Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Barradão

Santos está chegando…


Três pontos preciosos no Barradão

O Vitória atacou mais, porém os contra-ataques do Santos decidiram a partida. Bruno Henrique e Copete, com o auxílio de Kayke e Vitor Bueno, aproveitaram os buracos deixados pelos avanços do time baiano e construíram os dois gols de Copete, um em cada tempo, que firmam o Alvinegro Praiano no G4 e o permitem sonhar com a briga pelo título.

Deu para perceber uma diferença clara entre o estilo de Dorival Junior e o de Levir Culpi: agora os laterais não avançam tanto, o que atravanca as avenidas antes escancaradas pelos flancos da defesa santista. Com Victor Ferraz e Jean Motta mais preocupados com a marcação, os especialistas Kayke, Copete, Bruno Henrique e Vitor Bueno ficaram com a incumbência de atacar e o fizeram com muito mais perigo e objetividade do que nos tempos do tic-tic do técnico anterior.

O elenco ainda é limitado e algumas falhas podem ser observadas em todos os setores, porém o time está mais seguro, pois confia mais em seu sistema defensivo. Vanderlei tem mantido o nível de suas ótimas atuações e, ao menos como rebatedores, Lucas Veríssimo e David Braz estão muito bem tanto nas bolas altas, como baixas. O que não impediu, entretanto, que o Santos voltasse a sofrer um sufoco no final, com mais um pênalti perdido pelo adversário, dessa vez chutado no travessão.

Como sempre, foi difícil ouvir um comentarista torcendo contra o Santos e vendo pênaltis e mais pênaltis a favor do adversário. Infelizmente isso tem sido comum no Sportv, que tem uma boa quantidade de “especialistas” que jamais chutaram uma bola na vida. Mas a verdade é que o Santos foi mais inteligente, mais objetivo e mereceu a vitória.

Agora o Alvinegro Praiano volta a jogar domingo, às 19 horas, na Vila
Belmiro, contra o Sport, e na rodada seguinte vai a Goiânia enfrentar o Atlético local. Sao jogos que podem colocar o time na briga direta pela liderança. Mesmo sem alguns titulares, a vitória é bem possível e deve ser perseguida a todo custo.

Melhores e piores

Esse trio Kayke, Bruno Henrique e Copete pode não ser um primor de técnica, mas tem força, vontade e velocidade suficientes para incomodar qualquer defesa. Atrás, Vanderlei, Lucas Veríssimo e David Braz também estão se entendendo bem. O meio de campo, porém, está com problemas. Alison, fora de forma, cometeu dois erros crassos na mesma jogada e ainda saiu com cãibras, sobrecarregado por Renato, que só tocou de lado. As entradas de Léo Cittadini e Rafael Longuine pouco ajudaram.

Os que querem ir embora

Descontente com a reserva, Leandro Donizete alegou problemas particulares para não viajar para Salvador. Outros que não atuaram foram Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Thiago Maia e Zeca. Não sei ao certo os motivos que afastaram esses quatro da partida, mas percebe-se que se tratam de jogadores que não estão mais fazendo questão de vestir a camisa do Santos. Com a difícil situação financeira do clube, é previsível que sejam trocados por boletos quitados.

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QUEREMOS 3 PONTOS HOJE!

O jogo deste domingo, às 18h30, diante do Vitória, no Barradão, é muito importante para o Santos. Passando por este adversário, terá uma sequência de cinco jogos favoráveis, dos quais três serão em casa e dois contra os vencíveis América Mineiro e Coritiba fora. Enfim, é um confronto estratégico, que o Santos precisa vencer para seguir pensando no título.

Ouvi de colegas deste blog que o veterano Renato teria dito que o empate estava bom. Procurei sua frase e encontrei esta, publicado no Terra: “ O campeonato se resume à regularidade. Se tivéssemos empatado mais alguns jogos no ano passado, poderíamos ter ido à Libertadores. Vamos no intuito de tentar vencer o Vitória. Eles não perdem há muitos jogos. Na reta final de primeiro turno as equipes querem somar pontos em casa, mas a gente vai procurar exercer nossa filosofia fora de casa.”

