Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Alvinegro de Itaquera (page 1 of 3)

Na Raça!

Minhas amigas e meus amigos, esta semana um rapaz, na minha página do Facebook, me perguntou como eu tinha fé em uma vitória sobre o alvinegro da capital, na Vila Belmiro, com o Santos sem três titulares, se no meio da semana, com o time completo, eu disse que ele provavelmente perderia do Internacional, que não vencia há 14 jogos? Bem, a questão primordial é que o futebol não pode ser analisado apenas pela chamada qualidade técnica. Fora de casa, mesmo com todos os seus craques, o Santos tem se apequenado, enquanto diante de sua torcida, mesmo com reservas, ele cresce.

Quando o Santos se porta como um time de verdade e um jogador não quer ser mais estrela do que outro, como ocorreu nesse domingo diante do maior rival, o futebol se torna simples e prevalece a vontade coletiva. Arrisco dizer que se tivesse Victor Ferraz, Lucas Lima e Ricardo Oliveira o Santos não teria vencido, pois ao menos LL e RO já estão com a cabeça bem longe da Vila Belmiro.

Perceba que um dos times considerados favoritos ao título foi derrotado por um Santos com Caju, Jean Mota, Vecchio, Daniel Guedes, Copete, Rodrigão e Walterson. E, como escrevi em algum lugar, mesmo que o onze dos Sub-23 entrasse em campo, ainda assim a vitória poderia vir. Porque há momentos no futebol em que o mais importante é ter alma, coragem, vontade, garra.

Se esse mesmo time, com essa mesma vontade, tivesse jogado contra o Ameriquinha, Coritiba, Figueirense e Internacional, hoje o Santos seria o líder do Campeonato Brasileiro, ou estaria disputando a liderança. Mas Dorival Junior insistiu nos medalhões, insistiu no seu protegido Léo Cittadini, um jogador de algum futuro, mas ainda abaixo do nível que se exige de um profissional, e jogou pontos preciosos no lixo. Hoje o professor fingiu que Cittadini não é seu titular e, com medo da reação da torcida, fez o óbvio ululante, e o Santos ganhou um jogo importante e se manteve na briga por uma vaga no G4.

Como eu já disse, e repito, esse Campeonato Brasileiro será conquistado pelo time menos medíocre. Todas as equipes são apenas medianas e isso explica seus altos e baixos. O time mais aplicado, com jogadores mais comprometidos com a vitória, de mais personalidade e caráter, será premiado. Os que pensam apenas em suas carreiras e agradecem a um Deus particular, como se o Todo Poderoso deixasse de proteger uma comunidade para beneficiar indivíduos, serão castigados.

Espero que essa vitória, que teve o espírito de luta dos jogadores santistas como seu grande destaque, tenha ensinado ao técnico Dorival Junior e à sua equipe que não serão craques no papel que levarão o Alvinegro Praiano a uma vaga na Libertadores, ou até mesmo ao título, mas sim a alma de campeão que uns têm, outros não.

Quanto ao público, tivemos menos de 9.000 pessoas no jogo de maior rivalidade para o torcedor do Santos, a um ticket médio de 50 reais. O que isso significa? Que entrar no nebuloso negócio da arena Portuários, que exigirá um público médio superior a 18 mil pessoas e um ticket médio de 82 reais, por 30 anos consecutivos, é uma sandice sem tamanho que certamente levará o clube à ruína.

Santos 2 x 1 Corinthians
Vila Belmiro, 11/09/2016, 16 horas

Público: 8.610 pessoas. Renda: Renda: R$ 434.160,00.

Santos: Vanderlei; Daniel Guedes (Caju), Gustavo Henrique, Luiz Felipe e Zeca; Renato, Thiago Maia (Vecchio), Jean Mota e Vitor Bueno (Walterson); Copete e Rodrigão. Técnico: Dorival Júnior.

Corinthians: Cássio; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Camacho, Giovanni Augusto (Willians), Marlone, Rodriguinho e Lucca (Romero); Gustavo (Marquinhos Gabriel). Técnico: Cristóvão Borges.

