Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Arbitragem

De grão em grão a galinha enche o papo

Como escrevi no último post, fiquei com a convicção de que os dois gols do Linense nasceram de jogadas irregulares: no primeiro, não foi pênalti, já que o zagueiro Werley toca primeiro na bola enquanto o adversário está gritando e voando pelos ares. No segundo, a bola não saiu para escanteio. Não consegui ver o teipe do segundo lance, mas um amigo da Magma Editora, por sinal corintiano, me assegurou que a bola realmente não saiu. Então, mesmo sabendo que errar é humano, me bate a dúvida: o que fez o árbitro Douglas Marques das Flores errar duas vezes contra um time grande, diante de um pequeno, em pleno Pacaembu?

Lembro que o pênalti sobre Ricardo Oliveira, no clássico com o São Paulo, na Vila Belmiro, foi de uma transparência ofuscante, e nada foi marcado pelo árbitro Leandro Bizzio Marinho. Ao mesmo tempo, recordo-me também da atuação mais desastrosa da arbitragem neste Campeonato Paulista, a de Marcelo Prieto Alfieri, que deu um pênalti inexistente e outro discutível na vitória do Corinthians sobre o Botafogo por 2 a 1, no Itaquerão.

Agora presto atenção na tabela do campeonato e o que percebo? Que com aquele pênalti sobre Ricardo Oliveira, no clássico – desde que convertido, é claro – e sem ao menos um dos dois pênaltis com que o generoso Marcelo Alfieri presenteou os corintianos, o Santos seria líder absoluto na classificação geral. Teria 19 pontos e seis vitórias em sete jogos, enquanto o alvinegro paulistano, sem ao menos um pênalti contra o Botafogo, teria 14 pontos e cinco vitórias em seis jogos. Ou seja: mesmo que vencesse a partida que tem a menos, o time das duas âncoras ainda ficaria dois pontos atrás do Glorioso Alvinegro Praiano.

Veja que estou me concentrando em apenas duas partidas com critérios estranhos na hora de se marcar, ou não, penalidades máximas. E partidas, que, coincidentemente, acabaram favorecendo o time que já vem sendo privilegiado pela TV, pelo governo, enfim, pelo status quo do futebol. Isso é irrelevante? Da forma como o Campeonato Paulista é disputado, esses erros positivamente não são nada irrelevantes. Ao contrário.

Todo mundo está vendo que, pela lógica, os clubes grandes chegarão às semifinais e, muito provavelmente, o Alvinegro de Itaquera, uma boa equipe, diga-se de passagem, alcançará a decisão. Não sei se estou sendo otimista demais, mas creio que o nosso Santos, pelo poder ofensivo, também tem boas chances de chegar à final. Então, o critério para se saber que time fará a segunda partida em seu campo será a campanha durante toda a competição, o que faz com que cada ponto ganho ou perdido nesses jogos aparentemente sem importância, sejam fundamentais lá na frente.

Sabemos tudo o que acontece, ou pode acontecer, em uma final jogada no campo de um adversário valoroso e que faz de tudo para conquistar a vitória. Sabemos que a arbitragem dificilmente seria neutra em uma decisão de título no incandescente Itaquerão. Por isso, acredito que a decisão do campeonato talvez já esteja sendo jogada desde já, construída nesses “pequenos” erros de arbitragem que se sucedem a cada rodada.

Espero, sinceramente, que o santo do Junior tenha baixado em mim e eu esteja vendo coisas, mas a verdade é que não estaria escrevendo este post se já não pressentisse algo no ar. Décadas acompanhando o Campeonato Paulista nos faz perceber quando, técnica à parte, o imponderável do futebol caminha para favorecer este ou aquele time. Bem, fiquemos de olho. Tem árbitro vendo demais, enquanto outros fingem que não enxergam.

Você não acha que essas arbitragens estão muito estranhas?


Há forças ocultas agindo no Campeonato Paulista?

