Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Arnaldo Hase

A verdade, só a verdade, sobre os Neymares e eu

Fiquei abismado sobre a nota que saiu no site oficial de Neymar sobre mim. Sei que não foi Neymar quem escreveu, e sim o seu assessor Eduardo Musa, mas fiquei preocupado por perceber que Neymar está avalizando declarações inverídicas de um funcionário de sua equipe que distorce os fatos e usa de todos os recursos – até a deselegância de divulgar e-mails que trocamos confidencialmente – para me jogar contra os Neymares, pai e filho.

Na verdade, o texto está assinado por Neymar da Silva Santos, que é seu pai. O nome completo de Neymar tem um “Junior” no fim. Portanto, como eu previa, Neymar, o craque do Santos que amamos, não tem nada a ver com esse texto, que o pai pediu e o assessor Eduardo Musa escreveu.

Em primeiro lugar, e os leitores do meu blog sabem, não tenho absolutamente nada a esconder e costumo usar desses, digamos, mal entendidos, para esclarecer os fatos.

Todos sabem que quando escrevo que adoro Neymar, adoro mesmo. Adoro seu talento, seu coração e seu caráter. Declaro isso desde a primeira vez que o vi jogar, pelo Paulista de 2009. E quero, quero mesmo, nunca escondi isso, que ele permaneça a vida inteira no Santos e no Brasil. Quem tiver paciência, pesquise o primeiro texto que escrevi sobre o garoto quando estreou no Santos, e procure depois por todos os posts nos quais comprei e compro briga com colegas jornalistas que preferem vê-lo longe de nós.

Já disse pessoalmente a Neymar que ele é mais importante para o Brasil do que para a Europa, que aqui ele fará a diferença, influenciando os jovens e chacoalhando esse complexo de vira-latas que faz com que nossa imprensa esportiva considere abandonar o futebol brasileiro como o caminho mais viável para ele.

Lancei no blog e no twitter a campanha para que Neymar e Ganso fossem convocados por Dunga para a Copa de 2010, lancei a campanha pelo “Dia do Fico” quando da primeira proposta séria, do Chelsea, em 2010. Pressionei até rudemente a direção do Santos para dar tudo que Neymar e seu pai pedissem, a fim de que o garoto não fosse embora. Acho até que extrapolei a condição de jornalista para defender Neymar dos abutres que o menosprezam e, no fundo, querem ver o seu mal.

Já cheguei a sugerir a Eduardo Musa que consultasse Neymar sobre a possibilidade de nós, santistas, criarmos uma campanha para arrecadar dinheiro a fim de mantê-lo no Brasil. Neymar foi consultado por seu assessor e não concordou. Segundo Musa, o menino disse que não se sentiria bem sendo pago pelos torcedores, o que para mim foi mais uma prova de seu enorme caráter.

E já que não tenho dinheiro e nem parentes importantes, uso de argumentos para convencer a ele e a quem cuida de sua carreira de que ainda é cedo para ir embora em busca de um destino incerto. E se meus artigos incomodam tanto, a ponto deste último provocar uma resposta no site oficial de Neymar, é porque calam fundo na consciência de quem se sente tocado por eles.

Bem, mas o objetivo deste post é esclarecer as acusações escritas por Eduardo Musa no site oficial de nosso Menino de Ouro. Vamos, então, ao seu texto e as verdades sobre cada um dos fatos relatados. Principia ele:

Há algum tempo fomos procurados insistentemente pelo jornalista Odir Cunha, um profissional bastante identificado com o Santos FC e autor de vários livros dedicados a contar a história do clube pelo qual declaradamente torce. Ele mostrava disposição em escrever um livro sobre o Neymar Jr a quem, palavras dele, “simplesmente adorava”!!

