Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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A ambulância na Vila Belmiro e o caso da saúde pública nacional

Por Gustavo Kosha

Ontem a Vila Belmiro foi palco de mais um bom jogo entre Santos x Atlético/MG. Foi palco de mais um show de Neymar. Mas infelizmente, devido aos acidentes acontecidos, principalmente com o atleta Rafael Marques do Atlético/MG, o foco da imprensa mudou do jogo para o atendimento médico ao atleta.

Ouvi e li na imprensa, jornalistas formadores de opinião execrarem o estádio Urbano Caldeira por conta da dificuldade que a ambulância teve para entrar em campo para o atendimento ao atleta.
Minha opinião sobre o caso:
O atleta Rafael Marques teve MUITA (sim, MUITA com letras maiúsculas) sorte de ter sofrido um acidente na Vila Belmiro.
Ao contrário do que relataram muitos jornais, principalmente um famoso no meio esportivo, o atleta do Atlético/MG não demorou 10 minutos para ser atendido. (Aliás, cabe aqui uma ação do departamento jurídico do Santos, exigindo provas de que o atleta tenha demorado tanto tempo para ser atendido). Muito pelo contrário. Ele foi atendido IMEDIATAMENTE após o acidente e por 2 (sim, DOIS) médicos (um do Atlético e um do Santos).
Além dos 2 médicos dos clubes, 2 bombeiros e mais 2 médicos entraram em campo para prestarem o pronto atendimento ao atleta. Todos nós que estávamos vendo o jogo somos testemunhas disso. A pergunta que faço é: em que outra situação, ou em que outro lugar, o atleta ou qualquer outra pessoa teria a sua disposição, imediatamente depois de um acidente, o acompanhamento de tantos profissionais?
A imprensa, e todos aqueles que criticaram e pediram o fim dos jogos no estádio da Vila Belmiro deveriam olhar um pouco mais para a saúde brasileira. Existem milhares de hospitais espalhados pelo país que não possuem condições básicas para atender quem quer que seja, quanto mais casos de urgência. Faltam médicos em todo o Brasil. Não é necessário procurar muito para achar casos de hospitais assim. Será que é a Vila Belmiro mesmo que oferece risco à atletas ou torcedores? Ou seria a saúde pública brasileira que está deteriorada de uma maneira geral? Ao me ver, cabe uma reflexão muito mais profunda nesse caso.
Quanto a ambulância, de fato houve uma falha na reforma da Vila Belmiro, impedindo a sua entrada. Isso deve sim ser avaliado pela diretoria santista. Mas daí a se proibir jogos no estádio, isso é uma besteira sem tamanho. Se fossemos ver por esse prisma os jogos deveriam também ser proibidos no Morumbi e no Pacaembú, principalmente os realizados às 19:30, já que a essa hora é praticamente impossível circular nos arredores nesse estádio, e caso algum atleta sofra algum acidente em um jogo hipotético realizado em algum desses estádios, a essa hora, com certeza a ambulância poderia até entrar no estádio, mas devido ao trânsito dos arredores não conseguiria sair.
A imprensa precisa ser mais responsável. As diretorias dos clubes também, mas acima de tudo, nossas autoridades precisam ser mais comprometidas com o povo. Não se pode exigir de um estádio o que não se oferece à população de um país inteiro.
Gustavo Kosha é publicitário, pai da Nina, sócio remido e tocedor do SANTOS FUTEBOL CLUBE.

Quando uma atuação supera um resultado

Ontem depois de abrir 2×0 sobre o Atlético-MG e permitir um amargo empate, não teríamos muito o que comemorar. O time não repetiu as boas atuações que vinha tendo, errou mais do que devia e consequentemente jogará agora até o fim do campeonato sem nenhum objetivo.

Felizmente tivemos Neymar em campo para compensar tudo isso. O garoto entrou motivado, comemorando seu 200º jogo pelo Santos FC. Também já sabia que o brilhante STJD resolveu se meter no campeonato mais uma vez e o suspendeu da partida com a Ponte Preta no próximo domingo, portanto ele tinha ciência que poderia se doar ao máximo que teria um longo período de descanso pela frente.