Atual bicampeão, o Santos sofreu um gol absurdamente validado no jogo contra o Ituano. Considerar que um jogador que, intencionalmente, deixou a bola passar por entre suas pernas, não participou da jogada, é uma loucura sem explicação. Ontem, vi no Youtube o lance do gol do Linense invalidado contra o Corinthians. Que mandrakaria! Fiquei sabendo que depois o árbitro pediu desculpas ao jogador do time do Interior. Mas e os pontos, quem devolve? Só sei que com isso, o alvinegro protegido pelo “puder” do futebol já lidera o Paulista.

É óbvio que as arbitragens são influenciadas pelo meio em que vivem. Se para a tevê e os cartolas é mais interessante que tal time vença as partidas e se mantenha na luta pelo título, quando um árbitro estiver em dúvida, que time ele beneficiará?

Bem, acho que fui até muito bonzinho ao usar a expressão “dúvida”, pois no lance do gol do Linense, o zagueiro, que é muito mais alto do que Danilo, foi até atingido pelo jogador do Corinthians, que não conseguiu alcançar o seu peito. Enfim, um gol ultra legal que, se validado, provavelmente daria no mínimo o empate ao Linense e tiraria dois pontos do alvinegro paulistano.

No Youtube, há um “Dossiê Verdazzo”, que reúne os erros de arbitragem cometidos a favor do Corinthians no Campeonato Brasileiro. No ano passado, o Dossiê mostrou que o time de Parque São José não seria campeão se as arbitragens fossem corretas.  Fico imaginando que logo o tal Verdazzo incluirá também o Campeonato Paulista em seu Dossiê.

E você, acha que já começaram a ajudar o alvinegro paulistano também no Campeonato Paulista, ou isso não passa de teoria da conspiração?


Carlos Barbosa e a arbitragem derrotaram o Santos

O time de Carlos Barbosa é excelente e teve méritos na virada por 4 a 3, ontem. Sua torcida também é empolgante. Mas que o Santos foi muito prejudicado pela arbitragem, ah, isso foi. Não é à toa que Marcos, o assistente do técnico Ferretti, uma pessoa geralmente calma, chegou a invadir a quadra. Qualquer lance duvidoso era marcado a favor do time local.

Falcão, que fez dois gols e já se garantiu como artilheiro da Liga, com 32 gols, também perdeu a calma com o árbitro Gean Coelho Telles e acabou sendo expulso quando o jogo já tinha terminado.

Dessa formna, o grande astro do futsal brasileiro ficará de fora do jogo de volta, na próxima terça-feira, às 21 horas, na Arena Santos – quando o Santos precisará vencer no tempo normal e na prorrogação para ficar com o título inédito.

“Acabou o jogo, ele me expulsou. Ele é um sem-vergonha. Sempre foi. Estava na má intenção o tempo inteiro. Ele fez questão de me expulsar depois do jogo”, reclamava Falcão cercado por repórteres.

Como este blog é de santistas e o Santos perdeu, podem achar que estou sendo parcial. Mas fiz questão de anotar todas as marcações erradas da arbitragem, que teve Gean Coelho Telles como árbitro principal e João Antonio da Silva como assistente, ambos da Federação de Santa Catarina.

No primeiro tempo, não foi marcada uma falta clara sobre Valdin, que foi empurrado. Na segunda etapa, em um contra-ataque do Santos ocorreu uma falta que merecia cartão, mas como o time teve vantagem, a arbitragem deixou o jogo correr e se “esqueceu” de punir o jogador e o time contrários (no futebol de salão, cinco faltas coletivas dão direito a um tiro livre direto, tipo um pênalti).

No segundo tempo, quando já vencia por 2 a 0, dois gols de Falcão, o Santos teve um pênalti claro a seu favor quando o jogador do Carlos Barbosa, caido, esticou o braço para impedir que a bola chegasse a um santista, em situação clara de gol. O comentarista do Sportv não teve dúvida em dizer que foi pênalti, mas o árbitro nada marcou.

