Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Beira-Rio

Passou da hora de os clubes alterarem a divisão de cotas de tevê

Com o jogo-chave de hoje, Santos entra em fase decisiva

Reveja um dos bons jogos entre Santos e Inter no Beira-Rio:

O time está descansado, concentrado no jogo e poderá surpreender o Internacional no Beira-Rio, neste domingo, a partir das 18h30m, pelo Sportv. Digo surpreender porque o nível técnico é parecido, porém, jogando em casa, o time gaúcho deve ser considerado favorito. Meu palpite é o empate, mas acho que a vitória santista é bem possível.

É óbvio que o Santos não é um timaço, mas que time brasileiro é? Com aplicação, vontade e inteligência, é possível tornar todo jogo equilibrado, mesmo fora de casa e contra adversários tradicionais. Só não pode é se apavorar.

Com o jogo-chave de hoje, o Santos entra em uma fase decisiva no Brasileiro, que exprimirá suas reais intenções e possibilidades na competição. Depois do Inter, terá pela frente até o final do primeiro tempo: Corinthians (casa), Cruzeiro (fora), Atlético Paranaense (casa), São Paulo (fora), Botafogo (fora) e Vitória (casa).

Lembro-me que em 2004 o técnico Vanderlei Luxemburgo fez um pacto com os jogadores de vencerem sete jogos seguidos. E não é que as vitórias realmente vieram? Com elas o Santos passou a brigar pelo título, que finalmente conquistou em São José do Rio Preto, depois de superar todos os obstáculos possíveis e imagináveis.

O técnico Oswaldo de Oliveira deve escalar o Santos com Aranha, Cicinho, David Braz, Bruno Uvini e Eugenio Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Rildo, Thiago Ribeiro e Gabriel. Leandro Damião pode entrar no transcorrer do jogo.

O Internacional, do técnico Abel Braga, provavelmente entrará em campo com Dida, Wellington Silva, Paulão, Juan e Fabrício; Willians (ou Cláudio Winck), Wellington, Alan Patrick, D’Alessandro e Alex; Rafael Moura. A arbitragem será de Wilton Pereira Sampaio, auxiliado por Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires, todos de Goiás.

Santos e Inter perderam no meio de semana pela Copa do Brasil (o Inter caiu em casa, diante do Ceará, por 2 a 1). Mas hoje o jogo será para valer. Oswaldo aposta em uma saída rápida para o contra-ataque, mas dependerá de os atacantes marcarem a saída de bola do Inter. A formação do Santos é corajosa. Vejamos como o time se sairá.

E pra você, como o Santos deve jogar para vencer o Inter?

Atenção: Este artigo pode ser importante na luta contra a espanholização do futebol brasileiro. Se você concorda com ele, encaminhe-o aos seus amigos apreciadores do futebol. Vamos tornar nossos times mais competitivos e competentes.

Minha coluna no jornal Metro fala do crescente desinteresse do brasileiro pelo futebol:
O Brasil não precisa mais do futebol

Os clubes brasileiros já decidiram que vão se reunir para discutir a divisão de cotas recebidas da tevê, hoje o maior dinheiro que entra em seus cofres. A fórmula atual não é boa para o negócio futebol, pois afasta a competitividade que sempre estimulou o torcedor brasileiro. Sem competitividade, ou sem perspectivas de, cai o público nos estádios, o ibope das transmissões e escasseiam os patrocinadores. Enfim, não há futuro.

A Rede Globo, representada pelo executivo Marcelo Campos Pinto, tem adotado a fórmula espanhola, que reduziu gradativamente a grandeza dos demais clubes espanhóis e deu apenas a Barcelona e Real Madrid o privilégio de serem os únicos clubes realmente grandes daquele país. Imitar essa fórmula é o que chamamos adotar a Espanholização, algo extremamente prejudicial ao futebol brasileiro, cuja força sempre foi a competitividade.

Não se discute se os clubes que conseguem maior audiência devem receber um bônus da tevê. Mas esse valor não pode ser desmedido, como ocorre atualmente, ou o equilíbrio obtido há décadas se esfacelará em poucos anos.

