Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Apodi

A ousadia do Fritz


No primeiro turno o time do Fritz levou a melhor graças a este golado de Apodi.

O grande duelo de hoje, às 19h30, na Vila Belmiro, não terá Lucas Lima, servindo a Seleção Brasileira; Gabriel, recuperando-se de lesão na coxa, e nem Apodi, a grande arma da Chapecoense, que, contundido, não viajou para Santos. Tem santista que já conta com a vitória, que deixará o Santos a uma rodada do G4, mas eu prefiro colocar as barbas de molho. Até porque meu amigo Fritz, de Chapecó, está certo de que hoje a Chapecoense derrotará o Santos em plena Vila Belmiro.

– E aí, Odir, pronto para perder essa série de sete vitórias consecutivas?

– Quem fala?

– O Fritz, seu amigo de Chapecó.

– Ah, é você, Fritz? Eu deveria ter percebido pelo sotaque. Ainda tem coragem de me ligar antes de um jogo do seu time na Vila? O que acha que vai acontecer? Viu o Vasco ontem no Beira-Rio? Tudo indica que será algo parecido.

– Ah, vocês são muito confiantes. Se o seu time fosse tão bom, não estaria só dois pontos na frente do meu.

– Era começo de campeonato, muitas mudanças. Agora, com o Dorival Junior, a coisa pegou no breu. Hoje é dia de atropelar. Anota aí a placa: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Marquinhos Gabriel; Geuvânio, Neto Berola e Ricardo Oliveira.

– Atropelar quem? Sem Lucas Lima, que arma todas as jogadas para vocês, e sem a rapidez do Gabibol, seu time perde muito do poder ofensivo (o Fritz fala como comentarista esportivo). Hoje o Vinícius Eutrópio já disse que a Chape vai surpreender.

– E esse seu técnico que tem nome de remédio para bronquite – Eutrópio -, vai fazer que milagre sem o grande Apodi e ainda sem Roger, Gil e Cléber Santana?

– O Santana vai ficar no banco e pode entrar. Mas eu é que lhe pergunto: o que um ataque com Neto Berola e Marquinhos Gabriel vai querer pra cima da nossa defesa, que terá o grande Neto, que já foi de vocês?

– O Marquinhos Gabriel até que está jogando bem. E você se esquece do Geuvânio e do Ricardo Oliveira? E da pressão da Vila?

– Que pressão? De oito mil gatos pingados? Nossa Arena Condá cabe mais pessoas (22 mil, contra 16 mil da Vila). Nosso time está acostumado a jogar em estádio pequeno. Aliás, todo time grande está com estádio grande, só o seu continua jogando na Vila. Deus dá asa à cobra, mesmo…

– Que mané asa à cobra, o quê, Fritz? Quer comparar o Urbano Caldeira, um estádio histórico, que vai completar 100 anos no ano que vem, onde Pelé marcou mais gols, com a sua Arena Condá, inaugurada em 1976?

– Meu amigo Odir, quem vive de história é museu. Dar asa a cobra, sim, pois se fosse a Chape que tivesse uma torcida grande como a de vocês, estaria jogando em estádios maiores e faturando muito mais. Vocês estão ficando no mesmo nível da gente, é ou não é?

– Você está sonhando. O Santos tem torcedores em todo o Brasil, é um time universal.

– É, mas joga para meia dúzia. Você sabia que a média de público de vocês é só três mil pessoas a mais do que a nossa? Mas os jogos na Arena Condá dão mais lucro do que na Vila? Aliás, como conselheiro do seu clube, já conseguiu decifrar o que são essas despesas diversas nos jogos de vocês?

Diante do meu silêncio, Fritz continuou:

– Nossa Chape subiu para a Série A com uma folha de pagamentos de 500 mil reais, menos do que vocês pagavam para o bonde Damião. Aqui o pessoal é trabalhador, Odir. Não é essa mamata da sua cidade, não.

– Que mamata?

– Essa mania de viver mamando no peixe. Peixe não é mamífero, não, meu chapa. Mas deixa pra lá. Só quero lhe dizer que hoje a Chape vai ganhar de vocês na Vila e passar na sua frente na classificação do campeonato.

