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Santos, um campeão humilde


Veja as imagens e ouça os sons que a tevê não mostrou da 22ª conquista estadual do Santos. Mais uma obra-prima de Rachid, o Spielberg da Vila. Protagonistas? Os torcedores do Santos Futebol Clube, o time mais carismático do planeta.




Santistas comemoram a conquista justa do maior campeão paulista da era profissional e também o maior campeão desde a fundação da Federação Paulista de Futebol, há 75 anos. Desde 1941, data da fundação da FPF, o Santos tem 21 títulos estaduais, um a mais do que o São Paulo, sete a mais do que o Palmeiras e seis a mais do que o Corinthians.

O SANTOS FEZ A SUA PARTE E FOI CAMPEÃO MAIS UMA VEZ.
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SANTOS, UM CAMPEÃO HUMILDE

Mesmo na Vila Belmiro lotada, o Santos preferiu abrir mão da posse de bola e jogar nos contra-ataques. A tática, temerária e um tanto constrangedora para uma torcida acostumada a ver o time afogar os adversários no “Alçapão”, acabou dando certo e o Alvinegro Praiano venceu por 1 a 0 – gol de Ricardo Oliveira no finzinho do primeiro tempo, em grande arrancada após boa jogada de Vitor Bueno.

O triunfo torna o Santos bicampeão paulista e lhe dá o sétimo troféu estadual nos últimos 11 anos – período no qual foi outras três vezes vice-campeão. Só o timaço de Pelé teve uma hegemonia tão avassaladora no Estado. Com mais esse título, o Santos dispara na liderança da era profissional do futebol paulista, com 22 títulos, dois a mais do que o São Paulo e quatro a mais do que Palmeiras e Corinthians.

Além do gol espetacular de Ricardo Oliveira, que passou a bola entre as pernas de Bruno Silva e bateu na saída do goleiro Sidão, aos 44 minutos do primeiro tempo, no final da partida o Santos teve um gol de Joel absurdamente anulado, por suposto impedimento, e ainda Ronaldo Mendes perdeu um gol feito, na pequena área. Mas não se pode dizer que tenha sido uma vitória tranqüila.

O valente Audax cumpriu a promessa de sair jogando desde a sua defesa e teve quase 70% de posse de bola. Mesmo demasiadamente recuado, o Santos não impediu que o adversário criasse algumas oportunidades de gol e acertasse duas vezes a trave de Vanderlei.

A chance de o Santos equilibrar a posse de bola era Lucas Lima, mas este entrou em campo sem estar cem por cento da contusão no tornozelo e acabou sendo substituído por volta dos 24 minutos de jogo. Dorival Junior optou por colocar Paulinho no seu lugar e, por dificuldade técnica, a bola não parou mais no meio-campo ou no ataque do Santos.

Se no início do Campeonato Paulista o técnico Dorival Junior queria fazer o Santos sair com a bola no chão desde a sua defesa, e se nesta final o time preferiu se defender e buscar o gol nos contra-ataques, entende-se que Dorival admitiu o melhor toque de bola do adversário e por isso, mesmo na casa que tanto adora, colocou o time na defesa.

Deu certo. O Santos foi campeão. Toda conquista merece ser comemorada. Mas essa partida decisiva deixou evidente algumas lições que precisam ser apreendidas, sob o risco de o Alvinegro Praiano colecionar fracassos no Campeonato Brasileiro. Vamos a elas:

Não vale a pena colocar um jogador baleado em jogo decisivo. Ainda mais quando este jogador não tem demonstrado o mesmo rendimento e empenho de antes. Nem era para Lucas Lima ter entrado em campo. E o Santos precisa se preparar para viver sem ele.

Ricardo Oliveira fez o gol em sua única jogada na partida. Excelente. Mas não se pode manter um jogador no time à espera de uma única jogada. Como também deve sair do Santos brevemente, Dorival precisa treinar um outro jogador na posição.

