Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Muricy já sabe que o Santos não é a maravilha que ele imaginou

É preciso dar alguns descontos. O primeiro é que o campo estava encharcado. O segundo é que a partida era vida ou morte para o Americana, que precisava vencer para continuar disputando uma vaga na fase final. E o terceiro e último é que para os jogadores do Santos a maior motivação era mostrar serviço para o novo professor que chega, Muricy Ramalho.

Descontos dados, a verdade é que o jogo foi uma pelada. Com poucos lances de gol, sua maior utilidade foi mostrar que mais uma vez os santistas tinham razão ao clamar por mudanças na defesa: com a entrada de Vinicius Simon, que formou dupla de zaga com Bruno Aguiar, e a estréia de Aranha na meta, o time voltou a passar um jogo inteiro sem sofrer gol.

No mais, ninguém se destacou e vários jogadores voltaram a jogar abaixo da média, deixando claro que o elenco santista não é aquela maravilha que Muricy imaginava quando estava de longe. Agora terá de trabalhar, e muito, para tornar essa equipe competitiva no Brasileiro.

A Libertadores é uma loteria. Como santistas, acreditaremos até o fim, mas é forçoso admitir que uma vitória em Assunção, quinta-feira, contra o Cerro Porteño, seria uma surpresa histórica. Até porque, se com Neymar, Elano e Zé Eduar4do em campo, o Santos jogou essa bolinha contra o discreto Americana, como se sairá no Paraguai sem estes titulares?

Um pitaco sobre os adversários

Uma pena que não venceu, pois o Santos pularia para a terceira posição, superando o Corinthians, que em dia de festa no Pacaembu, com Ronaldo e Adriano na platéia (baitas pés-frios), perdeu novamente para o São Caetano, de quem é assíduo freguês, por 2 a 1.

Em Bauru, o São Paulo venceu o Noroeste por 4 a 1, mas o jogo só ficou fácil depois que um jogador do adversário foi expulso. De qualquer forma, São Paulo e Palmeiras são mesmo as duas equipes que têm jogado o melhor futebol do Paulista.

E você, o que achou de Americana e Santos? Que decisões você acha que o técnico Muricy Ramalho tomará depois de ver este jogo?

A análise de Khayat

O jogo valeu para o treinador observar o desempenho dos jogadores nas diversas formações que adotou durante a partida, mas não serviu de teste para o próximo jogo pela Libertadores, já que os três jogadores que não poderão atuar contra o Cerro ficaram os noventa minutos em campo. Surpreendendo a todos, Muricy armou o time num 4-3-3, que foi atrapalhado em razão da chuva e pelas condições do gramado. No segundo tempo com a entrada de Alan Patrick no lugar de Maikon Leite, partiu para um 4-4-2 e, para que os principais jogadores do time ficassem zerados nos cartões amarelos para próxima fase do Paulista, foi ousado quando trocou Possebon por Ganso, fazendo o time atuar no antigo WM.

O adversário era fraco, mas no segundo tempo deu trabalho à defesa santista, inclusive assinalando um gol que, ao meu ver, foi indevidamente anulado. Aliás, esse gol saiu pelo meio da defesa, mostrando que o time continua com problemas de marcação na cabeça de área. O esforçado Danilo está longe de ser o volante que o time necessita. No mais, a defesa se mostrou mais rápida e melhor na cobertura das laterais com a dupla Bruno Aguiar e Vinícius Simon. No ataque, muito cisco e pouca finalização, em que pese duas defesas do goleiro adversário em bolas chutadas de fora da área.

E, assim um 0 a 0 numa partida que para os santistas não valia mais do que a estréia do treinador.

Aranha – Foi bem nas bolas alçadas na grande área. Nota 5,5.

Pará – O jogador de sempre. Nota 4,5.

Bruno Aguiar – É rápido e atabalhoado. Nota 4,5.