Seguiu-se a troca de e-mails tradicional em toda negociação comercial. Claro está que não se trata de uma publicação escrita por um fã que deseja apenas elevar a imagem de um clube e de um atleta. Há toda uma preocupação comercial neste tipo de ação e não foi diferente com o Sr. Odir Cunha. O que não é nenhum pecado, deixo claro.

Em primeiro lugar, reproduzir os e-mails comerciais foi um gesto extremamente amador e comprometedor do sr. Musa. Com que confiança outras pessoas tratarão de negócios com ele, sabendo que de uma hora para outra todas as condições confidenciais de uma negociação virão a público?

Mas, aspectos éticos à parte, vamos aos fatos. A história do livro começou bem antes. Em meados de 2011 fui procurado por Marcia Batista, editora-chefe da editora Universo dos Livros, com a proposta de escrever um livro sobre Neymar. Ela sabia de minha afinidade com o Santos e dos livros que eu já tinha escrito sobre o clube. É claro que gostei da idéia. O projeto foi encaminhado ao sr. Musa, mas não andou.

Em 2012 eu era editor do Selo Jovem da Novo Conceito, editora de grande prestígio, sediada em Ribeirão Preto, e surgiu a ideia de lançarmos um livro sobre Neymar, aproveitando sua grande penetração entre os adolescentes. Depois de troca de e-mails pelos quais informei o currículo invejável da Novo Conceito, editora que ficou entre as que mais venderam livros em 2011 e 2012, marquei reunião com o sr. Musa e fui ao seu escritório, em Santos.

Na reunião, fiquei sabendo que Neymar preferiria que seu livro fosse escrito por um amigo dele, a quem já havia prometido a tarefa. Concordei prontamente. O essencial, para mim, era editar e lançar o livro. Como alguém que já escreveu tantos livros de esporte, entre eles a biografia de Oscar Schmidt, é óbvio que eu gostaria de ter a honra de contar a história de Neymar, mas na mesma reunião me convenci de que um autor mais próximo e mais familiarizado com o estilo de vida de Neymar, poderia se sair melhor.

Voltei para Ribeirão Preto e passei a responder, por e-mail, todas as informações pedidas pelo escritório do sr. Musa. Ofereci a ele o máximo que a editora podia, com relação a royalties, marketing, divulgação. Até que recebi o pedido do escritório do sr. Musa de que, além do livro de Neymar, a editora teria de fazer uma outra obra, sobre o pai de Neymar. Aí não pude concordar. Expliquei que como o pai era importante para a vida e a carreira do filho, dedicaríamos um bom capítulo sobre ele, mas não havia interesse comercial de fazer um livro apenas sobre o pai de Neymar. A partir daí os contatos cessaram e o projeto foi abortado.

No post no site oficial de Neymar ainda está escrito: Apenas estranho que alguém que defenda tanto o Santos FC em seus textos não pense, em momento algum, em participar o clube nas receitas provenientes da venda do produto. Afinal, mesmo que indiretamente, o livro que seria desenvolvido usaria a imagem do clube. Digo isso com tranqüilidade baseado no primeiro e no terceiro dos e-mails reproduzidos abaixo onde são discutidos percentuais sobre as venda.

Aqui há uma confusão muito grande e, provavelmente, Eduardo Musa tenha se valido de outras fontes para produzir esse parágrafo. Esse tema já foi motivo de uma discussão minha com o Arnaldo Hase, assessor de comunicação do Santos, e com Armênio Neto e Luciana Xavier, do departamento de marketing do clube.

Respeito as opinião deles, claro, mas acho que um livro, uma obra cultural, não deveria pagar royalties aos clubes. Se obras artísticas e culturais dessem dinheiro neste País, não haveria tantas leis de incentivo à cultura. Quando se coloca 10%, ou mesmo 8% de royalties de um livro para o clube, as contas não fecham. Vamos checar?

