Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: André (page 1 of 10)

Nunca mais tão felizes

Em meados de 2010 fui com a Suzana para um evento do artista plástico Paulo Consentino em um shopping de Santos e nos monitores assistíamos a vários filmes com as brincadeiras de vestiário e as dancinhas daquele time alegre, talentoso e goleador que tinha Neymar, Ganso, Robinho, Wesley, André, Madson, Zé Eduardo, Pará, Arouca… Depois de olhar bem e se divertir com as cenas, a Suzana disse: “Agora talvez eles não percebam, mas algum dia saberão que nunca mais foram tão felizes”.

Lembrei-me disso ao ver um apagado Neymar contra a França. Será que será mais feliz no Barcelona do que foi naquele Santos de 2010? Duvido. Assim como duvido que Ganso se divirta mais com o futebol hoje, no São Paulo; ou Wesley no Palmeiras; ou Pará no Grêmio; ou André, Madson e Zé Eduardo onde quer que estejam. Todos contribuiam para aquela magia que se perdeu quando os artistas foram vendidos.

Os deuses tinham dado o bilhete premiado para o Santos mais uma vez, mas ele foi levado pelas lufadas da incompetência e da falta de visão que têm soprado na Vila Belmiro nos últimos anos. Agora querem que outros Meninos da Vila recuperem na marra o encanto que se perdeu. Faço votos, mas temo que a paciência divina um dia se esgote e o Alvinegro Praiano não consiga mais renascer das cinzas.

Reveja os tempos em que Neymar & Cia eram bem mais felizes:

Você acha que depois de 2010 eles foram tão felizes?


Há motivos para confiar em Willian José?

Não fosse pela resistência de alguns integrantes do comitê gestor e o Santos já teria perpetrado a contratação por empréstimo, até o final do ano, do centroavante trombador Willian José, atualmente no Grêmio. Não entendo essa insistência para trazer um atacante que não deu certo no São Paulo, que o revelou, nem no Grêmio, que o contratou, e que joga na mesma posição de Miralles, André e Giva.

Na verdade, André está fazendo hora-extra no Alvinegro Praiano. Sua recontratação foi um erro. Estático, com problemas crônicos de peso, o rapaz só continua jogando porque conta com a simpatia do técnico Muricy Ramalho e do ídolo Neymar. O argentino Miralles, mesmo com limitações técnicas, tem sido muito mais eficiente.

O melhor dos centroavantes do Santos é o garoto Giva, que veio do Vitória/BA para as categorias de base do Alvinegro Praiano. Insinuante, atrevido, Giva entrou no time e já ganhou a posição, mas está fora devido a uma preocupante contusão do púbis.

Se é para trazer algum William com vocação para fazer gols, o Santos deveria estar olhando com atenção para o ex-Menino da Vila William “Batoré”, da Ponte Preta. Campeão brasileiro com Diego e Robinho em 2002, William vive o auge de sua carreira. Mais experiente, hoje ele conhece os atalhos até o gol adversário. O problema é que, valorizado pelo ótimo Campeonato Paulista, o atacante da Ponte está mais caro, além de completar 30 anos na próxima terça-feira.

Os que defendem a vinda de Willian José dirão que ele jogou ao lado de Neymar na Seleção Brasileira Sub-17 e que tem apenas 21 anos, além de um bom físico de 1,86m e 81 quilos. Mas não se pode tratar jogadores como se fossem aqueles agasalhos grossos que guardamos no armário à espera de um frio que nunca vem. É preciso ter coragem para decidir se serve ou não…

Vejamos o caso do São Paulo: foi preciso tomar duas traulitadas seguidas, no Paulista e na Libertadores, para a diretoria de futebol decidir que Cortez, Fabrício, Cañete, Allison e Luiz Eduardo, entre outros, não servem para um time que quer ser vencedor. Nem mesmo os ex-ídolos Luis Fabiano e Rogério Ceni estão bem cotados para o time que disputará o Campeonato Brasileiro.
No Santos, do jeito que está sendo administrado hoje, provavelmente haveria um acochambramento e boa parte dos jogadores, ou quase todos, continuariam no elenco, recebendo salários e participando dos rachões, como é o caso dos fantasmas Pinga e João Pedro.

