Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Dá pra ser campeão!

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FALTAM MAIS SEIS!

Em um bom jogo, o Santos ganhou da Ponte Preta por 3 a 1 e passou para o quarto lugar no Campeonato Brasileiro, três pontos atrás do líder Palmeiras, que neste domingo enfrenta o Internacional no Rio Grande do Sul. Após essa vitória, faltam mais seis consecutivas – todas perfeitamente possíveis – para o Alvinegro Praiano assumir de vez a luta pelo seu nono título brasileiro.

Emissários do Barcelona e do Borussia Dortmund foram à Vila Belmiro assistir à partida, de olho em Lucas Lima e Gabriel. Um bom público, para o estádio, de quase 12 mil pagantes viu o jogo. Mesmo desfalcada, a Ponte foi um adversário valente e criou boas chances. O Santos também criou e não seria surpreendente se goleasse, por exemplo, por 6 a 2.

Apesar da boa vitória, muitos santistas – entre eles alguns comentaristas deste blog – estranharam o fato de o técnico Dorival Junior não ter colocado Yuri e Copete no time, já que ambos são os prováveis substitutos de Thiago Maia e Gabriel, que fizeram sua última partida antes de se apresentarem à Seleção Olímpica. Dorival preferiu Elano e Vecchio.

De qualquer forma, o time tem elenco para assumir a primeira posição do campeonato nas próximas rodadas. Mesmo sem o trio olímpico, ainda restarão jogadores bons suficientes para fazer a equipe brigar pela liderança de uma competição que é nivelada por baixo.

Santos 3 X 1 Ponte Preta
Vila Belmiro, 16/07/2016, 18h30
Público: 11.979 pagantes. Renda: R$ 364.360,00.
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima (Elano); Gabriel (Vecchio) e Ricardo Oliveira (Rodrigão).Técnico: Dorival Júnior.
Ponte Preta: João Carlos, Nino Paraíba, Douglas Grolli, Fábio Ferreira, Reinaldo; Wendel, Maycon, Matheus Jesus (Felipe Menezes); Rhayner, William Pottker (Roger), Clayson (Giva). Técnico: Eduardo Baptista.
Gols: Victor Ferraz aos 21 minutos do primeiro tempo; Vitor Bueno aos 10, Gabriel aos 26 e Roger aos 39 do segundo.
Arbitragem: Marielson Alves Silva (BA – ASP-FIFA), auxiliado por Gustavo Rodrigues de Oliveira (SP – CBF) e Bruno Salgado Rizo (SP – ASP-FIFA).
Cartões amarelos: Zeca, Thiago Maia e Gabriel (Santos); Wendel e Willian Pottker (Ponte Preta).

Lançamento do livro do Guilherme Guarche
O historiador Guilherme Gomez Guarche, responsável pelo Departamento de Memória e Estatística do Santos – aqui ao lado do craque Negreiros – lançou o livro Memória Santista. Ainda não li, mas já gostei e recomendo (Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/ Santos FC).

E você, o que acha disso?


104 anos de luta!

Um Santos que foge à luta não é o Santos. Provavelmente por isso, na reunião do Conselho Deliberativo, sentia-se no ar a disposição de, a exemplo do Brasil, passarmos o clube a limpo, acabando com as mazelas e as administrações irresponsáveis e incompetentes que o tem punido ao longo dos anos.

Com poucos votos contrários, o ex-presidente Odílio Rodrigues e os nove integrantes do seu conselho gestor foram expulsos do quadro associativo do Santos por gestão temerária. São eles: Thiers Flemming, José Paulo Fernandes, Luiz Fernando Vendramini Fleury, Júlio Peralta, Alexandre Daoun, Francisco Cembranelli, Ronald Luiz Monteiro e José Berenguer. Que isso sirva de exemplo a todas as gestões futuras do Santos, inclusive à atual. O caso ainda será levado à Justiça.

