Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: América Mineiro

O Santos no Brasileiro

Há dez anos o Santos não era vice-campeão do Campeonato Brasileiro. Isso vale alguma coisa, sim. Além do prêmio em dinheiro, uma vaga na Copa Libertadores, competição que durará a maior parte de 2017 e não contará com muito time tradicional. Porém, bem que o Alvinegro Praiano poderia ter encerrado o campeonato de uma forma mais convincente, goleando o América Mineiro, o lanterninha que impediu o Santos de ser o campeão do primeiro turno.

Essa vitoria de 1 a 0 se deve, principalmente, a Zeca, Copete e Ricardo Oliveira, os partícipes do solitário gol santista, aos 3 minutos do segundo tempo. Em uma tarde muito quente, o Santos fez pro gasto. Dorival deu sopa para o azar ao colocar o aposentado Elano no final da partida. O público para ver o jogo que valia o vice-campeonato santista foi de 7.531 pagantes, com renda de R$ 209.660,00.

O Santos terminou o campeonato a nove pontos e a duas vitórias do Palmeiras. A diferença se deve a resultados ruins contra times rebaixados. Perdeu as duas partidas para o Internacional, uma para o Figueirense e uma para o América Mineiro. Tivesse vencido três delas e agora o Alvinegro Praiano é que seria Eneacampeão.

Os melhores jogadores do Santos neste Brasileiro foram Vanderlei, Luiz Felipe, Zeca, Lucas Lima, Copete e Ricardo Oliveira. Quanto ao técnico Dorival Junior, não é dos piores, mas falta-lhe mais personalidade para uma competição pegada como a Libertadores. Entretanto, o comitê dos jogadores gosta dele, pelo estilo bonachão.

E você, o que achou do Santos neste Brasileiro?

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Na última coisa em que muitos políticos profissionais do futebol pensam é na vontade dos sócios e torcedores de um clube. Mas vamos fazer diferente. Vamos criar um programa administrativo baseado na vontade dos santistas e não impor a todos um projeto saído da cabeça de meia dúzia, como tem acontecido. Envie sua sugestão Por um Santos melhor pela caixa de comentários deste blog ou pelo e-mail blogdoodir@blogdoodir.com.br

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O Santos não conseguiu, mas o Palmeiras é eneacampeão brasileiro, sim.

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O futuro do Pacaembu
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Para ser campeão do turno

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PARA SER CAMPEÃO DO TURNO

Com as prováveis voltas de Lucas Lima e Ricardo Oliveira, o Santos aumenta suas chances de vencer o América Mineiro, neste domingo, às 11 horas, no Estádio Independência, e terminar o primeiro turno do Campeonato Brasileiro em primeiro lugar, prosseguindo em busca de um título que não vem desde 2004.

O jogo pode ser chamado de o duelo dos opostos, pois enquanto o Santos é o líder da competição, o América é o último colocado, mas tudo indica que o confronto será muito disputado. O América tem tentado se recuperar desde que contratou o técnico Enderson Moreira e vem de dois empates: 0 a 0 com o Grêmio, no Independência, e 1 a 1 com o Sport, em Recife, quando vencia até o final e sofreu o empate em cima da hora, e de um jogador em posição de impedimento.

Mesmo desfalcado do trio olímpico, o Santos tem melhor elenco e, caso se entregue à luta com vontade, terá boas chances de vencer o América, cujo jogador mais conhecido é o veterano volante Leandro Guerreiro, ex-Botafogo, com 37 anos.

Com apenas duas vitórias, quatro empates e 12 derrotas, das quais cinco em casa, o América chegou a passar seis jogos consecutivos sem marcar gols. Marcou apenas 11 gols em 18 jogos e sofreu 30. Jogou nove vezes no Independência, com duas vitórias (1 a 0 no Figueirense e 2 a 1 no Coritiba), dois empates e cinco derrotas, das quais a pior foi contra o Santa Cruz, de quem perdeu por 3 a 0.