É possível premiar os clubes de maior audiência sem causar esse abismo entre eles e os demais. Até porque um critério mais ético do que a audiência é o técnico, a classificação do time na competição, algo que os campeonatos mais prósperos de Alemanha e Inglaterra levam em conta.

Além disso, há o aspecto ético. Assim como não se pode, em uma ópera, patrocinar apenas o tenor, já que todos os artistas – cantores, bailarinos, instrumentistas – são essenciais ao espetáculo, em uma competição de futebol todos os times dividem o mesmo trabalho, atuando no mesmo número de jogos, com o mesmo empenho e mesmas chances.

Além do patrocínio individual que cada um obtém devido ao trabalho de seu departamento de marketing, além das arrecadações que cada um consegue por seu carisma ou classificação na tabela, por que é necessário que recebam verbas tão maiores da tevê?

E se é para imitar o que existe lá fora, por que não seguir o exemplo da Alemanha, em que metade da verba da tevê é dividida igualmente entre todos os times da Bundesliga, e o restante obedece aos critérios de colocação na tabela e índice de audiência?

Ou por que não copiar a divisão de cotas da Premier League, a primeira divisão do futebol inglês, competição de futebol mais rica do planeta? Lá, 70% da receita oriunda da tevê é dividida igualmente entre os clubes, e dos 30% restantes, 15% são prize money, premiam o time de acordo com classificação no campeonato, e os últimos 15% de acordo com o número de jogos transmitidos.

NFL, a Liga mais equilibrada e também a mais rica

Quando se fala em criar uma competição esportiva altamente rentável, não se pode fugir do exemplo da NFL, a Liga Nacional de Futebol Norte-americano. Lá, os jogos do campeonato nacional, que congrega 32 times, são transmitidos nos Estados Unidos por cinco canais de televisão – CBS, NBC, Fox Sports, ESPN e NFL Network –, que, juntos, pagam aproximadamente 3,1 bilhões de dólares por ano pelos direitos de exibição, verba dividida igualmente entre todos os participantes.

Manter o equilíbrio e a competitividade em alto nível é o grande objetivo da NFL. Para isso, algumas medidas são sagradas, tais como: Draft, ou peneira, em que os piores times da última temporada são os primeiros a escolher os jovens talentos do futebol norte-americano universitário, evitando que as melhores equipes se fortaleçam ainda mais. Salary Cap, ou limite para se gastar com salários de jogadores, impedindo que alguns times usem o seu maior poder financeiro para desequilibrar a competição.

Do lado oposto da NFL, temos a MLB, ou Major League Baseball, a liga do beisebol dos Estados Unidos. Com a competição nacional baseada em um modelo no qual os ricos sempre ganham e os mais pobres não têm chance, a MLB continua com cotas televisivas desproporcionais e isso reduziu a competitividade de um esporte que já foi o mais popular dos Estados Unidos, mas hoje perde para o dinâmico futebol norte-americano. Atualmente, a audiência do Super Bowl, o grande evento do futebol norte-americano, supera em 85 milhões de pessoas a do World Series, o seu similar do beisebol.

Contradições provocadas pela “espanholização brasileira”

Em primeiro lugar, como expliquei bem em uma correspondência ao ministro dos esportes Aldo Rebelo, é contraditório que em um país cujas lideranças políticas tenham vindo do sindicalismo e das organizações de classe, os clubes de futebol não possam negociar coletivamente, como categoria, os direitos de tevê. O desmantelamento do Clube dos Treze foi um erro que deve ser reparado imediatamente. Que surja a Liga dos Clubes de Futebol do Brasil.

Por outro lado, é evidente que as transmissões de futebol no em nosso País seguem a um modelo que só interessa à própria tevê. Em suas formas aberta (TV Globo), fechada (Sportv) e pay per view (Premiére), a Rede Globo exerce o monopólio nas transmissões de futebol, com o poder não só de dividir o dinheiro das cotas da maneira que quiser, como a de dar mais visibilidade em sua programação aos clubes que lhes forem mais interessantes comercialmente, colocando o objetivo financeiro acima do esportivo.