Essa frase está meio Frankstein. O repórter deve ter emendado dois depoimentos distintos. De qualquer forma, Renato quer dizer que o Santos vai com o intuito de vencer, mas o empate não será de todo ruim. Ótimo. Mas por que não colocar a vitória como meta quase obrigatória?

Há dois anos, quando não precisava, o Santos foi ao mesmo Barradão e diante de um Vitória desesperado, que jogava a vida ou a morte no campeonato, venceu por 1 a 0 e rebaixou o time baiano, ao mesmo tempo em que salvou o Palmeiras. Por que agora não pode repetir a façanha?

O Santos pode vencer, hoje, porque tem melhores jogadores do que o Vitória e porque tem, ou deve ter, um objetivo mais relevante, que é obter o título da competição. O Vitória lutará? Ora, o Santos também pode lutar. Se no futebol só luta resolvesse, os times seriam formados por competidores de muay thai.

O time baiano não costuma ser retranqueiro, uma das qualidades do técnico Vagner Mancini. É uma equipe que joga e permite jogar. Seus desfalques para hoje serão Guilherme Mattis e Fernando Miguel, machucados, e Marinho, suspenso. Os jogadores pendurados por cartões amarelos são Dagoberto Amaral, Euller, Victor Ramos e Tiago Real.

No Santos, Caju, Yuri e Copete substituirão os olímpicos Zeca, Thiago Maia e Gabriel. Será mais uma boa oportunidade de ver como os reservas se saem. Algo me diz que podem render bem mais do que mostraram na última partida, contra o Gama. Os jogadores santistas pendurados são Lucas Lima, Luiz Felipe e Vitor Bueno, além do reserva Paulinho.

Vitória x Santos
24/07/2016, 18h30, Barradão
Vitória: Caique, Diego Renan, Kanu, Victor Ramos e Euller; William Farias, Marcelo, Vander e Serginho; Dagoberto e Kieza. Técnico: Vagner Mancini.
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Yuri, Renato e Lucas Lima; Vitor Bueno, Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Arbitragem: Rodolpho Toski Marques – PR (ASP-FIFA), auxiliado por Guilherme Dias Camilo – MG (FIFA) e Celso Luiz da Silva – MG (CBF-1).

E você, o que acha do Santos contra o Vitória?


Método Científico OC calcula as chances de Vitória e Santos na final de hoje

Da mesma forma que na quarta-feira passada, quando ele foi utilizado com acerto de 100%, recorro hoje ao “Método Cientítico OC” para analisar as chances de Vitória e Santos na partida das 21h50m, no Estádio Barradão, em Salvador, que decidirá o título da Copa do Brasil deste ano e ao mesmo tempo assegurará ao vencedor uma vaga na Copa Libertadores da América do ano que vem.

Em primeiro lugar, lembremos que, comparados ao time-padrão eleito, no caso o São Paulo (100 pontos), estabelecemos que o Santos, no máximo de seu potencial, chega a 140, enquanto o Vitória alcança 90 pontos.

Grosso modo, poderíamos afirmar que se o Santos jogar 65% do que já apresentou nas suas melhores apresentações este ano, já terá garantido o título da Copa do Brasil, pois alcançará 91 pontos, o que levará a um empate com o Vitória – resultado suficiente para lhe fazer campeão, pois venceu a partida na Vila Belmiro por 2 a 0 e pode até perder por um gol de diferença hoje.

Entretanto, há muitas variáveis no jogo de hoje que não podem ser desprezadas. Antes de um prognóstico definitivo, temos de analisar todas elas. Veremos:

Gramado
É uma vergonha que em um país que vai sediar a próxima Copa do Mundo, cinco vezes campeão mundial, seu segundo título nacional mais importante seja decidido em um campo cujos buracos são tapados com areia e que ficou ainda pior com as chuvas que caem em Salvador.

