo
José Carlos Roque Cordeiro
José Carlos Tavares Costa Junior
José Eduardo Battilani
José Fernando da Rocha Brito
José Galvão Fenley
José Martins Rosseto
José Mauro Alvarez Martinez
Júlio César Duarte Nascimento
Kleber Martins
Laércio Possamai
Laerte Cândido de Souza
Leandro Gustavo Sella
Leandro Moralejo
Leandro Moreira Valente Barbas
Leonardo Toshiro Goto
Luca Fuser
Lucas Paly Pereira do Lago
Lucas Savassa
Luciano de Oliveira Freitas Fre
Luís Carlos Carranza
Luiz Carlos Padoin
Luiz Fernando de Palma
Luiz Louzada de Castro
Maicon da Silva Rodrigues
Marcel de Souza Rocha
Marcello Giacomo
Marcelo Augusto Marcondes de Carvalho
Marcelo Covas
Marcelo Lucio Fernandes
Marcelo Guilhermino Petersen
Marcelo José Bernardes Pereira
Marcelo Tecelão
Marcio Camilo
Marcio Luiz Gama Campos
Marcio Mendes e Silva Santos
Marcio Rodrigues Ferreira
Marco Aurélio Piovan
Marcus Eduardo Siqueira
Marcos Queiroz
Maria Vanusia da Costa
Mario Roberto Pierry
Mario Rodrigues de Souza
Mauricio Bevilacqua Santos Rosa
Mauro Simi
Mauro Teixeira
Miguel Felisberto Souza Almeida e Silva
Murilo Fidalgo
Neli Aparecida de Faria
Nelson Jafet
Nereuly José Lisbôa
Nilson Roberto de Barros Carneiro Barros Carneiro
Nilton Ramalho
Nivaldo da Graça Saraiva
Noliwo Tokunaga
Onofre Barros Carvalho
Orlando Borges Neto Borges
Oscar Cesar Leite Junior
Pablo Nostre Simões
Paulo Amorim
Paulo César Gobis
Paulo Fernando Farripas Condurú
Paulo Roberto Riesemberg
Paulo Rodrigo Caruso
Pedro Atilio Boareto
Philipe Santalla de Sousa
Rachid Bourdoukan
Rafael Ramos
Raphael Goes Batista
Renato Katchadur Telles
Ricardo de Ramos Penha
Ricardo Narche Cheida
Ricardo Rangel
Rildo Demarqui Pereira
Rinaldo Cantoni
Roberto Ramirez dos Santos
Rodrigo Rolim Prudente dos Santos
Rogério de Moraes
Rogério Eduardo Betetto Sciamana
Romualdo Henrique Soares
Ronaldo Goll
Ronaldo Liberato de Souza
Rony Uemura
Samuel Lopes Faria
Sérgio Aguiar Pacheco Chagas
Sérgio Maracajá Junior
Sergio Teixeira Nusa
Sidnei José Pereira
Tahiana D’Egmont
Thiago Otto Kruszielski Bredow
Thomas Masiero
Valcir Tome
Valtenes Pio da Silva
Valter Luis Golo
Vilma Lima
Vitor Pereira
Vladimir Ribeiro da Silva
Willian Henrique Barbosa Rocha
Willy Nishizawa
Wilson Lizza
Wilson Mendes Libutti
Zeferino Cunha Mendes Neto

Os perigos em Joinville

Desde que o técnico Paulo César Gusmão assumiu, o Joinville não perde em seu estádio. Com três volantes, o time marca forte no meio-campo e, quando joga em casa, aperta também a saída de bola do adversário. O chute forte do veterano Marcelinho Paraíba, que entre os seus 19 e 20 anos também foi um Menino da Vila, é uma das armas do Joinville.

Para se salvar do rebaixamento, o Joinville precisará vencer quatro dos cinco jogos que lhes faltam. Portanto, terá de tomar a iniciativa contra o Santos. Um detalhe é que o campo estará bem pesada, pois chove há 40 dias na cidade catarinense.