Gols: Marlone aos 36 minutos do primeiro tempo; Vitor Bueno aos 25 (pênalti) e Renato aos 40 minutos do segundo tempo .

Arbitragem: Árbitro: Raphael Claus (Fifa-SP), auxiliado por Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP).
Cartões amarelos: Copete e Vecchio (Santos); Fagner (Corinthians).

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E pra você, o que significou essa vitória?


Nosso clássico é domingo

Alguns de nós poderá reclamar, com razão, que o árbitro Vuaden deveria ter marcado pênalti a favor do Santos logo aos 4 minutos de jogo. A bola ia em direção ao gol e foi interceptada pela mão do adversário. Ainda há pouco todo lance assim era pênalti. Agora, parece que não é.

Outros poderão lembrar que o lance que originou o gol do alvinegro de Itaquera não foi falta de Zeca, no que também estará correto. Não foi falta nem aqui, nem na China, muito menos no primeiro mundo do futebol, que é a Europa. Mas assim como aqui os árbitros dão pênaltis dependendo da cara do freguês, também marcam faltas que são mais convenientes.

Porém, apesar desses erros já esperados da arbitragem, a verdade é que o Santos nada fez para ganhar a partida e se houvesse mesmo um vencedor, como houve, seria o Itaquerense, que tomou a iniciativa do jogo.

É claro que Lucas Lima e Gabriel, na Seleção, e Ricardo Oliveira, lesionado, fazem uma falta absurda. Sem eles o Santos fica sem ataque e também sem armação no meio de campo. O máximo que se podia esperar do clássico seria um 0 a 0.

Eu poderia dizer que as substituições promovidas por Dorival Junior enfraqueceram a marcação no meio de campo e pouco acrescentaram ao ataque, mas ele alegará que tentou ganhar o jogo nos 15 minutos finais, e eu terei de concordar que é um direito que ele tem. Nada garantiria que a manutenção de Elano, Leo Cittadini e Serginho impediriam o gol solitário do rival. O Santos estava cada vez mais dentro de sua própria área. Assim, perde-se de qualquer um, em qualquer lugar.

Não faltou luta, mas futebol

Não se pode dizer que algum jogador do Santos encostou o corpo no clássico. Mas os buracos na lateral direita continuaram e foi por ali que saiu o cruzamento para o gol, como tem acontecido nas últimas partidas. Victor Ferraz dificilmente está na posição certa. Com aquela pouca altura toda, o que ele fazia no meio da área? Alguém tem de ajudar a fechar aquele espaço!

Bem, mas questões táticas ainda podem ser resolvidas. O que não tem jeito, ao menos a curto prazo, é corrigir a deficiência técnica e psicológica de alguns jogadores. Pela partida de ontem deu para perceber que, além de Vitor Bueno, ninguém que jogou do meio para a frente merece continuar no Santos. Talvez na terceira reserva, vá lá, mas entrar em um jogo desses é sinal da mediocridade técnica do ex-Glorioso Alvinegro Praiano.

Nos enganamos com a Globo

Há muito temos falado que a Rede Globo protege o alvinegro de Itaquera. Porém, depois de ela mudar o horário do jogo do seu preferido, um clássico que daria cinco vezes mais audiência do que a partida do tricolor do Morumbi, percebemos que estávamos errados. Parece que a preocupação dela não é divulgar o alvinegro da capital, mas sim esconder o Santos do grande público torcedor do Brasil. Colocar a partida no pay per view foi sacanagem. No mínimo, deveríamos ter uma explicação para isso. Mas ela não vai explicar nada e ninguém vai cobrar.

Domingo de manhã, hora de lotar o Pacaembu

De volta à realidade, temos de admitir que este será mais um Brasileiro em que o Santos tentará evitar o grande vexame de ser rebaixado para a Segunda Divisão. Só mesmo no Brasil é que o time que mais cede jogadores para a Seleção é um dos rabeiras do campeonato nacional. Enfim, é o que nos resta. E para não sofrer esse grande dissabor, vamos empurrar o time para uma vitória diante do Botafogo, domingo, às 11 horas, no Pacaembu. Quem sabe surge uma luz no fim do túnel. O santista só pode contar com ele mesmo e com esse elenco brancaleone que está aí. Tudo bem. Já passamos por momentos piores. Santista não perde a fé!