Gabriel é rápido, tem alguma habilidade, mas passou a maior parte do tempo discutindo com a arbitragem e os adversários. É outro com o qual o Santos não deverá contar no resto do ano. Por isso, antes que saia pela porta dos fundos, que o clube saiba negociá-lo bem.

Sabendo-se que Thiago Maia e Vitor Bueno, além dos laterais Victor Ferraz e Zeca, foram os melhores jogadores do Santos, percebe-se que não é preciso ter 11 craques para se formar um bom time. Aliás, o próprio Audax, e também o Leicester, campeão inglês dessa temporada, provam que nem só de estrelas se faz uma boa equipe.

Alguns jogadores pareciam inseguros, mesmo jogando em casa diante de um time considerado pequeno. Isso é terrível. O jogo escancarou os problemas com a dupla de zaga Gustavo Henrique e David Braz e com o volante Renato. Mesmo Vanderlei dessa vez não demonstrou muita segurança. Na segunda bola na trave ele se ajoelhou, ao invés de saltar.

O Santos foi dominado mesmo jogando na Vila Belmiro, o que provou, mais uma vez, que estádio não faz milagres. Com coragem e sangue-frio, o Audax teve a iniciativa do jogo, como já fizera no Itaquerão. Ou seja, o time de Osasco jogou como o grande Santos jogava antes. Não acho que o jogo seria diferente se fosse no Pacaembu ou no Morumbi. A única diferença é que o Alvinegro Praiano colocaria, no mínimo, mais um milhão de reais no caixa.

Bem, mas agora é hora de ver e rever o belo gol de Ricardo Oliveira e comemorar esse feito que é muito importante, sim. Afinal de contas, que outro campeonato estadual tem quatro times que já foram campeões mundiais? Além da qualidade dos adversários, a sequência com que o Santos tem chegado à final é espantosa.

Considerando-se que a competição tem quatro equipes com possibilidades técnicas idênticas, além de outras, do Interior, que surpreendem a cada ano, qual seria a possibilidade matemática de o Alvinegro Praiano chegar à final oito vezes consecutivas? Com a palavra, os estatísticos.

Santos 1 x 0 Audax
Final do Campeonato Paulista de 2016
Vila Belmiro, 08/05/2016, 16 horas
Renda: R$ 934.920,00. Público: 16.018.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Lucas Lima (Paulinho) e Vitor Bueno (Ronaldo Mendes); Gabriel e Ricardo Oliveira (Joel). Técnico: Dorival Júnior.
Audax: Sidão; Francis (Rodolfo), Yuri, Bruno Silva (Felipe Rodrigues) e Velicka; Tchê Tchê, Camacho e Juninho (Wellington); Bruno Paulo, Mike e Ytalo. Técnico: Fernando Diniz.
Gol: Ricardo Oliveira, aos 44 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: Raphael Claus, auxiliado por Anderson José de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro, todos de São Paulo (estava indo bem, mas cometeu um erro gravíssimo ao final da partida, quando anulou um gol legítimo de Joel, alegando impedimento. Logo em seguida marcou outro impedimento errado de Gabriel, em lances que poderiam influir diretamente na sorte do jogo e do campeonato).
Cartões amarelos: Santos: Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Thiago Maia e Gabriel. Audax:Velika e Bruno Paulo.

Há 84 anos, o legítimo 7 a 1

Está na história, o tempo não apaga, no dia 8 de maio de 1932 o Santos goleava em sua praça de esportes, no bairro da Vila Belmiro, a equipe mais popular da capital paulista pelo estonteante placar de 7 a 1, em partida válida pelo Campeonato Paulista. Marcaram para o vencedor Feitiço (3), Natinho (2), Vitor e Logu.

O Santos jogou com Athié; Silvio e Pinheiro; Floriano, Agostinho e Abreu; Natinho, Camarão, Feitiço, Victor Gonçalves e Logu. Na partida preliminar, pelo Campeonato Paulista de Segundos Quadros, o Peixe também o arquirrival pelo placar de 6 a 1, formando com Victor Lovecchio; Meira e Amorim; Roberto, Zinho, Oswaldo e Paiva; Armandinho, Catitu, Cepo e Magalhães.

