Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Detalhes…

Você, que me acompanha há mais tempo, sabe que não uso óculos cor-de-rosa. Talvez, às vezes, até exagere nas críticas, como todo torcedor. Inicio o texto com este aviso porque abordarei o desempenho do Santos no Campeonato Brasileiro de um ângulo que passará a impressão de que estou sendo muito otimista. Meu objetivo, porém, como sempre, é apenas destacar um aspecto que tem passado despercebido a muitos.

Estranhamos o fato de o Santos ter sido campeão paulista e depois estar cumprindo campanha deplorável no Campeonato Brasileiro, bem aquém das equipes que brigam pela liderança da competição. O Brasileiro teria revelado uma verdade que permaneceu submersa no Paulista. O verdadeiro Santos é este: coadjuvante, inferior… Mas, será mesmo?

Faço esta pergunta depois de analisar a classificação do campeonato nacional e relembrar a atuação do Santos contra os times que hoje compõem o G4: do líder Atlético/MG ele arrancou um empate em Minas Gerais, em partida na qual esteve vencendo; do segundo colocado, Corinthians, ele tirou os três pontos ao derrotá-lo na Vila Belmiro; do terceiro, Palmeiras, ele perdeu pela diferença mínima, em partida equilibrada, no campo do adversário, e do quarto colocado, Sport, ele só não venceu porque deu uma bobeada no último lance do jogo, na Vila.

Veja, amigo leitor e amiga leitora, que estou falando do desempenho do Santos contra os quatro melhores times do Brasileiro. Então, se o Alvinegro Praiano consegue jogar de igual para igual com as equipes de melhor performance, por que está tão mal colocado na tabela? Bem, aqui entramos nas teorias, e cada um tem uma. Como coordenador do blog darei a minha, mas estou ansioso para conhecer a opinião de todos, algumas delas, certamente, mais abalizadas do que a deste humilde escriba.

No aspecto técnico, confesso que alguns jogadores, como o goleiro Vladimir e o volante Lucas Otávio, jamais me convenceram como titulares. A opção de insistir com Victor Ferraz na lateral-esquerda também me pareceu desastrosa. Ao menos essas falhas foram corrigidas por Dorival Junior.

Quanto à formação tática, creio que insistir com três atacantes até nos jogos fora de casa tem sido uma temeridade que já tirou muitos pontos do Santos. Acho que é possível manter um time razoavelmente ofensivo com a formação 4-4-2, desde que ao menos dois jogadores do meio de campo, além dos laterais, possam apoiar o ataque. Espero que o Santos seja um pouco mais precavido diante do Flamengo, no próximo domingo, e contra o Atlético Paranaense, nos dois jogos fora de casa antes do final do primeiro turno.

Por outro lado, ao mesmo tempo em que admito essas deficiências santistas, digo que não vejo nada tão melhor nas outras equipes. Infelizmente, como muitos jornalistas esportivos já têm enfatizado, o futebol brasileiro está nivelado por baixo. Mesmo os chamados times grandes contam com jogadores que em outros tempos não ocupariam sequer seu banco de reservas. Há uma angustiante escassez de talentos e isso também traz um prejuízo estético desesperador. Os jogos se tornam feios, amarrados, recheados de escolhas erradas, pois sem craques, além da beleza, fica faltando a sabedoria que torna o futebol simples e harmonioso.

Estou careca de saber que o “se” não existe, mas veja, querido leitor e querida leitora, que se o Santos tivesse um pouco mais de eficiência e mesmo sorte, hoje estaria bem mais próximo dos quatro times que comandam o Brasileiro, pois no confronto direto com os mesmos o Alvinegro Praiano mostrou que poderia vencê-los.

Obviamente, além da técnica e da tática, há outros fatores que influem no rendimento de uma equipe, e estes vêm da direção do clube. Agremiações bem administradas, sem os traumas financeiros que desestabilizam jogadores e comissão técnica, costumam ter a tranqüilidade e a confiança necessárias para obter performances melhores. E, como se sabe, o Santos vive momentos tortuosos advindos dos fluxos e refluxos do caixa.

De qualquer forma, este final de turno pode ser um divisor de águas. Caso vença seus jogos em casa, diante de Coritiba e Vasco, e ainda consiga roubar pontos preciosos de Flamengo e Atlético Paranaense, quem sabe o Santos não faça um segundo turno de recuperação, conquistando vitórias que até agora foram perdidas por detalhes.

