Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Aniversário

Um post intruso – Parabéns Odir Cunha!

É amigo Odir, não costumo me intrometer diretamente no blog, prefiro ficar sempre por trás das cortinas o auxiliando para que tudo transcorra bem. Porém, hoje não poderia deixar passar batido, muito menos permitir que muitos de seus amigos e leitores não soubessem dessa data!

Dia 17 de Setembro não pode passar em branco! Parabéns pelo seu aniversário Odir! Felicidades, muita saúde e sucesso pra você. Pra quem sempre nos presenteia com seus textos, essa singela e breve homenagem. Mas o presente de verdade que eu desejo pra você são títulos e mais títulos do nosso glorioso Santos FC. (um presente bem egoísta, concorda?)

Pra puxar o saco do meu amigo nesse dia especial, peço para que os leitores também prestem sua homenagem nos comentários. Num blog onde os leitores demonstram tanto conhecimento futebolístico e habilidade com a escrita, não vai levar muito tempo para que apareça um texto do nível que o Odir Cunha merece.

Um grande abraço!

Vítor.


Homenagem de Mauro Mcfly e Blog do Odir ao aniversário do time mais misterioso do mundo


Parabéns Zico, o supercraque que o Santos não quis

Pelé e quem seria seu herdeiro no Santos

Hoje, 3 de março, é dia em que Arthur Antunes Coimbra, o Zico, popular “Galinho de Quintino”, comemora 57 anos. Carioca, filho de portugueses, Zico era tão franzino quando chegou ao Flamengo, que só se firmou como titular em 1974, com 21 anos. Com ele, o clube carioca, que jamais havia conquistado um título nacional, conquistou quatro, além de mais sete estaduais, uma Libertadores e um Mundial.

A história do Flamengo não pode ser contada sem se falar, muito, de Zico, pois ele, bem coadjuvado por Junior, Andrade Adílio, Tita e outros bons jogadores, conquistou os títulos mais importantes do clube – pelo qual marcou 508 gols como profissional, em 731 partidas (média de 0,69 por jogo).

Pena que não tenha tido a sorte de ser campeão do mundo com a Seleção Brasileira em em 1982 e 86. Sua geração, que tinha ainda foras de série como Falcão e Sócrates,bem que merecia. Também não jogou em um time de ponta na Europa. Em 1983 foi vendido ao Unidese, da Itália. Não fracassou lá. Na verdade, tirou leite de pedra. Mesmo em um time limitado, marcou 56 gols em 76 jogos. Depois, semeou o futebol no Japão, pelo Kashima Antlers, pelo qual marcou mais 54 gols em 88 jogos.

Em uma noite de 1980, em Ribeirão Preto, vi, de dentro do campo, Zico jogar. Sem lugar na pequena tribuna de imprensa do estádio do Comercial, o Palma Travassos, tive de ficar às margens do gramado, ao lado dos repórteres de rádio. O Galinho pegava a bola no meio do campo e vinha serpenteando entre os zagueiros. Era liso, insinuante, se destacava dos demais, sem dúvida.

Não fosse Zico, o Santos de Pita provavelmente teria sido campeão brasileiro nos anos 80. Por azar, os Meninos da Vila sempre pegavam o Flamengo pela frente, time que, além de ser muito forte, era claramente protegido pela arbitragem e pela CBF. Bem, mas Zico não tinha nada a ver com isso.

Em 1983 as duas equipes decidiram o título nacional. Depois de ganhar no Morumbi por apenas 2 a 1, em jogo que merecia ter feito quatro ou cinco, o Santos foi ao Rio precisando “apenas” de um empate. O técnico Formiga passou a semana planejando uma forma de segurar o ataque do Flamengo. Mal o jogo começou, porém, e Zico marcou. Era dose.

Mas, como craque é craque e quem gosta de futebol gosta de ver talento em campo, seja de que time for, faço esta homenagem ao Zico, que conheci na cobertura dos treinamentos da Seleção de Telê Santana,  em 1981.nos preparativos para a Copa da Espanha.

Sei que em 1974, quando Pelé parou e Carlos Alberto Torres queria muito sair do Santos e voltar para as praias do Rio, o presidente do Flamengo chegou a propor ao Santos uma troca de Carlos Alberto, um ídolo no Rio, por um garoto promissor da Gávea. O presidente do Alvinegro Praiano, Modesto Roma, nem quis ouvir o resto da história.

Trocar o capitão do Tri por um garoto franzino apenas “promissor”? Ora, que o cartola rubro-negro fosse cantar em outra freguesia. Pois assim, sem mais, o Santos deixou de ter o melhor herdeiro para a camisa 10 de Pelé e prosseguir, por mais uma década, com o rosário de vitórias e títulos que desfiava desde 1955.