É natural que um time mais técnico sinta maiores dificuldades em chafurdar na lama. Não podemos nos esquecer de que a maior zebra das Copas do Mundo, a vitória da Alemanha sobre a Hungria, na final de 1954, foi obtida em um gramado pesado, que favoreceu o vigor físico dos alemães.

Por isso, o péssimo estado do “gramado” do Barradão, que impedirá a velocidade e a troca rápida de passes entre os santistas, deverá ajudar um pouco mais o Vitória, acostumado a jogar neste terreno familiar.

Arbitragem
Os santistas não gostam do árbitro Carlos Eugênio Simon, que nas quartas-de-final da Copa Libertadores, em 2005 simplesmente cismou que não daria nenhum pênalti a favor do Santos contra o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro. No Campeonato Brasileiro do ano passado, depois de erros seguidos, o árbitro foi afastado pela CBF.

Por outro lado, Simon representou a arbitragem brasileira na Copa do Mundo da África – repetindo o feito das duas Copas anteriores – e é o mesmo que apitou a decisão do Brasileiro de 2002, na qual Robinho deu as oito pedaladas antes de sofrer o pênalti de Rogério.

O bom de Simon é que ele não costuma ser caseiro, não tem o hábito de, em duvida, dar preferência ao time da casa. Também não é de expulsar a torto e a direito, mesmo mantendo certa disciplina no jogo. Em princípio, a arbitragem não deve ser motivo de maiores preocupações para os dois times.

Estado emocional
Este detalhe é relevante, pois o fato de a partida decidir um título importante e a circunstância de jogar dentro ou fora de casa pode alterar o estado psicológico dos jogadores. Dependendo da importância deste jogador para a equipe, este descontrole pode afetar radicalmente o desempenho do time.

No Vitória, o maestro é o veterano Ramon, que dificilmente se altera, enquanto no Santos o líder tem sido Paulo Henrique Ganso, que mostrou grande personalidade na final do Campeonato Paulista, quando insistiu para ficar em campo e segurar a bola até o apito final.

Neste quesito, mesmo com um time mais experiente, o Santos não tem conseguido jogar tão bem fora de casa, enquanto o Vitória venceu todos os jogos que fez pela Copa do Brasil em seu estádio, onde marcou 19 gols e não sofreu nenhum. O detalhe é que até agora o campeão baiano não enfrentou nenhuma equipe com a força do Santos.

Outro detalhe é que um gol marcado pelo Santos obrigará o Vitória a fazer quatro para ser campeão. Portanto, enquanto não conseguir ao menos a vantagem de 2 a 0, o time baiano deverá atacar, mas ao mesmo tempo terá de se preocupar bastante com a força ofensiva do adversário,o ataque mais eficiene de uma edição da Copa do Brasil, com o recorde de 36 gols em 9 jogos, média de 4 por partida.

Variações no poderio técnico
O Santos poderá contar com todos os seus titulares. O técnico Dorival Junior só está em dúvida entre começar o jogo com Marquinhos ou André. O time que deverá iniciar a partida é Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar, Robinho e André (Marquinhos).

O Vitória não terá o volante Vanderson, suspenso com três cartões amarelos, e o lateral-direito Nino recupera-se de uma contusão muscular e talvez não jogue. Por outro lado, o goleiro Viafara voltará ao time. Os jogadores relacionados pelo técnico Ricardo Silva, que tem treinado muito lances de bola parada, foram: Goleiros: Viafara e Lee. Laterais: Nino e Egidio. Zagueiros: Wallace, Anderson Martins, Reniê e Gabriel Paulista. Volante: Neto. Meias: Ramon Menezes, Bida, Elkeson, Fernando, Kleiton Domingues e Renato. Atacantes: Edson, Junior, Adailton e Schwenck.

