Das muitas análises do jogo Santos 2, Atlético-PR 0 que este blog recebeu, esta, de Pedro Reino, foi muito elogiada e comentada. Então, resolvi que merecia tornar-se um post. Espero que gostem.

Por Pedro Reino

O Santos não foi mal no primeiro tempo, é que a retranca foi forte e o goleiro adversário teve um bom tanto de sorte e competência também. Mas aí a entrada do Maranhão trouxe toda a “sorte” para o lado do Santos – digo “sorte” porque na verdade o Pará é que estava mal mesmo, e o time só jogava pela direita para cruzamentos mal-sucedidos.

Neymar podia ter matado a partida em um lance em que preferiu tentar driblar duas vezes dentro da área, ao invés de finalizar após o primeiro corte bem sucedido. Zé Eduardo também teve a chance de fazer o nosso terceiro gol.

A mexida de Alan Patrick por Breitner não foi exatamente feliz, mas naquela altura da partida o time todo já estava cansado e foi nos últimos 15 ou 20 minutos de jogo que pudemos ver com mais clareza que o Vinicius e o Roberto Brum estão fazendo o que podem para se manter entre os titulares. Os dois, junto com Durval, que foi bem de novo hoje (assim como já havia sido contra o Fluminense) e Arouca (que raramente não vai bem), marcaram tudo e evitaram qualquer perigo real.

Maranhão no ataque foi ótimo, mas falhou um tanto na marcação. Sofreu até um amarelo por excesso de vontade, ao entrar atrasado e com força desnecessária em um adversário. Mas está perdoado de tudo porque fez o que ninguém estava conseguindo – o gol – e nos abriu o caminho para essa importantíssima vitória.

Achei relevante e fundamental que o Neymar não tenha batido o pênalti. Também não bateu boca com o árbitro nem com os adversários, e nem por isso deixou de jogar seu futebol. Participou dos dois lances dos gols e fez a diferença como costuma ser.

AVALIAÇÕES INDIVIDUAIS

Rafael – firme no gol, mais uma vez não foi vazado e continua mostrando um preparo diferenciado em lances de bola parada (que são o forte do Atlético Paranaense, por sinal).

Durval – vem jogando melhor com o Vinicius, e acredito que isso prove a minha teoria de que nós devemos ter uma dupla de zaga titular formada por Durval OU Edu Dracena com um companheiro mais veloz/habilidoso.

Vinicius – destaque novamente. O garoto está mostrando serviço! Outra bela atuação!

Léo – melhor do que na última partida, em que cansou e falhou um pouco. Dessa vez subiu menos – até porque tinha gente mais do que o suficiente jogando pela esquerda no nosso ataque – mas, quando subiu, participou de ótimos lances e poderia até ter deixado o seu.

Não pode deixar de ser titular de forma alguma! Léo é a experiência que nós precisamos em muitos momentos da partida, é fundamental no apoio aos mais jovens e um dos líderes da equipe dentro de campo.

Pará – marcou como sempre mas não participou nem um pouco bem das jogadas de ataque. Errou a grande maioria dos cruzamentos e não tabelou com o Neymar como era preciso para abrir a retranca adversária. Sua substituição permitiu que o Santos vencesse. Com o Pará em campo, arrisco dizer que não teríamos vencido, não… (mas tem crédito!)

Roberto Brum – tenho medo de dizer que o Brum foi bem em uma partida. Tenho medo de dizer que o Brum FOI em uma partida, haha. Mas a verdade é que ele tem ido, tem sido titular e incrivelmente não tem comprometido. Isso é muito positivo! Se continuar não comprometendo, a gente fica feliz.

Hoje mostrou bastante garra em especial nos minutos finais, quando nosso time passou a não prender mais a bola no ataque (por causa da saída do Alan Patrick – um erro cometido pelo técnico Marcelo) e sofrer pressão até mesmo com jogadores a menos (pelas contusões de Vinicius e Neymar). Atuação normal… o que é muito positivo quando se trata do Brum, haha.

Arouca – depois de comer o Fluminense com farinha, teve nova atuação de destaque e terminou o primeiro tempo como provável melhor em campo. Arouca é regularidade… quando ele jogar mal, eu aviso! Hehe. Fez ótima partida “para variar”.

Danilo – jogou pouco, já que se machucou logo no começo da partida, e por isso acho desnecessário avaliar sua atuação. Só espero que esteja disponível logo: é um dos três pilares do “novo” Santos do segundo semestre (junto com Alex Sandro e Alan Patrick).

Alan Patrick – bem, mas não tanto quanto contra o Palmeiras e o Fluminense, quando definiu as partidas. Apesar disso, é fundamental. Faz o time jogar, permite que o Neymar não seja o único visado, pode brilhar em uma jogada individual e fazer a diferença. Não pode deixar de ser titular de forma alguma!