Senti entre os conselheiros uma grande aceitação ao jogo contra o Barcelona. Antes da reunião do Conselho, conversei com o diretor de marketing do Santos, Eduardo Rezende, e ouvi dele que “esse é um jogo para o Maracanã”. Também acho. Quanto aos que consideram o time catalão invencível, acredito que mais uma derrota do esquadrão de Messi e Neymar, dessa vez para o Atlético de Madrid, derrota que o tirou da vital Liga dos Campeões, tenha mostrado que não é tão poderoso assim.

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Sabe por que o Santos não quis marcar o jogo contra o São Bento para o Pacaembu? Pela oposição dos jogadores e do técnico Dorival Junior, que garantem a vitória quando a partida é na Vila Belmiro. Tudo bem, mas então que assinem um compromisso prontificando-se a ressarcir o clube dos prejuízos causados por jogar em um estádio de menor capacidade.

O técnico Dorival Junior também é contra o jogo com o Barcelona. Não quer correr o risco de passar um vexame. Para mim, passou um vexame maior ao colocar reservas nos jogos contra Coritiba e Vasco e abrir mão da vaga na Copa Libertadores para o São Paulo, que agora tem boas chances de passar para a próxima fase da competição sul-americana.

Uma boa notícia: o Palmeiras está mesmo embarcando no Esporte Interativo. Era um caminho óbvio, já que o Alviverde é tão “esquecido” pela Globo como o Santos. É hora de se fortalecer a parceria entre Santos, Palmeiras e Esporte Interativo. Os dois clubes e a emissora devem agir nesse sentido. Quem andou dizendo que o Santos ficaria sozinho no contrato com o EI agora deve estar desconversando. O novo canal esportivo é uma realidade. Veio para ocupar espaço importante nas transmissões de futebol no Brasil.

E você, o que pensa disso?


Santos x Melhor do mundo


Time do Santos que enfrentou o Bella Vista, do Uruguai, em abril de 1931.

Meus amigos, houve uma época em que o Santos não era campeão de nada, a não ser de sua cidade, mas tinha um time forte e valente, que não rejeitava desafios, mesmo que o adversário tivesse a fama de ser um dos melhores do mundo.

Estou falando de 1931, quinto ano consecutivo em que o Alvinegro Praiano se firmava como um dos melhores quadros de São Paulo e, por extensão, do Brasil. Acha exagero? Resumirei, então, a participação santista nos Campeonatos Paulistas de 1927 a 1931:

1927 – Vice-campeão, um ponto atrás do Palestra Itália. Fez o jogo decisivo contra o mesmo Palestra, na Vila Belmiro, e mesmo precisando apenas do empate para ficar com o título, perdeu por 3 a 2, após atuação criminosa do árbitro palestrino Antero Mollinaro.

1928 – Vice-campeão, dois pontos atrás do alvinegro da capital.

1929 – Vice-campeão, novamente só atrás do outro alvinegro.

1930 – Se ganhasse a última partida, diante do alvinegro paulistano, provocaria outro jogo pelo título. Detalhe: ainda perdeu dois pontos por se recusar a jogar no campo do Atlético Santista. Acabou na terceira posição.

1931 – Vice-campeão, dois pontos atrás do São Paulo da Floresta. Detalhe: novamente perdeu dois pontos por se recusar a jogar no campo do Atlético Santista.

Para Araken Patusca, nesse período o Santos “tinha um dos mais harmoniosos conjuntos” do País, mas acabava perdendo o título por armações extra-campo.

Bem, mesmo parcialmente ignorado pela mídia paulistana – exatamente como ocorre hoje –, o Santos tinha uma equipe de valor e, por isso, criou coragem para convidar o poderoso Club Atlético Bella Vista, do Uruguai, para um amistoso na Vila Belmiro, na noite de 23 de abril de 1931, quarta-feira.

O clube uruguaio, fundado em 4 de outubro de 1920, em Montevideo, ostentava aquela que era considerada a melhor equipe de futebol do planeta.

A Seleção Uruguaia tinha vencido as Olimpíadas de Paris, em 1924, e Amsterdam, em 1924, além da primeira Copa do Mundo, realizada em Montevideo, em 1930, conquistas que a faziam considerar-se tricampeã do mundo. E o Bella Vista veio ao Brasil com a maioria dos titulares da Seleção de seu país, a temida Celeste Olímpica.