Time por time, o Santos é bem melhor, mas estamos carecas de saber que ao jogar fora de casa o time não costuma fazer valer sua técnica. Pois está na hora de mudar isso e buscar a vitória em Joinville, domingo, às 18 horas, ou a vaga no G4 ficará mais distante.

E você, o que acha disso?


É hoje que o Santos vai pra cima deles!

Acordei tranqüilo, otimista. Penso no jogo desta noite e só me veem imagens boas na cabeça. Vejo Elano acertando suas cobranças de falta, Alan Kardec infernizando a defesa adversária, Neymar inspirado e objetivo como nunca, Arouca penetrando de surpresa pelo meio, Edu Dracena acertando uma cabeçada decisiva… Sinto que neste duelo tão aguardado pela semifinal da Libertadores, a Vila Belmiro viverá uma de suas noites históricas mais felizes. O time que joga para o gol – e por isso tem os deuses do futebol ao seu lado – mais uma vez construirá um grande momento do esporte.

Tenho todo esse pressentimento bom sem contar com Paulo Henrique Ganso. Se ele jogar, então, aí a felicidade poderá se multiplicar, pois seus passes penetrarão na defesa do oponente como faca quente na manteiga. É evidente, porém, que o adversário merece respeito e pode surpreender. O alvinegro da capital é um time que marca, que vive para impedir que o adversário jogue e faça gols. Veremos se terá sucesso na Vila. Eu pressinto que não, mas sei que todo time, mesmo aquele que parece abdicar do ataque, exige cuidados.

Nesta hora, às vésperas de um confronto decisivo, sempre me vem à mente frases dos grandes especialistas em futebol, que são os melhores técnicos. Muitos deles já passaram pelo santos e cada um, a seu modo, deixou seus ensinamentos.

De Vanderley Luxemburgo aprendemos que a melhor maneira de respeitar um adversário é fazer gols, é jogar o tempo todo para marcar gols. De nada adianta colocar um ou dois gols de vantagem e começar a tocar de lado, fazer firulas. O negócio é marcar o maior número de gols possível. Até porque este é um confronto de 190 minutos. Na Vila sra jogado apenas o primeiro tempo.

Do prático Serginho Chulapa, um dos heróis desse clássico, recordo uma frase direta, incisiva, mas que ele aplicou como nenhum outro: “Na Vila, quem comanda é o Santos”, disse ele ao assumir o comando do time em um Campeonato Paulista e levá-lo da última à segunda posição, com cem por cento de vitórias no Urbano Caldeira. Não importa qual fosse o adversário, o Santos o afogava o tempo inteiro. Nenhum outro time brasileiro tem tamanha capacidade de pressão quando o Santos quando joga na Vila Belmiro.

De Émerson Leão, cuja sisudez foi amenizada pela alegria de Robinho, Diego & Cia, ficou a lição de que Meninos têm de ter a liberdade de criar, de se soltar no campo, de demonstrar a alegria que sentem por jogar futebol. Assim o Santos foi campeão brasileiro em 2002, arrasando São Paulo, Grêmio e Corinthians no octogonal decisivo.

Por fim, de Muricy Ramalho os santistas aprenderam que a defesa às vezes é tão importante quanto o ataque. É essencial ir pra cima deles, mas é imprescindível que, sem a bola, todos os jogadores se empenhem na marcação, principalmente diante de um adversário que virá especular por um gol e jogar o resto do tempo recuado.

A estes sábios ensinamentos de técnicos consagrados, eu acrescentaria mais um, de um amigo de infância, o Zé Luis, que por ser mais velho servia de técnico para o nosso time quando a gente ia jogar contra a turma do IV Centenário. Ele dizia: “Correr o tempo todo de uma partida de futebol cansa muito, mas quando a gente ganha, depois descansa feliz e sente que valeu a pena”.

Sim, tanto o garoto descalço que se entrega de corpo e alma à batalha no campo de terra batida, como o profissional que se atira ao jogo de sua vida, têm como objetivo descansar feliz depois da luta com o sentimento do dever cumprido. No caso do confronto de hoje, ainda há a motivação de entrar para a história, de repetir a façanha que parecia inigualável do Santos de Pelé. Por tudo isso eu sei que cada santista valerá por dois, hoje, e será como se o adversário enfrentasse 22 jogadores totalmente determinados a vencer.