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E você, o que achou do Santos no estádio que ajudamos a construir?


Deu a lógica: Santos, 2 a 0!

Eu imaginava que poderia ser uma vitória de três gols ou mais. Sabia que neste clássico, e na Vila Belmiro, o Santos renderia bem. A equipe não teve pontos reconhecidamente fracos, se bem que Lucas Veríssimo, Serginho e Gabriel pudessem ter jogado um pouquinho melhor. Por outro lado, jamais acreditei nos elogios rasgados ao rival e ao seu técnico. Como disse, dos 17 pontos que ganhou, cinco se deveram a erros da arbitragem.

O Santos dominou e foi melhor durante todo o primeiro tempo. Houve mais equilíbrio no segundo, mas o adversário não teve nenhuma chance clara de gol, enquanto o Santos perdeu três boas chances. O meio-campo do Santos, com Thiago Maia, Renato, Lucas Lima e Serginho, dominou o jogo. O adversário tentou marcar por pressão, mas o Santos conseguiu sair com a bola da defesa várias vezes, como no primeiro gol.

O centroavante Ricardo Oliveira, autor dos dois gols, provou que não vale só as migalhas que os chineses queriam dar por ele. É o melhor do Brasil, disparado (cadê o Guerrero?). Quanto a Lucas Lima, comandou a partida, foi o que ficou mais tempo com a bola e geralmente deu um bom destino a ela. Se não for titular da Seleção Brasileira, será mais uma brincadeira do Dunga.

A roubada de bola de Paulinho, seguida da assistência para Ricardo Oliveira, no segundo gol do Santos, certamente lhe garantirá mais um tempo de paciência da torcida. Mas se Serginho também não tivesse pegado aquela bola de primeira, Oliveira não teria aberto o marcador, aproveitando a rebatida de Cássio.

Menos gente do que no jogo com o Mogi Mirim, no Pacaembu
Causou muita discussão neste blog o público pagante de apenas 9.897 pessoas que foi ao jogo Santos 4 x 1 Mogi Mirim, em um dia de semana, às 19h30, no Pacaembu. Pois contra o Corinthians, clássico de maior rivalidade para o santista, às 16 horas de um domingo sem chuva, o público pagante na Vila Belmiro teve 262 pessoas a menos do que aquele que foi ao Pacaembu. E a renda do jogo com o Mogi foi 10 mil reais maior do que a do clássico.

Infelizmente, Gabriel, que perdeu um gol embaixo das traves, não estava em um grande tarde. Se estivesse, creio que a goleada viria.

A arbitragem foi boa, mas houve um lance em que Zeca cruzou e a bola bateu na mão de um adversário antes de sair para escanteio. Se eu acho que foi pênalti? Não, não acho. Típica bola na mão. Mas neste mesmo campeonato o alvinegro da capital já teve pênalti assim marcado a seu favor. O que se pede é coerência da arbitragem. Se é pênalti para um time, precisa ser para todos.

A Globo exagerou no parcialismo

Mostrar apenas os sons da pequena torcida visitante, como se ela fosse a única no estádio, foi apenas mais um exemplo do que a TV Globo pode fazer contra os clubes que não assinarem contrato com ela. A propósito, recebi o e-mail abaixo de Silvio de Andrade, sócio do Santos, que assistiu à partida pela emissora em questão:

Sou sócio diamante, frequento sempre a Vila, apesar de morar em São Paulo, mas, infelizmente, não pude descer a serra hoje. Portanto, fui obrigado a ver o jogo pela TV, situação que, quando acontece, exige o som no “mute” e o rádio ligado. Porém, hoje decidi assistir por completa a cobertura do canal aberto da Globo.
Pois bem, longe de demonizar gratuitamente a emissora, quero apenas relatar um fato. Durante todo o primeiro tempo e boa parte do segundo, só foi possível ouvir os cerca de mil torcedores do time rival. Inclusive, era possível discernir as vozes: “Olha lá o Joãozinho cantando!”; “Reparem no José berrando!”; “Que legal, o Joaquim está na TV!”…
Eu frequento a Vila desde a infância. Sei que, por mais que se esgoelassem, os torcedores do rival não teriam capacidade de tomar conta do som ambiente. Fora que o espaço da Torcida Jovem estava lotado, mas não se ouviu, ao longo de todo o primeiro tempo e boa parte do segundo, uma miserável voz a favor do alvinegro praiano. Com exceção, claro, do momento do primeiro gol.
Concluo, obviamente, que a edição privilegiou o som oriundo do microfone colocado debaixo da torcida do time visitante, daí porque o resultado, no mínimo, incoerente para quem garante que faz uma transmissão isenta.
Mais: por três ou quatro vezes, quando mostrou a torcida (organizada) do visitante, o editor de imagens optou por cortar imediatamente para a arquibancada santista, onde se sentam torcedores comuns, na maioria famílias – a organizada do Santos, que se comporta da mesma forma que a correspondente rival, fica do lado esquerdo de onde foram captadas as imagens. Logo, o incauto telespectador era levado a crer que, do lado do visitante, havia uma ferrenha e animada torcida; do lado do mandante, uns pacatos torcedores de finais de semana.
Odir, sei que você é uma das principais vozes contra a espanholização do futebol brasileiro, por isso resolvi compartilhar contigo essa mensagem que, garanto, é muito mais técnica (jornalística) do que passional.Grande abraço e ótima semana.

E você, o que achou da vitória santista no Clássico Alvinegro?


Jogador por jogador, dá Santos

Clique aqui para ler que nos últimos 20 anos o Santos tem grande vantagem no confronto direto com o rival.


Decisão do Paulista de 2011, um dos clássicos mais importantes jogados na Vila.

Neste domingo, às 16 horas, na Vila Belmiro, será realizado o jogo que anima todo santista, pela história, rivalidade e retrospecto. Por ser um time grande, espera-se que o alvinegro da Capital não jogue todo recuado, como fez o Red Bull, o que permitirá assistirmos a um pouco de futebol.

O único desfalque do Santos continuará sendo David Braz, que ainda se recupera de uma contusão. Por outro lado, o alvinegro de Itaquera não deverá contar com Elias, machucado.

Comparei jogador com jogador, além dos técnicos, e cheguei à vantagem santista de 11 a 5, o que, aliás, seria um belo placar para o jogo. Mas a minha é apenas uma das opiniões possíveis neste blog. Quero ouvir a sua. Compare jogador por jogador e diga que time, no papel, deve vencer o Clássico Alvinegro de domingo.

Vanderlei x Cássio
Nenhum dos dois é perfeito, mas Vanderlei não costuma tomar frango, o que volta e meia ocorre com o goleiro do alvinegro de Itaquera. 1 a 0.

Victor Ferraz x Fágner
Aqui acho que há equilíbrio. Victor Ferraz apoia bem, mas é desatento na marcação. Empate. Resultado agregado: 2 a 1.

Felipe x Lucas Veríssimo
O adversário tem jogado melhor. 2 a 2.

Gustavo Henrique x Yago
O santista tem melhorado a cada jogo. 3 a 2.

Zeca x Uendel
Pela facilidade de apoiar o ataque, Zeca. 4 a 2.

Thiago Maia x Bruno Henrique
Talvez o adversário seja um pouco mais técnico, mas Thiago tem mais coração. Empate. 5 a 3.

Renato x Giovanni Augusto
Renatinho é a elegância no meio de campo. 6 a 3.

Serginho x Rodriguinho
O adversário é um pouco mais experiente, mas o santista é mais habilidoso. Empate. 7 a 4.

Lucas Lima x Guilherme
A comparação é até covardia. Lucas Lima é o melhor jogador em atividade no País. 8 a 4.

