O melhor momento – Considero essa vitória sobre o Cruzeiro, na Vila Belmiro, o símbolo do melhor momento do Santos neste Campeonato Brasileiro. Mesmo sem Zeca, Thiago Maia, Gabriel e Lucas Lima, o time venceu por 2 a 0 e ficou a apenas um ponto do líder, àquela altura o alvinegro paulistano. Para terminar o primeiro turno só faltava enfrentar o Flamengo, na Vila Belmiro, e o lanterninha América, em Belo Horizonte. Mas o presidente vendeu o mando de campo contra o Flamengo, jogo que ficou em 0 a 0, em Cuiabá, e o time perdeu para o Ameriquinha, deixando escapar a oportunidade de terminar o turno na liderança.

Balanço antecipado

Meus amigos e amigas, mesmo antes da última rodada, que pode dar um bom segundo lugar para o Santos, a verdade é que a história do Alvinegro Praiano neste Campeonato Brasileiro já está quase totalmente escrita e não é preciso esperar mais para se fazer um balanço da participação do time na competição. Jogadores, técnico, gerência de futebol, presidência do clube, como todos se saíram? Bem, lá vai a minha análise, fria, abrangente, que busca enxergar o todo e projetar as chances do time para 2017.

Antes de externar minhas opiniões, devo dizer que considero o melhor deste blog a liberdade de expressão, a participação democrática de todos, livres para gostar ou desgostar do que quer que seja. Acredito que aqui cada um tem a sua opinião, independentemente de como pensa o dono do blog. As circunstâncias me dão o privilégio de escrever os posts, mas estes podem ser apoiados ou criticados pelos amigos e amigas, que têm todo o direito para isso sem que o respeito entre nós se estremeça.

Pois bem. Começo pelo lado bom. Considero que a gerência de futebol do Santos, apesar de todas as dificuldades impostas pela falta de dinheiro, pelas convocações de santistas para as seleções principal e olímpica e pelas suspensões e contusões que desfalcaram a equipe em várias oportunidades, conseguiu trazer e promover jogadores importantes para a satisfatória campanha do time, como Jonathan Copete, Jean Mota, Vitor Bueno e Yuri.

Considero, ainda, que o técnico Dorival Junior, em que pese sua falta de confiança em muitos momentos, fez um bom trabalho e, em certa medida, tirou leite de pedra de um time instável, formado por jogadores que pareciam jogar apenas quando queriam.

Sei que muitos colegas parecem odiar o técnico santista e o querem fora da Vila Belmiro. Também já o critiquei, pontualmente, várias vezes. Mas uma coisa é uma batalha, a outra é analisar toda a guerra. No geral, Dorival foi bem. Ou você acha que desde 2010, quando ele mesmo passou pela Vila Belmiro, tivemos um técnico melhor dirigindo o Santos?

Dorival errou em insistir com Léo Cittadini como volante e fez outras experiências descabidas, mas no frigir dos ovos comandou o Santos a uma campanha de regular para boa, melhor do que muitos elencos mais caros. Percebi nele tentativas de melhorar, de se reciclar, de tentar obter um rendimento melhor para a equipe.

Mandá-lo embora, agora, seria um erro, e mesmo que quiséssemos, a diretoria do clube jamais tomaria essa decisão. Como o técnico de time grande que está há mais tempo no cargo, Dorival tem boas possibilidades de fazer um trabalho melhor em 2017, pois conhece o potencial de cada jogador santista e sabe quais são as posições carentes da equipe. Substituí-lo por Émerson Leão ou Vanderlei Luxemburgo? Não acho que seria recomendável.

Uma análise do desempenho do Santos no campeonato mostra que o time perdeu mais pontos para os rabeiras da competição do que para os ponteiros e isso foi fatal para não lhe dar o título. Agora, será que o técnico é o mais culpado por esses apagões? Nos filmes da SantosTV vemos os jogadores tentando se motivar antes das partidas, jurando solidariedade e luta. Então, como se explica perder para América Mineiro, Figueirense, cair duas vezes diante do Internacional e empatar com os reservas do Grêmio, na Vila?

