Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Reservas do Santos acabam com a invencibilidade da África do Sul, Bolão de Santos e São Caetano e o Caso da Visita ao Lar Espírita

Breitner, autor de um golaço de falta

 Dirigido pelo técnico Ivan Izzo, o time de reservas do Santos não foi uma equipe tão improvisada como se previa e, de virada, venceu a Seleção da África do Sul por 2 a 1, ontem à tarde, na Vila Belmiro, acabando com a invencibilidade dos Bafana Bafana na América do Sul.

Dos que têm atuado nas últimas partidas do time principal, apenas Rodrigo Mancha iniciou o jogo, mas outros jogadores do elenco de profissionais estiveram em campo e deram um pouco mais de harmonia ao conjunto.

O Santos começou com Fábio Costa, George Lucas, Luciano Castán, Diego Monar e Wesley Santos; Rodrigo Mancha, Germano e Breitner; Alan Patrick, Gil e Marcel. Entraram ainda Rafael no lugar de Fábio Costa; Alemão no lugar de Luciano Castán; Jefferson no de Rodrigo Mancha; Rogério no de Breitner; Renan Mota no de Gil e Elton Ricardo substituiu Marcel. 

A Seleção da África do Sul, que volta neste domingo para Johanesburgo jogou com Khune; Gaxa (Nthethe), Booth (Sangweni), Khumalo e Mdledle (Thwala); Letsholonyane (Moriri), Khuboni, Modise e Tschabalala (Mbuyane); Schalkwyk (Cale) e Mphela.

Os sul-africanos abriram o marcador aos 10 minutos, através de Mphela, aproveitando falha da defesa santista. O empate veio 10 minutos depois, com Marcel, de cabeça. O gol da vitória ocorreu aos 43 minutos da primeira etapa, em uma bela cobrança de falta de Breitner, que jogou a bola no ângulo superior esquerdo da meta adversária.

Educado, Carlos Alberto Parreira, que colocou em campo a seleção principal da África do Sul, disse que a partida foi muito boa para observações,  gostou da coragem de seu time e, para não deixar de chorar, lamentou que os dois gols do Santos tivessem sido feitos em “bolas paradas”.

Com este resultado o Santos apaga em parte a má impressão deixada no amistoso em Nova York contra o Red Bull, quando foi amplamente dominado e teve sorte de perder só de 3 a 1. Pena que a torcida não tenha podido assistir à partida de ontem, que foi disputada com portões fechados.

Aposte no Bolão de São Caetano e Santos

O prêmio

 Com o primeiro lugar já garantido nesta fase de classificação, o Santos joga só pelo show neste domingo, às 18h30m, no estádio Anacleto Campanella, contra o São Caetano, que ainda tem chances de se classificar para as semifinais.

Tem um bom palpite para o jogo? Vá à caixa de comentários e diga: 1- Qual será o resultado final. 2 – Qual será o resultado do primeiro tempo. 3 – Quem fará os gols do Santos. 

O ganhador receberá um exemplar do livro “O Barqueiro de Paraty”, que será enviado pelo correio no endereço indicado posteriormente pelo felizardo.

Hoje Paulo Henrique Ganso não joga, suspenso, mas Robinho estará de volta e a expectativa é de um grande jogo. Times prováveis:

São Caetano: Luiz; Arthur, Anderson Marques, Marcelo Batatais e Bruno Recife; Jairo, Moradei, Fernandes e Luciano Mandi; Hugo e Wanderley. Técnico: Roberto Fonseca.

Santos: Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley e Marquinhos; Neymar, André e Robinho. Técnico: Dorival Junior. 

Árbitro: Guilherme Cereta de Lima, auxiliado por Márcio Luiz Augusto e Danilo Ricardo Simon Manis.

O caso do Lar Espírita

Alguém, em sã consciência, acredita que jogadores como Robinho, Neymar e Paulo Henrique Ganso se recusariam a visitar crianças? O caso está parecendo o filme “Laranja Mecânica”, do genial Stanley Kubrick, que mostra como os pretensos moralistas podem ser mais cruéis do que os “bandidos”.

Houve um enorme mal entendido, isto é evidente. Faltou conversar melhor com os jogadores e explicar-lhes o que iriam encontrar lá e que papel o clube e a sociedade esperava deles.

Todos os jogadores que não foram ver as crianças – e que têm crenças religiosas diferentes da Espírita e, por preceitos absurdos de sua religião, não poderiam adentrar o lugar –, já entenderam a pisada de bola que deram, pediram desculpas e disseram que voltarão lá.

Para mim, apesar do desencontro de informações, foi uma lição, um erro que nunca mais será repetido. Porém, vejo que algumas pessoas, teoricamente formadoras de opinião, insistem em bater na tecla, quase equiparando os garotos santistas ao casal Nardoni. Menos gente, menos. Não deixem aflorar de forma tão flagrante a inveja que sentem pelo belo futebol dos meninos, uma arte que certamente alegra todas as crianças.