É evidente que os jogos noturnos às 22 horas são totalmente inadequados para o cidadão brasileiro, mas não para a Globo, que assim não vê prejudicado o seu sagrado horário da novela. É óbvio também que ao menos os torcedores dos times que fazem parte da primeira divisão do futebol brasileiro gostariam de ser igualmente informados, mas a Globo prioriza os times a quem paga mais, enquanto os outros ficam com as sobras, os minutos ou segundos finais de um programa esportivo. A seguir, outras questões a serem analisadas:

Ser campeão não vale um centavo a mais da tevê
Do jeito que a verba da tevê é distribuída, uma equipe como o Cruzeiro, que tem jogado o melhor futebol do País, pode ser campeã, bicampeã, tricampeã brasileira e mesmo assim continuará recebendo cerca da metade do valor dos dois privilegiados pela tevê, que poderão terminar essas mesmas competições em último e penúltimo lugar e ainda assim terão suas milionárias cotas garantidas. Essa reserva de mercado é odiosa. Onde está o incentivo à competência, único caminho que pode mudar o futebol brasileiro?

Quem ganha mais dinheiro, ainda tem mais visibilidade
A desigual distribuição de cotas provoca também uma visibilidade desproporcional, pois os dois times privilegiados também são aqueles que acabam tendo mais espaço na programação esportiva da tevê. Para garantir a melhor audiência nos jogos dos dois escolhidos, a tevê os promove bem mais do que os outros. Essa maior visibilidade torna bem mais fácil obter patrocínios, merchandising e atrair mais público para seus jogos. Ou seja: todos os ovos são colocados em apenas duas cestas.

Meritocracia jogada no lixo
Todos os grandes clubes brasileiros têm mais de 100 anos de existência, ou estão perto disso. Correto. Se nesses anos todos, dois clubes, mesmo tendo mais torcida do que outros, não conseguiram conquistar mais títulos, revelar mais jogadores ou contribuir mais para as conquistas da Seleção Brasileira do que alguns outros, por que deveriam ser regiamente premiados agora, com um valor desproporcional pago pela televisão? Porque angariaram mais torcedores? Mas onde está o mérito em ter mais torcedores? Não há o mérito técnico e muito menos o administrativo, pois se sempre tiveram mais torcida, por que não souberam utilizar esse mercado de torcedores para se tornarem mais prósperos e montar melhores times? Em outras palavras, foram menos competentes do que outros times que, mesmo não tendo tanta torcida, obtiveram resultados melhores ao longo de um século de vida. Resumindo, pagar tanto mais a esses dois clubes é um prêmio à incompetência.

Assim, o torcedor cairá fora do futebol
Creio que há um equívoco aí quando se analisa o comportamento do torcedor brasileiro diante dessa leonina distribuição de cotas. Creio que o responsável por esta estratégia tenha imaginado que o futebol brasileiro ficará dividido em dois blocos: os torcedores dos dois clubes privilegiados e os demais, e que lá no futuro esses outros acabarão se tornando mais anti-torcedores dos dois escolhidos do que propriamente torcedores de seus times. Porém, o cidadão-consumidor brasileiro não perderá tempo com o futebol – fenômeno que já vem ocorrendo, aliás – se perceber que o sistema vigente designou ao seu time um papel eternamente secundário. Ele simplesmente desviará sua atenção para outros esportes ou outras formas de lazer. Para quem duvida disso, eu lembrei um fato indiscutível em minha coluna desta sexta-feira no jornal Metro:
em 1942, quando a cidade de São Paulo tinha cerca de 1,5 milhão de pessoas, Palmeiras e São Paulo levaram 61 mil torcedores ao Pacaembu. Hoje, que São Paulo tem 11,5 milhões de pessoas, ou seja, dez vezes mais do que em 1942, Corinthians e Palmeiras só atraíram 31 mil pessoas ao jogo no recém-inaugurado Itaquerão, ocupando apenas metade da capacidade do estádio. A falta de competitividade matará o interesse que ainda sobrevive pelo futebol.