– Mas nem matando. Vai valer quanto?

– Cinquenta mangos está bom?

– Fechado. Mas depois não adianta chorar.

Fritz deu uma risadinha, mandou lembranças pra família e desligou. Se o Santos não ganhar, vou cobrar essas cinqüenta pilas do Neto Berola.

Muita coincidência ou Zveitão 2?


Ontem, no mesmo momento em que o Fluminense tinha um gol legítimo anulado, que lhe daria o empate contra o Corinthians; o Atlético Mineiro tinha um pênalti inexistente marcado contra si, a favor do Atlético Paranaense. Antes, Marcos Rocha, lateral-direito do Atlético, já tinha sido expulso por reclamação. Esses três erros de arbitragem foram decisivos para aumentar para sete pontos a diferença entre o alvinegro paulistano e o alvinegro de Minas, na corrida pelo título brasileiro.

Quando se sabe que a diferença anterior, de quatro pontos, já tinha sido forjada por interpretações contraditórias da regra do pênalti, que em todos os casos duvidosos favoreceu o time paulista e desfavoreceu o mineiro, fica-se com a impressão de que é muita coincidência a favor de um time e contra o outro. Ou há um novo Zveitão em marcha?

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E você, acha que vou ganhar ou perder a aposta com o Fritz?


Qual deve ser o salário do jogador de futebol no Brasil?

Duas notícias, antagônicas, nos fazem pensar sobre a séria questão dos salários dos jogadores de futebol brasileiros. A primeira, de alguns dias, assinada por Samir Carvalho, do UOL, diz que Robinho usa o interesse do Flamengo para conseguir um salário de um milhão de reais por mês e um contrato até 2020 no Santos. A segunda, de Vladimir Bianchini, do ESPN.com.br, informa que no Goiás, líder momentâneo deste Brasileiro, o salário máximo é de 50 mil reais e a diretoria decidiu não negociar mais com empresários, só diretamente com os jogadores.

Leia a matéria de Samir Carvalho, do UOL

Leia a matéria de Vladimir Bianchini, da ESPN.com.br

Se já é muito difícil determinar o salário ideal para qualquer atividade, a coisa se complica ainda mais quando se trata de um jogador de futebol, pois aí entramos no mercado do entretenimento, do show business, em que o atleta não vale apenas por suas qualidades físicas e técnicas, mas pelo que representa, pelo que atrai de público e patrocinadores.

Lembro-me de um amigo que ironizava o fato de se pagar uma fortuna ao pugilista Mike Tyson para ele “trabalhar” apenas alguns segundos, já que nocauteava seus adversários pouco depois do início dos combates. Porém, eram segundos vistos, ao vivo, pelo mundo inteiro, fora toda a fase de preparação e as matérias posteriores à luta.

Por isso, eu diria que Robinho, como um dos poucos astros do futebol brasileiro, ou o único em atividade no Brasil, merece mesmo ganhar mais do que todos os outros. Mas quanto ele deve ganhar depende de mais fatores que precisam ser levados em conta, tais como: Quanto ele aumentou o faturamento do Santos, tanto em patrocínio, como em arrecadação nos jogos, ou em verba de pay per view? Esse valor tem compensado, com sobras, o investimento que o Santos fez nele?

Sim, ele foi essencial na conquista do título paulista, que deu ao Santos o prêmio de três milhões de reais, porém, é bom que se diga, não jogou sozinho. Lucas Limas, Ricardo Oliveira e Geuvânio também foram importantes ao longo da campanha.

Outro detalhe importante para se analisar o salário potencial de qualquer profissional, e aí tanto faz em que área ele atue, é a situação do mercado. E nesse quesito, é evidente que o futebol brasileiro, não só pelas baixas arrecadações, mas pelas péssimas administrações, que fazem a dinheirama sumir pelo ralo da incompetência e da corrupção, não pode pagar tal fortuna a nenhum jogador, pois esse investimento só milagrosamente se pagaria.