E pra você, quais são os detalhes que têm prejudicado o Santos?

Reconstruindo o livro Time dos Sonhos

As 528 páginas de Time dos Sonhos não estão em um arquivo único. Este ficou com a Editora Nobel, que disse tê-lo extraviado. Então, a remontagem do livro está sendo feita com o aproveitamento de capítulos em word, em um trabalho meticuloso que está me dando a oportunidade de refrescar a memória com fatos e etapas relevantes da história santista.

Nesses dias enfurnado em meu escritório tenho revivido as emoções e descobertas de quando escrevi o livro. É como uma viagem no tempo, já que alguns capítulos foram produzidos há mais de 20 anos. Redigitá-los me traz novamente a sensação de descoberta que experimentei ao pesquisar passagens riquíssimas da história santista mesmo muito antes da geração de ouro de Pelé.

Como não se espantar ao saber que os garotos Arnaldo e Millon se tornaram titulares da Seleção Brasileira apenas dois anos depois de fundarem o Santos? Ou que Ary Patusca, filho de Sizino Patusca, primeiro presidente do Alvinegro Praiano, foi estudar contabilidade na Suíça e se consagrou, em meados da década de 1910, como o primeiro jogador brasileiro a fazer sucesso na Europa? Ou que o Santos, sete anos depois de fundado, cedeu mais jogadores – Arnaldo, Millon e Haroldo – para a primeira grande conquista do futebol brasileiro, o Sul-americano de 1919?

Note, amigo leitor e amiga leitora, que estou me referindo apenas à década de 1910, aos primeiros e incertos anos do nosso clube. Lembro-me que essas descobertas me empolgaram e me encheram de orgulho, pois comprovavam que o Santos já nasceu com a grandeza impregnada em sua alma e em seu destino.

Da ideia de um livro que, a princípio, deveria contar apenas a história da equipe sobrenatural que encantou o mundo de 1955 a 1969, Time dos Sonhos se tornou uma obra que vasculhou as origens e mapeou o caráter superior de um time de futebol que, positivamente, não nasceu para ser apenas um coadjuvante do futebol.

E o mais interessante nesse processo é que o autor não teve de forçar nada. Como uma personagem que ganhasse vida e escolhesse seus próprios passos, o livro tomou o seu caminho e só tive o trabalho – longo, é verdade, mas extremamente prazeroso -, de segui-lo. É justamente esta jornada que proponho a você agora.

Tenho plena convicção de que ler Time dos Sonhos lhe trará o mesmo orgulho de ser santista que estou sentindo agora, sensação fundamental para nos trazer ânimo de fazer o que tem de ser feito pelo nosso clube. Por isso aceitei essa campanha da Kickante para relançar o livro, batizado de “A Bíblia dos Santistas”, com um preço promocional de pré-venda e ainda com o nome completo de cada um dos dos apoiadores no último capítulo.

Faltam apenas 15 dias para o fim da campanha. Se ainda não entrou, espero que você se decida por fazer parte dela. E se fizer isso agora, melhor ainda.

Clique aqui para saber mais sobre a campanha de relançamento do livro Time dos Sonhos


Para o presidente Modesto Roma pensar no Carnaval

Com um gol de David Braz, de cabeça, aos 9 minutos do segundo tempo, o Santos bateu o São Bernardo, no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo, e disparou na liderança do Grupo D. Agora tem oito pontos a mais do que o Bragantino, que foi goleado pelo São Paulo. Desta vez não houve pênalti não marcado para o Santos. Os erros crassos de arbitragem ocorreram em um estádio da capital, favorecendo o mesmo time de sempre.

São Bernardo 0 x 1 Santos
São Bernardo: Daniel, Rafael Cruz, Luciano Castán, Diego Jussani e Vicente; Daniel Pereira (Vanger), Marino, Carlinhos (Jean Carlos), Magal e Cañete (Maikon); Lúcio Flávio. Técnico: Edson Boaro.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Leandrinho (Elano), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Lucas Otávio), Robinho e Ricardo Oliveira (Marquinhos Gabriel). Técnico: Enderson Moreira.
Gol: David Braz, aos 9 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza, auxiliado por Vicente Romano Neto e Fausto Augusto Viana Moretti.
Cartões amarelos: Lúcio Flavio, Renato e Robinho.