Logo no início do jogo Neymar de cabeça desviou um lançamento para Felipe Anderson, que encontrou Miralles sozinho na área para marcar o gol mais rápido do campeonato. O gol atordoou os adversários, que passaram a ser pressionados por uma blitz santista no campo de ataque, que resultou em inúmeras oportunidades. Neymar parecia querer fazer algo diferente, e por muitas vezes se mostrou fominha na definição de jogadas dentro da área.

Até que em um lance de gênio, Neymar tocou com a bola de calcanhar entre as pernas de seu marcador, girando rapidamente seu corpo para completar o drible e se antecipando ao segundo zagueiro que vinha sedento em um carrinho, mas que só atingiu seu companheiro. Neymar deixou a cena de pastelão para trás e disparou em direção a área. Mesmo com Miralles totalmente livre, o craque preferiu tirar para dançar o lateral que correu desesperado para cobrir a marcação, e após enganá-lo seguidas vezes, tocou no meio de suas pernas em direção ao contrapé do goleiro, que só viu a bola morrer no cantinho do gol. Um golaço para ficar marcado pra sempre nas nossas lembranças.

O Santos seguiu confortável no jogo e criando chances, tanto que se acomodou e tomou um gol após falha geral da defesa, após Léo tomar um drible da manada (por que drible da vaca foi pouco) e Bruno Peres chegar atrasado em seu marcador.

Depois em mais uma bobeada do ataque, Miralles errou um domínio na meia lua após rebote de bola parada e permitiu um rápido contra-ataque atleticano e após outra trapalhada, dessa vez entre Rafael e Bruno Peres, a bola sobrou livre para o atacante atleticano concluir. Na origem desse lance dois zagueiros atleticanos chocaram suas cabeças e um precisou sair de ambulância do estádio. Devido às dificuldades na remoção do mesmo de campo, o jogo ficou parado por um longo tempo e não foi mais o mesmo depois do retorno.

Apenas Neymar criou mais alguns lances de brilho no jogo, e mesmo com um a mais em campo após mais um choque de cabeça de jogador do Atlético, o Santos parou nas boas defesas do goleiro adversário.

Um resultado ruim em casa,mas que para quem pagou ingresso ou assistiu ao jogo ficou em segundo plano após mais um show de Neymar.

O público de mais de 10 mil pessoas só comprova que a Vila Belmiro precisa de algum tipo de intervenção urgente. O estádio não suporta mais lugares populares. Os setores elitistas dominaram o estádio inteiro. As cadeiras cativas como de costume ficam absolutamente vazias enquanto o resto do estádio está lotado. Os lugares baratos, que possuem a maior demanda, são os que possuem menor oferta de lugares. O público que não tem o hábito de ir ao estádio, e nisso incluo pessoas que viajam de longe, não vai adquirir um lugar que é vendido em pacote anual, muito menos um camarote. Estamos sem lugar em nosso próprio estádio para conquistar e fidelizar novos torcedores. É difícil pensar num futuro promissor dando este tipo de tratamento aos “novos clientes” enquanto os principais adversários no estado estão construindo ou reformando seus estádios.

Notas dos jogadores (Critério – Numa escala de 0 a 10, o 5 representa uma partida comum, somando-se ou subtraindo-se pontos de acordo com o desempenho)

Rafael – 5 – No lance do segundo gol, hesitou em sair e acabou se atrapalhando com Bruno Peres.

Bruno Peres – 4 – Participação negativa nos dois gols adversários

Bruno Rodrigo – 6 – Seguro como de costume, não teve culpa nos gols.

Durval – 5 – Voltou a querer resolver com chutões….

Léo – 5 – Sofreu um drible incrível no primeiro gol. Compensou com boas subidas ao ataque, porém se lesionou em uma delas.

Adriano – 6,5 – Anulou totalmente Ronaldinho Gaúcho. Saiu no fim do segundo tempo para não correr o risco de uma expulsão quando o Santos tinha um a mais

Arouca – 5 – Errou passes e perdeu bolas que não costuma perder. O trabalho de ligação do meio campo que vinha fazendo não funcionou dessa vez, já que a maioria dos jogadores simplesmente procurava Neymar.

Henrique – 5,5 – Um pouco melhor que Arouca ontem, mas também com alguns erros na definição das jogadas.