Times prováveis

Santos x Corinthians
Semifinal da Copa Libertadores de 2012
Vila Belmiro, 21h50m
Santos: Rafael, Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano e Ganso (Borges); Neymar e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho
Corinthians: Cássio, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Jorge Henrique e Emerson. Técnico: Tite
Árbitro: Marcelo Henrique, auxiliado por Dibert Pedrosa e Roberto Braatz.

História dos confrontos entre Santos e Corinthians

Por Wesley Miranda

Este de hoje o primeiro confronto válido pela Libertadores entre Santos e Corinthians. Ele poderia ter acontecido em 2003, mas o alvinegro da capital caiu nas oitavas-de-final diante do River Plate, e o Santos chegou à decisão cpntra o Boca Juniors.
Em 2011 foi a segunda vez que os times disputaram a competição sul-americana simultaneamente, mas o rival, com Ronaldo e tudo, caiu precocemente na pré- Libertadores, eliminado pelo popular Tolima!

A diferença década a década
Década de 10: 4 (vitórias do Santos), 3 (empates), 2 (derrotas) – Os primórdios são favoráveis
Década de 20: 6, 4, 10.
Década de 30: 7, 4, 19.
Década de 40: 9, 4, 13 – O arquiteto da bola Antoninho Fernandes e o matador Odair equilibram as coisas.
Década de 50: 14, 8, 14 – Começo da era Pelé, confronto ainda equilibrado.
Década de 60: 16, 10, 6 – Time dos sonhos x faz me rir, deu nisso.
Década de 70: 5, 17, 13 – A apatia com a despedida de Pelé e até a geração dos Meninos da Vila não seguraram o time de Sócrates.
Década de 80: 4, 14,15 – Apesar do título, anos difíceis.
Década de 90: 12, 12, 17 – Guga reagiu, G10vanni equilibrou.
Década de 2000: 19, 7, 13 – Robinho, Diego, Neymar, Ganso, apesar das maracutaias colocam o Santos na frente.

Artilheiro do confronto
O artilheiro do confronto é Pelé, com 50 gols! Aliás, o Corinthians é a maior vítima do Rei do Futebol, que disputou 48 jogos contra o rival, vencendo 24, empatando 15 e perdendo apenas nove. Marcar 50 gols em um mesmo time é um recorde sul-americano. Pelé marcou quatro gols na mesma partida em três oportunidades, no 6 a 1 de 1958, no 7 a 4 de 1964 e no 4 a 4 de 1965.
O vice-artilheiro do confronto é o gênio Coutinho, que nunca perdeu para o rival jogando com Pelé. Coutinho, que segunda-feira comemorou 69 anos, tem 13 gols em 16 jogos disputados contra o Corinthians, média de 0,81 gol por jogo! Em seguida, vem José Macia, o Pepe, com 12 gols em 26 jogos, média de 0,46 gol por jogo!

O primeiro jogo
Depois da goleada sofrida diante do Germânia (hoje Pinheiros) por 8 a 2, na estreia do Santos em Campeonatos Paulistas, o técnico e zagueiro Urbano Caldeira decidiu fazer algumas alterações no “team”, entre elas a substituição do goleiro francês Julien Fauvel por Durval Damasceno. Caldeira também pediu ao time para adotar ume stilo de jogo baseado em passes curtos, mais coletivo do que individual. Deu certo e no dia 22 de Junho de 1913 o Santos conquistou sua primeira vitória em Paulistas ao golear o Corinthians por 6 a 3, com quatro gols dos futuros selecionáveis (a Seleção Brasileira só começou em 1914) Adolpho Millon Jr (2) Arnaldo Patusca Silveira (2) e, completando a goleada, Nilo e o próprio Urbano Caldeira. Em jogos oficiais o time só viria a ser derrotado pelo alvinegro da capital no segundo turno do Campeonato Paulista de 1919.

