Mesmo desfalcado, pela CBF, de seus astros Neymar e Ganso, o Santos enfrentará o Corinthians hoje, às 21h50m, na Vila Belmiro, pensando na vitória. Mas, sem pressa. Depois de insistir com um estilo mais ofensivo, que não deu certo, Muricy Ramalho deve deixar Ibson no banco e iniciar a partida com três zagueiros e um meio-campo formado por Arouca, Henrique, Elano e Diogo.

Borges será o único atacante de fato, mas terá o apoio de Diogo quando o Santos tiver a bola. Elano e Arouca também avançarão, além dos alas Pará e Léo. Muricy se cansou da instabilidade provocada pela desorientação de Ibson, que nem defendia e nem atacava com eficiência.

Com o mesmo espírito com que disputou a Copa Libertadores, o Santos se preocupará primeiro com a defesa e depois com o ataque. O time que treinou esta semana e que deverá entrar em campo é Rafael, Bruno Rodrigo, Edu Dracena e Durval; Pará, Henrique, Arouca, Elano e Léo; Diogo e Borges.

Muricy deve repetir o time que funcionou contra o Ceará, com Diogo se aproximando para tabelar com Borges, mas fechando o meio quando o time perder a bola.

Na décima-sexta posição no Brasileiro, o Alvinegro Praiano pode ganhar uma nova motivação no campeonato ao vencer o rival, além de se afastar da zona de rebaixamento. Algo me diz que hoje Léo, Elano e Borges serão os destaques santistas. No adversário, Alex e Willian são os mais perigosos.

O alvinegro da capital, que acabou favorecido pelo jogo da Seleção Brasileira, pois perdeu apenas o seu volante Ralf, joga por um empate ou uma vitória para retomar a liderança do Brasileiro. Seu time mais provável para hoje é Danilo Fernandes; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Moradei, Paulinho, Alex e Danilo; Willian e Emerson.

O confronto década por década

Das dez décadas de confrontos entre as duas equipes, naquela que eu chamo de a maior rivalidade alvinegra do mundo, o time da capital levou vantagem em sete, mas o Santos teve mais vitórias na primeira, a de 1910, na última, a de 2000 ao final de 2009, e na do meio, a de 1960.

Desde o início da década de 1990 há grande equilíbrio entre as equipes. Nos anos 90 o Corinthians teve cinco vitórias a mais; nos anos 2000 o Santos teve um saldo de seis vitórias e desde 2010 os times já jogaram seis vezes, com três vitórias do alvinegro paulistano, duas do Santos e um empate.

Assim, desde o início de 1990 os alvinegros já se defrontaram 78 vezes, com 30 vitórias para cada lado e 18 empates. O jogo de hoje pode desempatar a disputa.

Curiosamente, se a história for dividida em blocos, o santista pode alegar que depois dos pioneiros anos 1910, que apresentaram um saldo de duas vitórias para o Santos (ou três, se foram contados apenas jogos oficiais), o Alvinegro da Vila Belmiro teve um saldo de quatro vitórias nos 30 anos do período de 1940/50/60 e novamente um saldo positivo (de uma vitória) nos 20 anos de 1990 e 2000. Assim, seriam 60 anos de liderança santista, contra 40 dos adversários. Veja até onde pode levar a discussão entre torcedores…

Hoje o Santos é Brasil

Como se sabe que, além de sua enorme torcida, o Santos é o time grande de menor rejeição no País, hoje mais uma vez ele terá a maioria dos brasileiros a seu favor, torcendo por sua vitória contra aquele que, estatísticas comprovam, carrega a maior taxa de rejeição.

Portanto, para o Brasil amanhecer mais feliz amanhã, para os trabalhadores brasileiros esquecerem a crise, a violência, o trânsito e os outros problemas do cotidiano e encararem seus fazeres com mais motivação e alegria, é importante que o querido Alvinegro Praiano vença o jogo desta noite.

Por falar em alegria, reveja a heróica vitória sobre o rival no Paulista de 2006, quando a arbitragem fez de tudo para impedir o triunfo santista, mas Geilson não deixou:

E você, o que espera do jogão de hoje na Vila Belmiro?