Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Atlético de Madrid

Atención! Atlético de Madrid quiere tomar nuestro ídolo Leandro Damiao!

La prueba del delito:

Mire las maravilhas que este niño hace. No podemos perderlo:

Parece increíble. Hace un año Barcelona nos llevó Neymar, el pequeño rey, ahora Atlético de Madrid quiere tomar el príncipe de los goleadores, Leandro Damião. Precisamente ahora que Santos fue uno de los finalistas del gran Campeonato Paulista y se mantiene invicto en el Campeonato Brasileño y en la Copa del Brasil. Parece que los grandes clubes del fútbol español no quierem el nuestro Santos entre los mejores equipos del mundo .

Todos sabemos que incluso sólo politiquería que rodea al Selección Brasileña impidió que Leandro Damiao fuera llamado para ser el goleador de Brasil en la Copa del Mundo. Es una mala broma comparar Fred, Joe o cualquier otro delantero brasileño a Leandro Damiao, un jugador de notable impulsion, velocidad irresistible, gran visión, inteligencia y habilidad, capaz de hacer goles impresionantes.

La noticia del periódico AS habla en una oferta de 13 millones de euros del Atletico de Madrid a Santos, que es un afronnta. Si el jugador ha costado 15 millones de dólares a el pobre Santos brasileño, porque el rico Atlético de Madrid quiere pagar menos?

Además, negociar Leandro Damião con el Atlético de Madrid por sólo € 15 millones sería más una locura de los dirigentes de Santos. ¿Qué es lo que haces y que usted compra con ese valor fantasía? Sé que Atlético Madrid quiere incluir Diego Ribas en el negocio. Ahora, señores, Diego hoy es un veterano, no tiene na fuerza e la juventude de Damião, siquiera es titular del equipe de Madrid. No tiene mas valor de mercado, esta es la dura realidad.

Si el Atlético oferta 30 millones de euros y el pase de Diego, talvez se podría analizar el negocio. Le dije analizar y no se cierra. Menos que esto es un robo, un lenguado, un negocio que sólo será bueno para uno club e no será el Santos. Ellos quierem el mejor delantero de Brasil por un precio de ganga. Estos españoles solo quieren mismo tomar ventaja, señores.

Yo sugiero a los santistas organizar peticiones y marchas que protesten por esta pérdida irreparable para el fútbol Alvinegro Praiano. Que el presidente Odílio Rodrigues y los directores del Santos sean presionados para no cerrar este acuerdo con el Atlético de Madrid. ¿Dónde encontrar otro delantero como Leandro Damiao? Esta es la pregunta que se queda.

Perdón por la palabra, pero esta es una oferta de mierda, senhores. Como un grand club europeo tiene el coraje de ofrecer un “dinero goteo” al mejor delantero brasileño del momento, uno auténtico Vavá de los tiempos modernos? Espero que el acuerdo no sea cerrado y el Santos pueda mantener-se firme en busca de su glorioso destino.

VaváLeandro Damião
Vavá fue el héroe de Brasil en las Copas del Mundo en 1958 y 1962. Damião es el Vavá de los tiempos modernos. Sólo Felipe Scolari no vio esso.

Y usted, no cree absurda la venta de Leandro Damiao por sólo € 15 millones?


Sem inteligência não se joga futebol

Minha coluna de hoje no Jornal Metro de Santos


Meus amigos, o grande Santos, que reinou no futebol por 15 anos, só tinha gente inteligente. Do roupeiro ao presidente, passando por jogadores e técnico, era tudo gênio. Nenhum atleta tinha faculdade, pós, MBA ou coisa que o valha, e só o Gylmar fizera um curso de contabilidade depois do ginásio. Mas, no futebol, eram todos Einsteins. Por isso ganhavam tantas partidas e títulos.

Toco neste assunto porque, depois de assistir a Princesa do Solimões 1 x 2 Santos, direto da bela Arena Manaus, deu vontade de mandar multar mais da metade do time por burrice.

Tudo bem que o vôo atrasou, que o calor úmido de Manaus é desgastante e que os jogadores do Princesa não demonstraram a mínima realeza, mas sofrer diante de uma equipe quase amadora, cuja folha salarial completa não dá para pagar uma semana de Leandro Damião na Vila Belmiro, é de doer.

Se os jogadores tocassem a bola, se se desmarcassem e fizessem o chamado feijão com arroz, o Santos não ficaria só nos dois gols que marcou com 10 minutos de jogo. Mas começou a rifar a bola, evitar as divididas e, pior, escolher as jogadas mais difíceis, dando ânimo ao aguerrido adversário.

