jatene e eu grande Troca de livros no gabinete do vereador.

Enquanto era Secretário de Esportes da Cidade de São Paulo, muitos santistas esperaram que o vereador Celso Jatene, 57 anos, reconhecido torcedor do Santos e um dos fundadores da Torcida Jovem, pudesse interceder para que o clube assumisse o Pacaembu. Porém, homem que leva a sério a atividade pública, Jatene teve comportamento exemplar e se manteve imparcial no caso, sem dar sequer declarações sobre o assunto. Agora, porém, que se afastou da Secretaria de Esportes, fui ouvi-lo, em seu gabinete na Câmara dos Vereadores, e fiquei otimista ao saber que há uma possibilidade real, econômica e extremamente rentável de o Santos assumir o controle do Pacaembu por até 10 anos.

Não é preciso que o clube gaste centenas de milhões para transformar o estádio em uma arena. Como me explicou Jatene, basta ao Santos fazer uma proposta de convênio com a Prefeitura paulistana, com duração de cinco anos e possibilidade de prorrogação de mais cinco, para, provavelmente, deter o controle do estádio, mantendo-o como está, apenas com a obrigação de pagar suas despesas mensais, o que já lhe daria o direito de explorá-lo como seu proprietário. Disse-me o vereador:

“Em vez de o Santos apresentar o projeto de uma arena que não é do clube e servir de garoto propaganda para empreiteiras que têm interesse em construir espaço de lazer em Santos, em vez de compartilhar essa arena com clubes de divisões menores e receber percentual miserável por isso, seria muito mais interessante que o Santos fizesse uma proposta de convênio com a Prefeitura de São Paulo, com o prazo de validade de cinco anos e possibilidade de ser prorrogado por mais cinco, para se responsabilizar pelos custos do Complexo Esportivo do Pacaembu. Em contrapartida, o clube ficaria com o estádio à sua disposição nesse período.

“Não seria o caso de uma concessão, porque a mesma requereria um investimento alto para transformar o Pacaembu em arena. Com certeza absoluta a Prefeitura não se oporia a um convênio com o Santos, o que, sem dúvida, levantaria a auto estima da enorme torcida santista na Capital e na região metropolitana.

“É um erro achar que aumentar a capacidade de uma arena em Santos aumentará o público dos jogos do Santos em Santos, pois a maior parte do público dos jogos do Santos em Santos é da Capital.”

Menos investimento e muito mais retorno

Com capacidade para 40.199 pessoas, o Pacaembu é o estádio mais bem localizado do Brasil. Em bairro nobre, próximo à avenida Paulista, servido por linhas de ônibus e de metrô, a bela praça de esportes está identificada com a torcida do Santos e já testemunhou inúmeros títulos do time, entre eles a primeira Copa Libertadores conquistada no estádio, em 2011, quando o Alvinegro Praiano bateu o Peñarol por 2 a 1.

Em 11 de dezembro de 1977, com uma grande maioria de santistas, a partida Palmeiras 1 x 1 Santos bateu o recorde de público do Pacaembu, com 68.327 pagantes. Uma pesquisa da revista Placar e um capítulo do livro Time dos Sonhos provam que este jogo superou o público de São Paulo 3 x 3 Palmeiras, de 24 de maio de 1942, quando foram computados, aleatoriamente, quatro mil sócios de cada clube.

Ao assumir o Pacaembu, o Santos ampliaria sua campanha de sócios, pois poderia reservar boa parte dos assentos do estádio para seus associados. Poderia também implementar várias ações de marketing e merchandising, aumentando sua visibilidade e suas chances de assinar com um patrocinador máster. Além disso, se outros clubes quiserem usar o Pacaembu nesse período, o aluguel será pago ao Santos, que terá o estádio como uma fonte de renda em pleno coração da cidade mais rica do País.

A receita do Pacaembu permitira que o clube sanasse suas dívidas mais rapidamente, sem colocar em risco o seu patrimônio, o que, infelizmente, ocorrerá caso mergulhe de cabeça nesse negócio extremamente vultoso e arriscado que é a arena no terreno do Portuários, que o obrigará a mandar todos os seus jogos lá, com um percentual mínimo de faturamento.

As diferenças entre esse convênio com a Prefeitura de São Paulo e as condições para o Santos ser parceiro na pretensa arena construída no terreno do Portuários são gritantes. Enquanto na arena ele só ficaria com 125 mil de uma renda líquida de um milhão de reais, o que lhe proporcionaria 500 mil reais em quatro jogos por mês, no Pacaembu esses mesmos confrontos lhe dariam um lucro mensal superior a três milhões de reais.

Outra diferença é que para pagar as contas de sua parte de apenas 40% da arena, o Santos teria de manter um público médio superior a 18 mil pagantes, com ticket médio de 82 reais, que seria o mais caro do Brasil. São números irreais, de um acordo impossível de ser cumprido. No Pacaembu, com 13 mil lugares a mais, encravado em uma região na qual vive a maioria dos torcedores do Santos, o ticket médio não precisaria passar de 50 reais para que o clube tivesse um lucro líquido de um milhão de reais por jogo.

Formado em Direito pela Universidade Mackenzie, Celso Jatene tem sido um dos vereadores mais atuantes da cidade. Em 2012 foi reeleito para o seu quarto mandato consecutivo, com 52.099 votos, a maior votação de sua coligação. É candidato a vereador na eleição que ocorrerá em 2 de outubro e elegerá prefeito, vice-prefeito e 55 vereadores.

Sobrinho de Adib Jatene, ex-ministro da saúde e conceituado médico cardiologista, falecido em 2014, Celso teve o apoio e o aconselhamento do tio para ingressar na vida pública. Conhece muito bem os deveres da profissão. Nunca escondeu, porém, sua preferência no futebol, e é autor do belíssimo livro “10 décadas, a História do Santos Futebol Clube”. Tive uma ótima impressão dele. Já tenho meu candidato a vereador de São Paulo.

E você, não acha que o ideal para o Santos é assumir o Pacaembu?

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