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Dossiê da Unificação será lançado dia 26/09 no Museu do Futebol


Capítulo do Dossiê que fala da Era de Ouro do futebol brasileiro, em que os melhores jogadores do mundo – Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Zito, Coutinho – atuavam em nosso país

Anote na sua agenda. O primeiro evento de lançamento do “Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959” será dia 26 deste mês, uma segunda-feira, no Museu do Futebol. O coquetel será servido das 18 às 22 horas, mas eu e José Carlos Peres estaremos recebendo os interessados e autografando os exemplares a partir das 15 horas.

O pré-lançamento será dia 20 deste mês, a partir das 19 horas, no programa “Encontro de Craques”, da BandSports, apresentado por Beeto Saad. O programa é transmitido do Edifício Dacon – Avenida Cidade jardim, 350, São Paulo. Neste evento, os interessados devem solicitar convite pelo telefone (11) 3675-5300, falar com Daniela.

Algumas opiniões sobre o Dossiê

Terminei ontem à noite de ler o livro, Dossiê da Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959.

Engraçado que ao passar as páginas fiquei pensando como é que foi necessário a compilação e produção de um dossiê tão bem feito e de total lastro histórico, justamente por este exato motivo: por se tratar de história! Como é dito por várias vezes no próprio Dossiê, como é que a “Era de Ouro” do futebol brasileiro pôde ser colocada em xeque? Justamente nos anos em que o Brasil venceu três Copas do Mundo e tínhamos os melhores jogadores do mundo aqui? Incrível! Não há dúvidas de que é um livro extremamente importante e de um pesquisa impecável. Fiquei realmente impressionado com as fichas ao final de cada resenha dos jogos, média de público e também de entender como se deu o futebol no Brasil, já que tenho 32 anos e não vi nada disso de perto.

Fiquei muito feliz por vários motivos. Ter acompanhado de perto a pré-aprovação do Dossiê, acompanhando seu blog, como faço diariamente até hoje. E por ter hoje, em mãos, este importante documento. E todos nós temos que agradecer a você e ao José Carlos Peres. Aliás, o futebol brasileiro agradece.

Não sou nenhum jornalista nem formador de opinião, apenas um santista que gosta de ler! Mas deixo registrado meus sinceros parabéns pelo belíssimo trabalho!

Um grande abraço!

Stefano Maglovsky

Apesar de ter acompanhado em seu blog as discussões sobre a unificação, há novidades e conclusões muito interessantes no livro.

Por exemplo, não sabia que a Argentina considera os campeões metropolitanos como campeões nacionais. Seria o equivalente a considerar os campeões do Rio-SP como campeões nacionais. Ou seja, bastante discutível.

Na minha opinião, a tua argumentação sobre a motivação da criação da Taça Brasil, como forma de indicar o campeão nacional, associada à carência logística do país à época, é suficiente para o reconhecimento. E ainda há muito mais: abrangência, craques envolvidos, tratamento da imprensa,… Precisa ser muito cara-de-pau para não reconhecer.

Ainda assim, como sabemos que o justo nem sempre prevalece, acredito ter sido fundamental a participação do João Havelange. E muito perspicaz por parte de vocês (Odir e Perez) a inclusão do “big boss” no processo.

Cheguei em 1962. Hoje a noite vou ler sobre os 5×0 no Maracanã. Não vejo a hora..

Parabéns.

Obrigado

Juca Bala

Parabéns pelo Dossiê. De excelente qualidade e conteúdo, prova cabal realmente do resgate do futebol brasileiro de passado recente.

Romero Gomes

Ontem, recebi em casa meu exemplar e impressionado com o trabalho jornalístico dessa Obra Prima !!! Ótima leitura !!!

Parabéns!!!

Andrei Cyrillo

Ainda não consegui ler o Dossiê todo, mas já deu pra perceber o peso dos argumentos e dos fatos listados detalhadamente. Trata-se de um documento de valor inestimável, pois ele recoloca os pingos nos is.

A pergunta que não quer calar é: como é que se chegou ao absurdo de “apagar da história” aqueles títulos todos, desmerecendo os maiores craques da história desse pais?

Obrigado pelo seu trabalho!

Edgard Franco

Enquanto iniciava este meu comentário recebi meu Dossiê. Realmente uma obra-prima, de excelente qualidade, além do conteúdo ser de uma importância ímpar. Leitura obrigatória nos próximos dias…

Grande Abraço

Sandro Campos

Prezado Odir. Não fui o primeiro a comprar o dossiê, mas com certeza fui um dos primeiros a receber e te parabenizo pelo excelente trabalho, pela organização e consistência das informações. É uma obra obrigatória para todos os que apreciam a história do futebol. Parabéns à você e ao José Carlos Peres. Abraço.