Vinícius – Tanto faz jogar pela direita ou pela esquerda da defesa. Marca bem e sai jogando com facilidade, só lhe falta ritmo de jogo. Nota 6,0.

Alex Sandro – Arroz com feijão quase sem tempero. Nota 4,5.

Possebon – Não comprometeu e quase fez um gol antes de ser substituído. Nota 5,5.

Danilo – Não é o volante que o time precisa. Nota 4,0.

Elano – A não ser as cobranças de falta ficou devendo, principalmente na organização do jogo pelo meio. Nota 5,0.

Maikon Leite – Já não está mais com a cabeça no Santos. Perdeu um gol feito. Nota 4,0.

Zé Eduardo – Bons chutes de fora da área e só. Nota 4,5.

Neymar – Talvez, pelo estado do gramado, jogou abaixo de suas possibilidades. Melhorou no segundo tempo. Nota 6,0.

Alan Patrick – Entrou, marcou bem e apoiou mal. Nota 3,5.

Ganso – Entrou para tomar o cartão amarelo e conseguiu. Nota 3,5.

Muricy – Mudou por três vezes o esquema em campo. Não acertou em nenhum momento. Como agora aqui é trabalho e não teve muito tempo para trabalhar, Nota 5,0.

O jogo valeu para o treinador observar o desempenho dos jogadores nas diversas formações que adotou durante a partida, mas não serviu de teste para o próximo jogo pela Libertadores, já que os três jogadores que não poderão atuar contra o Cerro ficaram os noventa minutos em campo. Surpreendendo a todos, Muricy armou o time num 4-3-3, que foi atrapalhado em razão da chuva e pelas condições do gramado. No segundo tempo com a entrada de A.Patrick no lugar de M.Leite, partiu para um 4-4-2 e, para que os principais jogadores do time ficassem zerados nos cartões amarelos para próxima fase do paulistinha, foi ousado quando trocou Possebon por Ganso, fazendo o time atuar no antigo WM.

O adversário era fraco, mas no segundo tempo deu trabalho à defesa santista, inclusive assinalando um gol que, ao meu ver, foi indevidamente anulado. Aliás, esse gol saiu pelo meio da defesa, mostrando que o time continua com problemas de marcação na cabeça de área. O esforçado Danilo está longe de ser o volante que o time necessita. No mais, a defesa se mostrou mais rápida e melhor na cobertura das laterais com a dupla Bruno e Vinicius. No ataque, muito cisco e pouca finalização, em que pese duas defesas do goleiro adversário em bolas chutadas de fora da área.

E, assim um 0X0 numa partida que para os santistas não valia mais do que a estréia do treinador.

Aranha – Foi bem nas bolas alçadas na grande área. Nota 5,5;

Pará – O jogador de sempre. Nota 4,5;

Bruno Aguiar – É rápido e atabalhoado. Nota 4,5;

Vinicius – Tanto faz jogar pela direita ou pela esquerda da defesa. Marca bem e sai jogando com facilidade, só lhe falta ritmo de jogo. Nota 6,0;

Alexsandro – Arroz com feijão quase sem tempero. Nota 4,5;

Possebon – Não comprometeu e quase fez um gol antes de ser substituído. Nota 5,5;

Danilo – Não é o volante que o time precisa. Nota 4,0;

Elano – A não ser as cobranças de falta ficou devendo, principalmente na organização do jogo pelo meio. Nota 5,0;

M.Leite – Já não está mais com a cabeça no Santos. Perdeu um gol feito. Nota 4,0;

Zé Eduardo – Bons chutes de fora da área e só. Nota 4,5;

Neymar – Talvez, pelo estado do gramado, jogou abaixo de suas possibilidades. Melhorou no segundo tempo. Nota 6,0;

A.Patrick – Entrou, marcou bem e apoiou mal. Nota 3,5;

Ganso – Entrou para tomar o cartão amarelo e conseguiu. Nota 3,5;

Muricy – Mudou por três vezes o esquema em campo. Não acertou em nenhum momento. Como agora aqui é trabalho e não teve muito tempo para trabalhar, Nota 5,0.