Público pagante e renda dos quatro grandes

Santos jogou no ABCD, reduto santista, e teve o segundo público da rodada. Confira:

Corinthians 2 x 1 Botafogo
27.060 pessoas, R$ 1.203.003,70

São Bernardo 0 x 1 Santos
9.959 pessoas, R$ 252.095,00

São Bento 0 x 1 Palmeiras
7.809 pessoas, R$ 524.360,00

Bragantino 0 x 5 São Paulo
5.626 pessoas, R$ 189.750,00

Para o presidente Modesto Roma pensar no Carnaval

Falei sobre isso na último reunião do Conselho Deliberativo, mas como o presidente Modesto Roma não estava presente, toco de novo nestes assuntos e espero que ele ou algum seu assessor leia. Considero os temas vitais para o futuro do Santos. Quais são eles? A criação de uma Liga Nacional de Clubes de Futebol e uma campanha permanente de sócios.

Sabemos que a pressão contra a fundação de uma Liga será enorme, pois quase todos os grandes clubes brasileiros devem à Rede Globo, que já distribuiu cala-bocas a torto e a direito. A própria Globo e seus filhotes tratarão de desestabilizar a ideia. Mas sem a criação de uma Liga que defenda os interesses dos clubes como um todo, prevalecerá o privilégio a dois deles, o que, em curto prazo, acabará com a competitividade do nosso futebol.

Isso, aliás, já ocorreu na Espanha e agora, em um gesto desesperado, os outros clubes estão ameaçando entrar em uma greve geral para impedir que sejam eternos coadjuvantes dos milionários Real Madrid e Barcelona. O Brasil está indo no mesmo caminho. Enquanto em países de futebol mais rico e organizado, como Alemanha e Inglaterra, a diferença entre o time que mais recebe e o que menos recebe da televisão é de 50%, no Brasil alcança 500%.

Há vários clubes interessados em refazer o Clube dos Treze, ou algo semelhante. Não estou suficientemente a par para garantir quais seriam as adesões imediatas, mas penso que Vasco, Palmeiras, Botafogo, Fluminense, Atlético/MG, Atlético/PR, Bahia, Internacional, Grêmio e outros ao menos se proporiam a analisar e conversar sobre o assunto.

Com a criação de uma Liga Nacional de Clubes de Futebol, poderá ser restabelecida a ordem natural das coisas, que é o futebol brasileiro ser dirigido pelos clubes e não por uma emissora de tevê ou por entidades que pouco os representam, no caso a CBF e as federações estaduais.

Lembro que para se criar a Liga não é necessária a autorização da CBF, que também não teria o poder de proibir os clubes da Liga de participar de suas competições (no caso, competições da CBF). Em outras palavras, os clubes podem criar suas próprias competições sem necessidade de aprovação da CBF e também estão protegidos por lei de sofrer retaliações por isso.

Assim, em termos práticos, os clubes da Liga podem criar competições e estabelecer regras próprias para elas, incluindo direitos de tevê, entre outros. Quem não concordar com a decisão da maioria, simplesmente ficará de fora.

Sinceramente, não sei o que o Santos espera para tomar essa iniciativa e iniciar os contatos nesse sentido. O sistema atual do futebol, baseado na política populista do “Pão & Circo”, obviamente jamais valorizará um time que não tem uma das maiores torcidas do Brasil e não pertence a uma grande capital.

Campanha permanente de sócios

Este é outro assunto que tratei no Conselho e, creio, nem carece de maiores explicações. Se o Santos é um produto, seu consumidor é o seu torcedor. Em um momento em que o marketing do clube engatinha, o método mais rápido e eficiente de se conseguir o apoio financeiro dos santistas é uma campanha se associação em massa. É claro que para isso é preciso passar credibilidade ao torcedor e também ciar uma estrutura para atende-lo. Não basta cativar, é preciso conquistar definitivamente.

Para entender o que digo, é preciso saber que não falo de uma relação tradicional entre quadro associativo e clubes. O Santos não é um clube normal. Não tem piscina, quadras poliesportivas, quadra de tênis, restaurante… O Santos pode ser definido por “onze camisas”. Sim, é um time de futebol, apenas. Isso é ruim? Em absoluto. É ótimo. Pois os investimentos, o marketing, tudo se torna mais dirigido. Sim, mas como os sócios serão recompensados?