Quem dirigia a equipe era o diretor-geral de esportes Urbano Caldeira. A segunda vez em que o Alvinegro mais famoso do mundo também venceu o arquirrival marcando sete gols foi no dia 5 de dezembro de 1964, no Estádio do Pacaembu, em partida do Campeonato Paulista que terminou com a goleada de 7 a 4, com 4 gols do Rei Pelé e 3 de Coutinho.

Curiosidade

Em partidas disputadas no Estádio Urbano Caldeira o Santos enfrentou o arquirrival em exatas 104 oportunidades, tendo vencido 47, empatado 22 e perdido 35, marcando 204 e sofrendo 185 gols. O Rei Pelé enfrentou o time paulistano na Vila Belmiro em oito partidas, tendo vencido cinco, empatado duas e perdido apenas uma, marcando 10 gols nesses jogos.

Guilherme Guarche
Coordenador do Centro de Memória e Estatística do
Santos Futebol Clube

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E você, como vê o dia seguinte ao título?


Mal tratados em Osasco

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MAL TRATADOS EM OSASCO

Sede, desconforto, insegurança – assim o torcedor foi tratado no pequeno Estádio José Liberatti, em Osasco, sem capacidade nem estrutura para receber um jogo de final de Campeonato Paulista. Veja neste vídeo do conselheiro Rachid Bourdoukan como os torcedores santistas sofreram para acompanhar o primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista.

Torcedores compraram ingressos para um setor demarcado para a torcida do Santos, mas não puderam entrar no estádio por usarem camisas do time. Uma criança tinha sede, mas não havia água para comprar; torcedores tinham fome, mas a lanchonete estava fechada; uma multidão tentava entrar no minúsculo banheiro, mais lotado do que coletivo na hora do rush…

Ingressos numerados? Lugares reservados para deficientes? Esqueça (veja na comemoração do gol do Santos uma muleta ser agitada). O Estatuto do Torcedor foi esquecido pela Federação Paulista de Futebol, presidida por Reinaldo Carneiro Bastos; pelo Santos Futebol Clube, do presidente por Modesto Roma, e pelo Audax, de Vampeta. Os três foram irresponsáveis.

Por não fazer o óbvio, que seria marcar os dois jogos para um estádio maior, como Pacaembu ou Morumbi, a Federação, o Santos e o Audax colocaram os torcedores dos dois times, principalmente os santistas, no caso os visitantes, em uma situação de risco.

Lamentável, mais uma vez, a participação de Modesto Roma em uma negociação importante para o Santos. No ano passado, o time já perdeu a Copa do Brasil por consentir com o adiamento da final, e perdeu também a vaga para a Copa Libertadores por usar reservas em jogos decisivos do Campeonato Brasileiro.

Agora, além de correr o grande risco de ser derrotado na primeira partida da final, Roma ainda obrigou seus torcedores a passar situações dramáticas em Osasco. E tudo isso para quê? Para jogar a segunda partida na Vila Belmiro, único estádio em que os jogadores do Santos, e essa diretoria que pensa pequeno, têm confiança em si mesmos. Uma vergonha.

A necessidade de vencer aumentará a pressão sobre o Santos na Vila. Devemos ter confiança na vitória porque o Santos é melhor e tem melhores jogadores do que o Audax, mas o normal era já ter vencido a primeira partida – o que não ocorreu devido às circunstâncias especiais provocadas pela precariedade do estádio, no qual o ambiente hostil aos santistas até pressionou o árbitro Flavio Rodrigues de Souza para cometer erros importantes contra o Alvinegro Praiano, como um pênalti não marcado em Gustavo Henrique, um cartão amarelo ignorado e um impedimento mal assinalado. Jogar em La Bombonera teria sido mais tranquilo. Na Vila nenhum árbitro será louco de prejudicar tão escandalosamente o Santos.