Felipe Anderson – 6 – Começou muito bem, atuando no mesmo lado de Neymar. Deu a assistência pro primeiro gol e roubou muitas bolas no campo adversário. Depois do empate e da lesão dos atleticanos, sumiu e foi substituído.

Neymar – 10 – Fominha em diversos lances, compensou tudo com uma obra de arte e mais um show para a torcida santista. Sua disposição em jogar com a camisa do Santos comove a qualquer um.

Miralles – 6,5 – Mais uma vez se posicionando bem, marcou gol pela terceira partida consecutiva.

Substituições

Gérson Magrão – 5,5 – Sua marcação acabou com as jogadas do Atlético pelo lado direito, porém não conseguiu se entrosar com Neymar para produzir no ataque.

Bernardo – 5 – Não vejo nele um armador que cria jogadas. Seus passes são na maioria das vezes laterais, mais organizando o jogo do que criando oportunidades. Muricy provavelmente o colocou pela qualidade na bola parada, mas ontem não surtiu efeito.

Bill – Sem nota – Entrou no fim para o tudo ou nada, pouco tempo para avaliar.

Muricy – 5 – O time voltou à tática “bola no Neymar”.

Qual sua opinião sobre o jogo de ontem e o desempenho dos jogadores? 

 


Será que vale a pena o risco de escalar Neymar?

Hoje a noite teremos na Vila Belmiro um jogo que pode decidir o rumo do Campeonato Brasileiro. Santos e Atlético-MG vão se enfrentar em clima de decisão, já que uma derrota ou empate pode acabar com o sonho de um objetivo maior no campeonato para as duas equipes. O Santos está a 11 pontos do G4 e só a vitória mantém a chama acesa na busca pela vaga da Libertadores, assim como o Galo, que a 9 pontos do Flu pode dar adeus às chances de título no caso de um resultado negativo.

As duas equipes vão jogar buscando a vitória, tornando o jogo aberto e tenso. O Santos jogando em casa vai ter a oportunidade de explorar bem sua estratégia de atuar fechado e nos contra-ataques que deu certo nas últimas partidas. A diferença será um adversário mais organizado e com mais qualidade ofensiva que os anteriores.

Na busca pela vitória o essencial é marcar gols, e a maior dúvida paira na escalação do ataque. Vale a pena correr o risco de escalar Neymar, que atuou ontem pela Seleção Brasileira e realizou um voo longo para retornar ao Brasil? A favor de sua escalação está seu desempenho em situação semelhante contra o Figueirense. Contra está o possível cansaço afetando seu rendimento e o risco de lesão. Neymar também será julgado hoje durante a tarde pelo lance envolvendo o Pará no jogo contra o Grêmio. Mesmo que seja suspenso poderá atuar hoje já que a suspensão só passa valer no dia seguinte após o julgamento.

Caso não surja nenhum imprevisto, jogaremos com Rafael; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Adriano, Arouca, Henrique e Felipe Anderson; Neymar (Bill) e Miralles. Praticamente o mesmo time que bateu o Vasco, com o reforço de Neymar. Toda nossa torcida para que o time engate a terceira vitória seguida e continue subindo na tabela.

Retrospecto de Santos x Atlético-MG

Por Wesley Miranda 

Santos FC e Atlético-MG já se enfrentaram oficialmente 83 vezes ao longo da história. O Peixe conquistou 29 vitórias contra 32 do Galo e 22 empates. O time de Vila Belmiro marcou 116 tentos e o mineiro 127.

Em Brasileiros, desde o primeiro confronto, na Taça Brasil 1964, são 53 jogos, com 17 vitórias do Santos contra 21 vitórias atleticanas e 15 empates. Com 67 gols santistas e 79 gols mineiros.

Os artilheiros santistas do confronto
Liderando a tábua de artilheiros em confrontos contra o Atlético-MG está Pelé, com 10 gols. O Rei do Futebol enfrentou o time onde seu pai jogou (Dondinho atuou no Atlético no ano em que Pelé nasceu) em 16 oportunidades, vencendo oito, empatado quatro e sendo derrotado outras quatro vezes.

Na vice artilharia está Toninho Guerreiro, com sete gols, seguido por Kléber Pereira e a joia Neymar, ambos com cinco gols. Elano com quatro, o atacante Nicácio, o lendário Pepe, o ponta Dorval e Mazinho com três gols cada, completam a lista de principais artilheiros do Santos FC contra o Galo mineiro.