No último final de semana, enquanto Robinho era derrotado, com o Santos, na humilde Chapecó, tarde em que brilhou o rápido e quase folclórico Apodi, Guerrero perdeu gol feito no jogo sonolento do Maracanã, evento de nível tão pobre que fez o comentarista Casagrande lamentar que não tivesse ido ao teatro, ao cinema, ou a algum programa mais interessante. Para completar, no seu estádio, o Palmeiras, com o decantado ídolo Valdívia em campo, perdia para esse mesmo Goiás do teto salarial de 50 mil e do veto aos empresários.

Se levarmos essas considerações para o segmento dos técnicos de futebol, notaremos que aqueles que outro dia estavam no pedestal, com salários de 700, 600, 500 mil reais, hoje amarguram a rua da amargura, ou quase. Muricy foi descansar quando ninguém mais agüentava o muricybol; Felipão ganhou bilhete azul do Grêmio, o mesmo ocorrendo com Luxemburgo no Flamengo. Daqui a pouco Oswaldo de Oliveira seguirá o mesmo caminho. Isso está ocorrendo porque esses técnicos são ruins? Não, mas estão bem aquém da imagem que se construiu deles. No fundo, são farinha do mesmo saco.

Reduzir drasticamente o teto salarial de jogadores e, principalmente, de técnicos, é a única saída para o empobrecido e desorganizado futebol brasileiro. Com folhas salariais ajustadas à nossa realidade, os clubes atingirão o equilíbrio financeiro, terão de se valer mais de seus jogadores de base, o que contribuirá para revelar e arejar o nosso futebol, e os ingressos nos estádios poderão ter preços mais acessíveis, atraindo novamente os torcedores, que hoje estão procurando outras formas de lazer, que envolvam também a família, sejam mais baratas e mais seguras.

O futebol profissional brasileiro vive uma situação paradoxal: ele nunca foi tão mal jogado e, ao mesmo tempo, jogadores e técnicos nunca receberam salários tão elevados. É evidente que a conta jamais poderá fechar. Alguns clubes, como o Goiás e o Atlético Paranaense, perceberam isso e estão mostrando esse caminho para os dirigentes de boa vontade.

A questão dos empresários é outro absurdo que só sobrevive às custas de dirigentes e técnicos preguiçosos ou corruptos, ou as duas coisas. É óbvio que se os clubes profissionais se unirem em uma Liga, uma das primeiras providências será banir os empresários do futebol e estabelecer um teto salarial ao menos para os técnicos. O futebol não suporta mais essa farra do boi, ou da bola. É possível, sim, negociar direto com o jogador, mas tem muito dirigente que prefere acertar as coisas com o empresário, porque sabe que assim tem sempre algum por fora.

Bem, nem vou usar aquele surrado argumento de que para se ganhar 50 pilas por mês o brasileiro comum precisa ter graduação, pós-graduação, MBA, doutorado, falar duas ou três línguas, ser ultra-competente, espírito de liderança, bom senso, carisma, comprometimento e mais um montão de qualidades. E ainda ficar ligado na empresa dia e noite, em uma missão exaustiva e estressante, bem diferente de trabalhar brincando, dançando, tirando um sarro dos companheiros, com todas as despesas pelo empregador e ainda seguido adulado pelos fãs e pela mídia.

Isto tudo posto, minha conclusão é a de que, se não tem como pagar e não se tem um parceiro que possa pagar, o Santos não pode, em hipótese alguma renovar com Robinho por um milhão de reais por mês, ainda mais em um contrato até 2020. Se ele ainda tem mercado na China, na Índia, nos Estados Unidos ou na Gávea, que vá para onde quiser.

Um time não se faz só com um atacante e hoje Robinho, mesmo ainda jogando bem, decide muito pouco. Já não tem o mesmo fôlego, a mesma vitalidade, a mesma força e habilidade e continua com deficiência no chute. Eu diria finalmente que, levando tudo em consideração – o futebol dele, a situação do Santos e do futebol brasileiro – 200 mil seria um salário fenomenal para o nosso querido Robinho.

E você, o que acha dos salários dos jogadores brasileiros?