Ronaldo Mendes mais 10

Como em uma final é preciso determinação e confiança na vitória, sugiro que Vitor Bueno seja substituído por Ronaldo Mendes, o jogador mais motivado do Santos no momento. Caso Lucas Lima não possa jogar, que Ronaldo seja escalado. Essa é uma partida em que os jogadores terão de se empenhar além da conta, no ataque e na marcação, movimentando-se bastante, mesmo sem bola. Não dá para ser campeão só cercando, marcando de longe, porque o Audax vai correr bastante e tentar fechar os espaços.

A técnica mais aprimorada e a experiência dos jogadores do Santos, aliadas ao gritos constantes da torcida, só farão a diferença se cada jogador santista se atirar à bola com vontade. E inteligência. Não se pode esquecer que, apesar da longa invencibilidade na Vila Belmiro, muitos dos jogos nesse período terminaram empatados, o que levaria o jogo para a dramática e imprevisível disputa por tiros diretos da marca do pênalti caso uma igualdade volte a ocorrer nesse domingo.

Empatar no caldeirão de Osasco obriga o Santos a vencer domingo. É o único resultado que se espera de um time que fez uma campanha bem superior, tem jogadores mais gabaritados e muito mais bem remunerados, e uma torcida que é mil vezes maior do que a do seu rival.

Promoção do livro Time dos Sonhos vai até 10 de maio

Tenho recebido alguns e-mails de santistas inconformados com o fim da promoção do livro Time dos Sonhos – dentre eles o comovente apelo do garoto Wellington, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Nessa promoção, o leitor tem direito ao livro, de 528 páginas, chamado de “A Bíblia do Santista”, com dedicatória, sem despesa de correio, e ainda ganha a versão eletrônica do livro Donos da Terra, tudo isso por apenas 68 reais, que podem ser pagos parceladamente.

“Não tem lógica o senhor acabar com a promoção antes do Santos ser campeão. Será o meu primeiro livro do Santos, senhor Odir, não acabe a promoção”, pediu o Wellington. Pediu, e será atendido. Será um presente do Blog do Odir para o santista comemorar esta oitava final consecutiva do Campeonato Paulista e, se tudo correr bem, mais um título estadual.

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E você, o que acha disso?


Empate caiu do céu


“A equipe do Audax foi muito superior à gente, eles mantêm muito a posse de bola” (frase do humilde herói Ronaldo Mendes, autor do gol que levou a disputa para a Vila Belmiro).

Depois de criar mais chances no primeiro tempo, quando acertou duas vezes a trave, o Santos caminhava para a derrota aos 30 minutos da segunda etapa. Perdia por 1 a 0 – gol de Mike, aos 12 minutos –, sofria novos ataques do Audax e a torcida local já começava a gritar “olé”. Para complicar as coisas, Lucas Lima, o cérebro do time, saíra de campo com o tornozelo machucado, substituído pelo voluntarioso Ronaldo Mendes. Havia pouca esperança de sair da arapuca de Osasco ao menos com um empate. Foi aí que os deuses do futebol resolveram mexer os pauzinhos…

Aos 32 minutos, o valorizado Tchê Tchê, que acaba de ser contratado pelo Palmeiras, tentou virar uma bola em sua defesa e jogou nos pés de Ronaldo. Este, matou a bola e deu dois passos com ela. Mais preocupados com Gabriel e Ricardo Oliveira, os defensores do Audax não se apressaram em ir pra cima do santista. Com personalidade, Ronaldo encheu o pé e, de canhota, estufou as redes do bom Sidão.

Como se previa, o Santos passou um sufoco no minúsculo Estádio José Liberatti, que recebeu apenas 12.269 pagantes. Depois de chegar mais perto do gol na primeira etapa, o Alvinegro Praiano parece ter cansado no segundo tempo e foi dominado pelo Audax. Além do gol, o time local teve chance incrível aos 23 minutos, quando Mike tabelou com Ytalo e colocou na saída de Vanderlei, que jogou para escanteio com as pontas dos dedos.