O primeiro encontro
O primeiro prélio das duas equipes aconteceu em um amistoso disputado na Vila Belmiro, no dia 05/10/1938. Vitória do quadro santista por 2 a 0, com gols de Rui e Aurélio.

O primeiro título interestadual
No começo da década que iria acontecer o Big Bang do futebol brasileiro, o Santos conquistou seu primeiro título interestadual. Foi no começo de 1951, em Minas Gerais, em um quadrangular que reunia além do paulista Santos, a elite do futebol mineiro: Atlético-MG, Cruzeiro e América.

O jogo de estreia contra o tricampeão mineiro (entre 1943 e 45), o Cruzeiro, aconteceu no dia 26/02. Vitória santista por 4 a 3.

O segundo jogo, contra o único Decacampeão mineiro da história (1916 a 25) e campeão mineiro de 48, o América, aconteceu no dia 01/03. Vitória santista por 1 a 0.

O último e decisivo jogo foi contra o forte Atlético-MG, bicampeão mineiro (1949 e 50) e coroado campeão do gelo. O galo mineiro também ganhou suas duas partidas: do América por 3 a 2 e do Cruzeiro por 3 a 0.

A partida foi disputada no Estádio Otacílio Negrão de Lima, no dia 04/03. O Santos venceu por 2 a 0, com gols de Nicácio e Odair Titica, e conquistou de maneira invicta o seu primeiro interestadual.

Esse foi considerado um marco para a torcida santista, assim como foi a excursão para o norte do Brasil.

O Santos do técnico Niginho formou com Robertinho; Hélvio e Expedito; Nenê, Pascoal e Ivan; 109 (Alemãozinho), Antoninho (Nando), Nicácio (Leônidas), Odair e Pinhegas

Aniversário do Santos
No dia 15/04/1951, o Atlético-MG disputou um amistoso na Vila Belmiro em comemoração ao 39º aniversário do Santos FC. O Peixe ganhou novamente: 3 a 0 com gols de Nicácio (2) e Pinhegas.

O Santos conquistava sua segunda vitória frente ao quadro atleticano em pouco mais de um mês.

Quartas de final de 1964
Mesmo sendo o Tricampeão Brasileiro com a conquista da Taça Brasil de 1963, o Santos FC estreou na disputa de 1964 nas quartas de final. O Palmeiras, como campeão Paulista de 1963, garantiu a estreia na semifinal.

Para chegar as quartas de final, o campeão mineiro de 1963, o Atlético, eliminou o capixaba Rio Branco (1×1 e 1×0) e o catarinense Metropol (1×0 e 2×1)

O primeiro jogo da decisão aconteceu em Belo Horizonte, no dia 18/10. Com Peixinho no lugar de Dorval e Toninho no lugar de Coutinho, o Santos goleou o Atlético por 4 a 1, com gols de Pepe (2), Pelé e Toninho Guerreiro. Com o resultado, para o Santos bastava apenas um empate no segundo jogo para avançar às semifinais. Para o time mineiro, uma vitória simples para provocar o terceiro jogo.

O Santos do técnico Lula formou com Laércio, Lima, Mauro, Joel Camargo e Geraldino; Zito e Mengálvio; Peixinho, Toninho, Pelé e Pepe.

O segundo jogo da decisão, no estádio do Pacaembu, no dia 25/10, terminou com uma nova goleada santista: 5 a 1, com gols de Toninho Guerreiro (2), Pelé (2) e Peixinho. O Peixe se classificava para jogar as semifinais contra o Palmeiras de Ademir da Guia, Dudu, Ademar Pantera… e, respectivamente, o Flamengo na final, conquistando o Tetracampeonato.

Para esse jogo no Pacaembu o Peixe formou com Laércio, Lima (Aparecido), Mauro, Joel Camargo e Geraldino; Zito (Lima) e Mengálvio; Peixinho, Toninho, Pelé e Pepe.