Mais uma vez, não pense em sócio de um clube tradicional, pense no associado de um clube de vantagens, que receberá brindes, terá acesso a muitas promoções e verá que o valor investido no Santos será fartamente compensado por todos esses benefícios. Considero essa iniciativa também essencial, pois com o tempo, se o clube continuar em situação difícil, a tendência será a torcida diminuir. A hora de se lançar a campanha é agora, enquanto ela ainda é grande.

Sei que o momento é delicado e o presidente Modesto Roma está sendo bombardeado por sugestões e propostas de todos os lados. Só gostaria de deixar bem claro que não tenho nenhum interesse de ter um cargo no Santos, de ser um prestador de serviços do clube ou de receber algum centavo dos cofres já combalidos de nosso querido Glorioso Alvinegro Praiano. Apenas estou, como muitos de nós, bastante preocupado não só com o presente, mas com o futuro do nosso amado Santos Futebol Clube.

O Samba enredo da Torcida Jovem

Agora ouça o Samba enredo 2015 da Escola de Samba Torcida Jovem para o desfile carnavalesco deste ano. O tema é “Segura o laço que esse boi é meu”, com o intérprete Celsinho Mody.

Um sábado de Carnaval temperado pelo Feijão

Na quarta-feira, João Souza, o Feijão, jogou até de madrugada para vencer o eslovaco Martin Klizan, que vinha de uma vitória sobre Thomaz Bellucci. E nesta quinta, Feijão já estava em quadra às 17 horas, para outra partida estafante, contra o argentino Leonardo Mayer, número 30 do mundo. Empurrado pelo público de 2.500 pessoas, Feijão superou o favorito novamente em três sets e se classificou para semifinal do Brasil Open, neste sábado, quando enfrentará o italiano Luca Vanni, às 13 horas.

Para completar, depois do jogo de simples, Feijão também jogaria um de duplas, ao lado do também brasileiro Marcelo Melo. Mas deu uma entrevista feliz, apesar de exausto. Sabe que vida de tenista profissional é assim mesmo e ele está acostumado à nômade batalha diária. Uma semana aqui, outra na América do Norte, outra na Europa, Ásia, Oceania. Viagens, bagagens, hotel, treino em quadra, jogos de simples e duplas.

Alguns jogadores de futebol, que jogam domingo e na quarta-feira ainda reclamam do cansaço, deveriam acompanhar o tênis mais de perto. E Feijão, treinado pelo brasiliense Ricardo Acioly no Rio de Janeiro, nem sempre tem a companhia do técnico. Teve de aprender a se virar sozinho. Agora, aos 26 anos, com os pontos que ganhará nesse Brasil Open, ele deve entrar novamente para o grupo seleto dos 100 mais bem classificados tenistas do ranking mundial, uma colocação muito valorizada no feroz mundo do tênis masculino. Até hoje sua melhor classificação de simples foi 84°, obtida em 19 de setembro de 2011.

Em 2010,com a Suzana, vi Feijão jogar no qualifying de Roland Garros, em Paris, e fiquei decepcionado com sua irregularidade e insegurança. Agora é outro. O tempo lhe trouxe maturidade. Espero que faça um grande jogo neste sábado. Descobri que tenho simpatia pelo Feijão. Será que é porque o Santos já teve um ídolo chamado Rubens Feijão? Ou por que o tenista nasceu em Mogi das Cruzes, mesma cidade de Neymar? Sei lá, mas acho que é porque Feijão é um brasileiro que luta pelo seu sonho e merece o nosso apoio.

Veja Feijão antes do Australian Open deste ano, em que ele já fala do Brasil Open. O técnico Ricardo Acioly também participa (na Austrália, Feijão perdeu na estreia para o croata Ivan Dodig por 6/4, 7/5 e 6/4):

Agora veja Feijão contra Rafael Nadal no Brasil Open de 2013:

E, você, o que acha da criação da Liga Nacional de Clubes de Futebol?


Rolezinhos, 2 jogos no mesmo horário, Montillo, Neymar e Dia do Dorval

O santista tem mania de perseguição, ou o Glorioso Alvinegro Praiano é mesmo perseguido pela mídia e pelos cartolas do futebol? Sei lá, talvez a verdade esteja no meio. O que sei é que nesta terça-feira o time profissional enfrentará o Audax, às 19h30m, no Pacaembu, e os Meninos do Sub-20 farão a semifinal da Copa São Paulo, contra o Atlético/MG, em Barueri, a partir das 19 horas. Ou seja: o Santos jogará simultaneamente em dois lugares diferentes. De quem é a culpa por este inacreditável mau planejamento?