Cinco outros times podem vencer o turno

Em uma situação inédita desde que o campeonato brasileiro de pontos corridos foi instituído, em 2003, outros cinco times, além do Santos, podem terminar o primeiro turno na primeira colocação. São eles:

2 – Palmeiras, tem apenas dois gols a menos de saldo do que o Santos. Enfrenta o Vitória, domingo, às 16 horas, no Allianz Parque.

3 – Corinthians, mesma situação, com três gols de saldo a menos do que o Santos, enfrenta o Cruzeiro, segunda-feira, às 21 horas, no Pacaembu.

4 – Grêmio, 32 pontos, joga contra o Botafogo, no Estádio Luso-Brasileiro, no Rio, domingo, às 19h30.

5 – Atlético Mineiro, 32 pontos, enfrenta a Chapecoense, segunda-feira, às 20 horas, no Estádio Independência.

6 – Flamengo, 31 pontos, joga com o Atlético Paranaense, sábado, às 18h30m, no estádio Kleber Andrade.

E se for levar em conta também as chances matemáticas, diria que até o Atlético Paranaense, com 30 pontos, poderia terminar o primeiro turno na liderança, mas para isso teria de dar uma goleada estrondosa no Flamengo, fora de casa, e ainda depender de outros resultados.

Enfim, o nivelamento por baixo transformou esse Campeonato Brasileiro em um dos mais disputados da história. Porém, o Santos só depende dele para se manter na ponta. Torçamos.

E você, acredita que o Santos vencerá o América Mineiro?


A generosa Portuguesa e o Santos, um jogo para refletir

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VAI QUE É SUA BATATINHA! – Com a contusão de Alison, que deverá ficar seis meses sem jogar, Lucas Otávio, o “Batatinha”, terá sua grande chance no meio de campo do Santos. Enderson Moreira acha que com ele o time ganhará na saída de bola (Foto: Ivan Storti/ Santos FC).

O medo da extinção bateu na Portuguesa. As dívidas profundas, a queda para a Série C do Brasileiro e a possibilidade de fechar suas portas abriram a cabeça de muita gente na tradicional Lusa do Canindé. Neste jogo contra o Santos, às 16 horas de domingo, no Pacaembu, a direção do clube está agindo de forma profissional e dando prioridade ao que realmente interessa.

Os torcedores da Portuguesa ficarão, humildemente, apenas com o tobogã, e cederão todo o restante do Pacaembu aos santistas. Isso pode atrapalhar um pouco o ânimo do time rubro-verde, mas a renda, que é o que mais interessa à Portuguesa no momento, será toda dela. E ao saber que assim terão mais possibilidades de receber os salários, certamente seus jogadores nem se importarão tanto com a maior parte da torcida contra.

Na mídia social, as vozes oficiais da Portuguesa têm sido elogiosas ao Santos e aos santistas, em uma clara intenção de valorizar o espetáculo e relembrar a rica história do confronto. Antes da partida, em iniciativa admirável, os times homenagearão o zagueiro Marinho Peres, ídolo nas duas equipes.

Depois daquela mal explicada queda para a Série B do Brasileiro, a Portuguesa tenta desesperadamente sobreviver e percebeu que certas vaidades não levam a nada. Espero que o presidente do Santos, Modesto Roma, alcance a mesma percepção sem que o clube precise passar por um trauma parecido.

“Vamos também ajudar a nossa coirmã a ter uma boa renda”, afirmou Roma em uma entrevista. Ótimo. Mas também é necessário que o Santos tenha a mesma humildade e visão do adversário e se ajude a ter boas rendas.

Por falar nisso, é curioso lembrar que o clássico deste domingo (sempre considerarei o jogo contra a Portuguesa um clássico) já deteve o recorde de público e renda no Estado de São Paulo. A partida final do Campeonato Paulista de 1973 levou ao Morumbi 116.156 pagantes, que com mais 412 menores resultaram no público total de 116.568 pessoas, com renda de Cr$ 1.502.255,00. Esses recordes foram significativos, pois o Morumbi já tinha recebido dois jogos decisivos entre São Paulo e Palmeiras.