Santos escala garotos e convalescentes para enfrentar os Bafana Bafana. Assim teremos de engolir o Parreira de novo

Parreira armou o jogo-treino para não perder. E o Santos entrou na dele

Neste sábado, a partir das 16 horas, com portões fechados, os reservas do Santos enfrentarão a Seleção da África do Sul, dirigida pelo brasileiro Carlos Alberto Parreira, o mesmo que desfalcou o Santos nas quartas-de-final da Copa Libertadores de 2005, quando teimou em convocar Robinho, Ricardinho e Léo para um amistoso inútil e tirou do time a chance de vencer o Atlético Paranaense na Vila e avançar rumo a mais uma decisão da competição sul-americana.

Digo que iria à final porque depois do Atlético Paranaense o adversário seria o Chivas de Guadalajara, que por dar prioridade ao Campeonato Mexicano, jogaria as semifinais da Libertadores com reservas. Sem os três jogadores já citados e ainda sem Giovanni, cuja inscrição não foi aceita pela Conmebol, o Santos ainda foi fartamente prejudicado pelo árbitro Carlos Eugênio Simon no jogo de volta contra o clube do Paraná.

Resultado de tanta sacanagem: o Santos – que com o time completo ganharia até com facilidade do limitado Atlético/PR – perdeu na Vila Belmiro por 2 a 0 e deixou escapar a oportunidade de fazer uma final com o São Paulo, que naquela época não conseguia levar vantagem contra o Alvinegro Praiano. 

Confesso que quando soube do jogo deste sábado, esfreguei as mãos e, à lá Zito, disse: “É hoje que metemos dez em um time do Parreira”. Porém, ladino como é, parece que o treinador da África do Sul tomou suas precauções nesta que será a última partida de seu time na excursão.

O fator torcida já foi anulado logo de cara: não haverá público. Apenas 20 sócios do Santos, que participaram de uma promoção realizada no site oficial do clube, poderão acompanhar a partida. Assistirão ao jogo no camarote da presidência, ao lado de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro.

Outro detalhe é que o Santos jogará com reservas, enquanto o time do país que sediará a Copa entrará com seus titulares. Mas não fracos? Peraí! Já venceram Ponte Preta, Desportivo Brasil, juniores do Fluminense, reservas do Botafogo e empataram com o Cruzeiro e com o Paraguai, este último em Assunção. Mais respeito, os caras estão invictos na América do Sul!

Os Bafana Bafana não são uma maravilha, mas podem golear um time desentrosado

Não dá para perder mais um jogo internacional

Um dos planos do Novo Santos é resgatar sua bela imagem internacional, certo? Ok. Mas depois de décadas sem perder em inaugurações de estádio, foi derrotado pelo Santos Laguna, do México, e pelo Red Bull, nos Estados Unidos. Assim será difícil reviver os bons tempos, em que saía por aí goleando todo mundo.

O jogo deste sábado é uma bela oportunidade de se acabar com a invencibilidade da África do Sul e dar o troco no popular “Pé de Uva”. Porém, leio com desânimo que para esta partida o técnico Dorival Junior dará oportunidade aos garotos dos juniores (sub-20) e alguns do profissional que estão voltando de contusão, como o goleiro Fábio Costa e o centroavante Marcel.

Já vimos esse filme antes em Nova York e foi horrível. O time correu o risco de tomar uma goleada e deixou péssima imagem. Tudo bem, era uma equipe reserva, mas para os gringos era o Santos. O santista tolerou porque o dinheiro foi bom e o jogo teve alguma repercussão, mas perder na Vila para o time africano do Parreira será difícil de engolir.

Por que não aproveitar a oportunidade e cobrar ingressos mais baratos, permitindo que crianças e mulheres vejam o jogo? Não entendi essa imposição de portões fechados. E por que usar garotos e jogadores fora de forma em um compromisso internacional contra uma seleção que disputará a Copa e está invicta até aqui? Os caras não são tão bobos assim, não!

Parece até que as condições do amistoso foram impostas pelos africanos, que não terão torcida contra e ainda enfrentarão um time desentrosado formado por alguns jogadores fora de forma e outros ainda inexperientes. Ou seja: fecharam todas as possibilidades de sofrer um vexame. Mas será que o Santos também não deveria ter se precavido?

Enfim, do jeito que está programado, acho este amistoso uma decisão temerária. Ao invés de proporcionar mais um momento de alegria para sua torcida, o Santos correrá o risco de ser goleado pelo time de um técnico que já deu aos santistas tantos dissabores.

O melhor seria Dorival Junior usar alguns jogadores do time principal e escalar também o Paulo Henrique Ganso, que, suspenso, não enfrentará o São Caetano. Mesmo que perca do time do ABC, amanhã, o Santos poderá garantir o primeiro lugar nesta fase do Campeonato Paulista com um empate no último jogo, na Vila, contra o Sertãozinho.

Ou seja, ao menos para mim, o jogo mais importante do Santos neste final de semana será contra a África do Sul do Parreira, neste sábado. Uma goleada contra uma seleção da Copa correria o mundo e deixaria o santista muito feliz. E eu pergunto: Para que serve um time de futebol, a não ser alegrar o seu torcedor?

Acha que estou exagerando? É melhor se concentrar no jogo contra o São Caetano e colocar um catadão para enfrentar a Seleção da África do Sul? Ou dar uma lição no Parreira não tem preço? Quero saber sua opinião.


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