Com tantos bons jogadores surgidos no Campeonato Paulista, buscar Willian José é uma atitude preguiçosa e temerária, como foram temerárias as vindas de Ibson, Bill, Pinga e outros que engrossaram e engrossam inutilmente a folha salarial do Santos.

Este lance mostra por que o Grêmio não quis mais Willian José:

Copa Audi, tema de minha coluna de hoje no jornal Metro de Santos

A inexplicável “substituição” do Santos pelo São Paulo na Copa Audi, a ser disputada de 31 de julho a 2 de agosto, é o tema de minha coluna de hoje no jornal Metro de Santos – que pode ser lida no link
http://www.readmetro.com/en/brazil/metro-santos/

É inadmissível que a CBF tenha sido tão discriminatória nesse episódio, negando a autorização ao Santos e aceitando a inscrição do São Paulo – coincidentemente o clube a quem José Maria Marin sempre esteve ligado, desde os tempos em que foi atleta.

Esse episódio não permite empurração com a barriga. O torcedor e o sócio santista clama por uma resposta digna de sua diretoria. Um clube que realmente pode mais e quer ser respeitado não pode ser passado pra trás em assunto tão grave e ficar quietinho.

E você, o que acha da contratação de Willian José?


Galhardo está fora. Felipe Anderson ou Alison podem entrar

galhardo
Galhardo treinou normalmente, mas não foi relacionado para o jogo. Muricy deve improvisar Felipe Anderson ou Alison na lateral-direita (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC)

Pela disposição que mostrou no treino de sexta-feira, imaginei que Galhardo, mesmo abatido pela morte do irmão, pudesse enfrentar o Mogi. Mas o rapaz não foi relacionado para a semifinal que está sendo anunciada no interior como “o jogo do século”. Será que além da mudança de nomes, Muricy poderá entrar com três zagueiros? Isso só saberemos a poucos instantes para o jogo.

De qualquer forma, Felipe Anderson treinou na posição para uma provável emergência. No comando do ataque a lógica seria escalar o atlético argentino Miralles, mas o Muricy tem preferido André, pois acha que o amigo de Neymar sabe jogar “de costas para o gol”.

Assim, o Santos mais provável para tentar o Mogi e se classificar para a sua quinta final consecutiva do Paulistão é Rafael, Felipe Anderson, Edu Dracena, Durval e Léo; Renê Júnior, Arouca, Cícero e Montillo; Neymar e André (ou Miralles).

Quanto ao Mogi, treinado por Dado Cavalcanti, começará a partida com o mesmo time que goleou o Botafogo por 6 a 0 nas quartas de final: Daniel, Caramelo, Tiago Alves, Lucas Fonseca e João Paulo; Magal, Val, Wagner e Roger Gaúcho; Roni e Henrique.

Nas arquibancadas, que receberão cerca de 17 mil pessoas, deverá haver uma supremacia da torcida local na proporção de quase 2 por 1. Mas não me surpreenderei se vermos mais santistas do que o esperado, pois muitos compraram ingressos destinados à torcida do Mogi.

A arbitragem será de Flávio Rodrigues Guerra, auxiliado por Herman Brumel Vani e Danilo Ricardo Simon Manis. Que os deuses do futebol os iluminem e que o vencedor reúna méritos suficientes.

Futebol não é ciência exata

Não sei se é verdade, mas leio que os rendimentos mensais de Neymar no Santos equivalem a quase um ano de folha de pagamentos do Mogi Mirim. E veja que, mesmo assim, o Sapão fez uma campanha um pouco melhor do que a do Alvinegro Praiano e neste sábado pode perfeitamente impedir o sonho santista de seguir em busca de seu inédito tetracampeonato.

Essa é a maravilha do futebol e é por esses fatores mágicos que, apesar de todo o monopólio e toda a riqueza de alguns, os pequenos sempre terão suas oportunidades. Um elenco bem montado, treinado e motivado pode ir longe, como este Mogi está mostrando.

Como santista, espero que a brava caminhada do time do interior acabe neste sábado, sob merecidos aplausos de ambos os torcedores. Espero também um jogo limpo, aberto, bonito e uma vitória convincente do Santos. Mas talvez meu coração esteja controlando minha razão. Sei, como jornalista, que as circunstâncias da partida aconselham a não proclamar um favorito.