Um dos melhores, se não o melhor, time do Brasil na primeira metade da década de 1950, quando venceu os Torneios Rio-São Paulo de 1952 e 1955, a Associação Portuguesa de Desportos, fundada em 1920, tem três títulos paulistas, foi vice-campeã brasileira de 1996 e já revelou grandes nomes do nosso futebol, como Djalma Santos, Julinho Botelho, Leivinha, Marinho Peres, Enéas, Dener, Ivair, Jair Marinho, Félix, entre outros.

Clube preferido da colônia lusitana da Capital, a Portuguesa reformou o seu estádio nos anos de 1972 e 73, contanto apenas com a ajuda de sócios e torcedores. Hoje o Canindé tem capacidade para 21 mil pessoas. O clube tem demonstrado interesse de demolir o estádio e construir outro. Será que não seria o caso de Portuguesa e Santos unirem forças para ter um estádio conjunto em São Paulo? Bem, é só uma idéia a ser discutida…

O rico passado dos Américas

Falar da história da Portuguesa é meio como ouvir um fado nostálgico narrando a época dourada das grandes navegações. Tudo indica que a falta de maior apelo popular, aliada a uma sequência de más administrações, tenha levado o clube para esta encruzilhada. Mas não foi o primeiro, nem será o último a relembrar o passado com saudade e tristeza.

O América do Rio, ou America Football Club, que faz questão de manter a grafia original inglesa de seu nome, fundado em 18/09/1904, portanto com 110 anos de existência, tinha seis títulos cariocas em 1935, ano em que o Santos conquistou seu primeiro título estadual. Aquela altura o América se igualava ao Flamengo em número de campeonatos cariocas e tinha dois a mais do que o Vasco.

Primeira campeão do Estado da Guanabara, em 1960, o América foi semifinalista da Taça Brasil (Campeonato Brasileiro) de 1961, só perdendo para o Santos na terceira partida, depois de ser goleado no Rio, mas vencer na Vila Belmiro. Com mais de 50 jogadores convocados para a Seleção Brasileira ao longo de sua história, o América teve torcedores famosos, como o comediante Chico Anysio, o cantor Altemar Dutra e o compositor Lamartine Babo, autor dos hinos dos grandes clubes do Rio. Hoje seu torcedor mais conhecido é o jornalista José Trajano. Seu estádio comporta 13.544 pessoas. Tudo indica que a falta de maior apelo popular, aliada a uma sequência de más administrações, tenha levado o clube para esta encruzilhada em que vive hoje.

Um outro América, o América Futebol Clube, de Minas Gerais, conseguiu a façanha de ser decacampeão estadual, de 1916 a 1925 – época em que, obviamente, Atlético (fundado em 1908) e Cruzeiro (fundado em 1921) – não passavam de meros coadjuvantes. Dizem que a derrocada do América começou em 1965, quando o clube dissolveu sua categoria juvenil e isso acabou reforçando o Cruzeiro, que recebeu de mão beijada jogadores que fariam nome no futebol, entre eles o centroavante Tostão. O início do Mineirão teria coincidido com a queda do América. Tudo indica, porém, que a falta de maior apelo popular, aliada a uma sequência de más administrações, tenha levado o clube para esta encruzilhada em que vive hoje.

Sem conhecer a história, é impossível entender o presente. Nas ciências exatas, basta aplicar a última fórmula, pois todas as anteriores, superadas, deixam de ter valor. Na história não é assim. A origem tem a mesma importância do momento atual, pois fazem parte da mesma matéria, são passos do mesmo caminho.

Santos vai de Batatinha

Para o jogo deste domingo, sem o volante Alison, que poderá ficar seis meses afastado dos campos, o garoto Lucas Otávio, popular “Batatinha”, terá mais uma boa chance de se firmar entre os profissionais do Santos. No mais, para o jogo deste domingo, às 16 horas, no Pacaembu, contra a portuguesa, o técnico Enderson Moreira manterá a mesma equipe que vem jogando. Gustavo Henrique e Gabriel ficam no banco de reservas e Thiago Ribeiro, machucado, continua fora dos planos.

