Minha coluna no jornal Metro – Neymar e o destino de Daiane

O filme “O Bebê de Rosemary”, obra-prima do terror psicológico, dirigido por Roman Polanski e lançado em 1968, traz a história de uma mulher que está para dar à luz a um filho do demônio. Seu marido fizera um pacto com o diabo e cedera a própria jovem esposa para que, tal qual uma Virgem Maria às avessas, gerasse o pequeno Lúcifer.

É evidente que a pobre mãe (Mia Farrow, em grande fase) fica desesperada ao saber dos terríveis planos, mas, ao ver a criança, qualquer que fosse sua aparência, seu amor de mãe é mais forte. Afinal de contas, filho é filho.

Os santistas vivem mais ou menos a mesma experiência a cada vez que a diretoria do clube cisma de fazer uma contratação. Dificilmente contrata-se um craque ou um jogador aprovado antecipadamente. Há sempre uma sombra tenebrosa de dúvida e medo que cerca o novo contratado. Porém, ele finalmente chega, trata-se de mais um filho, mais um a vergar o manto sagrado, e logo estamos esperançosos, torcendo pelo seu sucesso.

Na verdade, o simpático e introspectivo Souza, cujo nome completo é Elierce Barbosa de Souza, não é dos piores. Trata-se um volante que também pode quebrar o galho como meia e já marcou 40 gols na carreira, 14 deles pelo Náutico e outros 14 pelo São Caetano.

Alto, com cerca de 1,80m, 26 anos completados dia 8 de março, esse goiano de Posse ao menos não parece ser daqueles que passam a maior parte do tempo no departamento médico. Que seja bem-vindo ao Alvinegro Praiano. Creio que conseguirá um lugar no meio-campo. Ainda mais se o plano da diretoria for negociar Arouca…

E espero que compreenda que essa comparação com o bebê diabo de Polanski foi apenas uma metáfora inocente. Não tem nada a ver com seu cabelo vermelho, por exemplo.

E você, acha que Souza será anjo ou demônio para os santistas?