Por que a folha salarial do Santos é infinitamente maior do que a da(o) Princesa de Solimões? Ora, porque, teoricamente, os santistas têm mais técnica, mais experiência, têm mais a tão popular “qualidade”. Porém, se o jogo adotado é o do chutão pra frente, quando essa técnica vai prevalecer? Na cabeçada? Tá bom. Já reparou que nosso centroavante sobe uma gilete do chão (como diria o meu amigo de Tatuí, o Zé Erasmo)?

Você pode não concordar, mas numa análise fria do nível de inteligência dos santistas, conclui que apenas Jubal, Alan Santos – hoje o melhor do time –, Lucas Lima e Gabriel estão um pouco acima da média.

Por outro lado, Geuvânio e Bruno Peres são exemplos lapidares do que a falta de neurônios ativos pode fazer com carreiras que poderiam ser promissoras. Ambos têm enorme dificuldade de escolher a jogada certa e, invariavelmente, optam pela errada.

Cadê aquele Geuvânio que enfiava passes medidos, penetrava e fazia gols? O rapaz está se enrolando com a bola. Alguém deveria avisá-lo de que ele está vivendo o momento crucial de sua carreira, que tanto poderá alçá-lo ao nível dos grandes jogadores, como levá-lo de volta para a Penapolense, ou algo pior. Ele tem de jogar simples, fácil, e para o time. Ele não é o Neymar, nem o Robinho, é apenas o voluntarioso Geuvânio, o humilde Caveirinha. Não pode driblar no meio de campo, a não ser partindo no contra-ataque. Não pode querer fazer o que não sabe, na hora que não deve.

E Bruno Peres? Esse não pode reclamar que não tem chance. Mas nunca aprende. O gol solitário da, ou do, Princesa se deveu a uma falta totalmente desnecessária dele, ao chutar um adversário de costas para a meta. Não satisfeito, no final quase entrega a rapadura de novo. Isso, na defesa. E no ataque? A mesma indecisão e inoperância de sempre. E quanto mais espaço tem, quanto mais possibilidades de boas jogadas existem, mais o nosso prezado lateral pisa na gorduchinha.

Tenho uma amigo, o João, que gosta do Bruno Peres porque o acha parecido fisicamente com o Carlos Alberto Torres. Que tal espalhar que ele é o novo Capita e esperar pelas propostas do estrangeiro?

Agora fiquei sabendo do anunciado interesse do Atlético de Madrid por Leandro Damião. Nome o moço tem, a ponto de ter sido chamado algumas vezes para a Seleção Brasileira. E, aqui entre nós, se o Fernando Torres já foi um dos jogadores mais caros da Europa, tudo é possível.

Vamos fazer um pacto, e que ninguém nos ouça: vamos deixar de meter o pau no Leandro Damião por algum tempo, ou os espanhóis acabam lendo e podem desistir do negócio. Acho até que vou escrever um post protestando contra o assédio do Atlético de Madrid e dizendo que o Santos não pode ficar sem o seu melhor e mais carismático atacante depois de Pelé…

Veja os melhores momentos da partida

E você, não acha que o Santos foi pouco inteligente contra a(o) Princesa?


Luta contra espanholização do nosso futebol é agora. Depois, será tarde


Flamengo e Corinthians a caminho de se tornarem novos Real Madrid e Barcelona?

“Existe algum torcedor que não diga que nossa liga está prostituída, adulterada e corrompida? É uma liga de terceiro mundo em que dois clubes roubam o dinheiro de televisão dos demais”.

Guarde bem essa frase. Ela foi dita por José Maria Del Nido, presidente do Sevilha, criticando as desproporcionais cotas de tevê e os privilégios dados a Real Madrid e Barcelona, que tiraram toda a competitividade do Campeonato Espanhol. Daqui a alguns anos, talvez bem mais cedo do que possamos imaginar, queixas idênticas estarão nas bocas dos presidentes de Grêmio, Internacional, Vasco, Fluminense, Santos, Palmeiras, São Paulo…

O presidente do Sevilha sempre alertou para os perigos que a bipolarização traria para o campeonato, mas nunca lhe deram o devido crédito. Agora a Espanha reconhece que o dirigente estava correto. Diz Oscar Murillo, repórter do Diário de Sevilla:

“José María del Nido sempre criticou a divisão dos recursos proveninentes da televisão. No início, era tratado como um louco, mas parece que não estava. Atualmente, o abismo existente cria um sentimento de resignação entre os torcedores dos demais clubes. Eles sabem que é impossível lutar contra os gigantes Real e Barça. Ao mesmo tempo é criado um ciclo perverso, pois esse torcedor deixa de ir ao estádio e de ver os jogos pela televisão. As partidas não são mais tão atrativas. Real e Barça sempre foram mais fortes, só que antes a distância não era tão agressiva como agora.”