Ainda no segundo tempo foi marcada uma saída de bola inexistente, quando santista penetrava na área do Carlos Barbosa. Em seguida, Jackson fez um corte com um carrinho que só pegou a bola, mas a arbitragem viu falta (foi aí que o assistente Marcos invadiu a quadra).

Em uma bola presa, Ricardinho foi seguidamente chutado no chão por Rodrigo, mas o árbitro inverteu, dando falta do santista. Estas faltas “a mais” acabaram dando ao Carlos Barbosa a possibilidade de um tiro direto que decidiu a partida quando faltavam apenas quatro minutos para o final.

Mas, você pode perguntar, a arbitragem não errou nenhuma vez a favor do Santos? Aí é que está. Se errasse para os dois lados… Mas só errou, e errou muito, a favor do time local.

Parecia outro país

A valentia da pequena Carlos Barbosa é elogiável. Cidade pequena, tem um dos melhores times de futsal do mundo. Mas não precisava encarar cada jogo em seu ginásio como uma guerra. Fico imaginando o que aconteceria se o Santos vencesse favorecido pelos mesmos erros que ajudaram o time gaúcho…

Logo no início foi estranho ver o ginásio todo cantando o hino gaúcho e depois se calando na hora do Hino Nacional Brasileiro. Aliás, ao menos os jogadores do Santos deveriam cantar. Depois, há um outro detalhe que torna o clima muito hostil para os visitantes: a origem dos árbitros.

Dizem que por economia os árbitros são do mesmo Estado ou de Estados vizinhos do clube mandante. Ora, será que ao menos em uma final tão importante não podiam mudar isso? Além dos dois árbitros serem de Santa Catarina, o anotador, o cronometrista e o representante da CBFs eram do Rio Grande do Sul. Se fossem argentinos o Santos teria sido melhor tratado. A parcialidade incomodou mesmo aos mais calmos.

Grande jogo!

Pena que se tenha de falar tanto da arbitragem em um jogo tão bonito, em que o Santos fez 1 a 0 e poderia etr feito mais no primeiro tempo, jogando com tranquilidade e aproveitando-se dos contra-ataques.

Logo no início do segundo tempo, Neto lançou Falcão que fez o gol mais bonito do jogo, deixando a bola quicar e girando de esquerda. Golaço! O carlos Barbosa se abriu e o Santos teve outras chances, entre elas o pênalti não marcado pelo árbitro.

Com o primeiro gol, de Flávio, Carlos Barbosa pressionou e empurrado pela torcida – e pela arbitragem – chegou à virada de 3 a 2. O Santos ainda empatou em 3 a 3, aproveitando-se de uma cobrança de falta, mas logo em seguida a arbitragem marcou também falta discutível de Ricardinho e deu ao Carlos Barbosa a chance de desempatar a partida.

Agora, na Arena Santos, é com você, samntista

Mesmo sem Falcão, expulso, e talvez sem Jé, que sentiu novamente a contusão no coxa direita, o Santos tem tudo para vencer Carlos Barbosa na próxima terça-feira e conquistar este título inédito para ele e para o Estado de São Paulo. Mas não será nada fácil.

Será um jogo de xadrez, mas também exigirá muito talento e garra. É o tipo de jogo em que a torcida também joga. Imagino algo como aquela semifinal contra o Fluminense, em 1995. Esse time do Santos merece ser campeão, o futsal paulista merece ser campeão, e terça-feira será o dia desta festa. Acredite, santista!

E você, o que achou de Carlos Barbosa 4 x 3 Santos?


O árbitro Antonio Rogério Batista do Prado ou ainda está muito Verde, ou já está maduro demais

Os santistas não gostam de reclamar do árbitro porque estão mal acostumados. Quando o time está muito bem, como agora, costuma ser campeão apesar dos homens de preto. Mas, a bem da justiça e da verdade, não se pode deixar passar em branco não só a atuação de domingo, como o retrospecto deste árbitro Antonio Rogério Batista do Prado, que parece querer afastar dos nossos campos um dos raros e mais promissores craques do Brasil no momento, que é Neymar.