Torneio Roberto Santos (Taça cidade de Salvador)
Para preencher o calendário dos times que não estavam classificados para a segunda fase do Brasileiro de 1975, o Governo do Estado da Bahia promoveu um torneio com as respectivas equipes: Santos, Bahia, Vitória, Atlético-MG, Vasco, Remo, Figueirense e Coritiba.

Na primeira fase, o Santos enfrentou no primeiro jogo o Bahia, e empatou em 1 a 1, com Pelé voltando a vestir a camisa do Santos. O Rei era embaixador do Torneio. Em seguida, o Figueirense, vitória de 3 a 2.

No último jogo do grupo, o Atlético-MG, e vitória santista por 1 a 0. Os dois times passaram para as semifinais e, em mais um confronto, um empate em 1 a 1, com o Santos conquistando a vaga na final nas penalidades por 4 a 3.

Na final, o Santos derrotou o Vitória por 3 a 0 e saiu campeão do Torneio Roberto Santos.

Semifinais do Brasileiro de 1983
Depois de eliminar o Goiás nas quartas (0x0 e 2×2) com a vantagem de dois resultados iguais, o Santos se qualificava para jogar as semifinais com o Atlético-MG, que eliminara o Sport Recife (0x0 e 4×1).

O time mineiro, com Reinaldo, João Leite, Luisinho, Nelinho e Éder, jogava por dois resultados iguais e a vantagem da segunda partida em seus domínios.

Na primeira partida, disputada no Morumbi no dia 12/05, o Santos saiu na frente com Serginho Chulapa aos 47 minutos do primeiro tempo. Na segunda etapa, Éder deixou tudo igual aos 13 minutos. Aos 24, Serginho Chulapa deu números finais ao jogo!

O Peixe do técnico Formiga formou com Marola; Toninho Oliveira, Márcio Rossini, Toninho Carlos e Gilberto; Dema, Paulo Isidoro e Pita; Camargo (Lino), Serginho Chulapa e João Paulo.

No segundo jogo, no dia 15/05, mais de 113 mil torcedores esperavam o Atlético fazer valer o favoritismo em sua casa. Mas brilhou a estrela de Marola, que garantiu o 0 a 0, evitando a reedição da final de 1980 entre Atlético-MG e Flamengo e reeditando a final de 1964 entre Santos e Flamengo.

O Santos formou com Marola; Toninho Oliveira, Márcio (Joãozinho), Toninho Carlos e Gilberto; Dema (Lino), Paulo Isidoro e Pita; Camargo, Serginho Chulapa e João Paulo.

Copa Dener
Durante o período da Copa do Mundo de 1994, a federação carioca criou um torneio para homenagear o jogador Dener, que morreu tragicamente em um acidente de automóvel no dia 18/04/1994. Entre os clubes convidados, estavam Santos, Atlético-MG, Botafogo, Cruzeiro, Portuguesa (onde Dener foi revelado) e Vasco da Gama (time que defendia quando morreu).

O torneio foi disputado com jogadores reservas, e o Santos estreou com uma derrota para o Botafogo, no Rio, por 2 a 1. Na segunda partida, em Juiz de Fora, o Santos goleou o Atlético-MG por 4 a 0. Na terceira partida, empatou em 3 a 3 com o Vasco no Rio. Na quarta partida, nova vitória em Minas: 1 a 0 no Cruzeiro e, na última rodada: 4 a 0 na Portuguesa no Canindé.

O regulamento previa uma final em jogo único com os dois melhores da primeira fase. Sendo assim, Santos, com sete pontos, e Atlético-MG, com seis, fizeram a final no dia 16/06/1994, no Rio de Janeiro. O Peixe ganhou novamente do Atlético-MG: 4 a 2, com gols de Luciano (2), Ranielli e Demétrius, e ficou com o título do torneio.

Obs.: o Santos não contabiliza esse jogos nas estatísticas oficiais do clube, pois o torneio foi disputado por um time B do Peixe.

Disputa até a última rodada
No Brasileiro de 1995, Santos e Atlético-MG duelaram por uma vaga nas semifinais até a última rodada do segundo turno. Com a vitória do Galo sobre o Vitória por 3 a 0, em Brasília, bastava apenas um empate entre Santos e Guarani no jogo que acontecia no mesmo horário. Mas o gol salvador de Marcelo Passos a poucos minutos do fim do jogo e o gol nos acréscimos do Messias Giovanni garantiram o Santos nas semifinais.

