Uma foto para cada ano de vida do grande artilheiro (por Wesley Miranda)

Hoje Coutinho, “o rei da pequena área”, completa 69 anos. Rápido, inteligente, habilidoso, gelado diante do goleiro, Coutinho chegou a ser um atacante tão eficiente e decisivo quanto Pelé.

Terceiro artilheiro do clube, com 370 gols em 457 jogos, Antônio Wilson Honório, que a mãe chamava de “Coto”, nasceu em Piracicaba em 11 de junho de 1943 e veio para o Santos em 1958, aos 14 anos. Ganhou 20 títulos pelo Alvinegro Praiano entre 1958 e 1970 – no primeiro, o Rio-São Paulo de 1959, tinha apenas 15 anos quando marcou dois gols na final contra o Vasco, que o Santos venceu por 3 a 0, no Pacaembu.

O atacante Almir Albuquerque, ou Almir Pernambuquinho (1937 – 1963), que substituiu Pelé na final do Mundial Interclubes de 1963, analisou assim Coutinho na página 106 do livro “Eu e o Futebol”:

“Há um jogador injustiçado no futebol brasileiro: Coutinho. O Couto jogou durante muitos anos ao lado de Pelé. Só pôde fazer isso porque tinha uma inteligência e um futebol acima da média. Aquelas tabelinhas entre eles são a prova disso: trocavam oito a dez passes a curta distância, em alta velocidade, e atravessavam uma floresta de adversários. Muita gente fez tabelinha com Pelé, mas com aquela eficiência, aquela beleza (eles pareciam dois artistas, uma pintura), só o Coutinho…”.

Como jogador, Coutinho sempre se deu bem quando enfrentou o Corinthians, de quem nunca perdeu em jogos do Campeonato Paulista, ou quando teve Pelé como companheiro. É famosa a história de sua participação em um jogo contra o alvinegro da capital pelo Paulista de 1966, quando estava gordo, fora de forma, e foi chamado pelo técnico Lula para quebrar o galho, já que o time estava sem centroavante para aquele clássico.

O Corinthians tinha um bom time, com Rivelino, Garrincha, e o jogo seguia equilibrado até que dos 21 aos 38 minutos do primeiro tempo Coutinho marcou três gols no goleiro Marcial e definiu a partida.

Mesmo com os joelhos abalados e a propensão para engordar, ele chegou a ser cogitado por João Saldanha para a Copa de 1970. “Se estiver bem, é o melhor centroavante do Brasil”, disse Saldanha.

Ao encerrar a carreira, Coutinho foi técnico do Santos em 1981 e 1995. Dirigiu o time em 17 partidas, com cinco vitórias, sete empates e cinco derrotas. Também trabalhou nas categorias de base.

Um vídeo-homenagem de Wesley Miranda a Coutinho

O amigo Wesley Mniranda, esse notável pesquisador de fatos e imagens sobre a rica história do Santos, montou a colagem – com 60 fotos de Coutinho – que abre esse artigo, e produziu também esse vídeo abaixo, com gols e jogadas do maior centroavante que passou pela Vila Belmiro. Volte no tempo e desfrute da arte do único jogador que acompanhou a genialidade de Pelé:

Você teria algo a dizer ao aniversariante Coutinho? Fique à vontade.