Apodi 1 x 0 Santos

Acho que nem tenho muito o que dizer, pois tudo o que poderia falar do jogo, ou quase tudo, já revelei no post de apresentação da partida. Infelizmente, o que nós, santistas, prevíamos, aconteceu, de cabo a rabo. Meu erro foi ter esquecido que o Chapecoense tinha, sim, um ex-jogador do Santos, o potiguar Apodi, lateral-direito de 1,72, 28 anos, que aos 21 anos, em 2008, permaneceu alguns meses emprestado ao Santos. Pois neste domingo, como era previsível, ele deitou e rolou pra cima da defesa santista e marcou um belo gol de perna esquerda, aos 20m56s do primeiro tempo.

O Chapecoense entrou determinado a marcar um gol, marcou e depois segurou o Santos sem grandes dificuldades. O Alvinegro Praiano foi nulo no primeiro tempo e só a partir da metade do segundo é que começou a criar chances de gol.

Público e renda em Chapecó: 6.374 pagantes, R$ 101.360,00.

De qualquer forma, assim como em outros jogos que tem feito longe da aconchegante Vila Belmiro, a impressão que o time deu é que o jogo poderia demorar mais três dias e três noites e o gol santista não sairia. Na melhor oportunidade, Robinho recebeu de Ricardo Oliveira na cara do gol, mas chutou e o goleiro Danilo fez a grande defesa da partida.

Ricardo Oliveira, artilheiro do Campeonato Paulista, deu dois chutes a gol, mas nenhum acertou o retângulo de sete metros; Rafael Longuine falhou quando teve uma chance na pequena área; Geuvânio bateu cabeça aqui e ali, mas não acertou um chute a gol, e Robinho correu, tentou, mas não acertou a maioria das jogadas. Enfim, uma tarde lamentável para o ataque santista.

Bem, em três jogos o Santos já perdeu a invencibilidade e já está no meio da tabela, o que parece ser novamente a sua sina em mais um Campeonato Brasileiro. Com um time que, fora de casa, pode perder para qualquer um, a situação ficará difícil mesmo. Ao invés de esperar por uma vaga no G4, talvez o mais sensato seja torcer para que o time não caia para o Z4.

Atuações

Vladimir – O chute de Apodi era defensável. 4.
Victor Ferraz – Bem marcado, atacou pouco. 4.
Werley – De regular pra baixo. 4.
David Braz – Falhou no gol, ao levar um drible fácil de Apodi. Inseguro. 3.
Chiquinho – Não conseguiu marcar o rápido Apodi e não apoiou bem. 3.
Valencia – Saiu depois de se machucar e pisar na bola duas vezes. 2.
Lucas Otávio o substituiu e mostrou-se errático e inseguro. 4.
Leandrinho – Teve mais uma chance de fazer uma grande partida. Mas se escondeu. 4. Rafael Longuine entrou no seu lugar e perdeu um gol, mas ao menos correu. 4.
Lucas Lima – O único que cria alguma coisa e dificilmente perde a bola. 5.
Geuvânio – Mais peladeiro do que nunca. 3.
Ricardo Oliveira – Mesmo sozinho, fez alguma coisa. Mas pouco. 4.
Robinho – Nervoso, levou cartão amarelo e quase vai expulso. Mas tentou alguma coisa. 4.

Marcelo Fernandes – O Brasil sabia do perigo das avançadas de Apodi, mas Fernandes só se lembrou delas quando estava sendo expulso do campo. não conseguiu fazer o time jogar no primeiro tempo. 4.

Juizão Jailson complicador

O Chapecoense fez tudo o que deveria para ganhar o jogo. Lutou como um leão e ainda, com a ajuda da torcida, pressionou a arbitragem, que acabou sendo condescendente com o time local. Este Jailson Macedo Freitas, da Bahia, começou parecendo que imporia respeito, ao dar um amarelo, por reclamação, a Rafael Lima, do Chapecoense, mas aos 13 minutos Geuvânio sofreu falta por trás de Bruno Silva e o juizão economizou o cartão. Também tivemos laterais invertidos e impedimentos não vistos, todos contra o Santos. Aos 17 minutos, Valencia estava caído, o jogo paralisado, e o senhor Jailson permitiu que o Chapecoense cobrasse rápido e quase marcasse o gol. Por reclamar por esta jogada é que Marcelo Fernandes foi expulso. Mesmo assim, porém, não dá para dizer que o Santos perdeu por causa da arbitragem.