Apesar da disputa acirrada até a última rodada, Santos e Atlético-MG se enfrentaram apenas no começo do campeonato, no primeiro turno. Vitória santista por 2 a 1 no Mineirão, com gols de Jamelli aos 21 minutos e Camanducaia aos 27 minutos do primeiro tempo.

O time de Cabralzinho formou com Edinho; Marquinhos Capixaba, Jean, Pintado e Marcos Paulo; Gallo, Carlinhos (Camanducaia), Giovanni e Robert; Jamelli (Ronaldo Marconato) e Wellington (Macedo).

Duelo de oito gols
Santos e Atlético-MG protagonizaram um jogo emocionante na Vila Belmiro no dia 19/08/1998, válido pelo Brasileiro. O time mineiro chegou a estabelecer três gols de vantagem por duas vezes no decorrer da partida: 3 a 0 e 4 a 1. Mas o Santos, com o colombiano Aristizabal, Viola e Claudiomiro, conseguiu o empate a 15 minutos do fim. Um eletrizante 4 a 4, digno de ser revisto.

O Santos do técnico Emerson Leão formou com Zetti; Anderson, Argel, Sandro e Athirson (Adiel); Claudiomiro, Narciso, Jorginho (Fernandes) e Lúcio; Aristizábal e Viola.

Esses dois pontos fizeram diferença na desclassificação do Atlético-MG, que ficou de fora das quartas de final no critério de números de vitórias, perdendo a vaga para o Grêmio.

Gol argentino em 2001
O argentino Miralles tem aparecido bem na linha de frente marcando três gols nos últimos dois jogos. No Campeonato Brasileiro de 2001, outro argentino, esse zagueiro, balançou as redes no confronto contra o Atlético MG no Mineirão, e garantiu a vitória por 1 a 0. Galván, que atuou no Santos de 2000 a 2001 em 77 jogos, marcando cinco gols, foi contratado junto ao próprio Atlético MG.

O Santos do técnico Cabralzinho formou com Fábio Costa; Preto, Galván e Cléber; Valdir (Elano), Paulo Almeida, Marcelo Silva, Robert (Canindé) e Leandro; Marcelinho Carioca e Viola.

Quartas de final da Copa do Brasil 2010
Depois de eliminar o Guarani nas oitavas (8×1 e 2×3), o Santos chegava para mais uma decisão contra o Atlético. O time mineiro, comandado por Luxemburgo, eliminou nas quartas o Sport Recife (1×0 e 2×0).

No primeiro confronto, no dia 28/04, no Mineirão, o Atlético ganhou por 3 a 2 com três tentos de Diego Tardelli, tendo anotado para o Santos Robinho no último minuto do primeiro tempo e Edu Dracena aos 37 minutos do segundo tempo. Gols que fizeram a diferença na disputa contra o Galo.

O Santos do técnico Dorvival Jr formou com Felipe; George Lucas (Maranhão), Durval, Edu Dracena e Pará; Arouca, Wesley, Marquinhos (Rodrigo Mancha) e Paulo Henrique Ganso; Robinho e André (Zé Eduardo).

O jogo da volta
Sem muito tempo para comemorarem suas conquistas estaduais (o Santos conquistou o Paulista em cima do Santo André e o Atlético-MG conquistou o Mineiro em cima do Ipatinga), os time já voltavam a se enfrentar no jogo da volta das quartas de final na Vila Belmiro no dia 05/05.

O Santos abriu 2 a 0 com André aos 16 minutos e Neymar aos 43, mas viu com preocupação quando Correa diminuiu nos acréscimos da primeira etapa. Na segunda etapa, logo aos quatro minutos, Wesley devolveu a tranquilidade quando marcou 3 a 1. O gol da classificação para a semifinal.

O Santos formou com Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Robinho, André (Maraquinhos) e Neymar (Zé Eduardo). Técnico: Dorival Junior.