Fernando Roig, presidente do Villarreal, concorda com Del Nido. “Essa é a liga que vocês querem? Eu vendo jogadores para equilibrar as minhas contas, enquanto outros pedem crédito e conseguem”, afirmou. “Se querem que a liga tenha duas partidas apenas, que coloquem duas partidas, mas isto será péssimo para o futebol”, completou, referindo-se ao clássico entre Real Madrid e Barcelona.

Para o presidente do Granada, Quique Pina, “com a situação atual é melhor não ter campeonato. Não pode haver uma diferença tão grande de Barcelona e Real Madrid em relação aos demais”. Ele sugere a criação de uma liga independente, sem Real Madrid e Barcelona, que possa resuperar a competitividade perdida no futebol espanhol. “Antes você ia ao Bernabéu ou ao Camp Nou com toda a ilusão do mundo. Hoje em dia, se eu fosse treinador pouparia meus jogadores nessas partidas”, disse Pina.

Os jogadores dos outros times também sentem a impossibilidade de travar uma luta justa com os dois poderosos. “Temos de buscar a vitória na esperança de que Real ou Barça tenham um contratempo. A chance de ganhar um título é como um milagre”, diz Piatti, atacante do Valência. O brasileiro Marcos Senna concorda: “A diferença para Barça e Real é brutal”.

Desigualdade tem rebaixado o Campeonato Espanhol

Com uma parte da verba dividida igualmente entre todos os times da divisão principal e uma porcentagem destinada aos mais bem classificados, os campeonatos nacionais de Alemanha e Inglaterra têm sido escolhidos como os melhores da Europa. Enquanto isso, a Espanha, que preferiu a bipolarização, vê a maioria de seus clubes perderem rapidamente a força que tinham.

Hoje Real Madrid e Barcelona ficam, juntos, com 34% do total pago pela tevê. Os outros 66% são distribuídos entre os 40 clubes que disputam a primeira e a segunda divisões espanholas.

Como resultado dessa partilha desproporcional, clubes que eram grandes, com o Atlético de Madrid, viraram medianos, enquanto outros se apequenaram. Até a década de 70 o Atlético de Madrid era considerado um dos grandes da Espanha e tinha o mesmo número de títulos nacionais do Barcelona. Hoje não tem a mínima possibilidade de ser campeão. Sua cota de tevê é 30% do que recebem Real e Barça.

Outro exemplo é o La Coruña. Campeão espanhol em 2000, com um time no qual despontavam os brasileiros Djalminha e Mauro Silva, hoje a equipe se contenta em não ser rebaixada. Sua cota é 10% dos dois privilegiados.

O resultado disso tudo é que no campo não há mais o mínimo equilíbrio. Ao se iniciar o campeonato, já se sabe quem vai lutar pelo título. Nas últimas sete temporadas, quando não deu Real Madrid, deu Barcelona. A diferença de pontos para os demais tem sido assustadora. Na temporada 2010/11, o Real Madrid, vice-campeão, ficou com 21 pontos a mais do que o Valencia, terceiro colocado.

Ex-diretor do Barcelona também critica a divisão

Mesmo profissionais de Real Madrid e Barcelona estão percebendo que a distância destes dois times para os demais está empobrecendo o Campeonato Espanhol como produto. Este Calzada, ex-diretor de marketing do Barcelona, reconhece que o campeonato está cada vez menos interessante:

“Real Madrid e Barça levam a maior parte dos recursos. Sem dúvida é algo muito ruim para o campeonato. A maior parte dos jogos é desinteressante, e cada vez mais é previsível o resultado de Barcelona e Real Madrid. O natural é que vençam sempre”.

Calzada acredita que “uma divisão mais igualitária fortaleceria os clubes menores e aumentaria a competitividade do campeonato. Porém, o que piora é o fato de a Espanha ser o único país da Europa onde os clubes negociam seus contratos de televisão de forma individual (assim como o Globo está fazendo com os clubes brasileiros). É complicado se chegar a um acordo quando todos não estão à mesa”.