Com três titulares da Seleção Uruguaia que venceu a Copa de 30 – o premiado e forte zagueiro Nasazzi; o meio-campo Andrade, primeiro negro a se destacar no futebol internacional, e o habilidoso ponta-esquerda Dorado –, o Bella Vista se reforçou com mais sete campeões do mundo para uma excursão pelas três Américas de dezembro de 1930 a maio de 1931.

Nessa excursão vitoriosa, o Bella Vista venceu a Seleção do México por 3 a 1, mesmo jogando ao meio-dia, como já era costume por lá; derrotou a Seleção do Peru por 2 a 1 e, após outros triunfos, chegou ao Brasil, onde na tarde de domingo, 19 de abril, no Parque Antártica, venceu a até então invicta Seleção Paulista por 3 a 1.

Formada por jogadores da Capital, com exceção de Feitiço, do Santos, a Seleção Paulista enfrentou os uruguaios – e tomou um baile – com Nestor, Grané e Bartô; Pepe, Gogliardo e Serafim; Filó, Heitor, Friedenreich, Feitiço e Osses.

Para o jogo na Vila Belmiro, o Bella Vista entrou em campo com Ballesteros, Nasazzi e Mascheroni; Andrade, Romero e Riolfo; Dorado, Castro, Borja, Lago e Iriarte. Destes, nada menos do que sete jogadores – Ballesteros, Nasazzi, Mascheroni, Andrade, Dorado, Castro e Iriarte – tinham participado da vitória consagradora, por 4 a 2, diante da Argentina, na final da Copa de 1930.

Para enfrentar o melhor elenco que um clube já tinha reunido, o Santos jogou com Athié, Silvio Hoffmann e Pinheiro; Osvaldo, Floriano e Alfredo; Vitor, Camarão, Feitiço, Mário Seixas e Evangelista. Além do goleiro e dos atacantes, o Santos não tinha craques. Mas naquela tarde todos os santistas foram leões.

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Quando se perdia na técnica, o coração entrava em campo, e assim o Alvinegro Praiano foi equilibrando o jogo até que antes dos 30 minutos de jogo Camarão penetrou pelo meio da defesa uruguaia e, na saída do grande Ballesteros, tocou no canto direito, rente à trave.

A explosão da torcida, porém, foi silenciada cinco minutos depois, quando Castro – apelidado de “Manco” por não ter a mão direita – aplicou uma sucessão de dribles da defesa santista e, da pequena área, acertou uma bomba que estufou as redes de Athié. 1 a 1. Assim terminou o primeiro tempo.

Na segunda etapa, Platero, técnico do Santos, fez entrar o rápido Natinho no lugar do ponta-direita Vitor. Após suportar a pressão do Bella Vista nos 10 minutos iniciais, o Alvinegro começou a equilibrar a partida. Aos 23 minutos Camarão deu a Natinho, que driblou Dorado e correu para a área uruguaia. Feitiço vinha pelo meio e pediu o passe. Natinho parecia preparar o centro, mas resolveu bater a gol, surpreendendo Ballesteros.

O árbitro Vitor Silvestre esperou alguns minutos com o apito na boca até que a algazarra da torcida se acalmasse e o jogo pudesse ser reiniciado. Ainda faltavam 22 minutos para o fim do confronto, e o Santos teve de lutar até o último instante para garantir a vitória histórica.

Sorte? Acaso? De maneira nenhuma. Com aquele triunfo inesquecível, o Glorioso Alvinegro Praiano completava oito jogos internacionais invictos em dois anos. Desde 24 de abril de 1929 tinha vencido quatro respeitáveis equipes argentinas, duas uruguaias, empatado com a Seleção dos Estados Unidos (3 a 3) e goleado a Seleção da França por 6 a 1. Sempre na energizante Vila Belmiro.

É esse espírito santista, corajoso e atrevido, que emerge do passado para inspirar o Santos nesse embate obrigatório e dramático contra o Barcelona, hoje considerado por muitos o melhor time do mundo. O receio tem de ceder lugar à coragem e à predestinação que acompanha o Alvinegro Praiano desde o seu nascedouro. A história dos times, das Seleções, enfim, a história do futebol é cíclica, meus amigos. Por isso insisto que não se pode prever o futuro sem conhecer o passado, e ele está dizendo para o Santos calçar as chuteiras e ir à luta. Que venha o Barcelona!