Confesso que minha experiência no futebol me faz, antes de cada partida, imaginar para que time o árbitro decidirá os lances “duvidosos”. Domingo, não há dúvida de que para “o bem do campeonato” era melhor o Santos perder. Uma derrota e o Palmeiras estaria vivendo o limbo da total obscuridade, enquanto o Santos dispararia na ponta. Bem, mas isso pode ser apenas impressão minha…

A verdade é que, com olhos que às vezes enxergam demais e às vezes não enxergam nada, sua senhoria não viu apenas falta para vermelho direto, mas também agressão na jogada do franzino Neymar contra o misto de jogador de futebol e lutador de mai-tai Pierre. Depois, colocou na súmula, que o santista, ao ser naturalmente surpreendido pela expulsão, teria dito “Vai tomar no cu, pô”.

Tudo bem. Vamos considerar a atuação do árbitro na partida e a situação do lance. Para o ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, Euclydes Zamperetti Fiori, que analisa o desempenho dos árbitros de São Paulo em um site especializado, no jogo Santos e Palmeiras o senhor Antonio Rogério Batista do Prado “cometeu falha na parte disciplinar ao deixar de marcar algumas faltas”.

Sim, o que é preciso lembrar é que coincidentemente Antonio Prado deixou de marcar a joelhada de Pierre em Neymar, o carrinho do mesmo Pierre em Paulo Henrique Ganso na jogada do terceiro gol do Santos (Pierre que, aliás, pintou e bordou e saiu de campo sem sequer cartão amarelo), interpretou como bola na mão um lance em que a bola era dirigida á área pequena do Palmeiras (pênalti que provavelmente elevaria a vantagem santista para 3 a 0) e fez vistas grossas e brandas a entradas muito mais violentas, dos palmeirenses, do que a de Neymar.

Quando o juiz vê tudo de um lado e não vê nada do outro, até um cara meio idiota já começa a desconfiar. Mas, para não ser injusto, fui procurar antecedentes deste Antonio Rogério Batista do Prado e me deparei com um rol de coincidências: além deste jogo de domingo, em outros dois clássicos – e olhe que não se trata de um árbitro de tantos clássicos assim – este mesmo senhor, segundo a própria imprensa, prejudicou o Santos.

Em 11 de março de 2007 Santos e São Paulo empataram na Vila Belmiro em 1 a 1 e o árbitro, atendendo à sinalização da bandeirinha Ana Paula Oliveira, anulou um gol legítimo de Jonas aos 34 minutos do segundo tempo, quando o Santos perdia por 1 a 0. O gol de empate, que manteve o Santos na liderança, só veio no final, através de Carlinhos. A confusão quase fez o Alvinegro perder vários mandos de campo, pois Rogério Ceni foi levar um chinelo ao mediador dizendo que tinha sido jogado por um torcedor. O dono do chinelo foi detido e o Santos seguiu rumo ao título, justíssimo.

Em 10 de fevereiro de 2008, no Morumbi, o Santos pressionava o São Paulo no final, depois de empatar em 2 a 2, quando Miranda, caído, deu um tapa na bola com a mão, impedindo Kléber Pereira de fazer o gol. Antonio Prado nada marcou. Rodrigo Souto perguntou ao árbitro porque não marcou o pênalti e ele, com desdém, respondeu: “Pode chorar, o choro é livre”. Antes da jogada do pênalti não marcado, o São Paulo tinha desempatado o jogo em uma jogada irregular, pois Fábio Santos empurrou acintosamente toda a barreira do Santos para que a cobrança de falta de Juninho passasse por ela.

No finalzinho da partida, depois de o São Paulo marcar o terceiro gol, Rodrigo Tabata sofreu falta clara de Carlos Alberto no meio-campo e ao reclamar foi expulso. Antes, Tabata já tinha sido agredido por trás por Adriano, que só recebeu cartão amarelo. Na súmula, carregada, para gerar uma suspensão de 10 jogos a Tabata, o árbitro relatou que o santista teria dito “Vai tomar no cu, safado filho da puta”.