O técnico explicou que com Lucas Otávio o Santos não terá uma marcação tão dura no meio, mas melhorará sua saída de bola. O time para enfrentar a Portuguesa será Vanderlei, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Lucas Otávio, Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira.

Segundo o site oficial do Santos, o clássico deste domingo já foi realizado 239 vezes, com 113 vitórias santistas, 67 da Portuguesa e 59 empates. O Santos marcou 468 gols e sofreu 339. Se forem computados apenas jogos no Pacaembu, porém, a vantagem, mínima, é da Portuguesa, que em 44 partidas venceu 17 e perdeu 16, com 11 empates. Nessas partidas, o Santos marcou 70 gols e sofreu 67. Portanto, se vencer desta vez, o Santos empatará o confronto com a Lusa no Pacaembu.

O primeiro jogo entre ambos, realizado em 1º de maio de 1921, na Vila Belmiro, foi vencido pelo Santos por 3 a 0, com gols de Constantino, Millon e Ary Patuska. A Portuguesa formava um combinado com o Mackenzie College. O Santos jogou com Randolpho, Cícero e Paulino; Pereira, Jarbas e Ricardo; Millon, Constantino, Ary Patuska, Marba e Arnaldo Silveira.

Três grandes jogos entre Santos e Portuguesa:

Na Vila, sardinhas

Não sei se o marketing do Santos sabe, mas “sardinha” é um termo pejorativo com que os torcedores adversários da Capital Paulista tratam os santistas. Bem, mas na Vila Belmiro o clube resolveu criar uma atração extra para quem preferir assistir ao jogo de amanhã em um telão no salão de mármore do estádio Urbano Caldeira: como atrativo, os primeiros que chegarem terão direito a uma porção de sardinhas fritas. Porém, como o jogo começa às 16 horas e a entrada para os sócios estará liberada a partir das 14 horas, é bem provável que quando a bola começar a rolar não haja mais sardinhas.

Veja Enderson explicando o time para o clássico contra a Lusa:

E você, o que acha da generosidade da Portuguesa?


Rodriguinho melou. Diretoria do Santos é como cantor de churrascaria…

Na Timemania, Santos continua sendo o quarto preferido do Brasil
Resultado acumulado até 30/07/2013

Posição Time UF Nº de apostas Percentual
1º FLAMENGO RJ 4.269.964 5,26%
2º CORINTHIANS SP 3.895.658 4,80%
3º SAO PAULO SP 2.946.174 3,63%
4º SANTOS SP 2.783.753 3,43%
5º GREMIO RS 2.594.440 3,20%
6º PALMEIRAS SP 2.527.223 3,11%
7º INTERNACIONAL RS 2.253.446 2,78%
8º VASCO DA GAMA RJ 2.250.351 2,77%
9º BOTAFOGO RJ 2.176.084 2,68%
10º FLUMINENSE RJ 2.035.005 2,51%

pandolfo
Claudinei Oliveira, Nei Pandolfo, Luis Fernando Barros. Será que eles se falam? (Vinicius Vieira/Santos FC).

Esta é uma piada um tanto grosseira do Fausto Silva, mas serve perfeitamente para ilustrar o comportamento da diretoria de futebol do Santos, que pesquisa o mercado, canta os jogadores e acaba apenas provocando o interesse de outros clubes que, mais competentes, acabam comen.., ou melhor, contratando o jogador paquerado. Isso está acontecendo mais uma vez no caso Rodriguinho, número 10 do América Mineiro.

Primeiro, o torcedor ficou ressabiado. Para que esse tal de Rodriguinho, se no meio de campo ainda falta dar uma oportunidade real ao garoto Leo Cittadini, além de se pensar em esquemas táticos que permitam as entradas dos meias-atacantes Victor Andrade e Gabriel?