Do preço de capa de um livro, 55% metade ficam com a distribuidora e a livraria. Coloque mais 8%, que seja, para o clube, e terá 63%. Coloque mais 8% para o autor, e chegará a 71%. Ou seja, apenas 29% irá para a editora, que investiu em profissionais qualificados, papel, impressão, escritório, depósito e ainda paga imposto sobre as vendas.

Então, é necessário que um livro venda no mínimo 10 mil exemplares para começar a dar lucro para uma editora no Brasil. E menos de 1% (um por cento) dos livros lançados sobre futebol vende isso. Portanto, a não ser em datas específicas – como a comemoração de um grande feito –, livros sobre futebol são deficitários. Sempre disse isso e sempre defendi que ao menos o Santos não cobrasse royalties, pois isso estimularia mais editoras e mais autores a escreverem sobre a história do nosso glorioso Alvinegro Praiano.

Para concluir o assunto, lembro de uma conversa que tive com um gerente de marketing do Santos de uma gestão anterior: “Um dos maiores argumentos de marketing do Santos não é a sua história?”. “Sim”, ele respondeu. “Se ninguém fizesse um livro sobre a história do Santos, o próprio clube não teria de fazê-lo?”. “Sim”, ele concordou novamente. “Pois então”, concluí, “se há uma boa editora interessada em editar o livro por sua conta e risco, e se esse livro poderá ser usado pelo marketing do clube, por que inibir essa editora cobrando-lhe royalties?”.

Enfim, ajudo o Santos como posso, divulgando-lhe a história, resgatando suas conquistas, pagando minha anuidade de sócio (mesmo sendo jornalista e podendo entrar de graça nos jogos), argumentando e até mesmo brigando contra os que querem diminuí-lo. Também incentivo, ajudo e apoio quem pesquisa e escreve sobre o Santos, mas não posso concordar com o tratamento que coloca livros no mesmo nível de latinhas de cerveja e pacotinhos de biscoito. Quem preserva a história, a cultura do Santos, deve ser incentivado, e não taxado. Essa ao menos é minha opinião e creio que tenha o direito de tê-la.

O post no site do nosso ídolo prossegue: Chegamos em determinado momento a receber o jornalista no escritório da NR Sports, em Santos. Eu não estava presente. Todas as conversas foram conduzidas pelo Sr. Eduardo Musa. Eu e minha família não o conhecemos pessoalmente e não fazemos questão de conhecer. As negociações foram interrompidas a meu pedido em razão de termos sido informados sobre o caráter do jornalista, informação que viria a se confirmar com os fatos de hoje.

Este parágrafo obviamente não poderia ser escrito por Neymar. E acredito que nem por Musa. Mostra uma arrogância que Neymar ou seu assessor jamais demonstrariam. Dizer que não faz questão de me conhecer e julgar o meu caráter mesmo sem me conhecer é profundamente desrespeitoso.

Tive pouco contato com o Neymar craque – entre eles a participação em um programa de fim de ano na TV Gazeta –, mas sempre deixei claro que o admirava e o respeitava. Sem contar os muitos artigos que escrevi ressaltando suas qualidades e fechando os olhos para suas idiossincrasias de menino. Na verdade, as negociações sobre o livro não foram interrompidas por Neymar pai ou mesmo por Eduardo Musa. Cessaram quando não concordei em publicar um livro sobre o pai de Neymar.

O lamentável post do qual Neymar nem deve ter tomado conhecimento, apesar de ser publicado em seu site oficial, termina assim:

A negociação não avançou. O livro não foi escrito pelo Sr. Odir Cunha e publicado pela Editora a qual ele está(va) ligado. Hoje, 19/04, ele publicou um texto em seu blog – http://blogdoodir.com.br/2013/04/o-pai-de-neymar-e-a-vida-apos-a-morte/ – com graves acusações pessoais sobre a minha família. Os constantes elogios foram trocados por palavras que expõem certa mágoa com o fracasso da negociação, com a perda da receita esperada, mostrando o quanto interesses comerciais podem mover a “caneta” de um jornalista.
Lamentavelmente Sr. Odir Cunha, após recebermos você em nossa “casa”, descobrimos quem é a “mídia do mal” a quem você se referiu no e-mail encaminhado em 10/09/2012.
Você !!
Neymar da Silva Santos