Gabriel x Lucca
O garoto do Santos está mais pronto que o do alvinegro de Itaquera. 9 a 4.

Ricardo Oliveira x André
A experiência de Oliveira prevalece. 10 a 4.

Dorival Junior x Tite
Não gosto de técnico que arma o time primeiro para se defender, depois para achar um golzinho. Dorival é mais corajoso. Empate. 11 a 5.

Em tempo: a arbitragem será de Flávio Rodrigues de Souza, auxiliado por Daniel Paulo Ziolli e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa, todos de São Paulo. Estaremos de olho.

E pra você, que time tem os melhores jogadores?


Politicamente incorreto


Gooooool do Saaaantos!!!


Chegou a hora de repetir a goleada?

Sei muito bem que antes de um clássico, como teremos domingo, na Vila Belmiro, o correto é dizer que será um jogo difícil, equilibrado, que clássico é clássico etc etc. Sei que o alvinegro de Itaquera é o líder do campeonato, pois tem cinco pontos ganhos a mais do que o Santos – se bem que foram pontos ganhos com erros de arbitragem.

Sei que se eu escrever algo que possa ser usado para motivar o adversário, é bem capaz de o Tite, ou algum aspone, imprimir esse post, colar na parede do vestiário e usá-lo para provocar os jogadores, dizendo: “Viu o que o ombudsman do Santos escreveu? Que vocês são um time medíocre?”

Bem, não sou o ombudsman do Santos, este blog é que é. Mas, para falar a verdade, este time do alvinegro de Itaquera é mesmo medíocre. Joga um futebol sem nenhuma inspiração. Primeiro se defende, depois especula um golzinho. Claro que pode ganhar de 1 a 0 domingo, o placar favorito do Tite, mas que é medíocre, é. Joga feio e não tem um craque. Prioriza a defesa e aproveita os erros do adversário. E se está muito difícil, sabe que no final há sempre a esperança de o árbitro dar uma mãozinha.

Afinal, a Globo quer que ele vença, boa parte da mídia também, assim como a Caixa, o ex-presidente e outros do mesmo naipe. A Globo não entende nada de futebol, só entende de dinheiro. Se entendesse de futebol, não pagaria uma fortuna para um time medíocre, que joga no lixo o estilo maravilhoso que o Brasil demorou anos para desenvolver. E por estimular a mediocridade, é óbvio que a Globo é uma das, ou a maior, culpada pelo vexame que o Brasil passou na última Copa.

Isso posto, se eu fosse um jogador do Santos, daria tudo pela vitória nesse domingo. Jogaria o que eu sei e o que não sei pela vitória. E faria quantos gols pudesse e minha energia desse. Primeiro, porque é um jogo na familiar e aconchegante Vila Belmiro, onde o Santos tem a obrigação de vencer; depois, porque é um clássico, e em terceiro lugar porque é contra o time que dá mais espaço na mídia.

Uma vitória sobre o alvinegro de Itaquera oferece ao time vencedor e seus jogadores uma exposição positiva na mídia durante uma semana inteira, ou, às vezes, durante a vida toda (não se esqueçam das eternas oito pedaladas!). Uma boa jogada domingo será multiplicada por duas, três, quatro vezes. Um jogador santista mediano será elevado à condição de craque se arrebentar o chamado duelo alvinegro. Enfim, se eu fosse jogador, jamais deixaria de ganhar desse time.

E o bom é que nem é o time mais difícil de ser vencido, pois a imprensa enche tanto a bola dele, que fica parecendo ser melhor do que realmente é. Na realidade, não passa de uma equipe mediana, com jogadores regulares, que no máximo conseguem fazer um gol por partida (leia de novo essa frase, pois você não a encontrará na grande imprensa bajuladora).

Por isso, mesmo concordando que respeito é bom e todo adversário merece, também acho que respeito demais trava o jogo e leva para um 0 a 0 medíocre, como quer o professor Tite. O Santos tem mais é que mostrar que na Vila o tubarão é ele. E se der para golear, melhor ainda.

E você, o que acha do adversário de domingo?


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