Da Federação Paulista de Futebol, que fez as tabelas? Não creio, já que elas estavam preparadas há meses. Uma diretoria de futebol tem a obrigação de analisar as competições que o clube disputa e agir antecipadamente para evitar bizarrices como esta. Se interviesse há mais tempo, o jogo do Audax seria facilmente transferido. Porém, mais uma vez os homens que dirigem o futebol santista foram pegos com as calças na mão.

É claro também que neste caso a culpa não é da Globo, ou do seu filhote Sportv. E mesmo que fosse, está na hora de o santista saber usar as armas, os recursos que tem. A popular SantosTV é um ótimo exemplo de como a Internet pode ser usada para divulgar positivamente um time de futebol.

De qualquer forma, se a vida lhe dá um limão, o jeito é fazer uma limonada. Em outras palavras, transformar fraqueza em força. Quer prova melhor de popularidade se a torcida do Santos conseguir comparecer em bom número tanto no Pacaembu, como em Barueri? Possibilidade há, e grande. Basta querer e ter capacidade de mobilização.

Vejo essa garotada marcando rolezinhos pela rede social e se reunindo, aos milhares, nos grandes shoppings, e em vez de amaldiçoar essa meninada, percebo nisso um exemplo do poder de mobilização que essas ferramentas tecnológicas propiciam. Garotos da periferia viram ídolos do nada e arrastam multidões de gatinhas apaixonadas usando twitter, facebook e quetais. Imagino o que torcedores do Santos, bem organizados, não poderiam fazer.

A TV, como a conhecemos hoje, está com seus dias contados. A próxima mídia que mudará – mudará não, está mudando – o mundo é a Internet. Quem melhor souber usá-la, sairá na frente. Alô marketing santista, estude e aprenda com os rolezinhos com os rapazes da perifa.

O que é um meia?

Montillo vai para a China? Ótimo, mas que os oito milhões de euros de seu passe sejam utilizados para contratar um bom meia, algo que o Santos não tem há muito tempo. Acho que o santista nem sabe mais como joga um meia. Vou ver se acho um vídeo para mostrar. Ah, achei. Está aqui:


Ah, isso é ser meia? Então o Santos está jogando sem há um bom tempo.

O pai do Neymar e a mídia do mal

Estou esperando para ver se o pai de Neymar vai usar o blog do filho para fazer uma declaração contra o jornal espanhol El Mundo, que afirma ter tido acesso aos documentos da venda de Neymar e descoberto que o valor real não foi 57 e sim 95 milhões de euros, dos quais a empresa do pai de Neymar teria ficado com 40 milhões e ele, o pai, com mais 8,5 milhões para prestar serviços diversos, incluindo até a função de descobrir novos jogadores da base do Santos para o Barcelona, mesmo não sendo ele um empresário Fifa. Pode parecer preconceito, mas nunca gostei de evangélico dinheirista. Nunca entendi como podem servir dois senhores com a maior cara de pau: a Deus e ao dinheiro.

dorval
Dorval Rodrigues também fez 13 jogos e marcou um gol pela Seleção Brasileira.

Dia do Dorval

Por falar em dinheiro, tenho uma boa idéia. Não para ganha-lo, pois sempre fui péssimo nisso. Mas para empregá-lo bem, com quem merece e já nos deu enormes alegrias. Nem falei com ele ainda, mas creio que não se oporá. Estou me referindo ao grande Dorval Rodrigues, nosso querido Dorval, o primeiro do ataque dos sonhos, que no próximo dia 26 de fevereiro completará 79 anos!

Nascido em Porto Alegre, Dorval veio do extinto Força e Luz para o Santos em 1956 e, segundo o Almanaque do Santos FC, estreou no Santos em 20 de maio daquele ano, substituindo Alfredinho na vitória sobre o América, em São José do Rio Preto, por 3 a 1. Ficou no Alvinegro Praiano até 1964 e ainda voltou para jogar a temporada de 1967. Fez 612 jogos e marcou 198 pelo Santos, fora as muitas assistências que consagraram Pelé, Coutinho e outros atacantes.

Como muitos sabem, Dorval vive de uma maneira simples e trabalha até hoje pelo pão de cada dia. Que tal se o blog – e outros blogs santistas, por que não? – publicasse o número da conta bancária de Dorval e cada um depositasse o que pudesse, para que ele tenha o seu melhor aniversário dos últimos anos? Poderíamos também reunir os santistas no dia 26 de fevereiro, uma quarta-feira, logicamente com a presença de Dorval, e celebrarmos o dia deste notável ponta-direita. Que tal?