Escalações

Chapecoense: Danilo; Apodi, Rafael Lima, Vilson e Dener; Bruno Silva, Elicarlos, Gil e Camilo (Hyoran); Roger (Edmílson) e Ananias (Vagner). Técnico: Marcos Benato / Vinícius Eutrópio.

Santos: Vladimir, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Valencia (Lucas Otávio); Leandrinho (Rafael Longuine) e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira. Técnico: Marcelo Fernandes.


E pra você, o que significa este Chapecoense 1 x 0 Santos?


Será que hoje vai?

Santos chega a Chapecó para jogar na Vila Belmiro deles:

Meus amigos, aqui não é o jornalista que está falando, é o torcedor mesmo. Já faço essa prevenção porque preciso confessar que o jogo contra o Chapecoense está me incomodando desde quando vi a tabela. Não importa que mesmo lá em Chapecó o colunista Rodrigo Goulart escreva que o Santos é um time forte, poderoso etc, etc. Nós, santistas, e santistas há mais de meio século, sabemos muito bem como tem sido angustiante torcer para o querido Alvinegro Praiano quando ele joga no campo do adversário.

Não é apenas cisma nem superstição. Os números comprovam. Desde 17 de março, quando bateu o Londrina por 1 a 0, com aquele gol de pênalti cobrado por Robinho, o Santos não sabe o que é sair vitorioso no campo do adversário. De lá para cá foram seis jogos, com três empates e três derrotas.

O pior é que não importa o poder do time ou a categoria de seus jogadores, não importa se o Santos tem o controle da bola e o domínio do jogo, ou se cria muito mais oportunidades de gol… No final, invariavelmente, veremos os adversários comemorarem e os santistas alegarem cansaço, falta de sorte, falta de pontaria ou falta de alguma outra coisa.

Cada escanteio, cada chute de longe, cada jogada ofensiva do adversário, mesmo aquelas na base da correria, podem acabar no fundo da rede do Santos. Bolas centradas na área, então, são o maior perigo. De repente um zagueiro deixa pro outro, que deixa pro goleiro e um atacante adversário entra no meio e faz o gol…

Ainda bem que desta vez o adversário não tem nenhum ex-santista, principalmente daqueles que saíram brigados do clube. Porque, se tivesse, pode crer que ele iria deitar e rolar. A lista de jogadores relacionados pelo técnico Vinícius Eutrópio para a partida é a seguinte: Danilo, João Paulo, Nivaldo, Apodí, Rafael Lima,Neto, Vilson, Abuda, Dener, Wanderson, Elicarlos, Gil, Bruno Silva, Wagner, Ananias, Hyoran, Roger, Bruno Rangel, Edmilson, Nenén, Camilo e Maranhão.

Desses, eu sei que o ataque deve ser formado por Roger, aquele que passou pelo São Paulo e pela Ponte Preta, e Ananias. Não conheço esse Ananias, mas tem nome de quem pode viver um dia de Pelé em cima do Santos. Outros nomes do Chapecoense que, por mais de um motivo, me metem medo: Apodi, Dener, Elicarlos e Camilo. Sim, somando tudo, dá seis, mais de meio time.

Em Chapecó o pessoal sabe que em jogos assim, em casa, não podem deixar de marcar pontos, de preferência três. portanto, que Santos se prepare para uma batalha corrida e suada. No único jogo que fez em casa, na estréia do Brasileiro, o Chapecoense, empurrado por sua torcida, virou para cima do Coritiba, vencendo por 2 a 1. Naquela partida, o público total foi de 5.688 pagantes (não falei que lembrava a Vila Belmiro?). Mas contra o Santos deverá ser maior…

As presenças de Lucas Lima, Robinho e Ricardo Oliveira são anunciadas com destaque pela mídia local. Para se ter uma ideia, o ingresso mais barato, da geral, está sendo vendido a 80 reais. Mas, ao mesmo tempo que admira o Santos, os chapecoenses querem derrotá-lo fragorosamente. Se entrar com pé mole, pode crer que o Alvinegro Praiano levará chumbo.

