Blog do Odir Cunha

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Brasileiro: o que esperar desta primeira rodada

Neymar e André: armas do Santos contra o Botafogo

Hoje, 18h30m

Botafogo x Santos
Os campeões de Rio e São Paulo se encontram logo de cara. O primeiro, completo, o segundo, sem cinco titulares. Mas Neymar, André, Marquinhos e Wesley jogarão, o que pode manter alto o padrão de jogo dos santistas. O matreiro Joel Santana promete apagar o brilho dos Meninos. Mas o empate deixaria todo mundo mais ou menos satisfeito.

Atlético-GO x Grêmio
Empolgado pela ótima fase, o campeão goiano, semifinalista da Copa do Brasil, sabe, entretanto, que desde o início deverá jogar para ficar longe das últimas posições. Portanto, para o Grêmio pode ser apenas uma estreia, mas para o time de Goiás é muito mais do que isso. E vontade, a gente sabe, decide partidas.

Palmeiras x Vitória
Se o Vitória, semifinalista da Copa do Brasil, poupar titulares, aumentarão as chances de Antonio Carlos Zago segurar-se no cargo. Do contrário, um Palmeiras à beira da crise viverá mais alguns momentos de muita tensão no Parque Antártica.

Amanhã, 16 horas

Flamengo x São Paulo
O São Paulo tem jogado mal. O Flamengo também. Mas passar pelo Corinthians na Libertadores deu novo ânimo ao time carioca, que estará mais motivado do que o tricolor.

Atlético-MG x Vasco
No Mineirão, com Diego Tardelli e Muriqui em grande fase, o Atlético é franco favorito.

Internacional x Cruzeiro
Dois brasileiros que podem vencer a Libertadores, Inter e Cruzeiro fazem um jogo em que só mesmo o local pode fazer o favoritismo pender para o time gaúcho.

Corinthians x Atlético-PR
O Atlético-PR não é mais o mesmo da primeira metade da década, mas pode aproveitar a quase-crise do Corinthians para ao menos segurar o empate, o que já seria desastroso para o time do quase-demissionário Mano Menezes.

Amanhã, às 18h30m

Ceará x Fluminense
Não sei como o Ceará tem jogado. Mas o Fluminense não inspira confiança e não deve estrear com vitória em Fortaleza.

Guarani x Goiás
O Guarani já estreia tentando fugir da zona de rebaixamento. O time é um dos mais fracos do campeonato e não pode perder chances de fazer pontos em casa.

Avai x Prudente
Dois times emergentes. Mesmo jogando em casa, o Avaí não é muito favorito contra o Grêmio Prudente, que sempre monta times competitivos no Brasileiro.

E você, o que acha que acontecerá nesta primeira rodada do Brasileiro?


Grande jogo, vitória justa do Palmeiras e muitas lições ao Santos

Não há o que contestar na vitória do Palmeiras sobre o Santos por espetaculares 4 a 3, na Vila Belmiro. Um belo jogo e um marcador que lembra os anos 60. Méritos indiscutíveis do time da capital, que nunca desanimou, mesmo quando esteve perdendo por 2 a 0 e parecia na iminência de sofrer mais uma goleada dos alegres (hoje nem tanto) e implacáveis Meninos da Vila.

Ao reverter um resultado que provavelmente instalaria mais uma crise no clube, o Palmeiras – no qual se sobressaíram Robert (três gols), Diego Souza, Pierre e Cleiton Xavier – agora não só volta a sonhar com a classificação para as semifinais do Campeonato Paulista, como deixou à mostra algumas deficiências na decantada equipe de Dorival Junior.

Faltam fundamentos a Felipe e André

É compreensível que o Santos queira valorizar seus jovens jogadores, que poderão ser bem negociados com o exterior em futuro próximo. Mas, entre eles, há dois que não merecem ser titulares do time: o goleiro Felipe e o centroavante André.

Têm alguma qualidade? Sim. Têm potencial? Claro. Mas Felipe sai muito mal do gol e pula atrasado. Pode-se dizer que todas as bolas que foram ao gol santista, entraram. Se Fábio Costa já está recuperado, deve voltar. Ou, se não o querem mais no clube, que outro goleiro, mais experiente, seja contratado. Felipe ainda não inspira confiança.

André não pode ser titular se há um Zé Eduardo no elenco. O garoto que veio da divisão de base cabeceia mal (teve grande oportunidade hoje e a desperdiçou bisonhamente), protege mal a bola e chuta sem força e direção. Zé Eduardo bate melhor a gol, é mais experiente, mais forte e mais corajoso.

Além dos dois citados, hoje a dupla de zagueiros Edu Dracena e Durval, sem boa cobertura, não foi bem, perdendo muitas bolas pelo alto. Wesley e Robinho também não reeditaram suas melhores atuações. Wesley chegou a relembrar os tempos do técnico Leão, tentando driblar e perdendo a bola em situações que provocaram chances de gol ao adversário. Robinho não acertou um chute a gol. É um fundamento que ele precisa continuar treinando, já que ainda é uma de suas deficiências.

