Sergio Guedes, um dos grandes goleiros do Santos

 Alguém já disse que no esporte é muito mais difícil atacar do que defender. Para se conseguir brechas na defesa inimiga é preciso técnica, habilidade, criatividade e ousadia. Para se defender, basta se fechar atrás, destruir as jogadas e, se o árbitro permitir, como o senhor Antonio Rogério Batista do Prado fez domingo passado, bater à vontade e tentar intimidar o adversário.

Isso ficou mais uma vez comprovado esta tarde, no Parque Antártica, onde a Ponte Preta, treinada pelo ídolo santista Sérgio Guedes, venceu o Palmeiras por 2 a 0 e ainda perdeu um pênalti. O árbitro, Leonardo Ferreira Lima, desta vez deu cartão amarelo para o guerreiro Pierre. 

Com este resultado, ficou mais difícil para o alviverde paulistano alcançar as semifinais. Após três vitórias seguidas, a expectativa dos palmeirenses era muito boa e 17.255 torcedores pagaram ingresso para ver o jogo, que acabou vencido pela Ponte, com gols de Diego e Finazzi, aos 32 e 38 minutos do segundo tempo, respectivamente.

No finalzinho, o goleiro Marcos ainda pegou um pênalti e ofereceu a defesa à sua mãe, Antonia, que fez aniversário hoje. Armero não foi visto fazendo sua estranha dança que lembra os Menudos. Mas, de qualquer forma, o time todo do Palmeiras dançou hoje. Com o resultado, a Ponte chegou a 24 pontos e subiu para o sétimo lugar, superando o Palmeiras, que dormirá na oitava posição.

Nas entrevistas, o técnico Antonio Carlos Zago insinuou que a imprensa teve culpa ao dizer que depois da vitória contra o Santos o Palmeiras tinha a obrigação de ganhar da Ponte. Mesmo definindo a Ponte como um “time médio”, Zago disse que seus jogadores não tiveram tranqüilidade para vencer. 

Prezado(a) leitor e leitora, você acha que com essa derrota para a Ponte o Palmeiras voltou à triste realidade de seu futebol, ou depois de vencer o Santos, domingo passado, ele provou que é um dos favoritos ao título paulista e a derrota desta tarde foi apenas uma acidente?