Neymar – dispensa comentários. Agora “bom garoto”, tem atuações dignas de ainda melhor nota. Hoje “só” deu um gol para o Maranhão fazer e outro para o Zé Eduardo marcar de pênalti. Fiquei feliz que não tenha batido o pênalti, por sinal, porque não acho que teria sido oportuno. Não é porque agora é “bom garoto” que deixou de ser “monstro”, hehe. Neymar é o melhor que temos – no Santos, no Campeonato, no Brasil, DO Brasil…

Zé Eduardo – sofreu ao menos um pênalti (fora outro lance que eu preciso rever com mais calma, mas também acho que tenha sido), bateu bem o que o Neymar sofreu e converteu com tranquilidade, poderia ter feito nosso 3 x 0 logo em seguida em um lançamento genial do Neymar mas bateu por cima… e, no saldo disso tudo, foi bem mais uma vez e, assim como contra o Fluminense, foi peça-chave da vitória. Grande, Zé! Espero que não saia do ataque independente de quem se recuperar primeiro (Keirrison ou Marcel).

Alex Sandro – entrou ainda no primeiro tempo, melhorou o time e foi o que mais criou durante toda a partida. Marcou forte como costuma e acho curioso que jogue tão melhor quando não entra como titular – mesmo que entre tão pouco tempo depois do hino! Hehe. Alex Sandro é, até agora, o mais regular dos três garotos do segundo semestre (que são – repito – ele, Danilo e Alan Patrick). Peça importante nas nossas últimas vitórias e tem tudo para se firmar na equipe até o final do campeonato, mas não pode, de forma alguma, tomar o espaço do veterano, porém insubstituível, Léo.

Maranhão – como já comentei no post anterior, entrou para jogar com o Neymar pela direita, que estava muito fraca com o apoio pouquíssimo inspirado do Pará, e em dois lances com a nossa Joia definiu a partida. Destaque da vitória e a incógnita de sempre! Haha.

A pergunta que não quer calar é: Maranhão É um bom jogador afinal?! Pouco aproveitado… não teria tido a quantidade de chances que merece ou simplesmente não as mereceu? Quem pode nos responder?

Breitner – ficou pouco tempo em campo mas, diferente do Danilo, que saiu machucado, merece sim ser avaliado. Não entrou muito bem mas penso que isso aconteceu porque entrou no lugar de um jogador que não só não deveria ter saído como não deveria ter substituído.

O problema do Breitner é entrar sempre para ser o único meia da equipe… e aí fica complicado. O garoto é nossa melhor opção para as bolas paradas, tem bom toque de bola e vocação ofensiva, mas não marca bem e não pode entrar para segurar bola porque esse não é seu forte. Hoje isso ficou provado novamente: depois que entrou, o Atlético Paranaense praticamente dominou a partida, só sofremos pressão e não prendemos mais bola no ataque. Culpa do Breitner? Não! Culpa do treinador, que parece não conhecer o estilo de jogo de um de seus suplentes.

Tenho certeza de que a hora que o Breitner entrar para jogar junto com OUTRO meia, e aí tiver mais liberdade para tabelar e jogar ofensivamente, sem a preocupação de voltar o tempo todo para ajudar na marcação, ele vai mostrar seu bom futebol – o mesmo que já mostrou no Sub-23, onde não deveria mais jogar, já que tem qualidade de sobra para ser do elenco do time principal.

Força, Breitner!

Marcelo Martelotte – escalou o time que foi obrigado, já que o “destino” quis que essa formação entrasse em campo no meio da semana e mostrasse ao líder do campeonato que o título ainda não tem dono. Hoje a mesma formação parou na retranca do Atlético Paranaense, mas a entrada de Alex Sandro no lugar do Danilo – substituição feita pelo mesmo “destino” que já havia escalado o time titular – melhorou o time ofensivamente.

Ainda assim, o time do “destino” não furou a retranca em mais de uma hora de jogo, e quem fez a mexida que nos deu a vitória foi o técnico Marcelo Martelotte! Mérito total pela vitória. Só errou ao tirar o Alan Patrick por qualquer motivo que tenha sido – já que contusão não foi – porque isso deu muito campo ao adversário. Tivesse tirado o Léo, para deslocar o Alex Sandro definitivamente para a lateral, e colocado o Breitner para jogar JUNTO com o Alan Patrick, teríamos não só continuado com a posse de bola até o final como provavelmente feito mais gols.

Mas parabéns pela vitória, Marcelo! Você vem fazendo um bom trabalho no comando da equipe. Só nos faça o favor de esquecer que Marcel e Marquinhos fazem parte do elenco, OK? Ah! E que tal lembrar que o Madson FAZ parte do elenco?! SERIA MUITO LEGAL!

Reveja os gols da importante vitória sobre o Atlético-PR