Mas tanto se insistiu na notícia da contratação, que os santistas foram pesquisar no Youtube e ficaram bem impressionados. Passaram até a acompanhar os jogos do América Mineiro para checar o nível do jogador e finalmente aprovaram o negócio.

O próprio técnico Claudinei Oliveira, provavelmente animado com as notícias “quentes” que deve receber de Nei Pandolfo e dos outros homens do futebol, chegou a afirmar, na entrevista após a derrota para a Ponte Preta, que Rodriguinho era um dos reforços do Santos para o restante do Brasileiro.

O clube contava que o empresário Eduardo Uram, ligado à diretoria do Alvinegro Praiano, comprasse parte dos direitos do jogador, fazendo uma parceria com o Santos. Mas Uram refugou ao saber dos valores pedidos pelo América, que já tinha rechaçado propostas de Internacional e Grêmio.

Conforme noticiado no site Superesportes, “o América é dono de 60% dos direitos econômicos de Rodriguinho, que tem contrato com o clube até dezembro de 2015. O restante do percentual pertence ao Capivariano, clube do interior de São Paulo. O jogador tem uma multa rescisória de R$ 20 milhões para clubes brasileiros e 10 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões) para clubes do exterior”.

Na sexta-feira, um dia antes de o Santos perder da Ponte, o superintendente geral do América, Alexandre Faria, voltou a dizer que pretende manter Rodriguinho, pois ele é importante para o plano do clube mineiro de subir para a Serie A. No América desde 2011, o rapaz já disputou 97 jogos e marcou 20 gols pelo time.

Ou seja, mais uma vez o Santos divulgou o interesse por um jogador e o valorizou, sem contratá-lo. Que reação a diretoria do clube espera dos torcedores e dos formadores de opinião depois de mais esse fracasso? Como querem que o santista reaja ao sofrer uma vergonha depois da outra?

E o pior é que quando contratam – como nos casos de Cicinho e Mena –, os jogadores não têm a oportunidade de se firmar como titulares, o que prova que diretoria de futebol e técnico não se falam. Para compor elenco o clube já tem os seus Meninos. Os contratados devem vir para jogar. E os jogadores só podem ser anunciados depois do contrato assinado. Será que é tão difícil entender isso?

E você, o que achou de mais esse negócio melado da diretoria de futebol do Santos?


Cotas de tevê: Minha proposta para uma fórmula boa para todos

Para a Globo, vale a pena pagar bem mais para Corinthians e Flamengo, pois são os times que dão maior audiência na tevê. Para a Record, vale a fórmula que já existe, com cinco clubes ganhando mais e o Santos logo abaixo.

As duas emissoras devem pagar ao Santos o equivalente a R$ 70 milhões por ano, mas a diferença é que o esquema da Globo criará um desequilíbrio que, a médio prazo, tornará Flamengo e Corinthians bem mais poderosos do que os demais, prejudicando a competitividade do Campeonato Brasileiro.

A Globo sugere uma estrutura com Corinthians e Flamengo no topo e um grupo de quatro times logo abaixo: Santos, São Paulo, Palmeiras e Vasco. Os do segundo escalação receberiam cerca de R$ 70 milhões cada, enquanto Flamengo e Corinthians teriam, no mínimo, uma verba de R$ 100 milhões.

É só somar as outras vantagens que um clube de grande torcida tem no Brasil – patrocínio, merchandising, marketing, bilheteria, visibilidade, possibilidade de adquirir mais sócios… – e fica fácil constatar que essa diferença enorme nos direitos de tevê será multiplicada por outros fatores e farão com que Flamengo e Corinthians passem a faturar, por ano, cerca de R$ 100 milhões a mais do que seus adversários, tornando a concorrência desigual.

E estamos falando só de cifras, sem levar em conta o que é mais importante no futebol ou em qualquer esporte, que é o mérito, o resultado em campo. Mesmo que percam competições seguidas, ainda assim estas duas equipes estariam ficando cada vez mais ricas. O que, convenhamos, não é moral e nem ético.