Jogo insólito
Nos 100 anos de história o Santos já jogou alguns jogos não oficiais com combinado com Vasco, Flamengo, seleções de Argentina, Chile, Paraguai….mas nenhum jogo foi tão insólito quanto o de 1925! Um combinado Santos/Corinthians!!
Sim, um amistoso no Parque Antártida com um duplo combinado, entre Palestra Itália/Sirio contra Santos/Corinthians…
Vitória do primeiro combinado por 3 a 2. Os gols do combinado alvinegro saíram dos pés dos santistas Camarão e Hugo, enquanto o zagueiro do Corinthians, Pinheiro, marcou contra o gol que deu números finais no placar, no segundo tempo da prorrogação!

Forasteiro Campeão
Depois de perder a decisão do Paulista de 1930 para o rival por 5 a 2 na Vila Belmiro, o Santos tinha a enorme chance de se redimir e conquistar o Paulista de 1935 contra o Corinthians no Parque São Jorge (sim, eles tem estádio, ou tinham).
Como o rival ainda lutava pelo título, o Santos e sua torcida temiam pelo costumeiro favorecimento aos times da capital, muito comum na época, especialmente no período pré-profissional (antes de 1933). Para garantir que a marmelada não acontecesse, um grupo de estivadores santistas lotaram uma composição ferroviária e subiram a serra junto com o time. Eles traziam galões de gasolina e prometiam colocar fogo no Parque São Jorge se o Santos fosse novamente roubado.
Mas, em campo, o Santos se impôs e conquistou a vitória por 2 a 0, com gols de Raul Cabral aos 35 minutos do primeiro tempo e Araken Patusca aos 17 do segundo tempo. Pela primeira vez um clube fora da capital conquistava o Paulistão. Narrada pelo amigo Guilherme Nascimento, a conquista ganha vida:

A quebra do jejum
Depois da conquista de 1935, o Santos ficou 20 anos esperando por um novo título Paulista. E ele veio com a vitória em cima do Taubaté na Vila por 2 a 1 com gols de Álvaro aos 15 do primeiro tempo e Pepe aos 20 minutos do segundo. A disputa era contra o Corinthians, que venceu o rival Palmeiras mas ficou com o vice.

A era Pelé sob o comando de Luis Alonso
Nenhum time sofreu tanto com o Santos de Pelé no comando de Lula do que o Corinthians. De principal time do Estado, passou a lutar com o São Paulo para ser a terceira força. O alvinegro da capital ganhou até um sugestivo apelido: Faz-me rir!
Da estreia do Rei Pelé, em 1957, até a saída de Lula, foram 34 jogos, com 20 vitórias santistas, cinco do Corinthians e nove empates.
A diferença consequentemente refletia nas conquistas! Enquanto o Santos conquistava títulos com enfadonha tranquilidade, o Corinthians colecionava vexames! O mais puro contraste de alvinegros.
As únicas competições no período em que o Corinthians disputou o título com o Santos foram o Paulista de 1964 e o Rio-São Paulo de 1966. No Paulista os times terminaram o primeiro turno empatado, mas já quase no fim do segundo turno, o Santos aplicou no rival uma sonora goleada de 7 a 4, com quatro de Pelé e três de Coutinho, garantindo o título! No Rio-São Paulo de 1966, em jogo também realizado no Pacaembu, mesmo sem Pelé e com Coutinho e Mengálvio expulsos aos 30 minutos do primeiro tempo, o Santos empatou contra o Corinthians de Garrincha em 0 a 0 e impediu o título do rival. O goleiro santista Laércio Milani ainda defendeu um pênalti! Sem datas para continuar a disputa, quatro equipes foram declaradas campeãs: Santos, Corinthians, Botafogo e Vasco.