O jornalista deve pensar no futebol e não no seu clube
Certamente não faltarão colegas para afirmar que defendo outra forma de distribuição da verba da tevê porque meu time favorito não está entre os dois privilegiados. Eu também poderei responder que eles defendem esse sistema porque seus times estão levando vantagem. Mas a verdade é que defendo um futebol brasileiro com clubes grandes igualmente ricos, ou ao menos equilibrados, competitivos e eficientes. E para isso é essencial uma divisão de cotas de tevê mais justa. Talvez o Santos venha a ganhar menos com a nova fórmula do que ganha hoje. Paciência. Terá de ter competência para se sobressair, pois a competência será o grande diferencial entre os clubes brasileiros. Só quem tem medo dela pode defender a odiosa reserva de mercado que temos hoje.

E pra você, como as cotas de tevê deveriam ser distribuídas?


Santos x Inter: o jogão da Libertadores é hoje!

O grande confronto dessa fase da Copa Libertadores é hoje, às 22 horas, no Beira-Rio. De um lado, o campeão sul-americano de 2010, o Internacional de Porto Alegre; do outro, o atual campeão, o Glorioso Alvinegro Praiano. Em campo, Neymar, Ganso, Leandro Damião, prováveis titulares do Brasil na Copa de 2014. Nos bancos, Muricy Ramalho e Dorival Junior. Nas arquibancadas, a torcida fervorosa do colorado e 700 heróicos santistas.

Soube que a Globo transmitirá ao vivo para São Paulo, enquanto para o resto do Brasil – como se bom gosto fosse questão geográfica – enviará as imagens de uma outra partida. É a tevê impondo padrões e querendo fazer a cabeça dos brasileiros… Sorte que as pessoas começam a perceber a manobra.

Ao não transmitir o melhor futebol brasileiro (e sul-americano) para o Norte e Nordeste do País, a Globo trata essa imensa região como se fosse uma espécie de Coreia do Norte, isolada do mundo, obrigada a acreditar em padrões estéticos do futebol que não correspondem à realidade. A desculpa de que lá há mais torcedores de certos times é furada, pois esses torcedores só escolhem as mesmas equipes para torcer porque não têm acesso aos jogos das outras. Que brasileiro que realmente goste de futebol não quererá ver, hoje, o jogaço de Porto Alegre, entre os dois melhores times do País?

O Inter tem o clima, o Santos tem o time

Jogar no Beira-Rio é sempre muito difícil. Os jogadores do time gaúcho se empenham bastante em busca da vitória e a torcida não para de incentivá-los. Porém, as ausência de D’Alessandro e Guiñazu, machucados, e de Oscar, obrigado a voltar ao São Paulo, devem tirar muito do poder do time do Sul.

Entretanto, mesmo sem esses três titulares o Inter é um time de ótimo padrão técnico, capaz de tocar bem a bola e ser bem ofensivo. Porém, o Santos estará completo, e quando joga com todos os seus titulares, tem possibilidades de lutar pela vitória em qualquer estádio sul-americano.

Santos não pode se preocupar com a arbitragem

O árbitro Sandro Meira Ricci (FIFA-DF), que será auxiliado por Roberto Braatz (Fifa-RS) e Fabrício da Silva (GO), em que pese ter tido pendengas jurídicas com Neymar, é considerado um dos melhores do Brasil. Só resta ao Menino de Ouro e aos santistas jogar futebol e esperar que a arbitragem não influa no resultado.

Um empate deixa o Santos perto da liderança do grupo

Como fará a última partida desta fase contra o The Strongest, da Bolívia, arrisco dizer que o empate, hoje, deixará o Santos com as mãos no primeiro lugar do grupo. Se perder, poderá ver até sua classificação correr perigo. Porém, não dá para acreditar em outra coisa do que uma bela vitória sobre o time boliviano na última rodada. Afinal, no nível do mar eles não jogam nada.

Times prováveis

Internacional: Muriel, Nei, Indio, Rodrigo Moledo e Kleber; Elton, Bolatti, Tinga e Dátolo; Dagoberto e Leandro Damião. Técnico: Dorival Júnior.

Santos: Rafael; Fucile, Edu Dracena, Durval e Juan; Arouca, Henrique, Ibson e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges. Técnico: Muricy Ramalho.