É óbvio, também, que este final piegas e apelativo, foi escrito pela dupla pai de Neymar/Eduardo Musa. Ficou evidente que a negociação não avançou porque não concordei em lançar um livro sobre o sr. Neymar. Com todo o respeito por ele, de quem só tinha ouvido boas referências, acho que o livro não teria grande interesse. Não foi uma decisão pessoal, mas estritamente profissional.

Outro detalhe é que não fui recebido na casa de Neymar, mas sim no escritório de seu empresário, interessado, mui justamente, em fazer um bom negócio para o seu atleta.

Também não tenho mágoa alguma por deixar de escrever o livro. Não sou e nunca fui dinheirista. Não sou de ir à missa ou ao culto, mas não jogo meus princípios para escanteio por causa do dinheiro, nunca servi a dois senhores ao mesmo tempo. O livro era uma oportunidade de consolidar a imagem de Neymar junto aos jovens e com isso conquistar mais torcedores e simpatizantes para o meu Santos. Sou santista acima de tudo e vejo em Neymar alguém que já fez, tem feito e ainda pode fazer muito mais pelo time que amamos.

Não me lembrava de ter usado essa expressão “midia do mal”, mas todo santista sabe a quem estou me referindo. São as pessoas que usam dos veículos de comunicação pretensamente neutros para expulsar Neymar do Brasil (já pensou se tudo que é dito nos bastidores do futebol fosse revelado?).

Não faço nenhuma acusação contra família alguma. Ao contrário. Sei que o instinto familiar de Neymar, que o atrai para junto de seu filho, sua irmã e seus pais, é que o mantém no Brasil. Apenas apelo para a consciência cristã do pai de Neymar, que cuida da carreira do filho. E para não ser mal interpretado mais uma vez, lembrarei uma frase que o pai de Neymar deve conhecer de cor, pois está na Bíblia. Ela diz: “Muitos são os chamados, poucos os escolhidos” (Mateus, 22:14).

Meu desejo, enfim, é que apesar dos muitos chamados para ir embora, Neymar seja o escolhido para ficar no Brasil e iniciar a redenção do futebol brasileiro. Quanto a mim, esse episódio não diminuiu uma gota no imenso mar de simpatia, carinho e gratidão que sinto por Neymar, nosso eterno Menino de Ouro.

E você, o que achou disso tudo?


A verdadeira história de Robinho e a chance de Nenê voltar

O curinga Lima me disse que quando o goleiro Gylmar tomava um frango, o time todo ficava mais tranqüilo, porque a partir daquele momento sabia que o “Girafa” fecharia o gol. Um erro despertava em Gylmar tal determinação que não deixava passar mais nada. Depois de ter dado a “barriga” sobre a contratação de Robinho, o mínimo que devo fazer é explicar direitinho como foi a reunião e contar o histórico desse interesse do Santos por ele. Além, é claro, de nunca mais confiar em notícias de terceiros.

Sim, confesso que confiei na informação e no feeling de um jornalista do Gazzetta dello Sport, uma publicação tradicional, que no dia 3 de abril completará 117 anos! Não é desculpa, porque estamos carecas de ver casos no Brasil de jornais que anunciam contratações e elas não se concretizam. Mas não queria fazer isso no nosso blog. Fiz. Mas, como o grande Gylmar, prometo que neste jogo dificilmente voltarei a tomar um frango. Pode escrever aí.

Por que Robinho não veio

O vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, foi muito confiante para a reunião, na sexta-feira à noite, com o vice-presidente do Santos, Odílio Rodrigues, e o membro do comitê gestor Álvaro de Souza. O dirigente milanês confiava que as diferenças entre os valores pedidos pelo Milan e por Robinho, e a oferta do Santos, seriam equalizadas sem maiores problemas. Isso provavelmente fez com que passasse uma visão muito otimista a alguns jornalistas italianos.