A era Pelé sob o comando de Antoninho
O auxiliar de Lula assumiu o Santos em 1967, com uma enorme responsabilidade: renovar um elenco vencedor! Jogadores como Zito, Coutinho, Pepe, Mauro Ramos e Gylmar tinham que ser substituídos por nomes equivalentes. E com isso o rival passou a equilibrar um pouco mais nos confrontos
Sob o comando de Antoninho Fernandes foram 21 jogos, com oito vitórias do Santos, seis vitórias do Corinthians e sete empates.
Mas uma dessas derrotas foi para o técnico Lula, então técnico do rival. E foi depois de 11 anos sem vitórias em Campeonatos Paulistas!
Apesar do equilíbrio, o Santos seguiu contrastando com o rival no quesito títulos. Aliás, foi com a ajuda do alvinegro paulistano que o Santos conquistou o Paulista de 1967. O Corinthians de Lula e o São Paulo se enfrentaram na última rodada, e uma vitória dava o título ao tricolor depois de 10 anos de jejum. O jogo seguiu 1 a 0 para o São Paulo até os 44 do segundo tempo, quando Benê empatou e provocou uma partida extra entre Santos e São Paulo. O Peixe venceu por 2 a 1 e se sagrou campeão!
Outro grande triunfo santista em cima do time que nunca chegava ocorreu no Paulistão/69. Depois de terminar a primeira fase em primeiro lugar, o Corinthians enfrentou o Santos no primeiro jogo do quadrangular que tinha os quatro grandes de São Paulo. Confiante, Paulo Borges chegou a declarar que o grande time a enfrentar era o Palmeiras de Ademir da Guia, e se esqueceu do Santos de Pelé. Resultado: Santos 3 × 1 Corinthians, com um de Edu e dois de Pelé, todos golaços!

A era Pelé sob os comandos de Mauro Ramos e Pepe
Era o fim de uma era do Santos, era o fim de uma era do futebol brasileiro! A diretoria santista promoveu ex-jogadores e ídolos como técnicos: o zagueiraço Mauro Ramos de Oliveira e o eterno Pepe. Sob o comando dos dois, frente ao Corinthians foram duas vitórias, quatro derrotas e quatro empates. Desvantagem nos confrontos, mas vantagem em títulos, já que o Peixe ainda conquistou o título Paulista de 1973!

Feios, Sujos e Malvados
Os Meninos da Vila de Chico Formiga formavam um time excepcional, dono de um futebol total, discoteca, irreverente… Mas ficaram um tempo sem vencer o alvinegro paulistano, o que só aconteceu no final de 1983, por 2 a 0 com gols de Pita, que jogou muito, e Vagner, contra.
Mas foi mesmo com um grupo experiente que o Santos conseguiu seu maior triunfo. Comandado por um técnico conciliador (Castilho), que contava com uma muralha atrás (Rodolfo Rodrigues), um cão de guarda no meio (Dema), um matador no ataque (Serginho Chulapa), sem falar de Paulo Isidoro, Humberto, Zé Sergio, Lino, Toninho Vieira, Marcio Rossini… Um simples empate e a taça desceria a serra. Mas, para variar, a imprensa marrom passou a semana inteira falando no tricampeonato deles. Quando a bola rolou, quase 112 mil pessoas viram um jogo truncado, sendo decidido pelos dois principais nomes do time: a muralha funcionou, como sempre, e o matador apareceu aos 27 minutos do segundo tempo para marcar o gol do título! O Santos acabava com o jejum de seis anos sem títulos paulistas, de novo contra o adversário!
Vale a pena rever o gol de Serginho Chulapa e os últimos minutos daquela decisão.

O matador de Gambás
Nas épocas de vacas magras, o torcedor tinha poucos motivos para comemorar, e um deles era o matador Guga! Exímio cabeceador, sempre bem colocado, ganhou o coração da torcida por fazer muitos gols, em especial contra o rival paulistano. Em apenas 11 jogos contra o Corinthians, foram oito gols de Guga, média de 0,7 gol por jogo, uma das maiores da história do Santos.
E em dois jogos foram 6 gols. O primeiro, em 25/10/1992, uma vitória de virada, por 3 a 1 com três gols de Guga. Quebrou um jejum de quatro anos sem vitórias sobre o rival, e o seu terceiro gol foi inesquecível!