Bem, esta é a opinião do Khayat. Você concorda ou discorda. Por quê?


Na sua estreia, Muricy põe Neymar, Elano e Zé Eduardo em campo

O técnico Muricy Ramalho não quis correr riscos na sua estréia no Santos. Mesmo com o time já classificado para a próxima fase do Paulista, escalou Elano, Neymar e Zé Eduardo – expulsos contra o Cerro Porteño – e armou uma equipe forte para enfrentar o Americana hoje, às 18h30, em Americana, com transmissão pelo Sportv.

Muricy diz que poupará alguns titulares. Paulo Henrique Ganso será um deles. Outro talvez seja Danilo. No mais, todos da defesa, coincidentemente o setor que sempre tem dado problemas. O goleiro Rafael descansará, dando oportunidade à tão esperada estreia de Aranha.

A dupla de zagueiros Edu Dracena e Durval deverá ser substituída por Bruno Aguiar e Vinicius, enquanto o lateral-esquerdo Léo cederá o lugar a Alex Sandro (que, pela característica ofensiva, pode imitar no Santos o papel que Carlinhos exercia no Fluminense).

O Santos mais provável para a partida de hoje – que deverá atrair um público de 10 mil pessoas ao Estádio Décio Vitta – será formado por Aranha, Pará, Bruno Aguiar, Vinícius e Alex Sandro; Adriano, Danilo (ou Rodrigo Possebon), Alan Patrick e Elano; Neymar e Zé Eduardo.

Para o Americana, é o jogo do ano

Com 22 pontos ganhos e esperança de se classificar para a fase final, o Americana, que vem de duas vitórias, está encarando esta partida como a mais importante da temporada.

Sem poder contar com o artilheiro Charles, o técnico Toninho Cecílio realizou um treino secreto para preparar a equipe, que deve adotar o sistema 4-4-2 e iniciar o jogo com Jailson, Carlinhos, Jorge Luiz, Vinícius e Magal; Gercimar, Leo Silva, Juninho e Fumagalli; Marcinho e Lúcio Flávio.

Contra quem o Santos jogará nas próximas fases

Mesmo sem poder alcançar o líder Palmeiras, o Santos ainda tem possibilidades de ser o segundo colocado, pois está apenas a três pontos do São Paulo. Mas isso não parece ter grande importância.

Desde que fique ao menos em quarto lugar – posição que já ocupa – e garanta a vantagem do mando de campo nas quartas-de-final, o Alvinegro Praiano se colocará em uma boa posição de lutar pelo bicampeonato paulista – que significaria a sua quarta conquista nos últimos seis anos.

Se o Campeonato terminasse hoje, o Santos enfrentaria o Mirassol nas quartas, mas Oeste e Ponte Preta têm um jogo a menos e se enfrentam hoje, podendo mudar a tabela. De qualquer forma, o adversário dos santistas deverá ser um destes.

O curioso é que o Palmeiras, que parece fazer toda a questão de ser o líder desta fase, poderá enfrentar a Portuguesa nas quartas, no clássico que poderia ser chamado de Luso-Italiano, Portumeiras ou Palmeguesa. E em caso de empate, o que é bem provável, a decisão iria para os pênaltis. Veja como as armadilhas do futebol estão o tempo todo à espreita.

De qualquer forma, se Santos e Palmeiras passarem pelas quartas-de-finais, é bem provável que se encontrem nas semifinais, como aconteceu em 2009 (quando o Santos venceu os esmeraldinos por 2 a 1 tanto na Vila Belmiro quanto no parque Antártica).

Divisão de ingressos não está no regulamento

Como nas quartas e nas semifinais haverá apenas um jogo que, em caso de empate, levará à cobrança de pênaltis, a única vantagem dos times nestas fases será contar com a maior parte da torcida. Só que este detalhe não está previsto no regulamento.