Sabendo que M é mau, R é regular e B é bom, as atuações dos santistas merecem a seguinte avaliação: Vanderlei (B), Victor Ferraz (R), Gustavo Henrique (R-), David Braz (R-) e Zeca (R); Renato (R), Thiago Maia (R+), Vitor Bueno (R-), Paulinho (M), Lucas Lima (R), Ronaldo Mendes (B), Gabriel (R+) e Ricardo Oliveira (R). Técnico: Dorival Júnior (R).

Sobre o desempenho dos santistas, novamente é preciso salientar a insegurança da dupla de zaga, principalmente do garotão Gustavo Henrique, que no gol de Mike quis dar o carrinho, caiu de bum-bum no chão e ficou apreciando o jogador do Audax fulminar Vanderlei. Nem na várzea um zagueiro que se presa entra afoito assim.

No próximo domingo o jogo será na Vila Belmiro. Quem vencer será o campeão, o empate levará para a disputa de tiros diretos da marca do pênalti. Como, acreditando na “mística da Vila Belmiro” o técnico, os jogadores, o presidente, a faxineira e o papagaio preferiam perder dinheiro para jogar em Osasco e no Urbano Caldeira, o Santos agora tem a obrigação de ser campeão, ou sairá derrotado em campo e na tesouraria.

De qualquer forma, o jogo em Osasco mostrou algo de bom: ensinou que mesmo um terceiro reserva, desde que motivado e corajoso, pode ser mais útil do que jogadores afamados que estão com a cabeça bem longe da decisão do Paulista. Ronaldo Mendes pode ter decidido a final com seu petardo de fora da área.

Audax 1 x 1 Santos
Primeiro jogo da final do Campeonato Paulista de 2016
01/05/2016, Estádio Municipal José Liberatti, Osasco, 16 horas.
Público: 12.269 pagantes. Renda: R$ 463.730,00.
Audax: Sidão, André Castro, Yuri Bruno Silva e Velicka; Tchê Tchê, Camacho e Juninho (Wellington); Bruno Paulo, Mike e Ytalo. Técnico: Fernando Diniz.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Paulinho) e Lucas Lima (Ronaldo Mendes); Gabriel e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Mike, aos 12 minutos, e Ronaldo Mendes, aos 34 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Flávio Rodrigues de Souza, Herman Brumel Vani e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (regular, com três falhas importantes no primeiro tempo, entre elas um pênalti não dado sobre Gustavo Henrique).
Cartões amarelos: André Castro e Wellington (Audax); Lucas Lima e Gustavo Henrique (Santos).

E você, o que achou do Santos em Osasco?


Uma final bonita. E perigosa

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Todos estão falando do futebol bonito e ofensivo que Santos e Audax devem mostrar na decisão do Campeonato Paulista, que começa hoje, às 16 horas, no acanhado estádio José Liberatti, com capacidade para apenas 12 mil pessoas, em Osasco. Os dois times gostam de ter a bola e tocá-la de pé em pé. Ótimo. Mas, em uma final, a estética nem sempre prevalece. Experiência, determinação e vontade costumam ser mais importantes.

O Santos cumpriu uma campanha melhor no campeonato, mas só venceu um clássico, contra o Corinthians, na Vila Belmiro. O Audax chegou a perder dois jogos seguidos em casa, para Água Santa e Ponte Preta, mas se aprumou na reta final, batendo Palmeiras e São Paulo, em Osasco, e eliminando o Corinthians, na disputa por pênaltis, no Itaquerão.

Com elenco mais gabaritado, e caro, o Alvinegro Praiano depende do seu trio selecionável Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabriel. Destes, Lucas é o mais técnico, o chamado maestro da equipe; Gabriel tem mostrado mais fome de gol, e Ricardo Oliveira, aparentemente desmotivado depois de não conseguir sua milionária transferência para a China, ganhou sexta-feira um motivo a mais para se animar nessas finais: nasceu seu terceiro filho, Guilherme Lucca, a quem Oliveira quer presentear com o troféu de campeão.

Além do trio, Dorival Junior tem escalado o jovem meia-atacante Vitor Bueno, que entrou muito bem na equipe, mas caiu de rendimento contra o Palmeiras. Vejamos como se sairá nessas finais, uma grande oportunidade de se firmar no Santos e no futebol.