Quando a bola começar a rolar, os altos salários dos santistas de nada valerão se não significarem técnica, disposição, determinação e vontade superiores. Reconheço, entretanto, que para essas horas o Santos tem jogadores que se agigantam, como Rafael, Edu Dracena, Léo, Arouca e Neymar. E que a confiança destes cinco acaba se espalhando pelo time todo. Por isso, sem deixar de respeitar o Mogi, confio na classificação do Glorioso Alvinegro Praiano.

Reveja os bastidores de Santos 2 x 0 Mogi, há um ano. Este jogo clasificou o Santos para a semifinal do Paulistão de 2012:

E você, está com que pressentimento para este jogo?


Muricy vai em busca do tetra com “time de segurança”

neymar - escanteio
Neymar, “a bola de segurança” do Santos nessas finais (Foto: Ivan Storti/ Divulgação Santos FC)

No vôlei usam o termo “bola de segurança” para definir a jogada de ataque que tem mais possibilidades de dar certo. O técnico Muricy Ramalho preferiu optar por um “time de segurança” na fase decisiva do Paulista, valorizando a experiência dos jogadores. É uma estratégia coerente, que terá seu teste de fogo logo nas quartas, contra o jovem e impetuoso Palmeiras.

Giva está melhor? Provavelmente. Mas quem jogará é André. Neto tem tido atuações mais seguras do que Edu Dracena e Durval? Eu acho. Mas os veteranos irão à luta. Émerson Palmieri e mesmo Guilherme Santos têm mais força e energia do que Léo? Sim. Mas o Highlander da Vila é que será chamado. Muricy confia na maturidade dos mais vividos para buscar o histórico tetracampeonato. É uma decisão racional, até porque já deu certo antes.

Na hora agá a experiência vale mais do que a juventude? O técnico do Santos acredita que sim e tem fortes motivos para isso. Os times que dirige podem não dar espetáculos, mas estão sempre conquistando títulos. O santista espera que mais uma vez o professor tome as decisões certas.

No domingo, bastaram três minutos para definir o jogo contra o Penapolense e ficar com o terceiro lugar na fase de classificação do Paulista. André e Cícero marcaram aos 25 e 28 minutos do primeiro tempo e apesar do gol do adversário aos 8 minutos da segunda etapa, o bom público de 8.650 pagantes que foi à Vila Belmiro não passou sustos.

O Santos jogou com Rafael, Galhardo, Edu Dracena, Durval e Léo; Alan Santos, Arouca, Cícero e Montillo; André e Neymar. Não se pode dizer que esses jogadores tenham feito uma exibição brilhante, mas jogaram o suficiente para vencer um adversário que tem qualidades, tanto assim que ficou com a oitava vaga para a fase eliminatória.

Mais uma vez gostei de Alan Santos. Bastante regular, o garoto está se firmando no meio de campo. Gostei também das escapadas do Léo pela esquerda. André se mexeu um pouco mais e marcou um belo gol. Continuo esperando mais de Cícero e, principalmente de Montillo. Quanto a Neymar, mais uma vez foi decisivo e merece ser olhado com mais complacência pelos santistas.

Acostumados a ver o Menino de Ouro fazer diabruras a cada partida, muitos se decepcionam quando ele tem uma atuação normal. Porém, se prestarmos bastante atenção, veremos que mesmo quando não rende metade do que pode, o melhor jogador da América do Sul ainda desequilibra. Parte pra cima, apavora a defesa, abre espaço para os companheiros, provoca faltas e cartões… Tê-lo no time é um trunfo do Santos para repetir o feito só obtido pelo extinto Paulistano ainda nos tempos do amadorismo. O tetra estadual é um sonho embalado pela arte de Neymar.