O outro jogo foi em 1994, e também de virada, o Santos bateu o Corinthians por 4 a 3, com três gols de Guga e um de do volante Dinho! Outro destaque da partida foi o goleiro Edinho, que fez no mínimo três defesas incríveis!

O único título de uma geração de ouro
Eles reascenderam a chama apagada do Santos, e recolocaram o clube na trilha das decisões e títulos! Era para ter sido o Brasileiro de 1995 que coroaria essa geração, mas foi o modesto Torneio de Verão conquistado na Vila Belmiro em cima do Corinthians com gols do maestro G10vanni, o desconhecido Kennedy e o veloz Camanducaia! Em cima do rival a conquista não pode passar batida!

A geração Diego e Robinho
Na maior final entre os dois clubes, deu Santos! Com requintes de genialidade de Robinho, ainda adolescente, mas com o precoce talento que é uma histórica tradição de Vila Belmiro. Com uma exibição de gala de seu número 1, o Santos ganhou as duas partidas da final do Brasileiro de 2002 e quebrou de novo seu jejum de títulos em cima do rival.

Foram cinco vitórias santistas em 2002, o que torna o Santos FC o maior algoz do Corinthians em uma só temporada. Em 1977 a Ponte Preta também ganhou cinco jogos, mas perdeu justamente os 2 decisivos.
O santista não pode reclamar de 2002. Rio-SP – 1×0 gol de Willian. Amistoso 3 a 1 – André Luís, William e Renato e os três jogos no Brasileiro: 4×2 Alberto(2) Elano(2). 1ª Final – 2×0 Alberto e Renato. 2ª Final 3 a 2 – Robinho, Elano e Léo!
De quebra, Robinho, em oito jogos, venceu sete e empatou um. Ficou invicto! Isso sem falar no jogo anulado de 2005!

Os meninos cresceram
O Corinthians vinha em ascensão depois de disputar a segunda divisão do Brasileiro em 2008, e jogando contra o Santos dos inexperientes Ganso e Neymar, conquistou o Paulista de 2009 ganhando na Vila por 3 a 1 e empatando em 1 a 1 no Pacaembu.
Dois anos e muitos jogos depois, os time se enfrentaram na final do Paulista de 2011. Neymar já não era mais nenhum menino que iria se inibir como aconteceu quando Christian acertou um tapa desleal em sua cabeça. E poucos dias antes de conquistar o Tri da Libertadores, mesmo com Ganso se contundindo no primeiro jogo da final, 0 a 0 no Pacaembu, o Santos se sagrou bicampeão paulista ao derrotar o rival por 2 a 1 na Vila Belmiro.

Confira no vídeo, os gols de Arouca e Neymar. Ao final, um tributo a todos os times do Peixe que conquistaram o Paulista até então!

Balanço do confronto

O duelo entre Santos e Corinthians já chegou ao confronto de número 301 na história, com 96 vitórias do Santos FC contra 122 vitórias do Corinthians e 83 empates. O Tricampeão da América marcou 471 gols e o alvinegro paulistano, 555.

Santos V, E, D
Brasileiros: 17, 15, 18
Paulistas: 58, 52, 78
Rio-SP: 7, 4, 5
Amistosos 15, 12

CURIOSIDADES

Troca de Alvinegros
Apesar da rivalidade não foram poucos os jogadores que trocaram de alvinegro ao longo da história! Vamos citar alguns:

Santos – Corinthians
Tuffy Neugen (Satanás Negro), Cláudio Cristóvão Pinho (maior artilheiro da história do rival) o ponta Tite, Edu, João Paulo (Papinha da Vila), Serginho Chulapa, Mauricio Assolini, Jamelli, Alessandro Cambalhota, Gustavo Nery, Deivid, Paulo Almeida, Alberto, Robert, Fábio Costa e os laterais direitos Pedro, Dennis e Alessandro.

Corinthians – Santos
Gylmar dos Santos Neves, Almir Pernanbuquinho, Amaral, Ataliba, Sócrates, Hugo de Leon, Wladimir, Viola, goleiro Nei, Rincón, Edmundo, Marcelinho Carioca (o Pelé deles), Ricardinho, Fábio Baiano, Betão, lateral Kléber, Fabinho, Luizão, Doni,
Sem falar no caso de jogadores que atuaram pelos quatro grandes, como Neto, Luizão, Muller, César Sampaio, e Antonio Carlos.