Alessandro D’Andrea

E você, ainda não tem o Dossiê? Aproveite o preço promocional desta fase de lançamento. Vá ao Museu do Futebol ou compre por este blog.


Quem aguenta essa overdose de futebol europeu?

O briguento futebol italiano, um dos preferidos das tevês brasileiras.

No começo, confesso, eu achava legal. Aqueles estádios bonitos, com aqueles gramados perfeitos e aqueles jogadores que corriam o tempo todo. Percebiam-se qualidades que não vemos por aqui, como a religiosa aplicação tática e uma disposição física invejável. Tecnicamente, chutavam bem de longe e eram bons nas bolas altas. É, acho que só isso… De qualquer forma, minhas impressões iniciais foram boas. Hoje, porém, quando os canais por assinatura dedicam um tempo enorme a ele, eu pergunto: quem agüenta essa overdose de futebol europeu?

Dia desses, tanto o Sportv como a Espn passavam o mesmo jogo, ao vivo. Não me lembro bem dos times, mas eram italianos de segunda categoria, tipo Bologna e Parma. Fiquei me perguntando se um clássico do ABC, entre Santo André e São Caetano, não teria mais técnica e currículo em campo, além de uma familiaridade maior para os telespectadores.

Os três canais por assinatura dedicados ao esporte – Sportv, Espn e BandSports – exageram na carga horária dedicada ao futebol da Europa. A Espn terá nada menos do que oito programas sobre o tema do momento em que escrevo esta matéria até as 4h30m da quarta-feira, incluindo jogos dos campeonatos inglês, alemão, italiano e a Champions League.

Percebe-se que comprar ou engolir os pacotes de eventos internacionais é uma alternativa barata para as emissoras que não detêm os direitos de transmissão das competições realizadas no Brasil, aquelas que efetivamente atraem mais a atenção do torcedor. O Sportv, por exemplo, empresa das organizações Globo, pode se dar ao luxo de dedicar maior espaço aos campeonatos regionais, que ela transmite.

Espn e BandSports se resumem a colocar jogos estrangeiros no ar e manter um narrador e um comentarista no estúdio, fazendo acrobacias verbais para assegurar um mínimo de audiência. Em vão. Só quem nunca chutou uma bola na vida pode achar graça no futebol autômato dos alemães, ou sem graça dos franceses.

Não precisam me dizer que vivemos o processo da globalização. A estes eu lembraria as conclusões de John Naisbitt, respeitado escritor e conferencista norte-americano, autor de Megatrends. Para ele, ao mesmo tempo que cada vez mais globalizado, o mundo valoriza as particularidades, as culturas e tradições de cada lugar. Entre o Campeonato Acreano e o Alemão, não há dúvida de qual o torcedor do Acre preferirá. Elementar, meu caro.

Só 15% valem a pena

Coloquei tudo no papel, times e jogadores, e cheguei à conclusão, generosa, de que só 15% do futebol europeu vale a pena ser visto. O resto tem o mesmo nível médio do futebol brasileiro, com a agravante de apresentar muito pouca variedade técnica e quase nada em paixão e carisma para o nosso torcedor. O cenário é lindo, mas o enredo é fraco.

Já disseram que o torcedor brasileiro não gosta de futebol, ele gosta do seu time. Imaginar que ele vai se tornar um assíduo espectador de um Panathinaykos da vida é bobagem. A não ser que esse time grego se tornasse a sensação do futebol mundial, o que parece bastante improvável.

Enriquecendo o mercado alheio

O problema maior desse exagero de futebol europeu na tevê é que a imprensa brasileira acaba dando um retorno publicitário maior aos times e competições da Europa, mostrando, obviamente, os patrocínios de camisa e as placas de estádio de competições que nada acrescentam ao mercado brasileiro de futebol. Ao contrário.

Se os clubes europeus são mais ricos, se podem pedir mais por um patrocínio de camisa, devem esta superioridade à maior visibilidade de seus campeonatos – visibilidade que é dada de mãos beijadas pela imprensa de um país que deveria estar mais concentrado em fortalecer seu mercado interno.

Ao invés de transmitir tanto futebol europeu, sugiro que as tevês brasileiras por assinatura voltem suas câmeras para as competições nacionais. Isto fortaleceria nossos clubes, lhes daria maiores condições de sobrevivência e prepararia o País para assumir-se como o centro do mundo do futebol, o que efetivamente ocorrerá a partir dos preparativos para a Copa de 2014.

E você, não acha que a tevê por assinatura do Brasil exagera na transmissão do futebol europeu? Qual é sua opinião a respeito?


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