O último encontro na Vila Belmiro
A última vez que Santos e Atlético MG se enfrentaram na Vila Belmiro foi no dia 16/07/2011 pela 10ª rodada do Brasileiro. Sem contar com os selecionáveis Neymar, Ganso e Elano, o recém campeão da Libertadores bateu o time de Dorival Jr por 2 a 1 com gols de Danilo e Borges. Danilo, que marcou 10 gols com a camisa do Santos, tem o Atlético-MG como sua maior vítima, já que também havia marcado na vitória de 2 a 0 no Brasileiro de 2010 na Vila Belmiro. Borges chegou ao seu quarto gol no certame. Terminaria artilheiro máximo da competição com 23 gols.

O Peixe do técnico Muricy Ramalho formou com Rafael, Bruno Aguiar, Bruno Rodrigo e Durval; Pará, Arouca, Danilo, Felipe Anderson (Roger Gaúcho) e Wesley Santos (Vinícius Simon); Diogo (Tiago Alves) e Borges.


Atlético Mineiro 2 x 2 Neymar

No primeiro gol, mostrou uma visão extraordinária. De fora da área, com um zagueiro à sua frente, percebeu o canto e bateu lá, firme, como se cobrasse um pênalti. No segundo, oportunismo e tranqüilidade. Assim, Neymar, o único craque em campo, impediu que o remendado Santos saísse com uma derrota em Sete Lagoas, diante do desesperado Atlético Mineiro.

Antes da bola rolar, provavelmente na cena mais fotografa desta rodada, Neymar e o técnico Dorival Junior se abraçaram. Alguém tinha dúvida de que continuavam amigos? O coração de Neymar é enorme. O garoto não é de guardar mágoas. E, pelo jeito, Dorival também não.

Com o Santos cheio de reservas e o Atlético louco para fugir do rebaixamento, mesmo em uma gramado maravilhoso o jogo já não seria grande coisa. Com a chuva constante que caiu em Sete Lagoas, o máximo que se podia esperar era muita correria, e isso não faltou.

Alguns companheiros e o técnico Marcelo Martelotte fizeram força para que o time mineiro ganhasse, mas Neymar não deixou. Quando o Santos vencia por 1 a 0, aos 33 minutos do primeiro tempo, Pará fez das suas e entregou de presente a bola no pé de Serginho, que cruzou para o gol de cabeça de Diego Tardelli. Este, numa comemoração manjada, “fisgou” o peixe.

Uma análise ao final do primeiro tempo mostraria que o Atlético tinha mais posse de bola, mas o jogo era equilibrado. O Santos ameaçava no contra-ataque e poderia ter feito ao menos mais um gol se Marquinhos tivesse alguma leve propensão a atacante. Em uma jogada, Neymar deu um toque entre dois adversários e deixou o meia livre para desempatar, mas este fez a pelota beijar alguma estrela dos céus de Minas.

Uma martelada no cravo, duas na ferradura

No segundo tempo, o fôlego-precoce de Marquinhos já parecia esgotado e Marcelo Martelotte colocou Alan Patrick no seu lugar. Ótimo. A passagem de bola da defesa ao ataque ganh0u mais rapidez e precisão.

Porém, pouco depois, Martelotte tirou Possebon, que estreou com um rendimento aceitável, e colocou Marcel. Fiquei imaginando o que poderia acontecer de bom com Marcel. Se ele não sabe tabelar, não dá um drible, não acerta um passe e ainda jogou fora da área, o que ele poderia mudar no jogo?

Meus temores, infelizmente, se concretizaram. Como diz o querido frequentador deste blog, jogar com Marcel é o mesmo que jogar com um a menos. Talvez seja até pior, pois sele às vezes atrapalha.

O Atlético-PR desempatou e Neymar, num lance de oportunismo, aproveitando um rebote do goleiro, empatou de novo.

O desespero tomou conta do Atlético e nos contra-ataques o Santos tinha boas chances de vencer a partida. Porém, parecia haver uma cláusula que impedia o Alvinegro da Vila de sair vencedor, pois Martelotte resolvei tirar Zé Eduardo e colocar o volante novato Jefferson.

Como se esperava, a partir daí Marcel perdeu todas as bolas que recebeu e teve de recuar para ajudar a defesa; Alan Patrick, bem marcado, pouco fez; Pará se escondeu no meio da defesa do Santos, provavelmente com receio de propiciar outro gol ao adversário; Maranhão e Jefferson bateram cabeça pela lateral-direita para atrapalhar o ataque do Atlético por ali e assim a partida terminou.