Paulo Henrique fez grandes jogadas, mas às vezes, como o seu descobridor Giovanni, parece estar com a cabeça no mundo da Lua. Quem me surpreendeu positivamente, foi Pará. Fez um golaço e apoiou sempre com perigo pela esquerda.

O que Dorival Junior deve ter aprendido

Apesar de ter perdido um jogo que podia perder e que não deve comprometer a classificação do time para as semifinais, Dorival Junior deve ter aprendido que o risco de se jogar determinadas partidas com três atacantes não vale a pena. Caso tivesse mais um marcador nato ajudando Arouca na proteção da cabeça de área, dificilmente a equipe teria sofrido tantos gols.

Sem tirar os méritos do Palmeiras, que nunca se conformou com a derrota que se desenhava, o certo é que seu ataque só fez um gol de jogada “normal”: o segundo, de Robert, após cruzamento de Armero. No mais, foram dois de cruzamentos na área e um de uma falha na saída de bola do Santos. Ou seja, dos quatro gols sofridos, três foram por culpa da defesa santista, que ao menos em jogos importantes não pode ficar tão exposta.

Poderia ser uma goleada, foi uma bela virada!

Quando, aos 37 minutos do primeiro tempo, Neymar penetrou livre, bateu fraco e Marcos fez a defesa, parecia que o Santos transformaria o Palmeiras em novo Naviraiense. Não seria 10, claro, mas era de se esperar uma meia dúzia de gols. Com a vantagem de 2 a 0 (Pará aos 8 e Neymar aos 30), era o Santos quem parecia mais interessado em atacar. Porém, o primeiro gol do Palmeiras, em uma bola parada, mudaria tudo e deixaria evidentes algumas falhas nessa fogosa equipe santista.

O gol surgiu aos 41 minutos. Cleiton Xavier cobrou falta na lateral direita na grande área, Felipe saiu mal, e Robert marcou de cabeça. Inexperiente, o Santos tentou marcar o terceiro nos minutos finais do primeiro tempo e acabou abrindo espaços na defesa. Apenas dois minutos depois de fazer seu primeiro gol, o time da capital avançou pela esquerda, com Armero, que cruzou para Robert pegar de primeira e empatar o jogo.

Logo aos 11 minutos do segundo tempo, em nova bola parada, Cleiton Xavier colocou na área pequena e após um bate-rebate Diego Souza, de cabeça, colocou o Palmeiras na frente. Em desvantagem, o Santos avançou e tornou a pressionar o adversário, até que aos 35 minutos Paulo Henrique Ganso acertou uma de suas enfiadas para Madson, que, tocou na saída de Marcos para empatar em 3 a 3.

Quando parecia que o Santos estava mais perto do gol da vitória, uma saída de bola errada de Durval e uma desatenção de Arouca permitiram a Robert fazer o corte, penetrar e acertar um belo chute no ângulo direito de Felipe, que novamente saltou atrasado. Nos últimos minutos o Santos ainda tentou o empate, em vão.

Ao apito final do árbitro Antonio Rogério Batista do Prado, que teve boa atuação (expulsou Neymar aos 37 minutos do segundo tempo e Léo, do Palmeiras, a 44), os palmeirenses comemoraram como se tivessem conquistado o Copa do Mundo. A vitória, de garra, confirmou a tradição que faz do Palmeiras o único dos grandes da capital que costuma levar vantagem sobre o Santos na Vila.

As duas equipes só voltam a jogar pelo Campeonato Paulista no próximo fim de semana: o Santos enfrentará o Ituano, às 19h30min, na Vila Belmiro, e o Palmeiras jogará sábado, às 17 horas, contra a Ponte Preta, no Palestra Itália.

 

Santos: Felipe; Wesley (Madson), Edu Dracena, Durval, Pará; Arouca, Marquinhos (Maranhão), Paulo Henrique Ganso; Neymar, Robinho e André (Zé Eduardo). Técnico: Dorival Júnior

Palmeiras: Marcos; Eduardo (Márcio Araújo), Léo, Danilo e Armero; Pierre, Edinho (Ivo), Cleiton Xavier e Diego Souza; Éwerthon (Lincoln) e Robert. Técnico: Antônio Carlos Zago.

Árbitro: Antonio Rogério Batista do Prado, auxiliado por Dante Mesquita Júnior e Rogério Pablos Zanardo.

Público: 11.452. Renda: 543.945,00

Cartões amarelos: Edinho, Léo, Eduardo e Diego Souza (Palmeiras); Pará e Robinho (Santos).

Cartões vermelhos: Neymar (Santos), aos 37 minutos do segundo tempo e Léo (Palmeiras), aos 44 minutos do segundo tempo.

Gols: Pará, aos 10 minutos, Neymar, aos 30 minutos, Robert, aos 41 e aos 43 minutos do primeiro tempo; Diego Souza, aos 11 minutos e Madson, aos 35 minutos do segundo tempo e Robert, aos 41 minutos do segundo tempo.

E você, amigo leitor e leitora, o que achou do jogão na Vila? Provou que o Santos não é isso tudo e que o Palmeiras ainda poderá brigar pelo título estadual, ou foi uma virada provocada pela falta de experiência dos santistas? Acha que exagero ao dizer que Felipe e André não podem ser titulares do Santos? Quero ler o seu comentário.


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