Tudo bem. Depois vieram Diego, Robinho, agora Neymar… e a vida seguiu, sorrindo novamente para os lados da Vila Belmiro. Mas que Zico ficaria muito bem com a 10 da Vila, ah, como ficaria… E ele se sentiria honrado se isso acontecesse, como me confidenciou em uma tarde de treino da Seleção lá na Toca da Raposa. Parabéns Zico! O futebol agradece.


Parabéns para você, Dorval!

Muitos gols de Pelé começaram com ele

Hoje o melhor ponta-direita da história do Santos está comemorando seu 75º aniversário. Gaúcho de Porto Alegre, onde começou no Força e Luz, Dorval Rodrigues veio para o Santos no final dos anos 50 e formou no ataque lendário que começava por ele e prosseguia com Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Mesmo com tantos artilheiros no time, Dorval fez 198 gols com a camisa do Santos, média de um a cada três partidas. Sua facilidade, tanto para chegar à linha de fundo, como para cortar para dentro e bater para o gol, tornavam-no uma ótima opção ofensiva. Mas, quando tinha de ajudar a defesa, também se saía muito bem.

Poucos se dão conta, mas foi Dorval um dos maiores responsáveis pelas goleadas de 5 a 0 e 4 a 0 que o Santos obteve contra o Botafogo de Garrincha e Nilton Santos na final da Taça Brasil de 1962 e na semifinal da Libertadores de 1963, ambas no Maracanã. Sua velocidade destruiu a lenta habilidade de Nilton Santos e construiu essas duas memoráveis vitórias sobre o alvinegro carioca.

Dorval também foi muito importante nos jogos contra o Milan – quando o Santos obteve o bicampeonato mundial sem Pelé, Calvet e Zito – e na lendária partida contra a Seleção da Tchecoslováquia, que o Santos venceu por 6 a 4 pelo Hexagonal do Chile de 1965. No dia seguinte um jornal de Santiago saiu com a seguinte manchete: “Em nenhum lugar do mundo se viu um futebol assim”. E Dorval, autor de um gol, foi um dos responsáveis pelo nível superior daquele futebol.

Conheço bem Dorval e não há quem não tenha carinho por ele, que hoje usa o ensino do futebol para afastar adolescentes carentes de caminhos que não levam a nada. No inverno de 2005 fui com ele e sua mulher, Cristina, para a distante Pato Branco, no Paraná, onde o santista exemplar Adriano Riesemberg organizou um fim de semana inesquecível para que eu lançasse lá o livro Time dos Sonhos e Dorval pudesse viver novamente dias de celebridade.

Na sua simplicidade, Dorval conquista a todos e é muito bom estar com ele. É impossível não ser, emocionalmente, grato a ele, por tudo que foi como jogador e por tudo que é como ser humano.

Quer enviar uma mensagem a Dorval? Use o espaço dos comentários para isso. Prometo que entregarei todas a ele.


Parabéns Pepe. Sem você o Santos não seria o que é.

Pepe, ao centro, com dois amigos.

Hoje o filho de espanhóis José Macia, que conhecemos por Pepe, faz 75 anos. Dizer que sua vida e a vida do Santos se confundem, não é só força de expressão. É a pura realidade.

Ele nasceu em Santos em 1935, ano em que o Alvinegro conquistou seu primeiro título paulista, o mais importante da época. Aos 20 anos marcou o gol que deu ao clube o seu segundo título estadual, na vitória de 2 a 1 sobre o Taubaté, na Vila Belmiro.

Em todos os seus 15 anos de carreira só vestiu três camisas: a do Santos e as das Seleções Paulista e Brasileira. Jogou no Alvinegro de 1954 a 1969, ganhou dezenas de títulos e em 750 partidas marcou 405 gols – alguns deles decisivos para conquistas memoráveis, como os dois na vitória, de virada, sobre o Milan, que tornou o Santos o primeiro bicampeão mundial de clubes.

Pela Seleção, marcou mais de 40 gols. Foi campeão do mundo em 1958 e 1962. Era para ser o titular nas duas Copas, mas contusões  de última hora fizeram-no perder a posição.

Quando abandonou a carreira, sem jamais ter sido expulso de campo – o que lhe valeu o Prêmio Belfort Duarte – tornou-se técnico do Santos e levou a equipe ao título paulista de 1973.

Lenda viva do futebol, Pepe, o eterno “Canhão da Vila” é um jogador que orgulharia qualquer equipe do mundo. Mesmo no Santos, de tantos ídolos imortais, ele merece um lugar especial na nossa memória e em nosso coração.

Obrigado, Pepe. É muito bom saber que você ainda está forte e cheio de histórias para contar. Parabéns, maior artilheiro humano da história do Santos (o Pelé, nós sabemos, é um ET).

E você, quer enviar uma frase de felicitações pelo aniversário do nosso grande Pepe? Deixe a sua no espaço para os comentários. Ele lerá todas, eu garanto.


© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