Raridade: Filme colorizado da final da primeira Copa do Mundo, em 1930. O Bella Vista enfrentou o Santos com sete campeões mundiais.

E você, o que acha disso?


Que venha o Barcelona!

Algum desavisado vai ler este título e deduzir que, baseado na vitória dos mistão do Santos sobre o Audax, por 2 a 1, na Vila Belmiro, eu decidi que agora o Alvinegro Praiano já pode enfrentar o Barcelona, na revanche daquela goleada de 0 a 8. É evidente que não é isso. O triunfo sobre o bom Audax, de virada, serviu para mostrar, entre outras coisas, que jogadores como Léo Cittadini e Ronaldo Mendes têm o seu valor. Podem ajudar o time na fase mata-mata, que começa no próximo domingo com Santos e São Bento, na Vila.

Porém, a revanche com o Barcelona merece uma reflexão mais apurada. Cheguei à conclusão de que o jogo deve ser feito após ponderar sobre 10 pontos principais. São eles:

1 – O Santos jamais fugiu da raia, ao contrário de outros times, como o decantado Real Madrid, que passou anos evitando enfrentar o Alvinegro Praiano. Por que deverá fugir agora? Por medo de sofrer uma goleada? Acho que esse motivo não se justifica.

2 – Perder, ou mesmo ser goleado, faz parte do futebol. No Campeonato Paulista de 1955 o Santos foi goleado pela Portuguesa por 8 a 0, no Pacaembu, e ainda acabou sendo campeão. Em 2010 venceu o Ituano por 9 a 1, no Pacaembu, e quatro anos depois perdeu o título paulista, no mesmo estádio, para o mesmo time de Itu. Quem só quer ver o time jogar como franco favorito deveria procurar outro esporte.

3 – O Barcelona é o melhor time do mundo no momento. Jogar contra ele deve servir de motivação, não de desânimo. Hoje, verdade seja dita, não só o Santos, mas o futebol brasileiro é coadjuvante do europeu. Se perder, não haverá nenhuma mudança no cenário do futebol internacional. Porém, se o Alvinegro jogar bem, a partida pode entrar para a história. Acho que é um desafio que se justifica.

4 – Fui radicalmente contra o jogo no Camp Nou, dia 2 de agosto de 2013, aquela sexta-feira em que Neymar estreou no time catalão e o Santos se apresentou com um time improvisado e mal treinado pelo técnico interino Claudinei Oliveira. Em dia de festa para o clube espanhol, diante de 81.251 pagantes, o Santos apresentou uma equipe recheada de veteranos lentos e garotos inexperientes, com Aranha (depois Vladimir); Rafael Galhardo (Cicinho), Edu Dracena, Durval (Gustavo Henrique) e Léo (Mena); Arouca (Alan Santos), Cícero, Leandrinho (Léo Cittadini) e Montillo (Pedro Castro); Neílton (Giva, depois Victor Andrade) e Thiago Ribeiro (Willian José, depois Gabriel). Mas agora a situação é diferente. A equipe está mais equilibrada e competitiva. E jogar na América do Sul, para o Barça, não é o mesmo que se exibir na familiar Europa.

5 – Na primeira partida o Santos jogou na data e no local escolhidos pelo Barcelona. Dessa vez, o Alvinegro Praiano é que definirá local e data. O ambiente não será tão favorável aos espanhóis.

6 – A torcida, totalmente adversa na primeira partida, será totalmente simpática ao Santos agora – uma fator de motivação que sempre tem feito o Alvinegro Praiano render mais.

7 – Se o Barcelona não quiser jogar, terá de pagar uma multa de 4,5 milhões de euros, quase 19 milhões de reais, ao Santos. Na atual situação de nosso clube, será um dinheiro muito bem-vindo. Por outro lado, a presença do time espanhol representará um espetáculo raro na América do Sul, em evento que merecerá um grande estádio e ingressos bem valorizados, os quais provavelmente proporcionarão uma renda recorde. Tudo isso desde que o embate seja bem vendido e divulgado, claro.