Na era profissional: Santos 19×18 Corinthians
Muito se fala que o Corinthians é o maior campeão paulista de todos os tempos, com 26 títulos, mas pouco se comenta um fato importante.
Depois que foi instituído o profissionalismo no futebol brasileiro (1933), o rival, que já tinha oito títulos, conquistou mais 18, enquanto o Santos conquistou 19 paulistas no mesmo período, um a mais do que o Palmeiras (18) e um a menos que o São Paulo (20).

Homônimo Corinthians
Segundo Evaldo Rodrigues o Santos já enfrentou quatro Corinthians em sua história além do tradicional rival: o de Presidente Prudente, o de Santo André, o de Salto e um Corinthians gaúcho contra o qual jogou em 1948.

E você, o que espera do jogo de hoje? Que mensagem enviaria aos jogadores?


Hoje o campeão da América joga contra o Strongest, a altitude, a Globo…

Com as voltas de Borges, Edu Dracena e Durval, o Santos, atual campeão da América, estreia na Copa Libertadores 2012 enfrentando diversos adversários: o mais temido é a altitude de La Paz. A 3.660 metros o ar pode faltar aos pulmões e o adversário – o Strongest – se tornará perigosíssimo, apesar de sua limitação técnica.

Outro adversário do Santos é a tevê brasileira, materializada na Globo, que detém os direitos de transmissão em seu canal aberto e por discutíveis critérios escolherá transmitir o jogo do alvinegro da capital na Venezuela. Outro posto da emissora com repórter ao vivo será na Argentina, onde o Flamengo enfrentará o Lanús.

Como sempre, e como já está acostumado, o Santos enfrentará tudo e todos em sua estreia na Libertadores. A própria construção da chave, pela Conmebol, colocando todos os jogos do alvinegro da capital no horário nobre das quartas-feiras, mostra a influência da Globo na Confederação Sul-americana. Há um conluio descarado para favorecer um time.

Obviamente, se vivêssemos em uma sociedade baseada na ética e no mérito esportivo, o jogo do campeão e do ídolo Neymar estaria em todos os lares brasileiros. Mas a tevê brasileira é tão ética quanto nossos políticos. Resta ao santista acreditar no talento de seus jogadores e no senso de justiça dos deuses do futebol, que não costumam permitir a vitória da sacanagem.

Muricy usará cinto e suspensórios

Diazem que o homem indeciso, além de usar o cinto, usa suspensórios. Pois o técnico Muricy Ramalho é o típico. Escalará os três titulares que voltam de contusão – Dracena, Durval e Borges -, o recém-contratado lateral-direito Fucile, o estreante lateral-esquerdo Juan, manterá o criticado volante Henrique e colocará Íbson no lugar de Elano.

Não há nenhuma ousadia na escalação de Muricy, como já se esperava. O time jogará com apenas dois atacantes, que viverão das tenattivas de passe de Paulo Henrique Ganso. É óbvio ululante que Felipe Anderson substituiria Íbson com a vantagem do passe e do chute, e que o garoto Anderson Carvalho teria, no mínimo, o mesmo rendimento de Henrique.

Mas Muricy quer tentar ganhar outra Copa Libertadores com vitórias magras e corações a sair pela boca. Paciência. Muitos clubes dariam a alma para ganhar uma única LIbertadores assim. Que venham os três pontos, do jeito que for. No Brasil esse Strongest será time para ser goleado, mas no alto de sua montanha, nerece respeito.

Times prováveis

THE STRONGEST: Vaca; Parada, Ojeda, Méndez e Torrico; Soliz, Chumacero, Lima e Cristaldo; Pablo Escobar e Melgar (Sebastian González). Técnico: Mauricio Soria.

SANTOS: Rafael; Fucile, Edu Dracena, Durval e Juan; Henrique, Arouca, Ibson e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges. Técnico: Muricy Ramalho.