Depois da volta da Copa as duas equipes têm tido desempenhos equivalentes. Porém, nos últimos jogos o Santos demonstrou alguma melhora. Domingo passado, enquanto um time de reservas santistas venceu o Grêmio Prudente, fora de casa, por 2 a 1; no Barradão o Vitória, que poupou apenas cinco titulares, perdeu para o Botafogo por 3 a 1. O momento dos santistas é um pouco melhor.

Retrospecto na competição
Os torcedores do Vitória dão como certo mais um bom triunfo de seu time, hoje, baseado no retrospecto da equipe nesta Copa do Brasil: dos cinco jogos que fez no Barradão, a menor contagem obtida pelo Vitória foi 2 a 0, contra o Vasco. No mais, ganhou de 4 a 0 de Corinthians alagoano, Goiás e Atlético Goianiense. E de 5 a 0 do Náutico. Na média, o campeão baiano venceria hoje por 4 a 0 e estaria classificado. Mas há o outro lado…

Nos jogos que fez fora de casa, o Santos não perdeu nenhum por mais de um gol de diferença. Foi derrotado por Guarani por 3 a 2, Atlético Mineiro por 3 a 2 e Grêmio por 4 a 3. Assim, na pior das hipóteses, o Santos perderia em Salvador por um gol de diferença e seria campeão. Portanto, neste caso o retrospecto é inconclusivo.

Análise final

Sem levar em conta nenhuma das variáveis citadas acima, o Santos manteria uma vantagem suficiente de pontos (140 a 90) para alcançar um triunfo de, no mínimo, dois gols de diferença. Porém, os cálculos devem ser refeitos, pois algumas das variáveis são francamente favoráveis ao Vitória.

O fator campo, agravado pelo péssimo estado do gramado, não faz o Vitória superar os 90 pontos, que é o seu máximo, mas pode reduzir bastante a força santista. Se o time cair, digamos, em 50%, chegará a 70 pontos, o que implicará uma derrota provável por um gol de diferença.

Há ainda os critérios arbitragem e estado emocional. Partindo-se do princípio que a atuação de Carlos Eugênio Simon não influirá no resultado da partida, teremos como último fator de análise o aspecto psicológico dos jogadores.

Não se pode definir, agora, como eles se comportarão. A motivação do Vitória é evidente, pois este seria o título mais importante nos 111 anos de existência do clube, mas para o Santos o título também é valioso, pois marcaria a confirmação dos Meninos da Vila como o grande time brasileiro no primeiro semestre deste ano, o que valorizaria ainda mais seus jogadores.

Porém, o estado emocional já está meio embutido no “fator campo” e ao se prever que o Santos renderá menos no Barradão do que na Vila, ele já foi levado em conta. De qualquer forma, há circunstâncias que podem agir em cascata, provocando panes momentâneas que definem um jogo. Ninguém poderia prever, por exemplo, que a Alemanha venceria a Argentina por 4 a 0. Entretanto, os gols alemães desencadearam tal descontrole no adversário que a goleada acabou sendo uma conseqüência natural.

O nervosismo exacerbado não provoca apenas erros técnicos inesperados, mas também reações violentas, que podem provocar expulsões. E atuar com jogadores a menos costuma ser fatal em partidas decisivas, marcadas pelo equilíbrio entre as equipes.

Finalmente, o veredicto

A motivação por estar na final de uma competição importante impedirá que o Santos caia tanto de rendimento, mesmo jogando fora de casa. Assim, apesar dos fatores contrários – torcida e “gramado” –, é de se esperar que o Alvinegro alcance, no mínimo, 60% de seu maior rendimento, o que lhe daria 84 pontos.

A arbitragem e a “sorte” são fatores imponderáveis, que podem ajudar uma ou outra equipe, mas, digamos, que prejudique um pouco mais o Santos e o time renda apenas 50% do que pode, atingindo os 70 pontos.