Na Vila, com show de Neymar, foi 3 a 1
http://youtu.be/93ouTQ1eFUY

No último jogo no Beira-Rio, um empate heróico do Santos

E você, o que espera do jogão de hoje entre Santos e Internacional?


Santos quer repetir no Beira-Rio o que o Prudente fez na Vila

Hoje é dia do Super Neymar enfrentar as forças do Exército Vermelho

Os dois precisam da vitória, mas no jogo dos campeões do ano, o Santos é a zebra. O Internacional jogará em casa e com todos os titulares que conquistaram a Libertadores. O Santos, mais uma vez, dependerá de Neymar, a maior preocupação de Celso Roth e dos jogadores do Inter. Mas Marcelo Martelotte, precavido, deverá escalar sua equipe no contra-ataque.

Os dois times têm 48 pontos e alguma chance de lutar pelo título, desde que vençam hoje, o que os deixaria a seis pontos do líder Fluminense.

Celso Roth colocará em campo o que tem de melhor. Mas Martelotte resolveu manter Danilo no time, e ainda no meio-campo, fora de sua posição original. O técnico não ouviu o pedido de Alan Patrick, que no meio da semana disse que gostaria de jogar ao lado de Marquinhos, outro meia como ele.

Como o técnico decidiu colocar Keirrison na reserva e voltar à fórmula dos dois atacantes, um meia como Marquinhos daria mais criatividade ao meio-campo e mais opções para Alan Patrick.

Danilo, um dos mais criticados pelos santistas depois do fiasco contra o Grêmio Prudente, continuará sendo prestigiado, apesar de mostrar dificuldades tanto na marcação, como no apoio ao ataque. É o tipo de jogador de quem se espera uma grande atuação a qualquer momento, mas ela nunca vem.

Na defesa, o Santos jogará com Rafael; Pará, Durval, Edu Dracena e Léo. Para a maioria dos torcedores, Dracena deveria ceder seu lugar a Vinicius Simon – ainda mais depois da baixaria de ontem, quando foi um dos mais agressivos contra o aniversariante Zé Eduardo –, e para boa parte dos santistas, Alex Sandro deveria entrar no lugar de Léo.

O Inter só tem um medo: Neymar

O Santos, hoje, pode ser um time limitado, mas tem um jogador excepcional, que causa muita preocupação ao adversário. O técnico Celso Roth não esconde que Neymar pode desequilibrar a partida:

“O Neymar terá uma atenção especial. É um jogador que tem vitória pessoal, que desmancha qualquer esquema tático”, disse Roth.

Ao contrário de outros técnicos e muitos jornalistas, Roth acha que o craque santista “vai se equilibrar” e se destacar no futebol. “É um grande jogador, tem um potencial enorme. Que seja craque dentro e fora do campo. Ele sabe disso. É um menino e certamente vai se equilibrar. Tem tudo para se consagrar. Torcemos por ele, nós, brasileiros”.

Os jogadores do Inter não escondem sua preocupação com oMenino de Ouro da Vila. Para o volante Wilson Matias, Neymar tem de ter “marcação em cima”, pois “é um jogador talentoso. Não podemos dar espaço, se não ele decide”.

De acordo com o lateral-direito Nei, toda linha defensiva do Inter terá atenção redobrada em cima do atacante. Inclusive, com um colorado na sobra.

– Temos que ter um posicionamento muito bom em campo, não só de um jogador, mas sim da defesa toda. Estava conversando sobre isso com Bolívar, Wilson Matias, Kleber e Guiñazu. Como ele é rápido, vai sempre tentar driblar o primeiro. Se tiver outro encostado, fica mais fácil para roubar – afirma Nei.

O lateral Nei, que deverá dar combate direto ao ídolo do Santos, disse que ficará mais preso à defesa para não dar espaço ao atacante. “O Neymar é um excelente jogador. Em termos de inteligência, drible, se não for o melhor, é um dos melhores do Brasil. Vou ficar mais preso por causa dele”, admitiu.

Mas Nei espera que seus outros companheiros de defesa o ajudem na marcação de Neymar. Diz o lateral: “Temos que ter um posicionamento muito bom em campo, não só de um jogador, mas sim da defesa toda. Estava conversando sobre isso com Bolívar, Wilson Matias, Kleber e Guiñazu. Como ele é rápido, vai sempre tentar driblar o primeiro. Se tiver outro encostado, fica mais fácil para roubar”, torce.