Seria maravilhoso poder retribuir um pouco das incontáveis alegrias que Dorval nos deu. Há coisas – como dar uma bolsa vitalícia aos bicampeões do mundo – que deveriam ser feitas pelo Santos, mas já que ele não faz, façamos o que podemos.

E você, o que acha de tudo isso?


Santistas e outros torcedores não devem assistir a Corinthians e Flamengo

Não estou me referindo apenas ao amistoso de domingo, em Londrina, que reunirá os dois protegidos da Globo e por isso a emissora transmitirá a partida para todo o Brasil. Estou me referindo a qualquer jogo de um desses dois times, pois assisti-los deixou de ser apenas uma diversão e passou a ser uma forma de jogar contra os nossos clubes do coração, pois o ibope dos jogos de Corinthians e Flamengo é usado para justificar o fato de ambos receberem cotas de tevê bem maiores do que os demais gandes clubes brasileiros. Se você não quer que isso aconteça, não os assista mais. Nunca mais.

Há um interesse claro da Rede Globo de transformar o Brasil em uma Espanha, com dois clubes ricos e o resto de chapéu na mão, aceitando as migalhas que lhes forem oferecidas. Esse quadro tende a se agravar ano a ano se as outras torcidas não tomarem uma atitude. Pois sintonizando o jogo desses dois times para “secar”, estão apenas engordando os seus caixas e justificando seus privilégios.

Nesse objetivo amoral e antiético, pois fere as regras do jogo limpo e justo, a Globo conta com a audiência de quem não gosta, de quem odeia os dois times em questão. Como os índices de rejeição de Flamengo e Corinthians são os mais altos entre os torcedores brasileiros, boa parte, se não a maior parte da audiência dos jogos destes times, são de pessoas que não torcem por eles.

Maior ibope é dado por quem torce contra esses times

Uma pesquisa do jornal Lance em parceira com o Ibope, divulgada em 2010, apontou que Corinthians, com 21%, e Flamengo, com 16%, são os times com maior índice de rejeição do País. A mesma pesquisa concluiu que as maiores torcidas do Brasil são as de Flamengo, com 17%, e Corinthians, com 13%.

Isso quer dizer que em um jogo do Corinthians, transmitido pela tevê, há mais pessoas torcendo contra o alvinegro da capital do que a favor (cerca de 60% a mais de secadores!!!). Ou seja: o torcedor que mais detesta esse time é o que está contribuindo mais para que ele receba maior cota de tevê, patrocínio, merchandising etc, aumentando a distância econômica entre ele e os demais.

Não há nenhuma justiça nesse privilégio ao alvinegro da capital e ao rubro-negro carioca. Em mais de um século de existência, só o time carioca foi uma vez campeão da Copa Libertadores, a competição mais importante do continente. Por outro lado, Santos e São Paulo foram três vezes e Grêmio, Cruzeiro e Internacional foram duas. Outros que conquistaram a Libertadores uma vez: Vasco e Palmeiras.

Com relação aos times que mais contribuíram para o sucesso da Seleção Brasileira, é preciso lembrar que Santos e Botafogo formaram a base da Seleção nas conquistas de 1958, 1962 e 1970, que proporcionaram a posse definitiva da Copa Jules Rimet. Depois, o São Paulo foi o clube brasileiro que mais cedeu jogadores para os títulos de 1994 e 2002. Cadê os dois protegidos?

Assim, o critério único – e discutível – de quantidade de torcedores, não justifica a alteração do histórico equilíbrio entre os grandes clubes brasileiros. Portanto, aderir ao movimento de não assistir mais a jogos de Corinthians e Flamengo é, antes de tudo, uma boa causa.

A solução é deixar de ver jogos dos dois protegidos

A única saída de quem não é torcedor desses dois times e não quer ver o futebol brasileiro seguir o caminho binário da Espanha – que se restringiu a apenas dois clubes grandes – é deixar de assistir a jogos com a presença desses dois clubes. Com a queda no ibope, a tevê repensará sua estratégia e talvez trate os outros clubes grandes brasileiros com igualdade e mais respeito.