Remexendo ainda na folha corrida do senhor Antonio Rogério Batista do Prado, descobre-se que ele perpetrou um dos pênaltis mais absurdos dos últimos tempos. A favor de quem? Palmeiras, coincidentemente, claro. O jogo, pelo Paulista de 2007, entre Palmeiras e Mirassol na Arena Barueri em 26 de janeiro de 2007, terminou 2 a 2, mas o segundo gol alviverde foi conquistado em um pênalti que só o árbitro viu. O zagueiro André Turatto cortou a bola e o chileno Valdivia saltou grotescamente e se atirou ao chão. Uma farsa!

Um filme interessante sobre isso foi feito por Armando Tadeu. Os fatos não mentem. Para ver, Clique na frase azul a seguir:

Antonio Rogério Batista do Prado, um árbitro que vê só o que quer

Uma palavra sobre palavrões

Este episódio com Neymar me dá a oportunidade de tocar em um ponto extremamente hipócrita de nossa sociedade terceiro-mundista: o falso pudor contra o palavrão.

Ora, não digo que seja elegante e nem recomendável.Costumo não falar e nem ensinei meus filhos a se expressarem assim. Mas punir alguém severamente por ter dito um palavrão, ainda mais quando é uma expressão de desabafo, é o ó do borogodó de uma sociedade podre.

Se o Neymar tivesse, longos minutos após a partida, depois de um banho relaxante, olhado calmamente para dentro dos olhos e da alma de sua senhoria o árbitro Antonio Rogério Batista de Almeida e dito: “Vai tomar no cu, seu ladrão, safado, filho da puta, por que você  sempre prejudica o Santos?!”, eu concordaria com a punição. Mas o garoto, que é a grande revelação do futebol brasileiro no momento, um raríssimo representante do futebol-arte que não se vê mais por aqui, estava saindo de campo, decepcionado, revoltado, e disse o que qualquer um neste país fala em situações assim.

Crianças mandam, senhoras mandam e até uma música que fez sucesso no youtube mandou todo mundo tomar no cu. O entrevistado Jô Soares convidou a intérprete para seu talk show e ela pode mandar, em alto e bom som, brasileiros e brasileiras tomar no cu. E todos riram, satisfeitos, e a aplaudiram muito. Ninguém se rebelou. Nenhum árbitro colocou na súmula.

Aliás, há coisa mais grotesca do que a súmula de um árbitro? Mesmo que todos tenham visto a mesma coisa, cria-se uma comoção nacional para se saber o que o bendito do homem garranchou no pedaço de papel. Se ele escrever um absurdo, é o que prevalecerá.

Imagine um árbitro com espírito de repórter, que anota tudo: “Mal pisei no gramado e 80 mil pessoas me mandaram tomar no cu”. Pedi para o goleiro bater o tiro de meta rápido e ele respondeu: “Não enche, filho da puta”. Ao fazer o gol, o centroavante passou por mim e perguntou: “Anula agora, seu veado?”.

Por saber que seria ridículo encher a súmula de palavrões, o árbitro só anota os que interessam. No jogo com o Corinthians, na Vila Belmiro, Dentinho mandou várias vezes o juiz mandar no cu e olhando para os olhos dele. Mas sua senhoria dava uma de desentendido e fingia que seus ouvidos estavam cegos.

Finalmente, eu diria que “vai tomar no cu” não é mais palavrão. É uma interjeição inocente de desabafo. Era considerado palavrão quando a sociedade, bem mais machista, olhava o homossexualismo como crime. Mas aos poucos o mundo do futebol se rendeu às modernidades. Hoje está repleto de pessoas que tomam no cu regularmente. Grandes árbitros eram – e são – gays assumidos. Mandar um árbitro desses tomar no cu é o mesmo que dizer “vá fazer o que você mais gosta” e isso, convenhamos, está longe de ser uma ofensa.

Cris Nicolotti canta o sucesso nacional Vai tomar no cu

Eliana, ídolo das crianças, canta Vai tomar no cu

Jô Soares entrevista compositora e intérprete de Vai tomar no cu


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