Como entender que o mesmo time que venceu as duas partidas contra Fluminense, Botafogo, São Paulo e Chapecoense, e que teve vantagem no confronto direto com o campeão Palmeiras, tenha se saído tão mal diante de equipes reconhecidamente inferiores? Culpa do técnico? Não estou convicto de que tenha sido isso, apesar, repito, de reconhecer que Dorival não trabalha bem o lado psicológico dos jogadores. Na verdade, apontar o dedo para o técnico parece o lugar comum de culpar o mordomo em filmes policiais.

Também não gosto de ser analista de resultado. Cuca, aquele que quase leva o Santos para a segunda divisão, é melhor do que Dorival Junior? Eu não acho, e não creio que, diante das dificuldades enfrentadas pelo Santos, o técnico palmeirense tivesse conseguido um desempenho melhor.

Ocorre que sem estarem motivados, os jogadores não se empenham, não demonstram tanta vontade de vencer. O Palmeiras quis mais vencer desde o início e seus atletas tinham motivo para tanta empolgação. Algo que desmotiva os jogadores é o maldito salário atrasado, o que, sabemos, jamais ocorreu com os palmeirenses, mas afligiu os santistas em alguns momentos do campeonato. Bem, aí eu entro no assunto presidência do clube e sou obrigado a começar a abordar o lado negativo desse desempenho santista.

Quando recordamos as lambanças cometidas por essa administração nesse Brasileiro, temos de admitir que o Santos se classificou para a Copa Libertadores de 2017 apesar da gestão confusa que controla o clube. Não podemos nos esquecer de que uma série de vitórias foi interrompida, e se transformou em uma sequência de derrotas, depois que Modesto Roma aceitou vender para um empresário o mando de campo da partida contra o Flamengo, transferida para a Arena Pantanal, em Cuiabá, com 80% de torcedores contrários. Depois daquele empate sofrido, o Santos desandou a perder pontos inexplicáveis. Se o próprio presidente coloca o técnico e os jogadores em uma fria dessas e não luta para dar melhores condições de o time lutar pelo título, é óbvio que essa indiferença desmotiva a todos.

Diante desse quadro, creio que os jogadores fizeram o que lhes era possível. Dos mais técnicos, sinto apenas que Lucas Lima, principalmente no segundo turno, deixou de mostrar todo o seu potencial; Thiago Maia e Zeca voltaram desconcentrados da Seleção Olímpica e Ricardo Oliveira sumiu em alguns jogos. Mas isso pode acontecer nos melhores times.

Porém, se quiser fazer um bom papel nas competições de 2017, entre elas a relevante Copa Libertadores, o Santos terá de mexer em muitas posições do seu elenco titular. Com exceção de Gustavo Henrique e Luis Felipe, machucados, o Santos não tem nenhum bom zagueiro. Todos os demais são dispensáveis. Contra o Flamengo o simpático David Braz voltou a fazer das suas e Yuri, baixinho e sem impulsão, deixou claro que jamais poderia jogar ali. Será preciso, no mínimo, dois bons jogadores para a posição. Não adianta insistir com quem não passa confiança. A Libertadores exigirá técnica, tranquilidade e sangue nas veias dos zagueiros santistas.

Vanderlei precisa de um bom reserva; Victor Ferraz precisa ir para a reserva de um bom titular, assim como o instável Vitor Bueno. Renato não pode jogar o tempo todo, assim como Ricardo Oliveira. Outro que não pode ser titular absoluto é o aguerrido, porém atrapalhado, Copete.

Jogadores que não são utilizados não devem permanecer no clube. Sabe aquelas roupas que ficam guardadas por mais de um ano sem serem usadas? Pois é. Tratam-se de energia parada. Que sigam o seu caminho e sejam felizes em outros clubes. Neste caso estão Vecchio, Rodrigão, Léo Cittadini e outros dos quais não me lembro agora. O Santos tem de ser arejado e ganhar outro espírito – mais combativo, mais ambicioso, mais vencedor – para a próxima temporada. É preciso o chamado sangue novo.

Bem, falei. Agora quero conhecer sua opinião.

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