Louve-se a boa participação de Adriano, o volante que todos pediam no lugar de Roberto Brum. Fica mais uma vez comprovado que a voz do torcedor é sábia.

Não entendi porque Bruno Aguiar, e não Vinicius Simon, substituiu Dracena. Quem entrou no time e saiu invicto, foi Vinicius. Bruno Aguiar permitiu que Tardelli se antecipasse no primeiro gol e não correu na cobertura no segundo gol. Não foi de todo mal, mas creio que Vinicius teria sido melhor.

Na verdade, Martelotte perdeu uma boa chance de testar uma zaga com Vinicius e Bruno Aguiar. E não sei porque não colocou Madson ou Moisés no lugar de Zé Eduardo. Todos sabem na Vila que Marcel não interessa mais ao Santos. Para que gastar vela com mau defunto?

E por que tirar Zé Eduardo, se o empate não refrescaria a situação do Santos? Só a vitória interessaria. Tirar um atacante que é o único a marcar gols, além de Neymar, só por fratura exposta.

Senhor, dai-me paciência…

Sei que nos comprometemos a analisar jogo a jogo e no final dar a lista de quem deve ficar ou sair no Santos. Porém, sei que o clube já definiu quem não interessa mais para 2011. Não conheço toda a relação, mas sei que Marcel e Roberto Brum são dois deles.

Pelo jogo de hoje, não é difícil chegar a outros nomes. Só direi que Adriano e Rodrigo Possebon, pela dedicação e juventude, apesar de não convencerem plenamente, devem merecer outras oportunidades. Agora, não consigo imaginar um time profissional bemn-sucedido com jogadores como Pará, Maranhão, Rodriguinho, Marquinhos… Mantê-los na equipe é pura perda de tempo.

Que sejam felizes em equipes equivalentes ao seu nível de jogo, provavelmente nas séries B e C. Ms no Santos, não. Uma equipe cujo DNA está ligado ao futebol arte, ao futebol bonito, não pode ser representada por jogadores que tratam a moda ou com medo demais, ou com total desrespeito.

E você, o que achou do jogo e do Santos?


Hoje Neymar dará um abraço em Dorival Junior. Mas pode ser um abraço de urso

Hoje às 19h30m um Santos remendado – que finalmente poderá estrear Possebon e Moisés – enfrentará o Atlético Mineiro na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Neymar prometeu dar um abraço em Dorival Junior antes do jogo, mas, se o Santos ganhar do Atlético, estará empurrando o time do ex-técnico santista para a Série B do Brasileiro.

Como se sabe, Edu Dracena, Alex Sandro, Danilo e Roberto Brum levaram o terceiro cartão amarelo contra o Vitória e não jogam hoje, assim como Arouca e Léo, que se recuperam de contusões.

O Santos tem apenas chances matemáticas de conquistar o título, enquanto o time mineiro está na 17ª posição no campeonato e é o primeiro dos quatro que figuram na zona do rebaixamento. Se perder hoje, a situação ficará ainda mais dramática para o Atlético, que ainda terá pela frente quatro jogos complicados, com Flamengo, Palmeiras, Goiás e São Paulo.

Atlético-MG x Santos

Atlético-MG
Renan Ribeiro; Rafael Cruz, Réver, Werley e Leandro; Zé Luís, Serginho, Renan Oliveira e Diego Souza; Tardelli e Obina. Técnico: Dorival Júnior

Santos
Rafael; Maranhão, Bruno Aguiar (Vinícius Simon), Durval e Pará; Adriano (Jefferson), Rodriguinho, Marquinhos e Alan Patrick; Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Marcelo Martelotte.

34ª rodada do Campeonato Brasileiro
Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), às 19h30m
Árbitragem: Wilton Pereira Sampaio (DF), auxiliado por Marrubson Melo Freitas (DF) e César Augusto de Oliveira Vaz (DF)

Últimas da Vila

Santos não renovará contrato com Marcel
Roberto Brum é outro que não continuará na Vila Belmiro em 2011
Há oposição à contratação de Lucas
Projeto Centenário deve ser retomado
Clube deverá ter sistema moderno de venda de ingressos para sócios

Depois falarei sobre isso

E hoje, o que esperar do Santos contra o Galo?


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