Essa decisão também será importante para avaliar o desempenho de outros jogadores santistas que não têm correspondido plenamente, como os zagueiros Gustavo Henrique e David Braz, maiores responsáveis pelos gols-relâmpagos palmeirenses que quase tiraram o Santos da decisão.

De qualquer forma, se igualar no espírito de luta e tiver a humildade de marcar bem o time de Osasco, o Santos pode ao menos conseguir um empate nessa primeira partida, o que o tornará favorito para garantir o título no próximo domingo, na Vila Belmiro.

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Tiki-taka osasquense

Corajoso, o time de Osasco prefere sair jogando lá de trás invés de acionar o ataque com chutões, em um estilo já batizado de “tiki-taka osasquense”. Sem grandes individualidades, a equipe adota o futebol coletivo, implantado pelo inteligente técnico Fernando Diniz.

Mineiro de Patos de Minas, 42 anos, psicólogo formado, Diniz segue o estilo amigão dos jogadores, mas isso não o impediu de mandar embora, por indisciplina, o artilheiro Rodrigo Andrade, que o enfrentou no vestiário depois do empate de 3 a 3 com o São Bernardo.

Mesmo com orçamento limitado, o clube sediado em Osasco desde 2013 conseguiu contratar bons jogadores, como o volante Camacho, 26 anos, revelado pelo Flamengo, cérebro da equipe, cotado para ser escolhido como o melhor jogador do Paulista.

Outros trunfos do Audax são o artilheiro Ytalo, seis gols no campeonato, vindo do Atlético Paranaense; o meia-atacante Bruno César, habilidoso, que costuma se deslocar para a ponta-esquerda, e o meio-campo e lateral Tchê Tchê, 23 anos, que acaba de assinar um contrato de três anos com o Palmeiras.

Como os contratos dos jogadores do Audax acabam com o fim do Campeonato Paulista, eles sabem que para terem uma sequência nessa temporada dependerão de boas exibições nessa final com o Santos, ou seja, motivação não faltará ao time de Osasco.

Perrengue desnecessário

Fiquei sabendo que a torcida do Santos comprou 4.100 ingressos para o jogo deste domingo. Espero que seja mais. Ocupar apenas um terço do pequeno estádio José Liberatti seria desanimador e deixaria evidente o erro crasso do presidente Modesto Roma na negociação com Vampeta, presidente do Audax, pelos locais dos jogos nessa decisão.

A ideia fixa de Roma de fazer a segunda partida na Vila Belmiro deu a Vampeta a possibilidade de marcar o primeiro encontro para Osasco, criando a situação irreal de se ver um time com uma das maiores torcidas do Brasil ter menos torcedores no estádio do que outro praticamente sem torcida.

Assim, em vez de dois jogos em Pacaembus ou Morumbis lotados com 95% de torcedores a seu favor, o Santos se sujeitará a disputar o título em um estádio similar ao Martins Pereira, em São José dos Campos, onde, em 28 de fevereiro, um domingo, o Alvinegro Praiano sofreu sua única derrota neste Paulista, diante do Red Bull, por 2 a 0.

Com as escolhas do José Liberatti e do Urbano Caldeira já se sabe que esta final será a de menor público em todas as decisões do Campeonato Paulista. Menor até do que Bragantino e Novo Horizontino, que em 1990 teve dois jogos com 15 mil pagantes cada um e, após dois empates em 1 a 1, terminou com o título para o time de Bragança.

Audax x Santos
Decisão do Campeonato Paulista de 2016 – jogo de ida
Estádio José Liberatti, Osasco, 01/05/2016, 16 horas
Audax: Sidão, André Castro, Yuri, Bruno Silva e Velicka; Tchê Tchê, Camacho e Juninho; Mike, Ytalo e Bruno Paulo. Técnico: Fernando Diniz.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima; Gabigol e Ricardo Oliveira Técnico: Dorival Júnior.
Arbitragem: Flávio Rodrigues de Sousa, auxiliado por Hermam Brumel Vani e Miguel Caetano Ribeiro da Costa, todos de São Paulo.

