Com um gol de David Braz, de cabeça, aos 9 minutos do segundo tempo, o Santos bateu o São Bernardo, no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo, e disparou na liderança do Grupo D. Agora tem oito pontos a mais do que o Bragantino, que foi goleado pelo São Paulo. Desta vez não houve pênalti não marcado para o Santos. Os erros crassos de arbitragem ocorreram em um estádio da capital, favorecendo o mesmo time de sempre.

São Bernardo 0 x 1 Santos
São Bernardo: Daniel, Rafael Cruz, Luciano Castán, Diego Jussani e Vicente; Daniel Pereira (Vanger), Marino, Carlinhos (Jean Carlos), Magal e Cañete (Maikon); Lúcio Flávio. Técnico: Edson Boaro.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Leandrinho (Elano), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Lucas Otávio), Robinho e Ricardo Oliveira (Marquinhos Gabriel). Técnico: Enderson Moreira.
Gol: David Braz, aos 9 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza, auxiliado por Vicente Romano Neto e Fausto Augusto Viana Moretti.
Cartões amarelos: Lúcio Flavio, Renato e Robinho.

Público pagante e renda dos quatro grandes

Santos jogou no ABCD, reduto santista, e teve o segundo público da rodada. Confira:

Corinthians 2 x 1 Botafogo
27.060 pessoas, R$ 1.203.003,70

São Bernardo 0 x 1 Santos
9.959 pessoas, R$ 252.095,00

São Bento 0 x 1 Palmeiras
7.809 pessoas, R$ 524.360,00

Bragantino 0 x 5 São Paulo
5.626 pessoas, R$ 189.750,00

Para o presidente Modesto Roma pensar no Carnaval

Falei sobre isso na último reunião do Conselho Deliberativo, mas como o presidente Modesto Roma não estava presente, toco de novo nestes assuntos e espero que ele ou algum seu assessor leia. Considero os temas vitais para o futuro do Santos. Quais são eles? A criação de uma Liga Nacional de Clubes de Futebol e uma campanha permanente de sócios.

Sabemos que a pressão contra a fundação de uma Liga será enorme, pois quase todos os grandes clubes brasileiros devem à Rede Globo, que já distribuiu cala-bocas a torto e a direito. A própria Globo e seus filhotes tratarão de desestabilizar a ideia. Mas sem a criação de uma Liga que defenda os interesses dos clubes como um todo, prevalecerá o privilégio a dois deles, o que, em curto prazo, acabará com a competitividade do nosso futebol.

Isso, aliás, já ocorreu na Espanha e agora, em um gesto desesperado, os outros clubes estão ameaçando entrar em uma greve geral para impedir que sejam eternos coadjuvantes dos milionários Real Madrid e Barcelona. O Brasil está indo no mesmo caminho. Enquanto em países de futebol mais rico e organizado, como Alemanha e Inglaterra, a diferença entre o time que mais recebe e o que menos recebe da televisão é de 50%, no Brasil alcança 500%.

Há vários clubes interessados em refazer o Clube dos Treze, ou algo semelhante. Não estou suficientemente a par para garantir quais seriam as adesões imediatas, mas penso que Vasco, Palmeiras, Botafogo, Fluminense, Atlético/MG, Atlético/PR, Bahia, Internacional, Grêmio e outros ao menos se proporiam a analisar e conversar sobre o assunto.

Com a criação de uma Liga Nacional de Clubes de Futebol, poderá ser restabelecida a ordem natural das coisas, que é o futebol brasileiro ser dirigido pelos clubes e não por uma emissora de tevê ou por entidades que pouco os representam, no caso a CBF e as federações estaduais.

Lembro que para se criar a Liga não é necessária a autorização da CBF, que também não teria o poder de proibir os clubes da Liga de participar de suas competições (no caso, competições da CBF). Em outras palavras, os clubes podem criar suas próprias competições sem necessidade de aprovação da CBF e também estão protegidos por lei de sofrer retaliações por isso.

Assim, em termos práticos, os clubes da Liga podem criar competições e estabelecer regras próprias para elas, incluindo direitos de tevê, entre outros. Quem não concordar com a decisão da maioria, simplesmente ficará de fora.

Sinceramente, não sei o que o Santos espera para tomar essa iniciativa e iniciar os contatos nesse sentido. O sistema atual do futebol, baseado na política populista do “Pão & Circo”, obviamente jamais valorizará um time que não tem uma das maiores torcidas do Brasil e não pertence a uma grande capital.