O que se sabe é que no caso de clássicos, o local do jogo será decidido pela Federação Paulista, que deverá optar por Pacaembu ou Morumbi. Mas faltou deixar claro a questão da divisão de ingressos.

O que você espera do Santos de Muricy? E depois do jogo não se esqueça de voltar aqui para analisar os jogadores e o estilo do time com o novo técnico.


Vinícius Simon, o recorde de Falcão no futsal, o Santos de Muricy…

Não sei se é só coincidência, mas o certo é que amanhã, em Americana, na sua estréia como técnico do Santos, Muricy Ramalho resolveu dar folga para Rafael e Edu Dracena e experimentar o experiente Aranha no gol e, finalmente, relacionar o zagueiro Vinícius Simon, muito bem cotado ao menos pelos frequentadores deste blog.

Oriundo das categorias de base do Santos, Vinicius nasceu em Limeira, São Paulo, em 17 de novembro de 1986. Tem, portanto, 24 anos. Com 1,84m, ambidestro e facilidade para jogar tanto de zagueiro como volante, Vinícius começou no profissional do Santos em 2007 e já passou por Boa Vista/RJ (2008), Santo André (2009) e Criciúma/SC (2010).

Sempre que teve de substituir Edu Dracena ou Durval, Vinícius se saiu bem. Porém, contusões seguidas e a má vontade dos técnicos impediram que tivesse uma oportunidade real de brigar pela posição. Quem sabe Muricy, que parece não ter rabo preso com ninguém, “descubra” um grande zagueiro que esteve o tempo todo embaixo dos narizes dos “professores”.

Particularmente, acho que a voz do torcedor, quando representa a maioria dos torcedores, é sábia. Se ele vem pedindo Vinícius Simon há tanto tempo, deve ter razão. De qualquer forma, creio que o mais provável é que o garoto não comece jogando, pois Bruno Aguiar e Durval devem ser os titulares.

Como falamos muito, mas pouco vemos Vinícius Simon jogando, trago um vídeo com algumas boas jogadas do zagueiro que também pode ser volante. Analise:

Tiago Alves e Felipe Anderson estão na Seleção Sub-18

Antes que cobrem as presenças dos Meninos Tiago Alves e Felipe Anderson no time que enfrenta o Americana amanhã, às 18h30m, em Americana (transmissão do Sportv), aviso que ambos estão servindo a Seleção Brasileria Sub-18.

Jonathan, Arouca, Diogo e Charles já foram liberados pelo departamento médico, mas ainda estão em fase de reabilitação e também não poderão jogar.

Só de palpite, acho que Muricy escalará o Santos com Aranha, Pará, Bruno Aguiar (Vinícius Simon), Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Danilo, Paulo Henrique Ganso e Alan Patrick; Maikon Leite e Keirrison.

Acho que ele aproveitará para testar jogadores que atuarão contra o Colo Colo, na quarta-feira. Mas, talvez para poupar os jogadores que jogarão no Chile, o técnico também pode colocar Elano, Neymar e Zé Eduardo no time amanhã.

Um recorde de Falcão na SeleSantos

Com dois gols de Falcão, que aumentou seu recorde para 301 gols com a camisa da Seleção Brasileira de futsal, o Brasil, em jogo amistoso, venceu o Uruguai por 4 a 0, nesta tarde, em São Carlos.

O time chegou a ter os quatro jogadores de linha do Santos Futebol Clube, o líder da Liga Futsal, que cedeu à Seleção Neto, Falcão, Valdin, Jé e Pixote. Além dos dois de Falcão – o primeiro após driblar o marcador, e o segundo de pênalti – os gols foram marcados por Murilo e Jé.

Você acha que Vinícius Simon deve estrear amanhã? E o que dizer de mais um recorde de Falcão, o rei do futsal?


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