A preocupação com Neymar é tanta que antes do início da partida o capitão do Inter, o zagueiro Bolívar, do Internacional, pretende conversar com o árbitro Paulo Henrique Godói Bezerra para “preveni-lo sobre a mania de cai-cai do Neymar”. Bem, considero isso uma coação ao árbitro e acho que o capitão colorado já merecia um cartão amarelo logo de cara pela atitude.

Como deverá ser o jogo

O Santos deverá jogar no contra-ataque, explorando a mobilidade de Neymar, Zé Eduardo e Alan Patrick. Pará, pela direita, e Léo, pela esquerda, serão as outras opções ofensivas viáveis. A presença de Danilo, de surpresa, e dos zagueiros Edu Dracena e Durval, nas chamadas bolas paradas, também são tentativas válidas para se chegar ao gol do Inter.

O ideal para o time seria chegar à metade do segundo tempo com um placar que obrigasse o Inter a continuar atacando, pois aí Martelotte poderia tirar Léo e colocar o rápido Alex Sandro, que sempre joga bem e é decisivo quando entra nessas condições.

Mas o problema do Santos será garantir-se na defesa por tanto tempo, pois o Inter estuda fazer uma marcação-pressão no início do jogo, buscando a vantagem logo no começo da partida. Celso Roth treinou esta marcação durante a semana e sua única dúvida em empregá-la é que o avanço da defesa poderá abrir espaço para as arrancadas de Neymar.

A análise dos santistas

Como já conversamos em um post, logo após a derrota para o Grêmio Prudente, este blog fará, com a ajuda de seus leitores, uma análise dos jogadores do Santos nestes sete jogos restantes do Brasileiro.

Mesmo que o time perca todas as chances de brigar pelo título, as atuações dos jogadores nestas partidas serão decisivas para que, na nossa opinião, continuem ou saiam do Santos em 2011.

Times prováveis

Internacional: Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Guiñazu, Wilson Matias, Giuliano e D’Alessandro; Rafael Sobis e Alecsandro.

Santos: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo: Roberto Brum, Arouca, Danilo e Alan Patrick; Zé Eduardo e Neymar.

Os dois times têm 48 pontos ganhos e 14 vitórias, mas o Santos está uma posição à frente, em quarto lugar, porque tem um saldo de gols melhor (11 contra 4).

Reveja a última vitória do Santos sobre o Inter em Porto Alegre

E você, amigo e amiga, o que acha que acontecerá hoje? Martelotte agiu bem em colocar Danilo no meio, ao invés de Marquinhos? E o Inter, conseguirá marcar Neymar?


Veja porque Neymar ficou bronqueado com Marcel

Veja no vídeo o que aconteceu hoje no treino do Santos, quando os jogadores passavam um trote em Zé Eduardo, o aniversariante do dia.

Perceba que os que exageram mais na brincadeira são Edu Dracena, Marcel e Marquinhos. Edu chega a pisar no estômago de Zé Eduardo e Marcel começa a brincadeira de dar tapas no atacante, que está amarrado à trave.

Brincadeira de mão a gente está cansado de saber que não termina bem. Até que o Zé Eduardo levou numa bora, mas que alguns exageraram, não há dúvida. Daí veio o estranhamento entre Neymar e Marcel.

Só espero que estes jogadores demonstrem a mesma vontade e energia sábado, no Beira-Rio, contra o Internacional – jogo de vida e morte para o Santos neste Campeonato Brasileiro.

Você acha esse tipo de brincadeira normal? Ou teve jogador que exagerou? Isso é reflexo de indisciplina ou não?


Dia de decisão. Que imagem mental você está fazendo?

