Um sujeito tranquilo, flexível, genial e modesto. Valeu Paul!

Perto dele, Neto e Milton Neves são duas casquinhas de siri. Paul, o polvo que acertou todos os prognósticos na Copa do Mundo, faleceu hoje, de causas desconhecidas. Talvez entalado com uma espinha de peixe. Por falar em Peixe, amigos santistas de Santos, evitem ao menos hoje o Mar del Plata e demais restaurantes especializados em saborosos habitantes do mar, principalmente nossos gentis e maleáveis moluscos de oito pés.

Brincadeiras à parte, a verdade é que Paul morreu de causas naturais. Sua espécie, o Octopus Vulgaris, vive no máximo três anos e o ancião já estava com dois anos e meio.

Ele foi pescado na Ilha de Elba, Itália, em 2008, e adestrado por Verena Bartsch, uma jovem alemã de 22 anos. Teve uma vida tranqüila no aquário marinho de Oberhausen, na Alemanha, e ficou muito mais famoso do que o Juca Kfouri, o Cléber Machado e o Galvão Bueno juntos por prever os resultados na Copa da África do Sul.

Imparcial, Paul não puxou a sardinha para nenhum país. Foi justo e isento como todo cronista esportivo deveria ser. Estou até pensando em instituir como símbolo deste blog o saudoso polvo – um sujeito na dele, muito inteligente e perspicaz, mas que não fazia questão de ser o centro das atenções.

Quem o conheceu, disse que se tratava de um cara flexível, que se adaptava muito bem às pressões do dia a dia e se acomodava bem em qualquer ambiente. Mesmo com a fama, não pediu aumento ou quis um tratamento privilegiado.

Após a Copa, nosso amigo voltou para sua vida tranqüila e saudável. Mas a idade pesa e na noite de ontem, dormindo, Paul se foi. Seu corpo será cremado e suas cinzas, provavelmente, jogadas ao mar. Arrivederci amici!

Logo mais entra um post menos fúnebre… Ou não…