E você, o que espera do Santos, hoje, contra o Audax?


Se não correr, passa vergonha

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O Santos não tem time capaz de ganhar passeando em campo. Se não correr, não se empenhar, pode perder de qualquer um, como ficou provado contra o humilde Santos do Amapá, e ficará ainda mais evidente domingo, na arapuca de Osasco, contra o Audax.

Foi preciso até que o monge Dorival Junior desse uns gritos para que os reservas começassem a correr e vencessem o Santos amapaense por 3 a 0, na Vila Belmiro. A apatia da equipe durante a maior parte do primeiro tempo tornou o jogo mal parado e permitiu até algumas chances ao bravo Peixe da Amazônia.

Quem queria descobrir, entre os reservas santistas, jogadores com técnica e personalidade para ter mais oportunidades no time titular, ficou frustrado. Mesmo paradão, o experiente Elano mostrou-se o jogador de mais categoria e visão de jogo. Dos demais, destaque para Ronaldo Mendes, que está longe de ser um craque, mas corre o tempo todo, está em todo lugar do campo e fez o gol mais bonito da partida.

Em uma análise rápida dos jogadores do Alvinegro Praiano, levando-se em conta que P equivale a “Péssimo”, M a “mau”; R a “regular” e B a “bom” (E seria “excelente”, mas ninguém mereceu tal qualificação), avalio-os da seguinte forma: Vanderlei (B), Igor (R), Lucas Veríssimo (B), Luiz Felipe (R) e Caju (R); Alison (P – conseguiu ser expulso ao agredir o adversário em um lance bobo), Rafael Longuine (M), Fernando Medeiros (sem tempo), Elano (B), Lucas Crispim (R) e Ronaldo Mendes (B+); Paulinho (R), (Maxi Rolón (R) e Joel (R). Técnico: Dorival Júnior (B).

Aos fãs de Joel, explico que me preocupei com o fato de o camaronês não conseguir dar um drible no seu marcador e nem ao menos proteger a bola. Sempre saía do lado errado e perdia a jogada. Essa deficiência é fatal para um bom atacante. Mas teve calma para fazer o terceiro gol.

Por mais dificuldade financeira que o clube passe no momento, creio que não seja mais possível manter alguns jogadores no elenco só porque ganham pouco. Se os reservas do Santos já não são grande coisa, segurar os reservas dos reservas não tem sentido. A filosofia adotada pelo saudoso técnico Luis Alonso Peres, o Lula, para montar aquele Santos que fez história, era trabalhar só com jogadores bons.

Como muitos já sugeriram neste blog, é mais eficiente ter apenas um jogador bom, ou promissor, do que meia dúzia de cabeças de bagre. E entre um cabeça de bagre contratado, é melhor e bem mais barato promover um Menino da Vila.

Na reunião do Conselho Deliberativo ficamos sabendo que Alison, que o Santos vendeu por quatro milhões e comprou por sete milhões de reais, recebeu uma proposta de três milhões de euros, que foi recusada pelo presidente Modesto Roma. Pois eu acho que o clube deveria aceitar.

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Domingo é dia de ser leão

Se os reservas tiveram de correr para vencer o Santinho do Amapá, os titulares terão de lutar muito mais domingo, no primeiro jogo pela final do Campeonato Paulista, fora de casa, contra o Audax. O time de Osasco vive um momento de confiança e euforia. Descobriu que a melhor defesa é o ataque e pegou gosto por enfrentar os times grandes de peito aberto.

Nesse Campeonato Paulista venceu, em casa, a Palmeiras (2 a 1) e São Paulo (4 a 1). Depois, foi ao Itaquerão e passou a maior parte do tempo na frente do decantado adversário. Não se iluda quem pensa que o duelo de domingo será tranqüilo. Se não correr, e muito, e desde o começo, o Santos sairá de lá derrotado e sofrerá muito para ser campeão na Vila Belmiro. Veja agora como o São Paulo caiu de quatro no alçapão de Osasco:

E você, o que acha disso?


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