Campanha permanente de sócios

Este é outro assunto que tratei no Conselho e, creio, nem carece de maiores explicações. Se o Santos é um produto, seu consumidor é o seu torcedor. Em um momento em que o marketing do clube engatinha, o método mais rápido e eficiente de se conseguir o apoio financeiro dos santistas é uma campanha se associação em massa. É claro que para isso é preciso passar credibilidade ao torcedor e também ciar uma estrutura para atende-lo. Não basta cativar, é preciso conquistar definitivamente.

Para entender o que digo, é preciso saber que não falo de uma relação tradicional entre quadro associativo e clubes. O Santos não é um clube normal. Não tem piscina, quadras poliesportivas, quadra de tênis, restaurante… O Santos pode ser definido por “onze camisas”. Sim, é um time de futebol, apenas. Isso é ruim? Em absoluto. É ótimo. Pois os investimentos, o marketing, tudo se torna mais dirigido. Sim, mas como os sócios serão recompensados?

Mais uma vez, não pense em sócio de um clube tradicional, pense no associado de um clube de vantagens, que receberá brindes, terá acesso a muitas promoções e verá que o valor investido no Santos será fartamente compensado por todos esses benefícios. Considero essa iniciativa também essencial, pois com o tempo, se o clube continuar em situação difícil, a tendência será a torcida diminuir. A hora de se lançar a campanha é agora, enquanto ela ainda é grande.

Sei que o momento é delicado e o presidente Modesto Roma está sendo bombardeado por sugestões e propostas de todos os lados. Só gostaria de deixar bem claro que não tenho nenhum interesse de ter um cargo no Santos, de ser um prestador de serviços do clube ou de receber algum centavo dos cofres já combalidos de nosso querido Glorioso Alvinegro Praiano. Apenas estou, como muitos de nós, bastante preocupado não só com o presente, mas com o futuro do nosso amado Santos Futebol Clube.

O Samba enredo da Torcida Jovem

Agora ouça o Samba enredo 2015 da Escola de Samba Torcida Jovem para o desfile carnavalesco deste ano. O tema é “Segura o laço que esse boi é meu”, com o intérprete Celsinho Mody.

Um sábado de Carnaval temperado pelo Feijão

Na quarta-feira, João Souza, o Feijão, jogou até de madrugada para vencer o eslovaco Martin Klizan, que vinha de uma vitória sobre Thomaz Bellucci. E nesta quinta, Feijão já estava em quadra às 17 horas, para outra partida estafante, contra o argentino Leonardo Mayer, número 30 do mundo. Empurrado pelo público de 2.500 pessoas, Feijão superou o favorito novamente em três sets e se classificou para semifinal do Brasil Open, neste sábado, quando enfrentará o italiano Luca Vanni, às 13 horas.

Para completar, depois do jogo de simples, Feijão também jogaria um de duplas, ao lado do também brasileiro Marcelo Melo. Mas deu uma entrevista feliz, apesar de exausto. Sabe que vida de tenista profissional é assim mesmo e ele está acostumado à nômade batalha diária. Uma semana aqui, outra na América do Norte, outra na Europa, Ásia, Oceania. Viagens, bagagens, hotel, treino em quadra, jogos de simples e duplas.

Alguns jogadores de futebol, que jogam domingo e na quarta-feira ainda reclamam do cansaço, deveriam acompanhar o tênis mais de perto. E Feijão, treinado pelo brasiliense Ricardo Acioly no Rio de Janeiro, nem sempre tem a companhia do técnico. Teve de aprender a se virar sozinho. Agora, aos 26 anos, com os pontos que ganhará nesse Brasil Open, ele deve entrar novamente para o grupo seleto dos 100 mais bem classificados tenistas do ranking mundial, uma colocação muito valorizada no feroz mundo do tênis masculino. Até hoje sua melhor classificação de simples foi 84°, obtida em 19 de setembro de 2011.

Em 2010,com a Suzana, vi Feijão jogar no qualifying de Roland Garros, em Paris, e fiquei decepcionado com sua irregularidade e insegurança. Agora é outro. O tempo lhe trouxe maturidade. Espero que faça um grande jogo neste sábado. Descobri que tenho simpatia pelo Feijão. Será que é porque o Santos já teve um ídolo chamado Rubens Feijão? Ou por que o tenista nasceu em Mogi das Cruzes, mesma cidade de Neymar? Sei lá, mas acho que é porque Feijão é um brasileiro que luta pelo seu sonho e merece o nosso apoio.

Veja Feijão antes do Australian Open deste ano, em que ele já fala do Brasil Open. O técnico Ricardo Acioly também participa (na Austrália, Feijão perdeu na estreia para o croata Ivan Dodig por 6/4, 7/5 e 6/4):

Agora veja Feijão contra Rafael Nadal no Brasil Open de 2013:

E, você, o que acha da criação da Liga Nacional de Clubes de Futebol?