A Record, que tem mais dinheiro e certamente ganhará a concorrência, pagará R$ 84 milhões para cinco clubes – Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco –; R$ 72 milhões para o Santos; R$ 60 milhões para Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Atlético-PR. Fluminense, Botafogo e Bahia; e o restante segundo a tabela acima.

Não é justo que o Santos receba menos do que Vasco e Palmeiras, mas, ainda assim, a fórmula da Record, que é a adotada pelo Clube dos 13, ainda é menos desequilibrante e permite que não se perca tanto a competitividade como a sugerida pela Globo, que quer criar no Brasil uma nova Espanha, com apenas dois times grandes.

Minha sugestão para um sistema mais justo

A audiência da tevê é apenas um dos fatores que deve ser levado em conta para a divisão da verba, mas nunca o único. Já ficou provado – e o Santos foi o autor dessa façanha várias vezes – que mesmo um time sem a maior torcida pode dar o maior ibope, desde que pratique um futebol que agrade à maioria dos telespectadores. Um sistema de distribuição de cotas tem de levar isso em conta, ou se tornará odiosamente injusto.

Portanto, uma significativa porcentagem do valor total arrecadado tem de ser distribuído conforme a colocação do time no campeonato, obviamente com a destinação de valores com um peso maior para os mais bem classificados.

Outro detalhe que não pode ser esquecido é que só o fato de participar do Campeonato Brasileiro da Série A, de jogar a mesma quantidade de partidas que os demais e, naturalmente, se envolver em jogos importantes, dá a todo time o direito de receber um valor importante por isso.

Por outro lado, o fator popularidade não pode ser esquecido e os times de maior audiência na tevê realmente devem receber por isso.

Assim, minha sugestão para a divisão de cotas, levando em conta o mérito esportivo, o estímulo à competição e a premiação aos de maior audiência na tevê é a seguinte:

Dos 1,32 bilhão de reais que devem ser arrecadados com todos os direitos de transmissão (tevê aberta e fechada, pay per view, internet, telefonia, naming rights, direitos internacionais de tevê e publicidade estática), eu separaria 120 milhões de reais para a Série B e dividiria o bolo de 1,2 bilhão assim:

Prêmio de participação

1 – 40% do total de R$ 1,2 bilhão iriam, como cota de participação, para os 20 times da Série A. Ou seja, R$ 480 milhões seriam distribuídos igualmente entre os participantes da competição, cabendo R$ 24 milhões a cada um.

Justificativa – Participar da divisão mais importante do futebol brasileiro já é uma vitória. E todos os 20 clubes, como integrantes do espetáculo, estarão envolvidos em jogos importantes, decisivos e de grande interesse. A cota de participação é o mínimo que devem receber pelo trabalho.

Prêmio por mérito técnico

2 – 40% do total dividido pelo critério técnico. R$ 480 milhões serão distribuídos de acordo com a posição final de cada um dos 20 times no campeonato. Obviamente o título e as melhores posições serão valorizadas. A distribuição do prêmio total obedecerá à seguinte ordem:

Campeão – 20% do total, ou R$ 96 milhões
Vice-campeão – 10% do total, ou R$ 48 milhões
Terceiro colocado – 8% do total, ou R$ 38,8 milhões
Quarto – 6% do total, ou 28,8 milhões
Do quinto ao oitavo – 5% para cada um, ou R$ 24 milhões
Do nono ao décimo-segundo – 4% para cada um, ou R$ 19,2 milhões
Do décimo-terceiro ao décimo-sexto – 3% do total, ou R$ 14,4 milhões
Do décimo-sétimo ao vigésimo – 2% do total, ou R$ 9,6 milhões

Justificativa – O estímulo ao mérito esportivo proporcionará jogos mais disputados, espetáculos mais interessantes. Os melhores ganharão mais, o que é e deve ser a essência do espetáculo esportivo. Haverá uma disputa maior mesmo pelas competições secundárias. Por exemplo: a diferença entre a décima-segunda e a décima-terceira posições valerá R$ 4,8 milhões.