O ex-responsável pelo marketing do Barcelona lembra que a fórmula adotada no Campeonato Inglês seria mais justa, e compara: “Na Espanha, o clube que mais ganha com direitos televisivos tem 11 vezes mais recursos do que o que menos arrecada. No Campeonato Inglês a diferença não chega ao dobro.”

Por que o Brasil adotou o modelo espanhol?

É difícil entender por que os presidentes dos grandes clubes brasileiros permitiram que a Rede Globo promovesse a implosão do Clube dos Treze e, no seu lugar, instituísse a negociação individual dos direitos de tevê, o que, na prática, iniciou a bipolarização do nosso futebol, baseada em Corinthians e Flamengo.

Provavelmente pela necessidade urgente de dinheiro para saldar dívidas, os presidentes dos outros grandes clubes aceitaram assinar um cheque em branco a favor da Globo e de seus dois privilegiados.

Está mais do que evidente que a intenção é dividir o futebol brasileiro entre um grande de São Paulo e um do Rio. Os outros times dessas praças teriam importância cada vez menor. Com o tempo, a massa de torcedores desses outros times diminuiria a tal ponto que nem teriam forças para lutar contra o sistema.

A nomeação de Andrés Sanchez para diretor da CBF; a pressão de Ronaldo Fenômeno para tirar Neymar do Santos; a nomeação do corintiano Mano Menezes para dirigir a Seleção Brasileira; o boicote ao Morumbi como estádio de São Paulo na Copa do Mundo; a construção a toque de caixa, com apoio dos poderes públicos, do estádio do Corinthians; as vistas grossas à dívida impagável do Flamengo; a preferência descarada da Globo pela transmissão de jogos desses dois times – enfim, o que não faltam são evidencias desse plano que pretende transformar o futebol brasileiro em uma nova Espanha.

O que pode ser feito


Viva melhor! Desligue a tevê, ou mude de canal quando eles jogarem (arte de Daniel Galvão)

Em primeiro lugar, é preciso que os presidentes dos outros clubes grandes do Brasil tenham atitudes corajosas, de quem realmente representa comunidades de tradição no futebol brasileiro. Que não se deixem vender por migalhas, enxerguem na frente e restabeleçam um Clube dos Treze, ou dos Quinze, ou dos Vinte, independente e com poder para discutir com a Globo, ou outra rede de tevê, de igual para igual.

Em segundo, que as negociações deixem de ser individuais, ou secretas, o que só é bom para a tevê. E que nessas negociações valorize-se a participação do clube na Série A e também o mérito esportivo, com prêmios aos mais bem classificados.

É importante, ainda, conhecer melhor a proposta do deputado Mendonça Filho, divulgá-la e apoiá-la. Pelo que eu a conheço, é bem melhor do que a proposta da Globo. Por ela, 50% da verba da tevê será dividida entre todos os clubes da Série A e a outra metade distribuída de acordo com a média de classificação de cada equipe nos anos anteriores. É, sem dúvida, muito mais justa e equilibrada do que a que está sendo imposta pela Rede Globo.

Porém, enquanto nada disso acontece, a única saída que nós temos é de boicotar os jogos de Corinthians e Flamengo pela tevê, deixando de assisti-los. Chega de favorecer ao adversário, engrossando o seu ibope. Se suas torcidas são tão grandes assim, que se virem sozinhas.

Este blog deixa claro que não é anti-corintiano e nem anti-flamenguista. Respeita todos os clubes brasileiros e suas torcidas de maneira igual. Só que considera extremamente injusto e maléfico para o nosso futebol esta divisão de cotas – e esta rede de favorecimentos – instituída pela Rede Globo e os poderes políticos e esportivos de nosso País em prol de dois clubes apenas.

Por isso, o que nos resta é esta campanha radical para que torcedores de outros times jamais assistam a jogos de Flamengo e Corinthians pela tevê. Só assim, mexendo nos números – do ibope, do patrocínio, da grana – é que os donos do poder aceitarão rever seus planos.

Mesmo sem a divulgação maciça dos grandes veículos de comunicação, a campanha começa amanhã, quando a Globo instituiu que um amistoso entre os seus dois queridinhos deverá ser transmitido em rede nacional. Vá procurando outra coisa para fazer no horário (ver o jogo do Santos pela Copa São paulo é uma ótima opção para os santistas), mas não dê um minuto de ibope para este jogo de favorecidos).

Você não quer que o Brasil se transforme em uma Espanha, quer?


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