O técnico Marcelo Fernandes deve escalar o mesmo time de sempre. Sua única dúvida parece estar entre Renato e Leandrinho. Acho que enquanto todos estão com fôlego, o time joga bem, toca a bola melhor do que o adversário e cria boas oportunidades. Porém, se não mata o jogo, depois toma sufoco e leva o empate, ou acaba perdendo mais uma.

Pra gente se prevenir, vejamos os melhores momentos de Chapecoense e Coritiba. Repare como o time catarinense buscou a vitória:

Chapecoense x Santos
Estádio Arena Condá, Chapecó, 24/05/2015, 16 horas
Arbitragem: Jailson Macedo Freitas (BA), auxiliado por Bruno Raphael Pires (GO) e Jose Reinaldo Nascimento Junior (DF).
Chapecoense: Danilo, Apodi, Rafael Lima, Vilson e Dener; Bruno Silva, Elicarlos, Gil e Camilo; Roger e Ananias. Técnico: Vinícius Eutrópio.
Santos: Vladimir, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Valencia; Renato (Leandrinho) e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira. Técnico: Marcelo Fernandes.

Nessa o Geuvânio foi muito além do futebol:

E você, tem medo de quê no jogo de hoje?


Santos rende o máximo sem Neymar e não sai do zero

Sem Neymar, que, suspenso por Dorival Junior, assistiu ao jogo das tribunas do estádio Brinco de Ouro, o Santos empatou com o Guarani em 0 a 0 e perdeu ótima oportunidade de ficar a apenas sete pontos do líder Corinthians – seu próximo adversário, quarta-feira, na Vila Belmiro.

O time só se tornou um pouco mais agressivo a partir dos 15 minutos do segundo tempo, quando Marquinhos foi substituído por Alan Patrick. Dois minutos depois, Zé Eduardo cedeu seu lugar a Tiago Luís. Porém dez minutos depois Dorival tirou Madson para colocar o indefectível Marcel, dando aos santistas a certeza de que dificilmente o time faria ao menos um gol.

O Guarani, que não contou com Mazola, seu principal jogador, valeu-se das arrancadas do lateral-direito Apodi, o único a levar algum perigo à meta de Rafael. Léo e Tiago Luís receberam cartões amarelos justamente por faltas sobre Apodi.

Neymar participou da oração

Conforme o roteiro traçado pela diretoria, Neymar foi a Campinas, entrou no vestiário do Santos, conversou com os colegas e participou da oração antes do jogo. Depois, foi ver a partida dos camarotes. Dorival disse que “isso mostra que ele faz parte do grupo”. Ufa, ainda bem, será que Dorival queria expulsar Neymar do Santos?

Sem o Menino de Ouro, como se esperava, o Santos perdeu o toque rápido e a possibilidade do drible que fura a barreira adversária, ou provoca faltas. Diante disso, o máximo que o time poderia conseguir era terminar o jogo como começou, em 0 a 0. Ao menos isso conseguiu.

A impressão que ficou é que com Neymar o Santos ganharia o jogo, pois mesmo sem ele o time teve mais chances do que o Guarani. Marquinhos e Alan Patrick deram bons chutes, bem defendidos por Douglas, e Zé Edurado tentou encobrir o goleiro e jogou a bola para fora.

Contra o Corinthians, juventude e velocidade

Além da volta obrigatória de Neymar, o Santos terá de ser ousado se quiser vencer o Corinthians na quarta-feira e manter vivo o sonho de chegar ao título. Em Campinas ficou evidente que a entrada de Alan Patrick torna o time bem mais criativo e perigoso.

Pelas limitações do elenco, agravadas pelas contusões de Keirrison, Zezinho e Rodriguinho, é de se esperar que, além de escalar os rápidos e habilidosos Neymar e Alan Patrick, Dorival Junior inicie a partida com Madson e Zé Eduardo, ou Tiago Luís.

Só mesmo muita velocidade, aliada à habilidade e determinação, poderão fazer com que o Santos vença o Corinthians, líder e melhor equipe da competição até aqui, que terá a volta de Rolando.

O que você achou do empate de 0 a 0 contra o Guiarani, e como o Santos deverá ser escalado contra o Corinthians, na quarta-feira?


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