Movimento tem de se estender a outras torcidas

A única possibilidade de um movimento desse ser bem sucedido é se estender às outras torcidas brasileiras que ficaram fora da festa e estão sendo usadas para engrossar a audiência dos dois privilegiados. São-paulinos, palmeirenses, cruzeirenses,gremistas, colorados, tricolores cariocas, botafoguenses, atleticanos, torcedores de Bahia, Coritiba, Portuguesa… Enfim, todos que rejeitam o monopólio pretendido pela Globo, devem deixar de assistir aos jogos de Corinthians e Flamengo.

Em princípio, acho que a divulgação da idéia pelas redes sociais e sites e blogs de torcidas já seriam suficientes para mobilizar boa parte dos torcedores mais participativos. A criação de hastags sempre dá resultado. Um amigo sugeriu: #nãoassistogamba&urubu Não gosto de tratar torcedores por apelidos, mas acho que, por ser uma forma mais popular, pode se espalhar mais facilmente.

Por que não dá para ficar em cima do muro

Muito torcedor pode pensar: mas o que eu tenho com isso? Deixe os caras… Porém, se até a rejeição está sendo usada para privilegiar os rejeitados, é porque a situação tende a ficar insustentável.

Quem deveria ter brigado para impedir a instalação dessa ditadura da tevê eram os presidentes dos clubes desfavorecidos. Porém, ansiosos para meter a mão na grana salvadora das cotas de tevês, adiram precipitadamente e se esqueceram de que seus adversários receberiam muiiiito mais e com isso se perderia o mais importante, que é o equilíbrio das competições.

A proteção aos clubes em questão é clara e odiosa: um ganhou do poder público um estádio moderno e imenso; o outro não paga suas dívidas e segue em frente na maior cara de pau. Hoje leio que Ronaldinho Gaúcho está há cinco meses sem receber salários do Flamengo. E se aceitar um convite do exterior e for embora, aí é que nunca mais verá a fortuna que o rubro-negro lhe deve. Esses dois clubes serão os únicos grandes do País?

Se nós, torcedores, não fizermos alguma coisa, logo o Brasil será, repito, uma nova Espanha, na qual Real Madrid e Barcelona ganham 140 milhões de euros por ano da tevê, enquanto Sevilha e Atlético de Madrid, outros times outrora grandes, recebem apenas 30% desse valor, ou 42 milhões.

A diferença de poder entre os clubes espanhóis se aprofunda a cada ano e é o que acontecerá no Brasil se algo não começar a ser feito agora. Mas não adianta esperar pelos presidentes, ou pelas diretorias dos clubes, comprometidos demais com o sistema. É uma ação que deve partir de nós, torcedores e formadores de opinião independentes do futebol.

Portanto, não assista mais jogos de Corinthians ou Flamengo pela tevê, nem mesmo para secar. E, se puder, espalhe no twitter hastags como a sugerida por meu amigo: #nãoassistogamba&urubu

Para começar, nem pense em ligar a tevê na Globo na hora do jogo de domingo. Chega de dar colher de chá para o adversário que não merece.

Para não dizerem que não falei do Santos, que está indo muito bem na Copinha, seguem abaixo os gols da vitória de 3 a 0 sobre a Internacional de Limeira. Domingo, o time joga contra o Guarani, às 17 horas. É claro que o santista não deixará de assistir a este jogo. Porém, o post de hoje fala de um assunto mais relevante e duradouro: o boicote aos jogos de Corinthians e Flamengo, que, para ter efeito, deve ser abrangente e permanente – ao menos enquanto durar a política de privilégios da Globo.

E aí, que tal deixar de assistir a jogos de Corinthians e Flamengo?


A vitória sobre o Atlético, o público na Vila e o ataque da Seleção

A vitória de ontem, sobre o Atlético/MG, por apertados 2 a 1, foi importante. Era obrigatória, na verdade, pois outro resultado poderia colocar o Santos na zona de rebaixamento, o que é sempre desagradável e preocupante, mesmo se sabendo que o time tem dois jogos a menos do que os adversários.

Com seis desfalques (Neymar, Ganso, Elano, Dracena, Léo e Adriano) e contra uma equipe que vinha de bons resultados, era normal o Santos ter dificuldades e passar um sufoco no final para garantir a vitória. Anormal foi a insistência de um repórter de rádio, que queria saber dos santistas se a tática extremamente defensiva do final do jogo não foi “suicida”.