O torcedor é um ser múltiplo. Engana-se quem pensa que ele só grita por seu time e mantém um monótono comportamento binário: feliz nas vitórias, triste nas derrotas. Ele tam muitas propriedades e uma delas é antever, a seu modo, o que acontecerá na partida. Hoje, por exemplo, torcedores de Santos, Vitória, São Paulo e Internacional já acordaram imaginando coisas…

O santista, este eu conheço bem, não pensa em nada diferente do que uma goleada. Como? Com o Santos indo pra cima do tricampeão baiano, criando chances atrás de chances e marcando gols atrás de gols. Um jogo como aquele contra o Grêmio, na semifinal do Brasileiro de 2002, estaria ótimo. 3 a 0, com
Oportunidades para marcar mais três ou quatro vezes.

Mas, como é otimista demais – otimismo que costuma aumentar à medida que o momento do jogo se aproxima – não duvido que haja santistas lembrando que nesta mesma Copa do Brasil o time ganhou de 10 a 0 do Naviraiense e 8 a 1 do Guarani, ambos na Vila Belmiro. E se, após tomar os primeiros gols, o Vitória se descontrolar e sofrer uma estrondosa goleada? Para os analistas do futebol, isso parece impossível. Para os torcedores, não.

Mas é claro que há a contrapartida e neste momento os torcedores do Vitória também já estão jogando com a imagem mental que criaram para o confronto e ela deve mostrar o rubro-negro se aproveitando da insegurança que às vezes acomete a defesa santista para marcar gols que depois serão defendidos com unhas e dentes, orixás e todos os santos.

Enquanto o santista imagina uma torrente invadindo a área do Vitória durante os 90 minutos, o torcedor baiano deve esperar estocadas certeiras que ferirão o Santos em momentos oportunos.

No Beira-Rio, enredo parecido

Duvido que agora os torcedores do Internacional não estejam imaginando uma partida de muitos gols, todos do seu time. Com aproveitamento de 100% desde que voltou da Copa, o time do Sul é franco favorito contra o São Paulo, que ainda não venceu depois das férias forçadas.

Um gol, estádio enlouquecido, Rogério Ceni ajoelhado; outro gol, estádio mais enlouquecido, Rogério Ceni reclamando da defesa; mais um gol, estádio em festa, Rogério Ceni reclamando da arbitragem… Adivinho que este tipo de imagem é que está passando agora pela cabeça do torcedor colorado.

Um gol no contra-ataque, estádio quieto, adversário começando a se desequilibrar; mais um gol, talvez de Fernandão, estádio nervoso, começando a vaiar o próprio time… Estas as cenas que, certamente, estão povoando a imaginação dos são-paulinos.

Por isso, para o torcedor, mais do que uma decepção, a derrota é uma surpresa. Na sua cabeça o seu time já ganhou, e ganhou bem. Tudo o que a realidade mostrar de contrário o indignará. Mas, por outro lado, é esta confiança que atravessa o alambrado e entra em campo com os jogadores e que impulsiona as equipes para triunfos espetaculares.

Neste momento, todas as circunstâncias – a coragem, a determinação, a motivação para dar o máximo – são favoráveis àqueles que são movidos pelos gritos apaixonados de seus torcedores. Assim, por mais que os times se equivalham e por mais que tenham tradição, o fato de jogar em casa, cercado pelo carinho e pela fé dos que os amam, acaba sendo decisivo.

Nas minhas imagens mentais, vejo vitórias consagradoras de Santos e Internacional, imagino a Vila Belmiro e o Beira-Rio explodindo várias vezes. Claro que pode ser diferente. Mas qualquer outro enredo para estes dois espetáculos me pegará de surpresa.

Atenção para os times prováveis no jogão da Vila Belmiro

Santos
Rafael; Pará, Bruno Aguiar, Durval e Alex Sandro; Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar, Robinho e André (Marquinhos ou Marcel). Técnico: Dorival Júnior

Vitória
Lee; Rafael Cruz, Anderson Martins, Wallace e Egídio; Neto, Vânderson, Fernando e Ramon; Elkeson e Schwenck.
Técnico: Ricardo Silva

Arbitragem: Leonardo Gaciba da Silva (RS), auxiliado por Altemir Hausmann (RS) e Roberto Braatz (PR)

E na sua cabecinha, que imagens estão passando dos jogos de hoje? Como estão as partidas na Vila Belmiro e no Beira-Rio. Divida essas emoções com a gente…


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