Árbitragem: Carlos Vera, auxiliado por Christian Lescano e Luis Alvarado, todos do Equador.

Retrospecto de Santos x Strongest

Por Wesley Miranda

Santos e The Strongest se enfrentaram apenas em dois amistosos. O primeiro no dia 26/06/1955. O Santos, ainda sem Pelé, goleou o time boliviano por 4 a 0 jogando em Lima no Peru. O segundo, quase 16 anos depois, agora com o já consagrado rei do futebol, terminou 2 a 0. Apesar do gol de Pelé, a decepçã, foi o grande número de substituições no Santos, que sentia a altitude de 3.660 metros de La Paz. E o não tão jovem Pelé (30 anos) foi substituído e atribuiu também o cansaço à maratona de 35 jogos em menos de 5 meses.

Estreias em Libertadores
Esta 12ª estreia santista em Libertadores, será a 5ª em solo boliviano. A primeira contra o Deportivo Municipal, em 1962, aconteceu no estádio Hernando Siles em La Paz, mesmo palco da partida de hoje, com vitória santista por 4 a 3, gols de Lima, Mengálvio, Pagão e Tite.

Quarenta e dois anos depois, o Santos enfrentou o Jorge Wilstermann, e ganhou por 3 a 2, com 2 de Basílio e 1 de Alex. Na estreia de 2005, também no estádio Hernando Siles, o Santos conheceu a primeira derrota para um time boliviano em sua história: Bolívar 4 a 3, com 2 de Deivid e 1 de Robinho. Em 2007, o Santos estreou contra o Blooming na Pré-Libertadores, vitória por 1 a 0 com gol do lateral Pedro.

Retrospecto contra Bolivianos
Foram 16 jogos na história, incluindo a seleção de Cochabamba em 1971 e a seleção Boliviana em 1991, com larga vantagem santista, 14 vitórias contra 2 derrotas. O Peixe marcou 61 gols e sofreu apenas 19.

Uma pintura em La Paz
Apenas 3 dias depois de derrotar a seleção de Cochabamba por 3 a 2, o Santos entrou para jogar com o Bolívar em La Paz no estádio Hernando Síles, e vencer por 4 a 0, com 2 gols de Pelé, sendo 1 um dos mas bonitos de sua carreira. Depois dessa apresentação de gala, o Santos teve que voltar a Bolívia quatro meses depois, e foi anunciado como “El Mayor Espectaculo Del Mundo”.

Veja o gol antológico do REI

Artilheiro do confronto
São dois os artilheiros máximos do confronto: Del Vecchio e Vasconcelos. Del Vecchio é o 17º maior goleador da história do Santos, com 105 gols.
O mineiro Vasconcelos chegou ao Santos em 1953, e foi o grande goleador do time em 1953 e 1954, com 25 gols por ano. Apesar de polêmico e boêmio, era o grande craque do time e o camisa 10 até se contundir gravemente fraturando sua perna em uma entrada do até então são-paulino Mauro Ramos. Em seu lugar, um novo camisa 10 foi lançado por Lula, o menino Pelé. Vasconcelos é o 15º goleador da história do Santos com 111 gols.

Matéria da Veja sobre ganhos do Santos é falsa

Como já dissemos nos comentários do blog, a matéria publicada pela revista Veja sobre os ganhos do Santos com a tevê em 2011 é falsa. Ou incompleta, o que dá no mesmo. Na verdade, o Alvinegro Praiano foi o décimo-segundo em ganhos só no pay per view. Mas, no valor fixo, que é o mais importante, continuou entre os seis maiores do Brasil.

Como em 2011 o Santos chegou às finais do Paulista e da Copa Libertadores – na qual foi o único time brasileiro a partir das quartas-de-finais -, ele teve mais jogos transmitidos pela tevê aberta e por assinatura. Assim, obviamente, o número total de pay per views ficou abaixo dos outros grandes. Porém, o Santos foi o time de futebol mais assistido no País no ano passado.

E você, o que espera de Santos x Strongest?


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