Prêmio por visibilidade
3 – 20% do total será dividido conforme o critério de audiência. R$ 240 milhões serão distribuídos de acordo com o índice de audiência de tevê ou de média de público de cada equipe na competição. Os critérios de aferição deverão ser analisados e votados pelos clubes. As regras devem ser claras, justas e divulgadas com antecedência pela mídia.

Os prêmios por visibilidade deverão levar em conta ou os índices de audiência na tevê (aberta, fechada e pay per view) ou a média de público, ou uma combinação de todos esses fatores. Assim, a distribuição do prêmio total de visibilidade obedecerá à seguinte ordem:

Campeão – 20% do total, ou R$ 48 milhões
Vice-campeão – 10% do total, ou R$ 24 milhões
Terceiro colocado – 8% do total, ou R$ 19,2 milhões
Quarto – 6% do total, ou 14,4 milhões
Do quinto ao oitavo – 5% para cada um, ou R$ 12 milhões
Do nono ao décimo-segundo – 4% para cada um, ou R$ 9,6 milhões
Do décimo-terceiro ao décimo-sexto – 3% do total, ou R$ 7,2 milhões
Do décimo-sétimo ao vigésimo – 2% do total, ou R$ 4,8 milhões

Justificativa – O índice de popularidade das equipes deve ser levado em conta e devidamente premiado, só não pode ter um peso desproporcional. Os melhores neste quesito serão regiamente premiados por isso.

Melhores ganharão bem mais, piores ainda ganharão bem

Por esta fórmula que sugiro, mesmo os clubes mais populares, como Corinthians e Flamengo, receberão ainda mais do que promete a Rede Globo, desde que tenham boas performances. E mesmo a equipes de pios campanha ainda terão assegurado uma bolsa bem maior do que recebem hoje.

Se Flamengo ou Corinthians vencerem o campeonato e, o que acaba sendo uma consequência do título, tiverem também a maior audiência de tevê, ou a melhor media de público (este critério, repito, deve ser avaliado e definido pelos clubes), receberão um total de R$ 168 milhões, mais de 50% a mais do que se assinarem em separado com a Globo (R$ 24 milhões pela participação, mais R$ 96 milhões pelo título e outros R$ 48 milhões pela visibilidade).

E mesmo que uma delas fique em segundo na classificação final e em segundo em visibilidade, ainda assim terá abiscoitado R$ 96 milhões, um valor bem próximo do máximo que poderá conseguir nessas negociações individuais.

Do lado de baixo da tabela, até os quatro rabeiras, mesmo rebaixados, terão assegurado, ao menos, uma bolsa de R$ 38,4 milhões.

Uma fórmula justa, que estimulará o bom espetáculo

Há uma diferença enorme entre um time iniciar uma competição já sabendo que vai ganhar uma fortuna, qualquer que seja o seu desempenho, e ter a consciência de que dependerá de uma ótima performance para obter tal prêmio.

Haverá um esforço maior dos clubes pela vitória e isso acabará premiando o espectador, que terá espetáculos de melhor nível para assistir.

Sem a valorização do mérito esportivo haverá a consolidação de um nociva reserva de mercado para alguns clubes privilegiados, que não ajudará em nada o desenvolvimento do futebol brasileiro.

Esta fórmula que premia a participação dos clubes, seu desempenho e também sua visibilidade, acredito ser a mais equilibrada e a que seria recebida com mais entusiasmo pelos amantes do futebol.

Ela obrigará os clubes a terem uma administração eficiente, planejarem melhor a temporada, montarem bons elencos e contratarem bons profissionais. Nenhum poderá baixar a guarda, pois quando mais destaque tiverem no campeonato, mais receberão por isso.

Ofereço esta fórmula para a análise dos leitores deste blog e espero que alcance a cabeça dos homens que dirigem o futebol brasileiro, antes que medidas elitistas eliminem uma das vantagens do nosso futebol, que é a grande e saudável competitividade que existe entre seus grandes clubes.

Você gostou desta fórmula? Tem outra sugestão para um Campeonato Brasileiro mais justo e atraente?


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