8 – A partida terá repercussão internacional. Se perder, resultado mais lógico, o Santos não passará nenhuma vergonha que já não tenha sido passada por boa parte dos melhores times do momento, até mesmo pela Seleção Brasileira. Porém, se fizer um grande jogo e obtiver um bom resultado, ganhará enorme visibilidade e, talvez, novos aficionados em todo o mundo. Para um time que está fora das competições internacionais, creio que o risco valha a pena. Além disso, sua performance poderá representar um alento para o próprio futebol do Brasil.

9 – Sabemos todos que o Barcelona é o melhor time de futebol do mundo, mas, por outro lado, sabemos também que não é imbatível. Acaba de perder para o Real Sociedad, em uma partida na qual o adversário deu um show de marcação e vontade. Veja o segundo tempo desse jogo abaixo e perceba como é possível, a um time mediano, vencer o melhor do planeta em um bom dia. Quem pode garantir que o Santos não conseguirá uma exibição assim?

10 – Em 7 de agosto de 1977, convidado para um quadrangular internacional, em São Paulo, apenas porque tinha uma grande torcida, o Santos empatou com o campeão espanhol, o Atlético de Madrid, por 1 a 1, diante de 72 mil pessoas, no Morumbi. O ataque santista era formado por Nilton Batata, Juary e Bozó. Juary fez o gol do Santos, roubando uma bola do brasileiro Luís Pereira, considerado pelos espanhóis como o melhor zagueiro do mundo. Como sabemos, a história do futebol é cíclica.

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Pelé ou Messi? Desculpe por perguntar…

Por falar em Santos e Barcelona, trago aqui o link de uma bela matéria feita pelo repórter Alexandre Silvestre, da TV Gazeta, na qual especialistas falam das qualidades de Pelé e Messi. Assista e tire suas conclusões.
Clique aqui para ver matéria da TV Gazeta que compara Pelé e Messi.

Santos 2 x 1 Audax
Vila Belmiro, 10/04/2016, 16 horas.
Público: 12.368 pessoas. Renda: R$ R$ 114.150,00.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe (Ronaldo Mendes), David Braz e Zeca; Léo Cittadini, Vitor Bueno (Joel), Rafael Longuine e Lucas Lima; Patito (Serginho) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Audax: Sidão, Francis (Bruno Lima), Yuri, Gabriel Nunes (Renan) e Velicka; Tchê Tchê, Henrique (Samoel), Rodolfo e Mike, Ytalo e Wellington. Técnico:Fernando Diniz.
Gols: Wellington, aos 43 minutos do primeiro tempo; Léo Cittadini aos 13 e Ronaldo Mendes aos 42 minutos do segundo.
Arbitragem: Rafael Gomes Felix da Silva, auxiliado por Vitor Carmona Metestaine e Leandro Fernandes Rodrigues.
Cartões amarelos: Zeca (Santos); Sidão, Gabriel Nunes e Tchê Tchê (Audax).

Veja como o Real Sociedade segurou o Barça:

E você, o que acha disso?


Espanholização às claras

Ao mesmo tempo em que conversa separadamente com seus dois queridinhos e lhes oferece mundos e fundos, a Rede Globo acena para os demais coadjuvantes do futebol brasileiro que não lhes poderá aumentar a verba. Se quiserem, peguem o que está sendo oferecido, e olhem lá… Assim, a Espanholização, sobre a qual este blog fala há anos, deixou de ser tramada nos bastidores para se arquitetada à luz do dia. Não há mais desculpa para a omissão dos dirigentes dos clubes relegados ao segundo plano. Ou deixam suas vaidades pessoais de lado e agem agora, ou condenarão suas agremiações à eterna codjuvância.

A causa é essencialmente política, não tem nada a ver com marketing, mérito esportivo ou outros temas recorrentes no futebol. É a Globo e seus dois apaniguados contra rapa.