As chances de cada um

Se a lógica absoluta prevalecer, o Santos deve superar o Palmeiras – desde que iguale o espírito de luta do adversário –, enfrentar o Mogi Mirim na semifinal e decidir o título com São Paulo ou Corinthians. Mas nem sempre as previsões funcionam no futebol…

De qualquer forma, para as quartas eu faria um quadro de probabilidades com os seguintes índices:

Santos 55%, Palmeiras 45%
São Paulo 90%, Penapolense 10%
Ponte Preta 45%, Corinthians 55%
Mogi Mirim 65%, Botafogo 35%

Creio que nas semifinais se enfrentarão Mogi Mirim x Santos e São Paulo x Corinthians. Quanto à provável final – sempre imaginando que o Santos chegará a ela –, São Paulo e Corinthians são adversários igualmente difíceis. O São Paulo é mais rápido e o Corinthians mais experiente. O tricolor teria a vantagem de fazer o segundo jogo no Morumbi, enquanto o alvinegro paulistano provavelmente seria obrigado a enfrentar o Santos na Vila Belmiro, onde perdeu a decisão de 2011.

Caso os dois alvinegros se defrontem pelo título, repetirão as decisões de 2009 e 2011. Ou seja: daria para dizer que ano sim, ano não, o duelo dos alvinegros decide o título paulista. Mas ainda é muito cedo para tantas previsões. Ponte Preta, Palmeiras e Mogi Mirim também têm suas chances de disputar o título. Só não acredito, de forma alguma, que Botafogo e Penapolense cheguem lá. Mas no futebol as línguas existem para serem queimadas…

Agora veja os melhores momentos de Santos 2, Penalopense 1:
http://youtu.be/gduyrZ3YvZQ

E você, acha que Muricy está certo em confiar nos mais experientes nessas finais?


0 a 0. Muricy conseguiu o que queria

O comportamento inseguro do Santos no clássico com o Palmeiras, a postura defensiva do Alvinegro Praiano, que abriu mão da iniciativa e se limitou à defesa, dá margem a uma tonelada de críticas ao time e, principalmente, ao técnico Muricy Ramalho. Mas, se for para escrever o que todo mundo escreve, o melhor é o blog nem escrever nada, não é mesmo?

Claro que concordo que André não deveria ser escalado. Já que o professor ousou com Neilton, que colocasse um meia que pudesse fazer a bola chegar ao jovem atacante, assim como a Giva. Escalar Giva e André no mesmo time é usar cinto e suspensório ao mesmo tempo. Ambos têm a mesma função de não deixar a bunda de fora.

Porém, acredito que, diante das ausências de Neymar e Montillo, dois atacantes de técnica e ousadia superiores, Muricy analisou bem o jogo e decidiu que o empate, diante da torcida adversária, seria um bom resultado. E armou um time para não sofrer gols.

Dirão: Ué, mas colocou três atacantes! Sim, mas era só o Santos perder a bola e todo mundo recuava. Tanto, que Giva foi um dos zagueiros mais eficientes do Santos, cortando bolas em escanteios e ajudando Bruno Peres na marcação.

Na verdade, em boa parte do jogo o Santos não jogou. Abdicou totalmente da posse de bola e se contentou em marcar. Por esse comodismo tático, bem que merecia ter sofrido um gol e perdido o jogo. Wesley e Leandro dominaram o meio-campo. O Palmeiras teve mais chances, temos de admitir.

Mas algo me diz que se o Santos fosse dirigido por Dorival Junior, teria ido mais pra cima do adversário, criado mais oportunidades e, no fim, teria perdido o jogo. O Santos de Dorival tinha grandes buracos na defesa.

Muricy valoriza a defesa e talvez por isso tenha essa característica de dificilmente perder um clássico paulista. Mesmo quando coloca o time atrás, vivendo de contra-ataques, ele costuma se dar bem no fim.

Para não dizer que não falei de flores, novamente escolho Giva como o melhor do Santos. O rapaz é polivalente. Defende, tabela, arremata – e quase marca, em uma cabeçada pro chão.

André, para variar, foi o pior. Arouca, o mais ativo pelo meio. Renê Junior destruiu, lutou… E o Cícero? Começou bem no time, participativo, marcando gols, mas anda sumindo a capa partida. Está na hora de decidir o que quer dessa sua passagem pelo Santos.

Não cobrarei nada de Neilton, que se mexeu bem, mas não teve espaço. Alan Santos deu mais estabilidade ao meio-campo.

O jogo foi feio, sem criatividade, mas a classificação, o empate foi bom. O time continua no G4 e agora terá jogos em casa. Quero esse tetra de qualquer jeito! Mas depois eu farei questão de ter meu Santos de volta.

E você, o que achou de Palmeiras 0, Santos 0?


Older posts

© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