Na verdade, segundo apurei neste sábado, o presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, não fez nenhuma proposta por Robinho. O único clube brasileiro que fez uma proposta concreta pelo Rei do Drible foi o Santos. E qual foi ela? Cerca de sete milhões de euros em três parcelas anuais e, em um esforço descomunal, um salário de R$ 800 mil ao Robinho.

Porém, o Milan, irredutível nos dez milhões de euros, não aceitou. Robinho também não abriu mão de um salário de R$ 1,1 milhão, R$ 100 mil a mais do que ganhava em 2010, quando estava voltando para a Seleção Brasileira e era nome praticamente certo para a Copa do Mundo, a ser disputada meses depois.

Para facilitar as coisas em 2010, naquele semestre em que defendeu o Alvinegro Praiano, Robinho fez três comerciais – para Seara, Volkswagen e Rexona – que ajudaram o clube a quitar cerca de 20% dos seus salários. Hoje é diferente. Ele precisa lutar para voltar à Seleção e o grande garoto-propaganda do futebol brasileiro, como sabemos muito bem, é outro Menino da Vila.

De qualquer forma, quem acompanhou de perto a reunião de sexta-feira sentiu que se o Milan baixasse a pedida, talvez Robinho consentisse em reduzir sua pretensão salarial. Porém, diante da inflexibilidade do clube italiano, o jogador também não aceitou ganhar menos. Isso realmente complicou a negociação, pois um salário de R$ 1,1 milhão obrigaria o Santos a pagar um total de R$ 1,8 milhão por mês, somados todos os encargos.

O negócio não está totalmente descartado, mas agora a tendência é de que Robinho continue jogando no Milan pelo menos mais seis meses. Em junho os valores deverão cair e o Santos voltará à carga para trazer de volta o Rei da Pedalada. O negócio só não se concretizou desta vez porque o Milan e Robinho estão pedindo valores que não condizem mais com a forma técnica e física do ex-santista.

O interessante é que em julho do ano passado Robinho até toparia vir ao Santos por R$ 800 mil mensais, mas o empecilho era o alto preço pedido pelo Milan: 15 milhões de euros. Em dezembro, quando o Santos voltou a procurá-lo, Robinho disse que estava valorizado, com muitos clubes interessados nele, e que o salário teria de ser R$ 1,1 milhão.

Profissionalismo é profissionalismo, mas, para um garoto que nasceu em São Vicente e só foi revelado no futebol devido ao Santos – que cometeu a “loucura” de colocar um time de Meninos para disputar o Brasileiro de 2002 –, Robinho não fez qualquer concessão ao time que diz amar ou às suas origens nesse episódio que poderia trazê-lo novamente para os braços da torcida que o adora.

Nenê ficou de dar a resposta neste domingo

Pensei até em levar a informação de Nenê para o título, mas confesso que fiquei meio traumatizado com o “furo” de ontem. O certo é que a possibilidade de Nenê vir é bem maior. O jogador pediu R$ 5 milhões de luvas e salários de R$ 500 mil. O Santos ofereceu menos. Não me pergunte o quanto menos. Não sei.

Só sei que Nenê prometeu que daria uma resposta neste fim de semana que termina neste domingo à noite. Com 31 anos, este atacante canhoto nascido em Jundiaí em 19/07/1981 já teve uma boa passagem pelo Santos em 2003, quando disputou a Copa Libertadores e o Campeonato Brasileiro. Na oportunidade, Nenê fez 25 jogos e marcou oito gols pelo Alvinegro Praiano.

Revelado pelo Paulista de Jundiaí, Nenê jogou pelo Palmeiras, Santos, Mallorca, Alaves, Celta de Vigo, Monaco, Espanyol e Paris Saint-Germain, onde está atualmente. Marcou 49 gols em 113 jogos pelo time francês.