A diferença discrepante de valores pagos aos dois e aos demais não se justifica pelo histórico dos clubes, por sua importância para o futebol e nem pelo seu rendimento técnico. É mais uma decisão populista em um país governado pelo populismo. Quem se sujeitar a ela, estará jogando a lei da livre concorrência no lixo.

Nos países de futebol, sistemas políticos e carácteres mais desenvolvidos, como Alemanha e Inglaterra, a divisão das cotas de tevê tende para o igualitarismo, o que equilibra as forças e faz dos campeonatos nacionais desses países os mais ricos e bem-sucedidos do planeta. E mesmo na Espanha, famosa por criar o sistema abominável de privilégios a dois escolhidos, o favorecido Barcelona percebeu que o enfraquecimento do campeonato também o enfraquece.

– Os clubes menores estão quase acabando, não têm qualquer poder de compra, não conseguem se reforçar e crescer. Isso prejudica o campeonato. Um campeonato fraco passa a valer menos. Barcelona e [Real] Madrid, pelas marcas que têm, devem receber mais. Mas essa diferença precisa diminuir – admite Laurent Colette, diretor de marketing do clube catalão.

Pois enquanto na Espanha perceberam o equívoco e querem diminuir a diferença entre os dois felizardos e os demais, aqui a Rede Globo, com a complacência de um mercado submisso, quer aumentar, o que Colette considera um grande erro:

– Essa ideia de repensar a distribuição (do dinheiro da tevê) vale para o mundo todo. Para o Brasil também. Precisa ser algo dentro da proporcionalidade das marcas, mas justo. Não adianta ter dois ou três clubes dominando. Lá na frente o prejuízo virá.

A ideia que o dirigente do Barcelona tem para a divisão de cotas de tevê é óbvia e deveria ser defendida pelos clubes brasileiros, em conjunto. Ele sugere que se adote um sistema similar ao da Inglaterra, onde os grandes Liverpool, Manchester City, United, Arsenal, Chelsea e Tottenham ficam com cerca de 115 milhões de euros cada um, mas os últimos do “ranking” não ficam com menos de 75 milhões de euros.

Os clubes mais populares têm, naturalmente, maiores possibilidades de conseguir dinheiro com arrecadações, associados, patrocínios e merchandising. Se também ganharem valores desproporcionais da tevê, seus concorrentes jamais terão a oportunidades de fazer-lhes frente. E não se faz um campeonato só com dois times, como quer a Globo. Se os demais se recusarem a participar, em bloco, o que será do futebol brasileiro?

Uma saída, democrática, seria abrir para outras emissoras de tevê a possibilidade de concorrer com a Globo, repartindo o bolo das transmissões. Do jeito que a negociação tem sido feita, há claras evidências de um monopólio, de um cartel do qual a Globo e seus dois clubes escolhidos são os maiores beneficiados. Por que não permitir que a Record, Bandeirantes, SBT, Fox e ESPN entrem na briga?

Um número maior de jogos transmitidos seria melhor para a divulgação do futebol, contemplaria mais torcedores, melhoraria o caixa de muitos mais clubes e impediria a odiosa Espanholização que insistem em empurrar goela abaixo do torcedor brasileiro.

Times nacionais, times regionais

Uma pesquisa de torcidas de futebol feita pela Pluri Consultoria no início de 2013 pela primeira vez buscou saber a porcentagem de torcedores de cada time nas cinco regiões do Brasil, e mostrou, claramente, que há times grandes nacionais, e outros, também grandes, mas com presença marcantemente regional.

Pela pesquisa, percebe-se que sete equipes têm esse perfil nacional: Flamengo, Corinthians, São Paulo, Santos, Palmeiras, Vasco e Fluminense. O Botafogo também se aproxima dele.

Outros clubes, porém, como os dois grandes de Minas e os dois grandes do Rio Grande do Sul, têm presenças marcantes em suas regiões – Sudeste e Sul, respectivamente -, mas pouco aparecem nas outras. Esse é um detalhe importante para a tevê.

Clique aqui para ver, na íntegra, a pesquisa de torcidas das regiões do Brasil.

E você, acha que ainda dá para frear a Espanholização?


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