Ora, o futebol não é um jogo que pode ser determinado pelos técnicos. O movimento da partida tem regras próprias. Se os jogadores de um time decidem ir pra cima do outro, passam a entrar mais determinados nas divididas, ganham as chamadas segundas bolas, capricham mais no passe e no drible, pouco resta ao adversário a não ser se defender.

Foi o que o Santos fez, mais uma vez com sofrimento para os torcedores, porém com final feliz. Gostaria de saber o que você achou da atuação dos santistas. Gostou do novato Wesley Santos? E de Danilo, que mais uma vez fez um golaço? Vá aos comentários e nos diga.

Veja agora os gols de Santos 2 x 1 Atlético/MG:

Menos de 5.000 pagantes não dá…

Apesar dos desfalques e do sábado à noite, ontem o Alvinegro Praiano tinha alguns heróis da conquista da Libertadores em campo: Rafael, Pará, Durval, Arouca, Danilo… O time também precisava do apoio de seu torcedor para distanciar-se da rabeira da competição. Por fim, a equipe voltava a atuar em casa, na Vila famosa, e se esperava o incentivo e o carinho do torcedor da Baixada Santista. Um público inferior a cinco mil pagantes é difícil de engolir.

Por isso é que um estádio para 40 mil pessoas, em Cubatão – que volta e meia é anunciado pelo presidente Luis Álvaro Ribeiro – exige minuciosos estudos de viabilidade. O risco de se transformar em um elegante branco existe e tem de ser avaliado.

Se na Vila, em que boa parte dos torcedores vai ao estádio a pé, o público foi tão pequeno, como seria se o jogo de ontem fosse realizado em Cubatão, o que exigiria despesas de transporte e mais tempo para ir e vir? Sei não…

O problema da Seleção não é o ataque. O PCV está vendo outro jogo…

O comentarista da Sportv, Paulo César Vasconcelos, tem insistido que o problema da Seleção brasileira – que logo mais enfrenta o Paraguai, pelas quartas-de-final da Copa América – é o ataque. Tento entender de onde ele tirou essa teoria, mas não consigo alcançar a profundidade de seu pensamento…

Se o ataque tem feito a média de dois gols por partida e terminou a primeira fase da Copa América como o mais efetivo da competição, por que seria o setor problemático do time? Se o ataque pode contar com Neymar, reconhecidamente o melhor jogador brasileiro do momento, o habilidoso – e agora também experiente Robinho – e o artilheiro Pato, que está longe de ser um caneleiro, por que merece preocupação?

Será que a lógica não diz para nos preocuparmos mais com a defesa, que sofreu quatro gols em três jogos; que tem jogadores em fases no mínimo discutíveis, como o goleiro Júlio César, o zagueiro Lúcio e o lateral André Santos, e que só melhorou com a entrada de Maicon no lugar de Daniel Alves?

Pelo que conheço do Paulinho, é um jornalista íntegro, mas, quando ouço opiniões tão absurdas, fico imaginando se há alguma coisa por trás de uma simples análise técnica e tática. Por que essa mania, de repente deflagrada por Globo e Sportv, de colocar em xeque a capacidade dos atacantes da Seleção, quase todos santistas ou ex-santistas?

Essa cornetagem faz o técnico Mano Menezes, que já não é dos mais seguros, perder o chão. O sensato é dar e tempo aos jogadores para jogar o que sabem. Se um ataque com Neymar, Pato e Robinho não marcar gols contra o Paraguai, é porque dificilmente um outro marcaria. Portanto, que se dê tempo e tranqüilidade ao trio para fazer o que sabe.

Leitura recomendada

O professor Guilherme Nascimento, de Mongaguá, é dessas pessoas que nos deixam orgulhosos de sermos santistas. Grande pesquisador, ele está produzindo um livro importantíssimo sobre o Santos, pois será um Almanaque completo, com as fichas técnicas de todos os jogos realizados pelo Alvinegro Praiano, da fundação até o seu Centenário.

Enquanto o momento ansiado de termos esse livro nas mãos não chega, vamos nos deliciando com os textos que o professor Guilherme coloca em seu blog, um dos mais bem-informados sobre o Santos e o futebol brasileiro. Hoje eu recomendo a leitura abaixo, que fala do incrível ano de 1960, quando a Europa se ajoelhou aos pés do Alvinegro Praiano.

Clique aqui para ler texto do professor Guilherme Nascimento sobre o incrível ano santista de 1960

E você, o que pensa da Seleção e do jogo desta tarde, contra o Paraguai?


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