O que eu acho? Creio que Nenê só virá se não encontrar nada melhor. Ele ainda está estudando propostas de outros clubes. Porém, algo me diz que o negócio pode dar certo. O fato de já ter 31 anos e de ter passado boa parte da carreira em times médios e pequenos da Espanha não valorizam o seu passe.

Vêm aí as respostas de Álvaro de Souza

O assessor de imprensa do Santos, Arnaldo Hase, garante que Alvaro de Souza não se esqueceu da gente. Nesta semana que entra, segundo Arnaldo, o importante membro do comitê gestor do Santos deve responder as 25 perguntas enviadas por leitores deste blog.

E você, acha que Nenê dirá sim? E o que diz de Robinho?


Bastidores do Santos contra o Cerro (imagens que a Globo não mostrou)

Este filme da santostvoficial já foi visto quase 10 mil vezes, mas coloco-o aqui por dois motivos: primeiro, para que a maioria dos frequentadores do blog, que hoje chegam a 43 mil pessoas, também possam apreciar o ambiente entre os jogadores do Santos antes e depois do importante confronto com o Cerro Porteño, no Pacaembu.

Depois, porque é um trabalho magnífico de reportagem sem locução. As imagens se bastam. É um documentário da mais alta qualidade, com situações excelentes capturadas pelo cinegrafista Pirata e uma edição sensível, espontânea, despretensiosa, que passa apenas o que acontece, sem aqueles “arredondamentos” típícos das matérias pasteurizadas da tevê.

Só mesmo a confiança absoluta que os jogadores do Santos têm na equipe da santostvoficial permite um filme assim, em que os atletas estão totalmente à vontade, como se não houvesse uma câmera a seguir seus movimentos e revelar sua intimidade.

Filmes como este têm um valor enorme, pois mostram um aspecto do Santos – e do futebol – que a grande imprensa ignora. É um exemplo da profundidade que a Internet pode conseguir, vasculhando os bastidores dos jogos e das equipes.

Trabalhos como este fazem da santostvoficial a melhor tevê de clubes do Brasil e uma das melhores do mundo. É mais um orgulho para os santistas e uma demonstração do alto nível do departamento de comunicação do Santos. Parabéns ao Arnaldo Hase e equipe.

Agora, veja o filme e perceba que a motivação dos jogadores não poderia ser maior. Isso nos dá a confiança de que o Santos lutará como um leão pelo título da Libertadores:

Já tinha visto? Que tal? O que achou da atitude dos jogadores?


“Futebol é Arte” – este é o slogan do Centenário do Santos


Sugerido pelos profissionais de marketing e comunicação do clube e aprovado por unanimidade pela comissão julgadora, o slogan escolhido para o Centenário do Santos é: “Futebol é Arte”.

Ele exprime a alma do Santos, explicou o gerente de marketing Armênio Neto, com o que concordo plenamente. Cada time de futebol tem sua cultura, e a do Santos está voltada à beleza, à estética, à arte.

Há times baseados na garra, na luta, no sofrimento, na vitória a todo custo. O Santos também já foi campeão na raça, como no bicampeonato mundial de 1963, e sempre que é preciso seus jogadores se transformam em leões.

Mas o espírito de luta é natural ao homem e acomete mesmo os jogadores medíocres, os chamados pernas de pau. O diferencial, mesmo, é o talento, a categoria, a arte, enfim, de jogar futebol. Esse dom que favorece a tão poucos, mas que é tão frequente na Vila Belmiro.

O slogan “Futebol é Arte” será usado não só durante o Centenário, mas também em outras ações do clube, pois, repito, exprime o espírito do santista.

Neste momento, os nove pré-classificados estão trabalhando para chegar ao logotipo do Centenário. Até o dia 14 de abril, data do 99º aniversário do Santos, deveremos ter o vencedor.