A diferença de 90 para 70 pontos costuma não ser suficiente para uma vitória por dois gols de diferença, mas está dentro de uma margem que, em alguns casos, permite que ela ocorra. Assim, a análise definitiva do Método Científico OC para o jogo de hoje é:

O MÁXIMO QUE O VITÓRIA PODE CONSEGUIR, PARA CONQUISTAR O TÍTULO, É VENCER A PARTIDA POR 2 A 0 E GANHAR NA DISPUTA DE PÊNALTIS.

SE RENDER 65% DO QUE PODE, O QUE É BEM PROVÁVEL, O SANTOS EMPATARÁ A PARTIDA E SAIRÁ DE SALVADOR COMO CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL.

O que achou dos cálculos do Método Científico OC? Tem algo a acrescentar?


Torcedora de Salvador indignada com a arrogância do Vitória

Na qualidade de torcedora fanática do Santos e residente em Salvador (Bahia), estou indignada com a forma como a imprensa, torcedores e até jogadores do Vitória da Bahia estão tratando o Peixe em relação à final da Copa do Brasil. Desde que o sorteio da ordem dos jogos apontou a primeira partida para a Vila Belmiro que eles acham que já são campeões, pois no Barradão eles entendem que são imbatíveis.

Tenho um amigo que trabalha no centro de treinamento do Vitória e a conversa entre os jogadores é que, marcando o Ganso, o Santos não cria nada e que eles vão ser campeões. Dizem que a defesa santista é uma bosta e até riem entre eles. A direção do Vitória já está programando uma grande festa aqui, pois para eles o primeiro título nacional é só uma questão de tempo, pois o Santos, com jogadores só preocupados em serem negociados, vai ser presa fácil.

Eles dizem que vão provar que Dunga estava certo em não levar Neymar e Ganso, pois não são jogadores de tanta qualidade assim. Eles acham que são jogadores feitos pela mídia. Estou anexando uma publicação de um dos jornais daqui que prova o que estou dizendo e gostaria que isso fosse passado para os jogadores do Santos, para que eles mostrem que têm valor a esses prepotentes, que estão desrespeitando uma entidade vencedora como o Santos Futebol Clube.

Estão dizendo que, no dia 4 de agosto, a grande final, vão puxar a rede dos peixinhos do Santos. A imprensa e torcedores deles acham que o Santos caiu de produção e está jogando um futebolzinho de segunda. Por favor, peça aos jogadores que honrem a camisa do clube e ganhem esse título. Eles agora têm um dirigente que era do Santo André, um tal Carlito Arini, e este cidadão, na sua primeira entrevista, falou que só não ganhou o Paulistão porque o Santo André foi prejudicado pela arbitragem.

Em relação ao time deles, temos que ter cuidado com as bolas paradas porque têm grandes cobradores de falta e escanteio. O veterano Ramon Menezes coloca a bola onde quer, os laterais deles também são muito bons. O Egídio, lateral-esquerdo, é um exímio lançador e os últimos gols do Vitória saíram de lançamentos ou cruzamentos dele. Não podemos dar espaço a este jogador.

Outra coisa, eles estão fazendo uma sacanagem com os santistas que moram aqui: só venderão ingresso para a torcida do Vitória. Não tem como comprar para torcer pelo Santos, porque eles setorizaram o estádio. Eu vou ao jogo, mas não terei como ficar entre os santistas, porque apenas 1.500 ingressos foram disponibilizados e apenas para o pessoal que está aí em Santos. Eu não terei como passar para o lado santista porque meu ingresso me dará acesso apenas onde estarão torcedores do Vitória. No jogo de volta seria bom que o Santos exigisse gandulas neutros, pois os que têm trabalhado no Barradão ficam o tempo todo sacaneando o adversário, fazendo cera etc.

Por favor, passem esse e-mail para os jogadores e dirigentes do Santos e peçam que se empenhem ao máximo par nos dar esse título.

Um abração e saudações alvinegras.

Angélica Natal
Salvador


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