Gostou do slogan? Acha que “Futebol é Arte” exprime a alma do Santos?


Vamos falar de coisa boa: SantosTV, a TV número um entre os clubes brasileiros

A torcida do Santos passou a ser renovada e a crescer na mesma proporção do aumento do uso da Internet. Alternativa contra as verdades impostas pela grande imprensa, os blogs e sites de santistas proliferaram e preencheram a necessidade do torcedor de acompanhar mais de perto seu time. O clube soube assimilar muito bem esta tendência e hoje um dos instrumentos mais eficazes do marketing santista é a SantosTV, a número um entre as tevês de clubes do Brasil.

Há duas semanas a SantosTV já tinha alcançado a marca de 288 vídeos em 2010, média de dois por dia. Seu canal no Youtube contava com 7.010.000 visualizações e tinha 7.700 inscritos – desempenho superior a qualquer outra concorrente no país.

A SantosTV foi lançada em 2007, ainda na gestão de Marcelo Teixeira. A princípio usada apenas para notas oficiais, passou a ser um importante instrumento de divulgação do time – mergulhando nos treinos e vestiários – a partir do momento em que passou a ser coordenada pelo assessor de imprensa Arnaldo Hase e ter como editor executivo o jovem Cássio Barco, além de Diogo Venturelli e Sergio Gonzaga.

Nem é preciso dizer que são todos jovens os que estão por trás da câmera e das pautas da SantosTV. Como se seguissem o conselho imortal de Glauber Rocha – uma câmera na mão e uma idéia da cabeça –, os rapazes produzem em profusão, incansavelmente. Graças a eles e à boa vontade dos jogadores e do técnico Dorival Junior, o mundo pôde acompanhar o dia-a-dia do time sensação no primeiro semestre deste ano.

Formado em jornalismo, santista de nascimento e de coração, Cássio Barco tem apenas 23 anos (nasceu em 05/05/1987), mas impressiona pelo profissionalismo e pela ousadia. “Este mês lançaremos o acervo de imagens antigas”, anuncia ele, com a naturalidade de quem acha tudo tão normal que nem merece congratulações.

Mas merece. O maior patrimônio do Santos é sua riquíssima história. Sem pessoas que trabalhem por ela e a divulguem, um pedaço da alma santista se perderá para sempre. Esses meninos, com essa câmera na mão e idéias fervilhando na cabeça, são tão craques como os que fazem gols e ganham títulos para o Peixe.

Dia 30, documentário sobre o título paulista

As produções estão se sofisticando. Prova da qualidade da turma é que o Fantástico, da Rede Globo, usou imagens da SantosTV para um especial sobre os \meninos da Vila. Quando Mano Menezes convocou o Quarteto Santástico, provocando uma explosão de alegria em Neymar, Ganso e Wesley, que acompanhavam o anúncio no CT Rei Pelé, foram as imagens da SantosTV que enriqueceram as matérias sobre o evento nas tevês abertas.

Dia 30 deste mês, segunda-feira, será lançado o documentário sobre o título paulista deste ano, produzido pela equipe da SantosTV. Em novembro será a vez do documentário sobre a Copa do Brasil.

Recentemente a dinâmica emissora promoveu um concurso para escolher a melhor interpretação do hino oficial do Santos (Sou alvinegro da Vila Belmiro…). Vieram vídeos de todos os cantos do planeta: Estados Unidos, Japão, Portugal… Este tipo de promoção é essencial para a preservação da história e da cultura do Santos.

Deixo-os com alguns vídeos escolhidos por mim para mostrar o belo trabalho dos rapazes da SantosTV e incluo também o endereço eletrônico deles para mais visitas. Prestigiem a rapaziada: santostvoficial@gmail.com

E você, o que acha do trabalho dos Meninos da SantosTV? E qual o seu vídeo preferido? Mande o link que a gente divulga.


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